Capacidade Hidroelétrica do Rio Parnaíba

Capacidade Hidroelétrica do Rio Parnaíba

Também conhecido como “Velho Monge”, banha os estados do Piauí e Maranhão.

  • Também conhecido como “Velho Monge”, banha os estados do Piauí e Maranhão.

  • Descoberto em 1640 por Nicolau Resende.

  • Nasce nos contrafortes da Chapada das Mangabeiras, numa altitude de 700m, pela confluência de três principais fluxos d’água:

    • Água quente na divisa do Piauí com o Maranhão;
    • Rio Curriola;
    • Rio Lontra.

20 bilhões de metros cúbicos por ano.

  • 20 bilhões de metros cúbicos por ano.

  • Precipitação pluviométrica média das regiões que o rio percorre é de 1.500 mm³/ano.

  • Seu vale possui metade da água subterrânea do Nordeste – avaliada em 10 bilhões de mm³/ano.

  • Seus principais afluentes no Piauí são os rios Gurguéia, Uruçuí-Preto, Canindé, Poti e Longá. No Maranhão, seu mais importante afluente é o Rio Balsas.

Percorre cerca 1.450 km até sua desembocadura no oceano Atlântico, servindo de divisa entre o estado do Piauí e do Maranhão.

  • Percorre cerca 1.450 km até sua desembocadura no oceano Atlântico, servindo de divisa entre o estado do Piauí e do Maranhão.

  • Compreende três cursos: Baixo Parnaíba, Médio Parnaíba e Alto Parnaíba.

  • Na altura da cidade de Guadalupe, no Médio Parnaíba, se localiza a Usina de Boa Esperança, integrada ao sistema Chesf.

  • Apresenta declividade acentuada de sua nascente até o município de Santa Filomena, sofrendo a partir daí uma redução gradativa, chegando a uma declividade de menos de 25 cm/km, nos últimos quilômetros do seu percurso.

A Bacia do Parnaíba abrange quase a totalidade do território piauiense, parte do Maranhão e uma pequena parte do Ceará, totalizando 344.112 km².

  • A Bacia do Parnaíba abrange quase a totalidade do território piauiense, parte do Maranhão e uma pequena parte do Ceará, totalizando 344.112 km².

  • Apesar da vegetação predominante ser a Caatinga, a região é uma transição entre a Caatinga, Floresta Tropical e vegetação litorânea.

  • O maior adensamento urbano da região é a capital Teresina.

  • Toda a região é caracterizada por índices críticos de abastecimentos de água, esgotamento sanitário e tratamento de esgoto.

  • O atraso socioeconômico da região é atribuído à escassez hídrica.

  • Compõe junto com as bacias do Paraná e do Amazonas as três maiores bacias sedimentares do Brasil.

Estudo do Departamento Nacional de Rios Portos e Canais (1956 – 58):

  • Estudo do Departamento Nacional de Rios Portos e Canais (1956 – 58):

    • Culminou na instalação da Usina de Boa Esperança.
    • Indicou a possibilidade de mais três aproveitamentos: Uruçuí (km 869 do rio), com capacidade de 80 MW; Rio Gurguéia, para fins de irrigação; Rio Poti para irrigação e geração de energia (2,5MW).

Estudo realizado pelo Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Nordeste, coordenado pela Eletrobrás (1972):

  • Estudo realizado pelo Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Nordeste, coordenado pela Eletrobrás (1972):

    • Reconheceu como possível e economicamente vantajoso o aproveitamento destes recursos no curso abaixo da Usina de Boa Esperança, no local denominado Araçá.

Estudo realizado pela Chesf/CNEC Engenharia S.A. (2001 – 2003):

  • Estudo realizado pela Chesf/CNEC Engenharia S.A. (2001 – 2003):

    • Apontou as seguintes alternativas: Canto do Rio Tasso Fragoso (MA), com capacidade de 65MW; Taquara (MA), no Alto Parnaíba, com capacidade de 43MW; Ribeiro Gonsalvez (PI), com capacidade de 174MW; Taboa, no Rio Balsas, em Sambaíba (MA), com capacidade de 98MW; Uruçuí (PI), com capacidade de 164MW; Estreito, em Amarante (PI), com capacidade de 86MW; Castelhano, envolvendo Amarante e Parnarama, com capacidade de 94MW.

Atualmente o debate que vem se desenvolvendo é sobre a construção de cinco usinas no Rio Parnaíba, com capacidade de 460MW:

  • Atualmente o debate que vem se desenvolvendo é sobre a construção de cinco usinas no Rio Parnaíba, com capacidade de 460MW:

    • Ribeiro Gonçalves (113MW);
    • Uruçuí (134MW);
    • Cachoeira (63MW);
    • Estreito (56MW), em Amarante;
    • Castelhano (54MW), entre Amarante e Parnarama.
  • Estas usinas, além da geração de energia elétrica, permitirão o controle das enchentes e manterão o nível das águas em 3m – adequados para a navegação.

As referidas hidrelétricas chegaram a ser listados para licitação no leilão A-5 de 2009, porem os empreendimentos foram retirados por falta de licença prévia.

  • As referidas hidrelétricas chegaram a ser listados para licitação no leilão A-5 de 2009, porem os empreendimentos foram retirados por falta de licença prévia.

  • A Chesf é a responsável pelos estudos das referidas usinas.A EPE (Empresa de Pesquisas Energética), contratada para projetar os empreendimentos, quer licitar as cinco usinas ainda no A-5 de 2010.

Durante o período de 20/02 a 10/03 as empresas Chesf, EnergIMP, Queiroz Galvão, CNEC e o IBAMA levaram ao conhecimento público o IEA e o RIMA dos referidos empreendimentos.

  • Durante o período de 20/02 a 10/03 as empresas Chesf, EnergIMP, Queiroz Galvão, CNEC e o IBAMA levaram ao conhecimento público o IEA e o RIMA dos referidos empreendimentos.

  • O divulgação foi feita por meio de audiências públicas nas cidades onde serão construídas as usinas e na capital:

    • Ribeiro Goçalvez: Tasso Fragoso (20/02) e Ribeiro Gonçalvez (22/02);
    • Uruçuí: Uruçuí (24/02), Benedito Leite (25/02) e São Felix de Balsas (27/02);
    • Cachoeira: Floriano (1/03) e Barão de Garjaú (2/03);
    • Estreito: Amarante (4/02) e São Francisco do Maranhão (5/03);
    • Castelhano: Palmerais (7/03) e Parnarama (8/03);
    • Análise geral em Teresina (10/03).

Os presentes nas audiências apontam discrepâncias entre os dados presentes no RIMA e o que foi falado pelos técnicos presentes nas audiências.

  • Os presentes nas audiências apontam discrepâncias entre os dados presentes no RIMA e o que foi falado pelos técnicos presentes nas audiências.

  • Dados como espaço inundado, número de famílias afetadas e prédios públicos afetados estavam diversos do que foi falado pelos técnicos.

  • Alguns dados não constavam no RIMA; estradas afetas e perdas na produção agrícola, por exemplo.

Os defensores do projeto afirmam que em alguns anos o Piauí sofrerá uma crise energética (o estado é dos que apresentam maior dificuldade para implantar o programa “Luz para Todos”), entretanto estes não levam em consideração, em seus discursos outras alternativas energéticas.

  • Os defensores do projeto afirmam que em alguns anos o Piauí sofrerá uma crise energética (o estado é dos que apresentam maior dificuldade para implantar o programa “Luz para Todos”), entretanto estes não levam em consideração, em seus discursos outras alternativas energéticas.

  • Especialistas afirmam que o Rio Parnaíba tem sim capacidade hidroelétrica, entretanto os custos seriam muito altos, devido à falta grandes quedas d’água.

  • O caso da discrepância do RIMA mostra que a construção dessas usinas não coloca em jogo somente os interesses dos piauienses, mas também uma série de interesses políticos.

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