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“d2”) é energizada, impossibilitando a energização da outra, e não deixando energizar as duas ao mesmo tempo, porque estão intertravadas.

Figura 2.10

Quando se apertar as duas botoeiras “b12” e depois “b13”, no circuito da figura 2.10(a), que tem intertravamento mecânico, com os contatos normalmente fechados das botoeiras conjugadas, as lâmpadas não se acendem, e, no circuito da figura 2.10(b), o intertravamento é elétrico com os contatos normalmente fechados dos contatores. Neste caso, a lâmpada “h12” se acende e “h13” não se acende. Na figura 2.1 é mostrado um circuito com retenção (selo) e intertravamento elétrico.

Figura 2.1

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Apertando-se a botoeira “b12” (ou “b13”) a bobina do contator “d1”( ou “d2”) é energizada, o contato de selo “d1” (ou “d2”) fecha-se mantendo a energização, o contato de intertravamento de “d1” (ou “d2”) ligado em série com “d2” (ou “d1 “) impossibilita a energização das duas bobinas ao mesmo tempo. Para se energizar a bobina “d2” (ou “d1 “) é necessário apertar a botoeira “b0”, desenergizando a bobina “d1” (ou “d2”) antes de apertar “b13” (ou “b12”). Neste circuito, quando se apertar “b12” e “b13” ao mesmo tempo, os dois contatores serão energizados instantaneamente até que um dos contatos de intertravamento abra.

Na figura 2.12 são mostrados os circuitos de intertravamento mecânico e elétrico que oferecem maior segurança pela sua constituição.

Figura 2.12

Quando a bobina do contator “d1” (ou “d2”) estiver energizada, para se energizar a bobina do contator “d2” (ou “d1”) no circuito da figura 2.12(a), é necessário primeiro apertar a botoeira “b0” e depois ‘b13” (ou “b12”), ao passo que, no circuito da figura 2.12(b), não há necessidade de tal procedimento, porque, apertando-se “b13” (ou “b12”), a bobina do contator “d1” (ou “d2”) é desenergizada pelo contato de intertravamento da respectiva botoeira.

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2.3.3 – Circuito de Prioridade a) Primeira ação Este circuito, figura 2.13, permite energizar somente o contator atuado em primeiro lugar.

Figura 2.13 b) Última ação Este circuito, figura 2.14, permite a energização do contator acionado em último lugar.

Figura 2.14

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c) Primeiro lugar

Este circuito, figura 2.15, permite a energização de qualquer contator em primeiro lugar. A seguir, só é possível a energização de um contator anterior, na sequência.

Figura 2.15 d) Sequência

Este circuito, figura 2.16, só permite a energização dos contatores em sequência, a partir do primeiro.

Figura 2.16

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2.3.4 – Circuito Temporizado a) Liga retardado

No circuito da figura 2.17(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” se acende depois de um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d”. Liberando-se a chave “a”, a lâmpada “h” se apaga no mesmo instante.

O circuito da figura 2.17(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

Figura 2.17

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b) Desliga retardado

No circuito da figura 2.18(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” acende-se no mesmo instante. Liberando-se a chave “a”, após um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d2”, a lâmpada “h” se apaga. O circuito da figura 2.18(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

Figura 2.18 c) Liga-desliga retardado

No circuito da figura 2.19(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, depois de um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d1”, a lâmpada “h” acende-se. Liberando-se a chave seccionadora “a”, depois de um certo tempo “t2”, ajustado no temporizador “d2” a lâmpada “h” se apaga.

O circuito da figura 2.19(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

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Figura 2.19 d) Ação temporizada

No circuito da figura 2.20(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” se acende no mesmo instante e se mantém acesa durante um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d”. O circuito figura 2.20(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras.

Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

Figura 2.20

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e) Liga retardado com ação temporizada

No circuito da figura 2.21(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, após um certo

“t1”, ajustado no temporizador “d1”, a lâmpada “h” se acende e se mantém acesa durante um certo tempo “t2”, ajustado no temporizador “d2”.

O circuito da figura 2.21(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

Figura 2.21 f) Ação liga-desliga (pisca-pisca)

No circuito da figura 2.2(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” se acende no mesmo instante e se mantém acesa durante um certo tempo “t1”, ajustado no temporizador “d1”, e se mantém apagada durante um certo tempo “t2”, ajustado no temporizador “d2”. A lâmpada “h” se mantém nesses estados, acesa e apagada, até que a chave seccionadora “a” seja liberada.

Ocircuito da figura 2.2(b) tem a mesma função do anterior, só que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

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Figura 2.2 g) Retenção retardada

No circuito da figura 2.23(a), para a lâmpada “h” se acender, a botoeira “b1” deve ficar acionada durante um tempo superior ao tempo “t”, ajustado no temporizador “d1 “. Caso contrário, a lâmpada “h” não se acende. O diagrama de tempo do circuito é mostrado na figura 2.23(b).

Figura 2.23

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3 – DIAGRAMAS DE COMANDO

3.1 – INTRODUÇÃO

Os diagramas elétricos têm por finalidade representar claramente os circuitos elétricos sob vários aspectos, de acordo com os objetivos :

- funcionamento sequencial dos circuitos;

- representação dos elementos, suas funções e as interligações conforme as normas estabelecidas;

- permitir uma visão analítica das partes do conjunto;

- permitir a rápida localização física dos elementos.

3.1.1 – Tipos de diagrama Diagrama tradicional ou multifilar completo

É o que representa o circuito elétrico da forma como é realizado. É de difícil interpretação e elaboração, quando se trata de circuitos mais complexos ( figura 3.1).

Figura 3.1

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Para a interpretação dos circuitos elétricos , três aspectos básicos são importantes, ou seja:

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