Farmácia hospitalar

Farmácia hospitalar

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Farmácia Hospitalar 2a Edição

• DIAGRAMAÇÃO: Célia Rosa
• IMPRESSÃO: Art Printer Gráfica Ltda• TIRAGEM: 3.0 exemplares

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR2

Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar do CRF-SP

REvISADO POR:

Christine Grützmann Faustino Suzana Zaba Walczak

REvISÃO ORTOGRáfIcA: Allan Araújo

Expediente

Publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo – Julho/2009.

Raquel Rizzi presidente

Marcelo Polacow Bisson vice-presidente

Pedro Eduardo Menegasso diretor-tesoureiro

Margarete Akemi KishiR secretária-geral cOMISSÃO ASSESSORA DE fARMácIA HOSPITALAR

José Ferreira Marcos coordenador

Gustavo Alves Andrade dos Santos Carlos Eduardo Morales vice-coordenadores

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR3

“O farmacêutico é o profissional que melhores condições reúne para orientar o paciente sobre o uso correto dos medicamentos, esclarecendo dúvidas e favorecendo a adesão e sucesso do tratamento prescrito”.

Rech, 1996; Carlini,1996

A Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar do CRF-SP busca, por meio desta cartilha, apresentar a amplitude de atividades que podem ser desenvolvidas pelo farmacêutico dentro de um hospital. Objetiva mos apresentar aos colegas que chegam, ou aos já atuantes, quão importante é a atitude de exercer com domínio, perseverança e conhecimento sua profissão.

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR4

INTRODUÇÃO6
I. DEFINIÇÃO8
I.a. Farmácia Hospitalar8
I.b. Farmacêutico Hospitalar8
I.c. Regulamentação8
I. O PROFISSIONAL (Perfil e Atribuições)9
Perfil do Farmacêutico Hospitalar9
Assistência Farmacêutica10
Atenção Farmacêutica10
Atribuições1
medicamentos e materiais médico-hospitalares1
b) Manipulação de fórmulas magistrais e oficinais1
c) Produção de medicamentos1

a) Planejamento, aquisição, armazenamento, distribuição e descarte de d) Programa de capacitação e ensino .........................................................12

e) Gerenciamento de resíduos12
f) Pesquisa clínica12
g) Farmácia clínica12
h) Farmacovigilância13
i) Tecnovigilância13
j) Farmacoeconomia13
k) Participação nas Comissões Hospitalares13
I. INDICADORES DE QUALIDADE17
A cOMISSÃO ASSESSORA DE fARMácIA HOSPITALAR17
LEGISLAÇÃO - fARMácIA HOSPITALAR19
SUGESTÕES DE LEITURA19
DOcUMENTOS DISPONÍvEIS NA INTERNET2
SITES INTERESSANTES24
REfERÊNcIAS BIBLIOGRáfIcAS26

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR5 ENDEREÇOS E TELEfONES ........................................................................... 27

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR6

A profissão farmacêutica pode ser considerada uma das mais antigas e fascinantes, tendo como princípio fundamental a melhoria da qualidade de vida da população. O farmacêutico deve nortear-se pela ética, apresentando-se como essencial para a sociedade, pois é a garantia do fornecimento de toda a informação voltada ao uso dos medicamentos.

No segmento hospitalar, no começo do século X, a farmácia já se mostrava imprescindível ao funcionamento normal do hospital.

A partir de 1930, e de forma mais importante em meados de 1940, de modo crescente, acentuou-se a influência da indústria farmacêutica.

A partir de 1950, os serviços de farmácia hospitalar, representados na época pelas

Santas Casas de Misericórdia e hospitais-escola, passaram a se desenvolver e a se modernizar. O professor Dr. José Sylvio Cimino, diretor do Serviço de Farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foi o farmacêutico que mais se destacou nesta fase, sendo, inclusive, autor da primeira publicação a respeito da farmácia hospitalar no país. De acordo com esta publicação e com a visão da época, o principal objetivo da farmácia hospitalar era produzir e distribuir medicamentos e produtos destinados à saúde às unidades requisitantes e servir ao hospital como órgão controlador da qualidade dos produtos.

“Unidade tecnicamente aparelhada para prover as clínicas e demais serviços dos medicamentos e produtos afins de que necessitam para normal funcionamento”. (CIMINO, 1973)

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR7

Se até o início da década de 70, na Europa e nos Estados Unidos, os objetivos da farmácia eram restritos, ficando apenas na obrigatoriedade de distribuir produtos industrializados aos pacientes, no Brasil não era diferente, e o farmacêutico hospitalar tinha como função o fornecimento dos medicamentos e o controle dos psicotrópicos e entorpecentes.

As funções do farmacêutico hospitalar no Brasil estão definidas pela Resolução do CFF nº 492 de 26 de Novembro de 2008.

A Portaria do Ministério da Saúde 3916/98 criou a Política Nacional de Medicamentos, a Política Nacional de Saúde definiu as premissas e diretrizes, e ambas estabeleceram a reorientação da Assistência Farmacêutica voltando-se, fundamentalmente, à promoção do uso racional de medicamentos.

A farmácia é um setor do hospital que demanda elevados valores orçamentários, e o farmacêutico hospitalar deve estar habilitado a assumir atividades clínico-assistenciais (participação efetiva na equipe da saúde), contribuindo para a eficiência administrativa com consequente redução dos custos. Tem como principal função garantir a qualidade da assistência prestada ao paciente, por meio do uso racional dos medicamentos e produtos para saúde, adequando sua aplicação à saúde individual e coletiva, nos planos assistencial, preventivo, docente e investigativo.

Atualmente, as exigências para o farmacêutico hospitalar se aplicam também ao âmbito da Gestão deste setor como um todo. Percebe-se então que a amplitude de atuação deste profissional não é de forma nenhuma restrita a um único foco, seja ele técnico ou administrativo.

O perfil ético e a capacitação técnica deste profissional devem ser diferenciados, de modo que se garanta uma atuação de qualidade nos diversos setores hospitalares, com uma equipe multidisciplinar.

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA HOSPITALAR8

I. DEfINIÇÃO

I.a. Farmácia Hospitalar

O Serviço Farmacêutico Hospitalar é um departamento com autonomia técnica e científica, sendo a direção obrigatoriamente assegurada por um farmacêutico hospitalar, e constitui uma estrutura importante aos cuidados de saúde dispensados no meio hospitalar. É igualmente responsável pela orientação de pacientes internados e ambulatoriais, visando sempre à eficácia terapêutica, racionalização dos custos, o ensino e a pesquisa, propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional.

I.b. Farmacêutico Hospitalar Funções:

I.c. Regulamentação

A legislação que regulamenta o exercício profissional da Farmácia em Unidade

Hospitalar é a Resolução do CFF nº 492, de 26 de Novembro de 2008. De acordo com esta resolução, “Farmácia hospitalar é uma unidade técnico-administrativa dirigida por um profissional farmacêutico, ligada funcional e hierarquicamente a todas as atividades hospitalares”.

Logística

Central de Informações

Pesquisa Clínica

Farmacêutico Hospitalar

Atenção

Farmacêutica Comissões Técnicas

Farmacovigilância e Tecnovigilância

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