Livro: Aprender a Aprenderuma técnica de aprendizagem

Livro: Aprender a Aprenderuma técnica de aprendizagem

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1.4 Para sua operacionalização, o professor, sempre ao final de cada aula, informará aos alunos o conteúdo programático da aula seguinte e onde encontrá-lo.

1.5 Este processo atinge uma resposta bilateral, tendo em vista que desperta nos alunos a motivação para perguntar sobre o que tiveram dúvidas no conhecimento prévio do conteúdo, possibilitando uma melhor qualidade nas aulas, dando ao professor oportunidade de interagir com a turma, ampliando-se as ilustrações didáticas, a partir das experiências de todos, professor e alunos.

1.6 Para que estes objetivos possam ser atingidos: 1.6.1 o professor deve: a) na primeira aula da disciplina:

apresentar a disciplina, mostrando a sua importância e a sua aplicação na vida profissional e social do aluno;

comentar a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA”;

informar o conteúdo programático a ser desenvolvido no semestre, bibliografia e sugestões de recursos paradidáticos, como vídeos e sites; verificar se ele está acompanhando ou não os conteúdos ministrados, para que dessa forma o professor possa dedicar mais atenção àqueles que estão com dificuldades, ou até mesmo encaminhá-los a monitores ou tutores;

informar noções básicas de Metodologia Científica como: pesquisar, estudar, aprender, apreender, concluir, resolver, deduzir, organizar idéias, indagar, descobrir, questionar etc.;

explicar como consultar, inclusive via Internet, o conteúdo programático das aulas.

b) Ao final de cada aula (se as fichas das aulas não estiverem na Internet):

divulgar o conteúdo programático da aula seguinte e onde encontrá-lo;

indicar duas frases do material bibliográfico – é importante que as frases não sejam ditadas, mas sim indicada sua localização, informando, por exemplo, o número do parágrafo, o número da página e o livro (procurando despertar no aluno o interesse para o assunto), indicando frases do meio da página;

propor reflexões referentes ao tema da aula, que deve ser ditada, para que o aluno pense a respeito.

c) No diário de classe anotar se conseguiu cumprir o planejamento da aula previsto. Quando não houver conseguido, precisará justificar o porquê e informar o que pretende fazer para recuperála, bem como o rendimento da turma/disciplina, e registrar o planejamento da aula seguinte de acordo com a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA”, já informado aos alunos no final da aula.

1.6.2 O aluno deve: a) antes das aulas:

Nos dias anteriores, preferencialmente após fazer um relaxamento mental (exemplo: inspirar contando mentalmente até 8, prender a respiração contando até 4, expirar contando até 8 e prender contando até 4, repetindo até se sentir tranqüilo), estudar ou, pelo menos, ler o assunto destas, informado pelo professor na aula anterior ou ler a ficha de aula se estas estiverem no site da Instituição, em grupo de quatro ou seis alunos, mas, sempre nos dez minutos antes das aulas pelo menos, ler as frases indicadas e pensar sobre a reflexão divulgada pelo professor na aula anterior. Se possível, deverá ler também toda a bibliografia especificada.

Celio Murillo Menezes da Costa

ATENÇÃO: a leitura das frases e reflexões, sobre o conteúdo da aula, pelo menos nos dez minutos antes de seu início, tende a aumentar o rendimento do processo da aprendizagem em cerca de 30%. Caso dedique mais tempo ao estudo prévio dos assuntos, este rendimento poderá chegar a ser de 100%.

Perguntar, perguntar, perguntarsobre tudo o que não tiver

b) Na aula: entendido, mesmo que não tenha tomado conhecimento do assunto previamente. Caso o professor explique pela segunda vez o assunto, e mesmo assim o aluno não entender, depois da aula deve pedir a um colega que o explique, pois desta forma, irá aprendê-lo e apreendê-lo e, possivelmente, nunca mais o esquecerá.

c) Depois da aula:

Preferencialmente, em grupo, deverá fazer uma recordação, ainda que rapidamente, debatendo o assunto com colegas e/ou fazendo um breve resumo. Estude com empenho e dedicação e veja algumas dicas de como estudar para melhor aprender a aprender no Capítulo XI do livro de COSTA, Celio Murillo Menezes da. Aprender a Aprender uma técnica de aprendizagem. Rio de Janeiro: Simonsen, 2009.

Capítulo VI

Os professores deverão receber um kit com Manual de

Preenchimento do Plano de Trabalho/Ensino, bem como das Fichas de Aula, e, também, um modelo já preenchido para servir de exemplo para que possa preencher o material adequadamente. As orientações constantes do presente documento devem seguir a “Técnica de Aprendizagem Aprender a Aprender – TAAA”, cujo resumo deve ser entregue (vide anexo V). Portanto, é importante que os professores o leiam cuidadosamente.

Após o preenchimento, os professores deverão realizar uma análise dos Planos de Trabalho/Ensino e das Fichas de Aula junto à Coordenação do Curso para o qual a disciplina será ministrada.

Os professores deverão definir o conteúdo programático das aulas e registrá-lo no diário de classe. Professores de disciplinas afins deverão fazê-lo em conjunto. As conclusões serão publicadas pelos próprios professores na web, para consulta prévia pelos alunos.

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Capítulo VII

Importância da Leitura

Não basta ir às aulas para garantir pleno êxito nos estudos.

É preciso ler e, principalmente, ler bem, antes das aulas, sobre o assunto que será proposto. Quem não sabe ler bem não saberá resumir, nem tomar bons apontamentos e, finalmente, terá dificuldades para estudar. Para isto, é necessário ir às fontes, aos autores, aos livros, à Internet, à disciplina “Produção Textual” tem como uma de sua finalidade ajudar o aluno a fazer uma melhor análise dos textos que ler. É preciso estar atualizado com as notícias, tomando conhecimento pelo menos das manchetes dos jornais ao passar pelas bancas ou vendo-as nos sites apropriados. Se possível, ler o resumo logo abaixo das manchetes e, se o assunto interessar, ler, aí sim, toda a matéria. Como você talvez não tenha tempo, tente uma leitura dinâmica, correndo os olhos de cima para baixo nas colunas, procurando destacar as palavras-chave e só lendo o parágrafo que realmente contiver o assunto que lhe interesse. Lembre-se de que, com exceção de um livro científico, no qual todas as informações, em princípio, são importantes, nos demais, normalmente, interessam-nos somente 30% do que está escrito.

Se você já viu reprise de novela de TV, sabe que os capítulos são resumidos em alguns poucos, mas é perfeitamente possível compreendermos a história. Isto também faz a revista Seleções do Reader’s Digest, ao editar resumos de livros onde se entende plenamente a história condensada.

Por isso, além das leituras obrigatórias, devemos ler jornais, revistas e livros, se desejarmos aprender, progredir, desenvolver nossa capacidade intelectual. Quanto mais lermos, mais teremos

Celio Murillo Menezes da Costa facilidade de aprender, e melhor será a nossa linguagem.

Muitas pessoas acham que a leitura é sempre passiva, supondo que o leitor não precisa fazer nenhum esforço. A leitura, ao contrário do que parece, é uma atividade bastante complexa, consistindo num grande número de atos separados. Quanto maior a nossa capacidade de dominar esses atos, mais proveito tiraremos de nossa leitura. Poderemos considerar-nos leitores atentos quando formos capazes de ler jornais, analisando e criticando o texto, fazendo perguntas, captando e assimilando as intenções do autor, pesquisando as mensagens principais, separando-as das secundárias e tirando conclusões.

A televisão e o rádio apresentam-nos as mesmas opiniões tantas vezes e de forma tão incisiva, que podemos acabar sugestionados, aceitando-as como se fossem nossas. A leitura, principalmente a leitura ativa, impede-nos de aceitar tal imposição. Como leitores ativos, tomamos conhecimento da importância do pensamento e das atitudes críticas para melhor compreensão do mundo em que vivemos.

Ao lermos um trecho qualquer, temos necessidade de, em primeiro lugar, conhecer cada palavra. Se não formos capazes de entender todas as palavras do texto, não poderemos ter certeza de entender o pensamento do autor. Daí, a grande importância de possuirmos um bom vocabulário; e se não conhecermos o significado de alguma palavra, deveremos consultar o dicionário.

A leitura exige reflexão. Só assim poderemos interpretar o que diz o autor e concordar ou discordar. Não devemos aceitar passivamente todas as informações apresentadas. Não podemos ler com pressa, sem atenção, assuntos que nos sejam importantes, procurando chegar ao final do texto o mais rápido possível.

Não examina o livroExamina o prefácio, o índice e a orelha do livro

Não faz leitura de reconhecimentoFolheia o livro, para decidir se vale a pena lê-lo, examiná-lo

Não tem expectativa quantoPensa no que espera do livro à leitura

Não se importa com as palavrasProcura no dicionário o significado cujo significado desconhecedas palavras que desconhece

Concentra-se nas palavrasConcentra-se nas idéias

Acompanha a leitura comNão move os lábios movimento dos lábios

Move a cabeça a medida que lêSó move os olhos

Lê com o corpo em posiçãoLê com o corpo na posição correta desconfortável

Lê em voz altaLê silenciosamente

Volta com freqüência ao inícioLê sempre para a frente e só volta da frasequando a mente divaga

Lê apressadamenteLê com calma

Seu objetivo é chegar ao finalTem por objetivo tirar proveito do livroda leitura

Uso da Internet

A disciplina “Informática Instrumental” irá preparar os alunos para saberem utilizar bem a Internet, principalmente, como usar o e-mail, a Secretaria On-line, usar o Busca Rápida no site da Instituição, bem como, utilizar os sites de busca, como Google etc.

Uso da biblioteca

Neste processo de nova filosofia educacional, a biblioteca assume um papel de vital importância para o aprimoramento da qualidade do ensino. O aluno deve aprender a manusear terminais de consultas, inclusive os via Internet, assim como a investigar

Principais características dos maus e bons leitores

Celio Murillo Menezes da Costa cientificamente, como forma de superar os desafios, através das consultas bibliográficas específicas. Também o manuseio dos compêndios, por meio do sistema de livre acesso aos livros, facilita a pesquisa, pois oferece a consulta ágil a outros livros com oportunidade de novos enfoques a serem analisados.

O Livro

Ao adquirirmos um livro, devemos, antes de mais nada, fazer uma leitura prévia eficiente, que nos dê condições de ter uma idéia geral sobre o livro. Os principais pontos a serem inspecionados na leitura prévia são o título, o índice, o autor, o prefácio, a data em que foi escrito e a orelha do livro. Além de observar estes pontos, há a necessidade de folhearmos o livro, parando num ou noutro ponto para uma pesquisa mais detalhada.

O título

Nem sempre damos muita atenção ao título da obra. No entanto, é importante para a nossa leitura. O título e o prefácio de um livro têm muito a nos dizer sobre o que vamos encontrar. Apesar disso, poucos leitores dedicam-se a examiná-los. Uma leitura rápida do prefácio poderá dar-nos uma idéia do conteúdo do livro e orientar-nos a respeito do que podemos esperar dele. O título, por sua vez, pode ajudar-nos a compreender melhor as idéias do autor. Muitas vezes, apenas através do título, já se pode classificar o livro. Muitos de nós ignoram o título e o prefácio, justamente por acharem desnecessário classificar o livro. O autor, no entanto, tem às vezes muito trabalho para encontrar um título que nos ajude a classificar a obra e, assim, facilitar-nos a compreensão. Devemos aproveitar-nos dessa ajuda.

O autor

Quanto mais informações tivermos sobre o autor, melhor.

Se soubermos, antecipadamente, quais são os seus pontos de vista, poderemos analisar melhor a sua obra.

O índice

A leitura do índice é indispensável para termos uma idéia do plano geral do trabalho. Nele, é mostrada a estrutura da obra. Pela sua leitura, inteiramo-nos do que podemos esperar do conteúdo do livro.

O prefácio

Muitas observações importantes podem ser-nos dadas no prefácio. É um erro grave evitarmos lê-lo. É comum não fazermos uma leitura correta de um livro por termos pulado a leitura da introdução ou do prefácio. Às vezes, o autor indica no prefácio o porquê da ordem dos capítulos, pontos de vista e propósitos. Se não o lermos atentamente, faremos, com certeza, uma leitura deficiente.

A data em que foi escrito o livro

É de grande importância verificar a data em que foi escrito o livro, porque ela nos indica ou a sua atualidade ou obsolescência. Por exemplo, um livro com o título As mais recentes descobertas na área da eletrônica poderia darnos a impressão de ser um livro atual. Se, no entanto, tiver sido escrito em 1940, ele poderá ter pouco valor prático agora.

A origem do livro

A origem do livro é igualmente importante. Por exemplo: consideremos um livro sobre política. Os seus pontos de vista poderão ser julgados para um lado ou para outro, dependendo de se tiver sido escrito no Oriente ou no Ocidente. Se não estivermos atentos para a sua origem, poderemos ser induzidos a erros graves de interpretação.

A orelha do livro

Normalmente, esta parte do livro nos dá várias informações, como uma pequena bibliografia do autor e a idéia do conteúdo do livro.

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Anotações

O lápis é uma das mais importantes ferramentas para empregarmos na leitura. Quase nunca nos lembramos disso. É comum lermos livros inteiros sem tomarmos nota de nada. O prejuízo é muito grande, é enorme: não fazemos observações que nos poderiam ajudar no futuro. As anotações são de extrema utilidade no caso de releitura ou consulta futura. As mais significativas a serem feitas em um livro são: sublinhar as frases e palavras importantes; fazer traços verticais na margem, para indicar que um trecho merece ser observado; e colocar números de outras páginas na margem, para indicar que o autor defende ou ataca os mesmos pontos de vista nas páginas citadas, e ir fazendo um índice, para encontrar facilmente certas observações, quando precisar. Portanto, não se estuda um texto como quem lê um romance, por puro entretenimento. Os textos de estudo, mormente aqueles de cunho científico ou filosófico, requerem sempre o emprego da razão reflexiva.

Capítulo VIII

Para estimular este processo de mudança, o estudante deve ser encorajado a:

a) aprender a ler; b) ler, pelo menos semanalmente, uma revista ou jornal de projeção nacional; c) ler livros de seu interesse (pelo menos quatro anualmente); d) procurar ser um navegador na Internet em busca de informações de seu interesse; e) frequentar: teatro, cinema, exposições artísticas e culturais, feiras, museus, reuniões de amigos, não só por uma questão de informação, mas, antes de tudo, social; f) agregar valor ao seu diploma, participando de cursos, estágios, congressos, seminários e encontros, ouvindo os especialistas em áreas de seu interesse; g) fazer turismo cultural e, ao viajar, procurar informar-se sobre a questão sociocultural do local visitado; h) ter conhecimento de inglês, inclusive técnico, e de espanhol, este, devido aos negócios do Brasil no MERCOSUL; i) ter entusiasmo e gostar do que faz; j) saber usar a ferramenta computador; k) dimensionar o tempo adequadamente; e l) ser criativo e reflexivo.

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