GUIA Técnico Ambiental de Indústria de Cerâmica - série P L

GUIA Técnico Ambiental de Indústria de Cerâmica - série P L

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Cerâmica

Brancae deRevestimento PISOS E REVESTIMENTOS

Governo do Estado de São Paulo

Secretaria do Meio Ambiente CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental

FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE Secretário

CETESB - Companhia de TeCnologia de SaneamenTo ambienTal

Diretor Presidente

Diretor de Gestão Corporativa

Diretor de Controle de Poluição Ambiental

Diretor de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental

FIESP - Federação daS indúSTriaS do eSTado de São paulo Presidente

José Serra Francisco Graziano Neto

Fernando Rei Edson Tomaz de Lima Filho Otavio Okano

Marcelo de Souza Minelli

Paulo Skaf

Depto. de Desenvolvimento, Tecnologia e Riscos Ambientais

Divisão de Tecnologias Limpas e Qualidade Laboratorial

Setor de Tecnologias de Produção mais Limpa

Coordenação Técnica

Angela de Campos Machado Meron Petro Zajac

Flávio de Miranda Ribeiro

Angela de Campos Machado Flávio de Miranda Ribeiro Meron Petro Zajac

Diretoria de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental

Departamento de Meio Ambiente - DMA

Coordenação do Projeto Série P+L

Nelson Pereira dos Reis – Diretor Titular Arthur Cezar Whitaker de Carvalho – Diretor Adjunto Nilton Fornasari Filho – Gerente

Luciano Rodrigues Coelho - DMA

Elaboração Maria Cecília de Oliveira - Setor de Tecnologias de Produção mais Limpa Martha Faria Bérnils Maganha - Setor de Tecnologias de Produção mais Limpa

Colaboração

CETESB Carlos Eduardo Komatsu – Departamento de Tecnologia do Ar Cláudio de Oliveira Mendonça - Agência Ambiental de Santo André José Wagner Faria Pacheco - Setor de Tecnologias de Produção mais Limpa Lucas Moreira Grisolia - Setor de Tecnologias de Produção mais Limpa Maria da Penha O. de Alencar - Agência Ambiental de Campinas I Marta Lorenti - Agência Ambiental de Jundiaí Moraci Gonçalves de Oliveira - Agência Ambiental de Piracicaba Paulo Placido Campozana Junior - Setor de Efluentes Líquidos Regis Nieto - Setor de Efluentes Líquidos

EMPRESAS Cerâmica Buschinelli Ltda. Villagres e Lineart Embramaco – Empresa Brasileira de Materiais de Construção Ltda. Ideal Standard Wabco Trane Indústria e Comércio Ltda. Isoladores Santana S/A Porcelana Teixeira Ltda.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (CETESB – Biblioteca, SP, Brasil)

Guia técnico ambiental da indústria de cerâmicas branca e de
8p. ( CD) : il. ;  cm. - - (Série P + L)
Disponível em : <http://w.cetesb.sp.gov.br>.
ISBN

0 8g Oliveira, Maria Cecília revestimentos/Maria Cecília Oliveira [e] Martha Faria Bérnils Maganha. - - São Paulo : CETESB, 0 .

. Água - reúso . Cerâmica . Louça branca - mesa . Louça – isolante elétrico 5. Louça sanitária . Poluição – controle 7. Poluição – prevenção 8. Processo industrial – otimização 9. Produção limpa 0. Resíduos industriais – minimização . Revestimento cerâmico I. Maganha, Martha Faria Bérnils I. Título. II. Série.

CDD (.ed. Esp.).0 8 CDU (ed. 9 port.) 8.5 : .

No decorrer dos últimos anos a CETESB vem desenvolvendo Guias Ambientais de Produção mais Limpa, com o intuito de incentivar e orientar a adoção de tecnologias limpas nos diversos setores produtivos da industria paulista, além de fornecer uma ferramenta de auxílio para a difusão e aplicação do conceito de P+L, tanto para o setor público como o privado.

A experiência tem mostrado que os guias mais recentes, publicados a partir do final de 005, tornaram-se fundamentais para o estabelecimento de novas formas de ação com o objetivo de assegurar maior sustentabilidade nos padrões de produção.

Não há dúvidas de que a adoção da P+L como uma ferramenta do sistema de gestão da empresa, pode trazer resultados ambientais satisfatórios, de forma contínua e perene, ao invés da implementação de ações pontuais e unitárias. Estes dados permitirão estabelecer, em futuro próximo, indicadores como a produtividade, a redução do consumo de matérias-primas e dos recursos naturais, a eliminação de substâncias tóxicas, a redução da carga de resíduos gerados e a diminuição do passivo ambiental, sendo que os resultados positivos destes indicadores implicam diretamente na redução de riscos para a saúde ambiental e humana, bem como contribuem sobremaneira para os benefícios econômicos do empreendedor, para a sua competitividade e imagem empresarial, tendo em vista os novos enfoques certificatórios que regem a Gestão Empresarial.

Neste contexto, o intercâmbio maduro entre o setor produtivo e o órgão ambiental é uma importante condição para que se desenvolvam ferramentas de auxílio tanto na busca de soluções adequadas para a resolução dos problemas ambientais, como na manutenção do desenvolvimento social e econômico sustentável.

Esperamos assim que as trocas de informação e tecnologias iniciadas com a elaboração dos guias da série P + L, oriundos da parceria entre o órgão ambiental e o setor produtivo, gerem uma visão crítica, de modo a se identificar oportunidades de melhoria nos processos produtivos, bem como subsidiem um aumento do conhecimento técnico, podendo assim disseminar e promover o desenvolvimento de novas tecnologias, com vistas ao sucesso do desenvolvimento sustentável.

Fernando Cardozo Fernandes Rei

Diretor Presidente CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental

Sumário

INTRODUÇÃO7
. PERFILDO SETOR
. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS PRODUTIVOS7
. Principais Etapas do Processo Produtivo0
.. Preparação da massa0
.. Moagem
.. Formação da peça
..5 Secagem
.. Esmaltação e decoração7
..7 Queima9
..8 Acabamento0
..9 Classifição e embalagem
. Fluxogramas Específicos
. CONSUMO E IMPACTOS AMBIENTAIS9
. Uso de Insumos50
. Geração de Rejeitos5
. MEDIDAS DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA7
. Extração de argila7
. Estocagem da argila a céu aberto7
. Estocagem das matérias-primas e transporte para processo7
. Preparação da massa7
.5 Atomização7
. Prensagem e fundição7
.7 Secagem7
.8 Esmaltaçâo7
.9 Queima75
.0 Embalagem75
. Medidas de caráter geral75
5. REFERÊNCIAS79

. . Preparação da matéria-prima, estocagem e transporte para o processo.. 0 ANEXO I. NORMAS E LEGISLAÇÃO...................................................................................................8

Produção mais limpa, país mais desenvolvido!

Os Guias Técnicos de Produção mais Limpa, com especificidades e aplicações nos distintos segmentos da indústria, constituem preciosa fonte de informações e orientação para técnicos, empresários e todos os interessados na implementação de medidas ecologicamente corretas nas unidades fabris. Trata-se, portanto, de leitura importante para o exercício de uma das mais significativas ações de responsabilidade social, ou seja, a defesa do meio ambiente e qualidade da vida.

Essas publicações, frutos de parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), contribuem muito para que as indústrias, além do devido e cívico respeito aos preceitos da produção mais limpa, usufruam a conseqüente economia de matérias-primas, água e energia. Também há expressivos avanços quanto à eliminação de materiais perigosos, bem como na redução, no processo produtivo, de quantidades e toxicidade de emissões líquidas, gasosas e resíduos.

Ganham as empresas, a economia e, sobretudo, a sociedade, considerando o significado do respeito ao meio ambiente e ao crescimento sustentável. A Cetesb, referência brasileira e internacional, aloca toda a sua expertise no conteúdo desses guias, assim como os Sindicatos das Indústrias, que contribuem com informações setoriais, bem como, com as ações desenvolvidas em P+L, inerentes ao segmento industrial. Seus empenhos somam-se ao da Fiesp, que tem atuado de maneira pró-ativa na defesa da produção mais limpa. Dentre as várias ações institucionais, a entidade organiza anualmente a Semana do Meio Ambiente, seminário internacional com workshops e entrega do Prêmio Fiesp do Mérito Ambiental.

Visando a estimular o consumo racional e a preservação dos mananciais hídricos, criou-se o Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso da Água. Sua meta é difundir boas práticas e medidas efetivas na redução do consumo e desperdício. A entidade também coopera na realização do trabalho e é responsável pelo subcomitê que dirigiu a elaboração da versão brasileira do relatório técnico da ISO sobre Ecodesign.

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