Cartilha de Agroecologia

Cartilha de Agroecologia

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Agr icultur a Familiar, Agr oecologia e Mer cado

Projeto Agricultura Familiar, Agroecologia e Mercado

Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar no Nordeste

Representante da Fundação Konrad Adenauer Fortaleza: Anja Czymmeck

Coordenadora Geral: Angela Küster

Coordenador técnico: Jaime Ferré Martí

Coordenadora administrativa: Pollyana Vieira

Equipe técnica: Narciso Ferreira Mota, Nashira Mota e Pollyanna Quemel

Cooperante do DED-Brasil: Thomas Jaeschke

Estagiária: Ana Gabriela Bezerra Lima

Elaboração de textos: Angela Küster, Jaime Ferré Martí, Nashira Remigio Mota, Pollyanna Quemel, Narciso Ferreira Mota

Revisão e edição de texto: Maristela Crispim

Projeto gráfico, capa e ilustrações: Fernando Lima

Fotos: Arquivo Fundação Konrad Adenauer (exceto quando disposto em contrário)

Jornalista responsável: Maristela Crispim (CE0095JP)

Todos os direitos para a utilização desta cartilha são livres. Qualquer parte poderá ser utilizada ou reproduzida, desde que se mantenham todos os créditos e seu uso seja exclusivamente sem fins lucrativos.

Disponível para download em w.agroecologia.inf.br

Esta publicação foi realizada com apoio da União Européia(UE). O seu conteúdo não expressa necessariamente a opinião da UE.

“Agroecologia – colocada em prática” é a segunda de uma série de cartilhas produzidas no âmbito do Projeto Agricultura Familiar, Agroecologia e Mercado (AFAM), coordenado pela Fundação Konrad Adenauer, com co-financiamento da União Européia (UE).

A construção do conhecimento agroecológico se realiza a partir da junção da teoria e da pratica, através do intercâmbio de experiências entre os agricultores e pesquisadores científicos. Dessa forma sugiram muitas tecnologias adaptadas ao semi-árido e às realidades da agricultura familiar para o manejo ecológico das propriedades familiares.

Os agricultores chamados de “experimentadores”, que estão desenvolvendo diferentes tecnologias ou aperfeiçoando-as, contribuem para o processo de construção desse conhecimento.

Esta cartilha apresenta algumas das práticas voltadas ao estímulo da transição agroecológica com a intenção de contribuir para sua divulgação, sem a pretensão de ser completa e sem poder aprofundar muito na sua aplicação. Sua proposta é de ferramenta metodológica a ser utilizada em cursos, estimulando a troca de experiências e a socialização das práticas desenvolvidas e a adoção dessas tecnologias por cada vez mais famílias no Nordeste.

Contribuíram com o conteúdo dessa cartilha agricultores e agricultoras que participaram dos cursos e oficinas do Projeto AFAM e de outras entidades, como também os técnicos e agrônomos que os acompanham.

Esperamos que este material contribua para complementar as suas práticas e experiências na aplicação e adequação dessas tecnologias.

Projeto Agricultura familiar, Agroecologia e Mercado

O Projeto Agricultura Familiar, Agroecologia e Mercado (AFAM), co-financiado pela União Européia (UE) de 2006 a 2011, tem como objetivo promover a melhoria da qualidade de vida, soberania alimentar e empoderamento da população no semiárido do Nordeste do Brasil, por meio do fortalecimento da agricultura familiar ecológica e sustentável.

Trabalha, para tanto, o fortalecimento da organização social e da qualificação de agricultores familiares, na produção, planejamento, gestão e comercialização de produtos agroecológicos, promovendo uma maior participação de mulheres e jovens.

No Estado do Ceará, o projeto está contribuindo para a criação e fortalecimento de redes de agricultores(as) familiares ecológicos(as) na região de Itapipoca, no Sertão Central e no Maciço de Baturité, em parceria com as organizações não-governamentais (ONGs) Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) e Núcleo de Iniciativas Comunitárias (NIC). O Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (CCA-UFC) é parceiro formal no apoio ciêntifico ao projeto, que conta também com o apoio do Instituto de Desenvolvimento de Energias Renováveis (IDER), na difusão de energias alternativas, e de outros parceiros locais e estaduais.

Além disso, existem articulações com redes e entidades em outros Estados do

Nordeste, promovendo a troca de experiências e construção de estratégias para avançar na difusão da proposta agroecológica.

e-mail: agroecologia@agroecologia.inf.br homepage: http://www.agroecologia.inf.br

Fundação Konrad Adenauer

A Fundação Konrad Adenauer é uma fundação política da República Federal da

Alemanha que, naquele país e no plano internacional, vem trabalhando em prol dos direitos humanos, da democracia representativa, do Estado de Direito, da economia social de mercado, da justiça social e do desenvolvimento sustentável. Os principais campos de atuação da Fundação são a formação política, o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, o incentivo à participação política e social e a colaboração com as organizações civis e os meios de comunicação.

No Brasil, realiza seu programa de cooperação por meio de um Centro de Estudos no Rio de Janeiro e de uma Representação em Fortaleza, para o Nordeste e Norte do País, sempre em conjunto com parceiros locais. Com suas publicações, pretende contribuir para a ampliação do debate público sobre temas de importância nacional e internacional.

Nas publicações da Fundação Konrad Adenauer, os trabalhos têm uma metodologia científica e tratam de temas da atualidade, principalmente nos campos das ciências sociais, políticas, econômicas, jurídicas e ambientais. As opiniões externadas nas contribuições desta publicação são de exclusiva responsabilidade de seus autores.

e-mail: kas-fortaleza@kas.de homepage: http://www.kas.de/brasil

Capítulo 1 Agricultura familiar no Nordeste

Capítulo 2

A construção do conhecimento e das práticas agroecológicas

Capítulo 3 Passos para a transição agroecológica

Capitulo 4 Práticas agroecológicas

Capitulo 5 Quintal produtivo

Capitulo 6 Agrofloresta

Recentemente a agricultura familiar passou a ser reconhecida como fator social e econômico importante, tanto no Brasil quanto no Nordeste.

Durante séculos as populações indígenas foram aculturadas e suas práticas de cultivo, que imitavam a natureza, foram ignoradas. A agricultura era toda voltada para a exportação de matéria-prima – como açúcar e café – desde a colonização. Nas fazendas, os escravos só tinham direito a plantar para a subsistência.

Assim, a agricultura familiar foi considerada apenas para subsistência. Mas foi esta agricultura que garantiu a sobrevivência das famílias, inclusive no semi-árido.

Ao longo dos séculos muitas famílias foram expulsas das suas terras, afastadas para outras pouco cultiváveis ou atraídas para outras regiões. Procuraram serviços como trabalhadores rurais nas fazendas. Outros tantos migraram para as cidades, contribuindo para a construção dos grandes centros industriais no Sul e Sudeste ou foram povoar as vastas regiões da Amazônia.

Capítulo 1Agr icultura familiarno Nor de ste

Agricultura de subsistência

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