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Sérgio Rosso

Unidade 3 biomas terrestres

Figura 3.1: Fatores como a temperatura média e o regime de chuvas, relacionados com a latitude, determinam o tipo de comunidade clímax que pode se desenvolver num determinado local.

Localiza-se na região polar ártica (norte da Europa, do Canadá e da Ásia), sob clima muito frio, com neve na maior parte do ano. Chove pouco, mas como a evaporação é muito baixa (devido às baixíssimas temperaturas) e o solo fica congelado na maior parte do tempo impedindo o escoamento da água, formam-se muitas pequenas lagoas. O solo só descongela no curto verão de 2-3 meses, em sua camada superficial. Em conseqüência, a vegetação é baixa, formada principalmente por musgos e liquens; mais ao sul, podem ocorrer gramíneas e pequenos arbustos. Mamíferos típicos são o caribu e o boi-almiscarado, que possuem adaptações ao clima muito frio (pelagem espessa, camada subcutânea de gordura e alimentação à base de musgos e liquens). Além de lemingues, raposas-do-ártico, doninhas, ainda há aves e insetos migratórios na região.

Ocorre numa faixa mais ao sul da tundra, cobrindo grande parte do Canadá, norte da Europa e Ásia. O clima, embora no inverno seja quase tão frio quanto o da tundra, é bem mais ameno no verão, que é também um pouco mais longo. Também há muitos lagos na taiga, devido à baixa evaporação e ao derretimento da neve. O solo não permanece congelado, o que permite a ocorrência de árvores. A vegetação é dominada por Gimnospermas, especialmente as coníferas (pinheiros), que possuem adaptações para que suas folhas não congelem mesmo no inverno, sendo a taiga uma floresta perenifólia. A decomposição da matéria orgânica é muito lenta, devido às baixas temperaturas, e a biomassa vegetal – relativamente grande – produzida pelas árvores fica acumulada sobre o solo. Muitos grandes mamíferos vivem na taiga, como ursos, alces, lobos, linces, além de raposas, esquilos, aves migratórias etc. Alguns animais hibernam durante o rigoroso inverno.

Ocorre sob clima temperado, onde há quatro estações do ano bem nítidas e chuvas abundantes (leste dos Estados Unidos, Europa e nordeste da China). É característica marcante dessa vegetação a perda das folhas no outono, quando as árvores ganham um bonito colorido amarelado ou avermelhado. As folhas só rebrotam na primavera; assim, as árvores permanecem sem folhas na época fria, sendo por isso chamadas decíduas ou caducifólias (as folhas “caducam”, isto é, caem). Na fauna, pode-se destacar raposas, veados, javalis e vários mamíferos arborícolas, como esquilos, além de aves e alguns anfíbios e répteis. Os solos férteis dessas florestas e a madeira de boa qualidade foram fatores que determinaram sua grande destruição, no passado.

Essas florestas encontram-se na região equatorial do globo (principalmente na faixa entre 10ºN e 10ºS), sob clima quente, com temperaturas quase constantes ao longo do ano e altos índices pluviométricos, chovendo muito o ano todo. O Brasil é o país detentor da maior extensão desse tipo florestal, como veremos adiante. Na floresta tropical pluvial, a alta disponibilidade de água e energia permite uma grande produtividade primária, sendo a vegetação exuberante e disposta em vários estratos. Essa estratificação cria diversos micro-habitats, que permitem o suporte de uma enorme diversidade biológica. Para se ter uma idéia de sua alta produtividade e grande diversidade, essas florestas ocupam cerca de

1% da Terra, produzem cerca de 30% de toda a biomassa vegetal e abrigam mais da metade das espécies existentes. O clima quente e úmido e a abundância de decompositores também favorecem uma rápida ciclagem dos nutrientes, que são eficientemente aproveitados, sustentando essa explosão de vida em solos pobres e lixiviados. Nessas florestas, os nutrientes ficam estocados na matéria vegetal viva (as próprias plantas) e morta (folhedo), e não no solo. As raízes superficiais das árvores, associadas a micorrizas (fungos mutualistas), formam uma rede sobre o solo e recolhem eficientemente os nutrientes existentes no folhedo, antes que sejam lixiviados pelas fortes e freqüentes chuvas. Entre os vegetais, há grandes árvores, com até 60 m de altura, mas também muitas lianas, epífitas e plantas herbáceas adaptadas a pouca iluminação. Entre os animais, o hábito arborícola prevalece, ocorrendo muitas aves, macacos e insetos, mas também é abundante a fauna adaptada a lugares úmidos, como os anfíbios. Pode-se, no entanto, afirmar que todos os grupos de animais terrestres estão representados nessas faunas tropicais.

Ocorrem nas regiões temperadas, onde os verões são quentes e úmidos e os invernos frios (Américas do Norte e Sul, Europa e Ásia). Nos campos, não há árvores e a vegetação é composta por herbáceas, especialmente gramíneas. Nos locais onde chove pouco, os solos são mais ricos (porque não são lixiviados) e as gramíneas secam no inverno, facilitando a ocorrência natural do fogo. Por isso, muitas plantas também são adaptadas ao fogo, com a parte subterrânea bem desenvolvida, de onde brotam rapidamente folhas e flores após a queima. A fauna é constituída por muitos roedores e ruminantes, além dos carnívoros que os predam, e uma grande diversidade de insetos.

Os biomas savânicos apresentam uma mescla de vegetação arbustivoarbórea e vegetação herbácea, sendo que as herbáceas – dominadas por gramíneas – formam um “tapete” sobre o qual as lenhosas se distribuem esparsamente. Assim, a vegetação lenhosa e a herbácea mantêm um constante equilíbrio nas savanas: quando as lenhosas adensam, as herbáceas diminuem, e vice-versa, originando fisionomias mais abertas ou mais fechadas (com menor ou maior densidade de árvores e arbustos, respectivamente). As savanas ocorrem nas regiões tropical e sub-tropical da América do Sul, Austrália e África, onde o clima é marcado por um inverno ameno e seco, e verão quente e úmido, quando se concentram as chuvas. Uma estação seca e grande quantidade de gramíneas, que secam quando há deficiência hídrica, propiciam a ocorrência de fogo. Inúmeras adaptações ao fogo são então encontradas na flora e na fauna das savanas. Como é grande a disponibilidade de forragem (pasto), principalmente devido à dominância por gramíneas, a fauna é caracterizada por pastadores e seus predadores. As savanas africanas são famosas por suas manadas de antílopes, girafas, zebras e outros grandes herbívoros, bem como leões, leopardos, chitas (ou guepardos) e hienas, seus predadores. Na Austrália, os pastadores são representados principalmente por cangurus e, no Brasil, por insetos herbívoros, como veremos adiante.

São ambientes onde as chuvas são escassas e irregulares e, portanto, não são capazes de suportar grande biomassa vegetal. Ocorrem tanto nas regiões tropicais quanto nas temperadas (Américas do Norte e Sul, África, Ásia e Austrália), podendo ser quentes ou frios. Como a umidade do ar é muito baixa, os desertos têm grande variação de temperatura durante o dia, mais que ao longo do ano. Poucos desertos são tão secos que não conseguem suportar vida, como o da Namíbia (África) e o de Atacama (Chile e Peru). Em geral, possuem plantas suculentas e espinhosas, como os cactos e alguns arbustos, que se distribuem espaçadamente, e são muito adaptadas a reter água e a evitar herbivoria. Os animais tendem a ser pequenos e também são muito adaptados ao ambiente seco e com grande oscilação térmica, destacando-se os artrópodes, répteis e aves de chão, além de roedores.

Até este ponto foram apresentados os biomas em escala continental. Entretanto, numa escala regional (mais detalhada), condições diferenciadas de solo ou posições no relevo podem alterar o padrão de ecossistema esperado para uma certa faixa climática e comunidades diferentes da “esperada” se desenvolvem. Por exemplo: num clima úmido e quente, na região tropical, esperamos encontrar floresta pluvial tropical. Entretanto, se nesse local existe uma montanha alta, provavelmente encontraremos floresta pluvial tropical somente no sopé da montanha. À medida que subimos a montanha, o padrão da vegetação (e a fauna associada) vai gradativamente mudando, pois o clima vai ficando mais frio. No topo da montanha, haverá um ecossistema com características diferentes da floresta pluvial tropical do sopé, podendo ser até mesmo um campo. Logo, os biomas se diferenciam também conforme faixas altitudinais.

Biomas do Brasil

Apresentaremos agora os principais biomas brasileiros. É importante ressaltar que existem várias classificações para os biomas brasileiros, pois autores divergem nas interpretações. Por isso, você poderá encontrar algumas diferenças em relação à classificação aqui apresentada.

É um exemplo típico de floresta pluvial tropical, com pluviosidade de 2.0- 3.0 m anuais. Localiza-se na região norte-noroeste do país, em relevo plano e baixas altitudes, em sua maior extensão. Por distribuir-se numa faixa equatorial (até cerca de 12º ao sul), as temperaturas médias apresentam pouca oscilação ao longo do ano (entre 25ºC e 28ºC). Sendo a região amazônica cortada por uma densa rede hidrográfica, parte de suas florestas permanece inundada por alguns meses (matas de várzea e de igapó). O restante da vegetação (matas de terra firme) organiza-se em 3-4 estratos arbóreos, sendo que as árvores mais altas chegam a 40-50m, destacando-se a castanheira e a seringueira. Lianas são freqüentes e as epífitas ocorrem principalmente nos topos das árvores. As matas inundáveis são mais baixas (20-30m) e mais abertas (ou seja, com poucos arbustos e herbáceas), tendo suas plantas diversas adaptações para sobreviver à inundação. A fauna predominante é arborícola – macacos, aves e muitos insetos – mas também adaptada à umidade. Esse bioma abriga a maior diversidade de seres vivos, tanto de animais quanto de plantas, no mundo todo.

É uma floresta pluvial tropical costeira, pois distribui-se ao longo da cadeia montanhosa que margeia o oceano Atlântico (Serra do Mar), na porção leste do

País. Ao contrário da Floresta Amazônica, a Floresta Atlântica apresenta grande variação altitudinal, indo desde o nível do mar até cerca de 1.200 m de altitude, e também grande variação latitudinal, indo do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Em conseqüência, apresenta também uma grande variação em temperatura em toda a sua extensão, mas as chuvas são abundantes (2.0- 3.0 m anuais). Por estar em relevo inclinado, a luz penetra lateralmente no interior da floresta, possibilitando uma grande quantidade de epífitas sobre os troncos das árvores e também um maior desenvolvimento dos estratos arbóreos inferiores (sub-bosque), conferindo a essa floresta diversos estratos arbóreos, tendo o mais alto 30-35 m de altura. Também neste bioma a diversidade biológica é enorme e atualmente se encontra seriamente ameaçada, já que apenas cerca de 7% da Floresta Atlântica ainda existe. Árvores importantes dessa floresta, muitas em processo de extinção, são: o pau-brasil, o jacarandá, o jequitibá, a peroba, o cedro. Muitas orquídeas e bromélias originárias dessa floresta também estão ameaçadas. A fauna predominante é também arborícola, com muitos macacos (o tão falado mico-leão-dourado é um deles), preguiças e aves; aparece também uma infinidade de anfíbios, répteis (serpentes, lagartos e jabutis) e também aves e mamíferos de solo. Entre estes últimos, estão cachorros e gatosdo-mato e a onça pintada, que é um predador de topo.

Esse bioma situa-se nos estados do sul do Brasil, estendendo-se até o sul de

Minas Gerais quando em altitudes elevadas (Serra da Mantiqueira). Isso porque é característico de clima úmido (1.300-1.500 m anuais), com inverno frio. Há três estratos bem definidos de vegetação, sendo o superior constituído pelas coníferas brasileiras – araucária (Araucaria angustifolia) e pinho-bravo (Podocarpus spp.) – seguido por um estrato médio, onde são freqüentes os samambaiaçus (ou xaxins), e um estrato herbáceo, com gramíneas. O pinhão, semente da araucária, fornece alimento abundante a muitos habitantes dessas florestas, como esquilos e diversas aves (papagaios, periquitos, gralhas).

Situa-se sobre planaltos da região sudeste do País, a oeste da Floresta Atlântica, sob clima úmido (1.0-1.400 m anuais de chuva) e estacional. Na estação seca, entre 20 e 50% das espécies perdem as folhas. A vegetação atinge 20-30 m de altura, apresentando sub-bosque desenvolvido e, quando sobre solos férteis (terra-roxa), seu porte é maior. Essas matas, situadas na região mais densamente povoada do País, sofreram grande destruição devido à agricultura e exploração madeireira e hoje restam, na maior parte, matas secundárias, com flora e fauna empobrecidas.

Ocupando grande parte da região nordeste, a Caatinga ocorre em clima quente e seco, onde as chuvas são irregulares (500-700 m anuais). Os solos são rasos e pedregosos, mas com fertilidade relativamente alta. A fisionomia mais característica da caatinga é de uma floresta seca, onde predominam árvores finas e que perdem todas as folhas na época mais seca do ano (caducifólias). Porém, conforme variações no relevo e na quantidade de chuvas, a caatinga pode também se apresentar como uma vegetação arbustiva e emaranhada, ou como um semi-deserto contendo muito cactos e bromélias, esparsamente distribuídos. Mas em qualquer desses tipos, são evidentes as adaptações da vege- tação à falta de água, como suculência, espinhos, cutículas impermeáveis etc. Entre as plantas encontramos barrigudas, xique-xiques, mandacarus, além de aroeiras, umbuzeiros e juazeiros. A fauna é rica em artrópodes, lagartos e serpentes, tatus, preás e gambás. Vários deles são resistentes à seca, como artrópodes e répteis, ou fogem dela, como as aves migratórias.

Ocorre como uma grande mancha na porção central do Brasil (é o segundo maior bioma brasileiro, só superado pela Floresta Amazônica) e em manchas esparsas nas regiões norte e sudeste. É característico de clima quente (o Cerrado não suporta geadas freqüentes) e marcadamente estacional, sendo que as chuvas (800-1.300 m anuais) concentram-se no verão. Os solos são pobres em nutrientes, lixiviados e muito ácidos. O bioma Cerrado constitui-se num mosaico de fisionomias que vão desde o campo limpo – que não possui elementos lenhosos – até o cerradão, que é um ecossistema florestal. Entre esses dois extremos, há todo um gradiente de fisionomias com diferentes densidades de plantas lenhosas e herbáceas. Nas fisionomias mais abertas, onde o estrato herbáceo é dominado por gramíneas, o fogo é comum na época seca, sendo evidentes muitas adaptações da biota ao fogo periódico. Animais típicos do cerrado são principalmente aqueles de áreas abertas, como o loboguará, veados, tatus e tamanduás, ema, gavião-carcará, além de muitos insetos, destacando-se os cupins e as formigas-cortadeiras, que são importantes herbívoros do cerrado. A diversidade biológica do cerrado é muito grande, apenas inferior à das florestas pluviais tropicais.

É uma mata de transição entre a Floresta Amazônica e a Caatinga, que ocorre principalmente no Maranhão e no Piauí, constituída por algumas espécies de palmeiras, predominando, a oeste, o babaçu (espécie da Floresta Amazônica) e, a leste, a carnaúba (espécie da Caatinga, onde o solo é mais úmido). Acredita-se que essa floresta de palmeiras seja secundária, originada pelo desmatamento da Floresta Amazônica, mas que já se encontra estabilizada como um bioma distinto. As aves do grupo dos papagaios, periquitos e araras são muito comuns nessas matas, além de macacos e roedores, que apreciam os cocos.

Ocorre na porção oeste do Brasil, sob clima semelhante ao do Cerrado, mas numa grande depressão do relevo, cortada por muitos rios. Na época chuvosa, os rios se enchem e essa depressão alaga, sendo esse alagamento o principal fator determinante de suas características. Há áreas periodicamente inundadas e aquelas que nunca inundam, com comunidades típicas em cada situação, além de muitas lagoas de água doce ou salobra. Nas áreas não-alagáveis, desenvolvem-se espécies do Cerrado e alguns elementos da Caatinga; nas áreas alagáveis, diversas espécies de palmeiras e gramíneas de locais úmidos ocorrem, e constituem importante fonte de alimento aos herbívoros nativos e também ao gado. O pantanal matogrossense na verdade representa uma mistura de biomas e, por isso, é considerado um complexo de biomas. A fauna é muito abundante e a grande quantidade de animais aquáticos (peixes, moluscos) fornece alimento a muitas aves e répteis. Na verdade trata-se de uma das faunas mais diversificadas do Brasil, incluindo também mamíferos grandes, como o veado.

Esses campos graminosos ocorrem predominantemente no Rio Grande do

Sul, sob clima temperado e úmido (700-1.0 m anuais), em solos mal drenados. Há um breve período de seca no verão, que pode favorecer a ocorrência de queimadas. Esse bioma, por ser muito utilizado como pasto natural, foi grandemente alterado por atividades pecuárias, principalmente, mas também para o cultivo agrícola. Nesse caso, grandes áreas de pampas foram drenadas e tiveram suas características alteradas, com perda na biota original.

Sob clima quente e úmido da costa litorânea e em locais de solo lodoso, na desembocadura de rios ou em baías protegidas, desenvolve-se o manguezal. É uma floresta baixa, formada por apenas três ou quatro espécies de árvores (três gêneros) que possuem adaptações à salinidade e à inundação diária, que se dá na maré alta. Além das árvores, há também epífitas e, à medida que a influência da maré fica menor, alguns arbustos e gramíneas ocorrem. Apesar de sua baixa riqueza florística, os manguezais são ecossistemas altamente produtivos, fornecendo alimento a muitas espécies (inclusive ao homem) e funcionam como importantes criadouros de crustáceos, peixes e moluscos, suportando uma grande riqueza faunística.

Os ecossistemas litorâneos desenvolvem-se sobre a restinga, que é uma faixa arenosa e salina beirando o mar, de formação geologicamente recente. Esse bioma é formado por diferentes comunidades, que se distribuem em faixas, conforme a distância do mar (zonação). A vegetação de dunas fica mais próxima ao mar e possui plantas rasteiras, adaptadas aos ventos, ao solo móvel, à salinidade e à insolação intensa. Em solo já mais fixado, pode ocorrer uma vegetação arbustiva de folhas duras (pois a salinidade ainda é alta e danifica os tecidos foliares). A seguir, ainda sobre solo arenoso, ocorre a mata de restinga, que possui árvores baixas, muitas bromélias de solo e epífitas, além de orquídeas. Essas comunidades são fases iniciais ou transicionais do processo sucessional que levará à floresta pluvial tropical.

Atividade 3.1 Discuta com seu professor ou com seus colegas:

·O babaçu, palmeira originária da Floresta Amazônica, tem baixo índice de germinação em ambiente sombreado, mas prolifera quando em ambiente aberto. A Mata de Cocais, onde essa palmeira é dominante, originou-se do desmatamento da Floresta Amazônica e, atualmente, essa floresta de palmeiras não reverteria mais à forma original. Discuta esse processo confrontandoo com o modelo clássico de sucessão ecológica.

·Muitos rios que alimentam os manguezais originam-se na Serra do Mar. Como, então, a destruição da Floresta Atlântica pode influir nos manguezais? destruição elevaria ainda mais o nível desse gás na atmosfera, acentuando os problemas advindos do efeito estufa. Por que ela é vista assim?

·As árvores das florestas temperadas decíduas e as da Caatinga perdem todas as folhas em determinada época do ano. Por que essa mesma estratégia poderia estar ocorrendo nesses ambientes totalmente diferentes?

·Por que a camada de folhedo é espessa na taiga e fina na floresta pluvial tropical? Explique os processos de utilização de nutrientes em ambos os casos.

Amazônica se esgotam em poucos anos? Qual seria o tipo de agricultura sustentável para essa região?

·Quais seriam as características comuns e diferentes entre a Floresta Amazônica e a Atlântica?

·Você vê alguma relação entre os solos pedregosos e rasos da Caatinga e o clima da região? Por que esse tipo de solo acentua a falta de água para as plantas?

·Você sabe por que a Caatinga, que significa mata-branca, recebeu esse nome?

·Monte uma tabela com os biomas brasileiros apresentados acima e sua correspondência com os biomas mundiais. Essa correspondência é direta? Por quê?

Agradecimentos

Os autores agradecem ao Prof. Dr. José Mariano Amabis por permitir a reprodução de diversas figuras provenientes de seu livro Conceitos de Biologia (vol. 3, Editora Moderna, 2001).

Sobre os autores

Vânia Pivello

Professora livre-docente do Departamento de Ecologia, Instituto de

Biociências, USP, nas áreas de Conservação Biológica e Ecologia Vegetal; mestre pela Universidade de São Paulo e PhD pela Universidade de Londres.

Sérgio Rosso

Professor doutor do Departamento de Ecologia, Instituto de Biociências,

USP, nas áreas de Ecologia Animal e Ecologia Marinha; mestre e doutor pela Universidade de São Paulo.

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