Livro: Aprender a Aprenderuma técnica de aprendizagem

Livro: Aprender a Aprenderuma técnica de aprendizagem

(Parte 1 de 4)

Aprender a Aprender uma técnica de aprendizagem TAAA

Edição revista e ampliada

Aprender a Aprender uma técnica de aprendizagem TAAA

Edição revista e ampliada

Celio Murillo Menezes da Costa

Rio de Janeiro

Editora Simonsen 2009

Qualquer parte deste livro pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Disponível também em: w.simonsen.br/aprender

Capa e Projeto Gráfico: Simone Barra

C 837COSTA, Celio Murillo Menezes da

Aprender a aprender: uma técnica de aprendizagem /

Celio Murillo Menezes da Costa. Padre Miguel, RJ : SIMONSEN, 2009. 134 p.

Inclui bibliografia Ver programa completo em: <w.simonsen.br>

1. Métodos de estudo 2. Aprendizagem I. Faculdades Integradas Simonsen. I. Título.

CDD - 001.42 CDU - 001.8

À colaboração dos professores e funcionários da

Federação de Escolas Faculdades Integradas Simonsen, que, com suas valiosas observações, puderam aprimorar este trabalho.

Principalmente a Eber Figueira, Rita Marques,

Andreza Vieira, Angela Furtado, Edith Cristiane, Amanda Cetrangolo, Nelson Machado, Zelia Lubão, Jezuel Vieira, Carlos Miquelon, Daniel Lopes e Sabrine Souza pela revisão e principalmente, a Caren Ibrahim e Rachel Ciotti, pela revisão e digitação, e a Simone Barra, pela belíssima capa.

Por fim, aos alunos, cuja aceitabilidade é essencial para que se atinjam e consolidem os objetivos desejados.

INTRODUÇÃO9
Capítulo I: O NOVO PROFISSIONAL1
Capítulo I: A FILOSOFIA EDUCACIONAL13
Capítulo I: OBJETIVOS15
Capítulo IV: UMA TÉCNICA DE APRENDIZAGEM17
APRESENTADAS AS AULAS21
Capítulo VI:FORMULÁRIOS PARA PROFESSORES3

Capítulo V: EXEMPLO DE COMO PODERÃO SER

E APRIMORAR A LEITURA35
Capítulo VIII:O DESENVOLVIMENTO DE ATITUDES41
Capítulo IX: A INICIAÇÃO CIENTÍFICA43

Capítulo VII:SUGESTÕES PARA INTERPRETAR TEXTOS

APRENDER45

Capítulo X: SUGESTÕES DE COMO REALMENTE Capítulo XI:SUGESTÕES DE COMO ESTUDAR MELHOR49

TRABALHOS E TAREFAS QUE ENVOLVAM LEITURA51
Capítulo XIII: A REALIZAÇÃO DA PROVA53

Capítulo XII: SUGESTÕES PARA A REALIZAÇÃO DE CONCLUSÃO .......................................................................... 5

ANEXO I – A FORMAÇÃO DE ATITUDES .........................59

APRENDER61
ANEXO I – A DIFERENÇA104
ANEXO IV – AVALIAR NA CIBERCULTURA106
TÉCNICA DE APRENDIZAGEM112
ANEXO VI – FRASES PARA REFLETIR116

ANEXO V – RESUMO – APRENDER A APRENDER – UMA BIBLIOGRAFIA ...................................................................... 133

Resolvi divulgar as idéias contidas neste livro porque, ao ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras, oriundo do Colégio Militar do Rio de Janeiro, fui informado de que os alunos os quais obtivessem ao longo do ano letivo média 7.0, não teriam que fazer provas finais orais e escritas. Durante toda a minha vida de estudante, e até ingressar na Academia, só estudava aquilo que realmente despertasse o meu interesse. Se eu perguntasse ao professor do propósito de estudar aquela disciplina e ele não me convencesse da sua importância, eu simplesmente me preocupava em alcançar a nota mínima. Meu primeiro professor de Inglês chegou a me dizer que a língua serviria para entender as letras das músicas tocadas nas rádios e o de Cálculo Integral, para resolver os problemas que seriam cobrados na prova. Em função destas respostas, nunca dei importância a nenhuma dessas disciplinas, o que, da primeira, me arrependo.

Sendo assim, para ter mais dois meses de férias, eu precisaria tirar 7.0 em todas as disciplinas, o que me fez pensar que, para isso, eu precisaria estudar muito! Foi quando um dos responsáveis pela Seção Técnica de Ensino nos mostrou a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA”. Naquela época, só quem pensava nisso eram as forças armadas, em função do grande desenvolvimento tecnológico dos armamentos, que, em vez de servirem para abater os inimigos, estavam causando mais baixas na tropa que os estava utilizando. Eles chegavam por via aérea, encaixotados com o manual e a tropa não conseguia interpretá-lo. O Exército Americano, então, resolveu desenvolver uma técnica de aprendizagem que permitisse ao militar ser capacitado a aprender por si mesmo – naquela época, e até recentemente, as empresas treinavam seus funcionários para uma única função até se aposentarem, pois os equipamentos não se tornavam obsoletos em tão reduzido espaço de tempo, como acontece hoje.

Celio Murillo Menezes da Costa

Usando esta técnica de aprendizagem, passei de último classificado ao entrar na Academia para o 2º da minha arma e hoje consigo, sozinho, aprender quase qualquer coisa. Sigam a técnica e observem os resultados. Tenho certeza de que isso os ajudará a serem os profissionais dos quais hoje o mercado de trabalho tanto necessita, porém dificilmente encontra.

Boa Sorte Celio Murillo Menezes da Costa

Capítulo I

O NOVO PROFISSIONAL (Bacharel ou Licenciado)

O mercado de trabalho globalizado exige um profissional que esteja permanentemente atualizado, antecipando-se, pesquisando, desenvolvendo alternativas e implantando soluções. É este perfil que caracteriza o novo profissional.

O relacionamento empresa (instituição)/funcionário transformou-se profundamente na última década. O conhecimento era provido pela empresa/instituição, que selecionava profissionais sem experiência e os treinava conforme o plano de carreira definido pelo setor de Recursos Humanos. Este conhecimento acumulado dava origem a profissionais que trabalhavam praticamente toda a vida na mesma empresa/ instituição e na mesma função, gerando um emprego permanente.

No ambiente atual/futuro, a velocidade avassaladora das mudanças tecnológicas vêm revolucionando também o conceito de conhecimento na empresa. Neste novo cenário, o perfil do funcionário que as empresas/instituições buscam é aquele que permite à empresa adaptar-se constantemente, para sobreviver e manter-se competitiva.

Mas qual a diferença entre o perfil do profissional nesses dois ambientes? Será que no ambiente anterior não precisavam de profissionais com as características similares às do ambiente atual? Por certo que sim. A diferença fundamental está em quem provê o conhecimento. No ambiente anterior, caracterizado por pequenas mudanças tecnológicas, as empresas podiam investir na formação do profissional, modelando-o de acordo com suas necessidades, pois sabiam que aquele investimento traria um grande retorno, devido ao longo período de depreciação do valor investido. Já no ambiente atual, as empresas/instituições não

Celio Murillo Menezes da Costa podem fazer grandes investimentos em treinamento/ adestramento, pois não há retorno efetivo do que foi investido, devido à constante necessidade de acompanhar o avanço tecnológico.

Entretanto, para sobreviver, as empresas/instituições necessitam e dependem, cada vez mais, de profissionais especializados e atualizados. O processo de seleção, neste novo cenário, é direcionado ao profissional pronto e que esteja permanentemente atualizado e interessado em novas soluções imediatas ou a curto prazo.

É neste momento que surge a questão fundamental: quem fará o investimento para capacitar e atualizar este novo profissional? Estão nossos formandos capacitados a sobreviver neste novo cenário? Como irão se preparar? Por onde começarão? Como agirão? O novo profissional necessita desenvolver mecanismos que lhe permitam estar continuamente atualizado em relação às tendências do mercado e capacitado para atender às necessidades empresariais. O sucesso deste novo profissional é proporcional à sua capacidade de avaliar os diferentes cenários e de antecipar-se diante das situações, em vez de apresentarem problemas têm que levar possíveis soluções.

Estas importantes questões merecem respostas criativas e novas propostas impõem-se, sendo a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA” uma das que permitirão, de uma forma prática e econômica, atingir estes objetivos.

Capítulo I

O ponto de mutação no processo ensino-aprendizagem (construção do conhecimento)

A modernidade educacional exige mecanismos que possam formar profissionais que deixem de ser meros repetidores de estruturas cunhadas, muitas das quais ultrapassadas, e os transformem em seres pensantes, críticos e abertos à busca de novos conhecimentos e que se adaptem aos fatos e às situações, procurando soluções por sua própria iniciativa.

Desta forma, o aluno não se limitará aos tradicionais deveres escolares: ele passará a ser o sujeito da construção dos próprios conhecimentos, através da reflexão crítica, deixando, assim, de ser um agente passivo no processo.

Celio Murillo Menezes da Costa 14

Capítulo I

Permitir ao professor ser cada vez mais o “facilitador/ mediador da aprendizagem” à medida que os alunos, aprendendo a aprender, a pensar, a apreender, a indagar, a interagir, a pesquisar e, o mais difícil, desaprender para reaprender, se tornem capacitados para o autodesenvolvimento e preparados para serem os novos profissionais de que o mercado tanto necessita.

“Oferecer condições para o aluno estudar e se capacitar para o autodesenvolvimento ético, social e empreendedor.”

Celio Murillo Menezes da Costa 16

Capítulo IV

Este capítulo é de extrema importância. Se os professores e os alunos fizerem o que ele ensina, a aprendizagem será ótima. Os demais capítulos a tornarão “somente” excelente.

Esta Técnica de Aprendizagem está baseada, principalmente, no conhecimento, ainda que superficial, pelos alunos, do assunto a ser abordado/interagido em cada aula, antes de ser ministrada. O processo, cunhado como “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA”, dá base para que os alunos, ao receberem conhecimentos, de análise crítica de textos e de como consultar a Internet, a Biblioteca, a Videoteca, os CDs Rom, DVD’s etc., selecionem, analisem e entendam o que realmente for importante, preparados para tomar decisões e apresentar soluções, já que quem detiver o conhecimento é que fará a diferença no mercado globalizado e cada vez mais competitivo.

Para sua operacionalização, o professor, sempre ao final de cada aula, divulgará o conteúdo programático da aula seguinte e onde o aluno poderá encontrá-lo.

Neste processo inovador, o professor deixa de ser um expositor de conteúdos e repetidor de informações para ser um facilitador/mediador da aprendizagem, promovendo a integração entre o conteúdo que está sendo exposto e o conhecimento prévio adquirido pelos alunos.

Este processo atinge uma resposta bilateral, tendo em vista que desperta nos alunos a motivação para perguntar sobre o que tiveram dúvidas no conhecimento prévio do conteúdo, aumentando substancialmente o rendimento das aulas, dando ao professor oportunidade de interagir com a turma, ampliando-se as ilustrações didáticas, a partir das experiências de todos.

Celio Murillo Menezes da Costa

A grande importância do facilitador/mediador será estimular os debates em aula.

Para que estes objetivos sejam atingidos,

1. O professor deve: a) na primeira aula da disciplina:

enfatizar a importância das disciplinas Produção Textual e Informática Instrumental para que possam cumprir com êxito a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender

apresentar a disciplina, mostrando a sua importância, a sua aplicação na vida profissional e social do aluno;

comentar a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA”;

informar o conteúdo programático a ser desenvolvido no semestre, bibliografia e sugestões de recursos paradidáticos, como vídeos e sites;

esclarecer ao aluno que o objetivo das provas e testes é verificar se ele está acompanhando ou não os conteúdos ministrados, para que dessa forma o professor possa dedicar mais atenção àqueles que estão com dificuldades, ou até mesmo encaminhá-los a monitores ou tutores;

informar noções básicas de Metodologia Científica como: pesquisar, estudar, aprender, apreender, concluir, resolver, deduzir, organizar idéias, indagar, descobrir, questionar etc.;

explicar como pesquisar, inclusive via Internet, o conteúdo programático das aulas;

deixar claro para o aluno que o professor é um facilitador/ mediador e que é preciso buscar/pesquisar informações para autodesenvolver-se.

b) Ao final de cada aula (se as fichas das aulas não estiverem na Internet):

divulgar o conteúdo programático da aula seguinte e onde encontrá-lo;

indicar duas frases do material bibliográfico – é importante que as frases não sejam ditadas, mas sim indicada sua localização, informando, por exemplo, o número do parágrafo, o número da página e o livro (procurando despertar no aluno o interesse para o assunto), indicando frases do meio da página;

incentivar reflexões referentes ao tema da aula, que deve ser ditada, para que o aluno possa criar seu pensamento crítico - reflexivo.

c) Registrar no diário de classe se conseguiu cumprir o planejamento previsto da aula, quando não conseguir, justificar e informar o que pretende fazer para recuperá-la, o rendimento da turma/disciplina e, também, registrar o planejamento da aula seguinte de acordo com a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender - TAAA”.

Nos dias anteriores, preferencialmente após fazer um relaxamento mental (exemplo: inspirar contando mentalmente até 8, prender a respiração contando até 4, expirar contando até 8 e prender contando até 4, repetindo até se sentir tranqüilo), estudar ou, pelo menos, ler o assunto destas, informado pelo professor na aula anterior ou ler a ficha de aula se estas estiverem no site da Instituição, em grupo de quatro ou seis alunos, mas, sempre nos dez minutos antes das aulas pelo menos, ler as frases indicadas e pensar sobre a reflexão divulgada pelo professor na aula anterior. Se possível, deverá ler também toda a bibliografia especificada.

ATENÇÃO: a leitura das frases e reflexões, sobre o conteúdo da aula, pelo menos nos dez minutos antes de seu início,

Celio Murillo Menezes da Costa tende a aumentar o rendimento do processo da aprendizagem em cerca de 30%. Caso dedique mais tempo ao estudo prévio dos assuntos, este rendimento poderá chegar a ser de 100%.

Perguntar, perguntar, perguntarsobre tudo o que não

b) Na aula: tiver entendido, mesmo que não tenha tomado conhecimento do assunto previamente. Caso o professor explique pela segunda vez o assunto, e mesmo assim o aluno não entender, depois da aula deve solicitar a um colega que o explique, pois desta forma, irá aprendê-lo e apreendê-lo e, possivelmente, nunca mais o esquecerá.

c) Depois da aula:

Preferencialmente, em grupo, deverá fazer uma recordação, ainda que rapidamente, debatendo o assunto com colegas e/ou fazendo um breve resumo. Estude com empenho e dedicação e veja algumas dicas de como estudar para melhor aprender a aprender no Capítulo XI.

Capítulo V

A) Cada disciplina deve possuir um Plano de Ensino/ Aprendizagem, conforme o modelo abaixo:

Os Planos de Ensino/Aprendizagem devem contemplar as decisões tomadas pelo(s) professor(es) mediante um planejamento. Estes Planos de Ensino/Aprendizagem devem englobar o todo, ou seja, definir as ações totais de uma determinada disciplina. Para que o todo seja atingido, é necessário desmembrá-lo em unidades de planejamento, focando a necessidade de cada aula para se chegar, no final do semestre, com todo o Plano de Ensino/Aprendizagem desenvolvido, para que mesmo com os feriados e outras interrupções, possa-se, usando as aulas de revisão, concluir todo o planejado.

DISCIPLINA Nome da disciplina

Informar a carga horária total da disciplina ELABORAÇÃO/ATUALIZAÇÃO POR:

Nome de todos os docentes que participaram da elaboração/atualização deste material. O nome pelo qual o professor é conhecido deverá estar em negrito e colocar a data da reunião de aprovação pelo Colegiado do

Curso.

Filosofia Pedagógica Institucional

Hoje, a nova tendência do mercado de trabalho frente ao processo de globalização, exige um profissional que esteja constantemente atualizado, se antecipando, pesquisando,

(Parte 1 de 4)

Comentários