Formação de Solos

Formação de Solos

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- pH ≤ 3,5;

- acúmulo de material sulfúrico; - resultado da drenagem artificial e oxidação de material e orgânico rico em sulfetos;

- altamente tóxico para as plantas.

14. Horizonte Vértico - presença argila 2:1 expansiva;

23 - textura de argilosa a muito argilosa;

Formação do Solo

- presença de fendas e superfícies de fricção “slickensides”; - tem precedência diagnóstica sobre B incipiente, B nítico e glei.

15. Horizonte Plânico - tipo especial de B textural;

- presença de mudança textural abrupta;

- estrutura prismática ou colunar;

- permeabilidade lenta ou muito lenta;

- cores acinzentadas e escuras;

- adensamento devido a argila dispersa;

- tem precedência taxonômica sobre o glei e perde para o plíntico.

16. Horizonte Nítico - textura argilosa ou muito argilosa;

- sem ou pequeno incremento de argila de A para B;

- estrutura em blocos e prismática;

- presença de cerosidade moderada ou forte;

- transição gradual ou difusa;

- espessura ≥ 30cm, em solo com contato lítico a espessura é de ≥ 15cm.

4.3.3. Atributos Diagnósticos

São atributos utilizados na classificação de solos, pelo Sistema Brasileiro de

Classificação de Solos (Embrapa, 1999), determinando características dos solos que, além de permitir sua ordenação num sistema de classificação, indicam condições de uso e manejo do solo. Veremos a seguir os principais atributos diagnósticos, destacadamente aqueles relacionados com o desenvolvimento das plantas:

1. Atividade da fração argila - para o horizonte B ou C;

- Ta ≥ 27 cmolc/kg de argila - Tb < 27 cmolc/kg de argila

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2. Índice de Saturação por Bases (V%) - CTC ou T (Capacidade de troca de Cátions) = Ca + Mg + K + Al + H

- SB (Soma de Bases) = Ca + Mg + K

- V% (Índice de Saturação por Bases) = SB X 100/ CTC então:

- V% ≥ 50% - solo eutrófico - V% < 50% - solo distrófico

3. Caráter Alumínico - teor dee alumínio extraível ≥ 4 cmolc/kg de solo e

- m% ≥ 50% e/ou - V% < 50%

4. Mudança Textural Abrupta

Indica um aumento significativamente grande no teor de argila entre o horizonte superficial e o de subsuperfície, podendo significar o dobro ou mais de argila no horizonte de subsuperfície. Solos com esta característica possuem o termo abrúptico na nomenclatura;

5. Caráter Sódico - (Na/CTC)x100≥15%.

6. Caráter Solódico - 6% < (Na/CTC)x100 < 15%.

7. Caráter Salino - presença de sais mais solúveis em água fria que o sulfato de cálcio (gesso), em quantidade que interfere no desenvolvimento da maioria das culturas;

- 4 dS/m ≥CE > 7 dS/m.

8. Caráter Carbonático - CaCO3 ≥ 15% em concreções.

9. Caráter com carbonato 25

Formação do Solo - 5% ≥ CaCO3 > 15% em concreções.

10. Contato Lítico - termo empregado para designar material consolidado sob o solo. É considerado lítico quando não se consegue cavá-lo com uma pá. Representa impedimento a penetração de raízes e infiltração de água.

1. Caráter Ácrico - pH ≥ 5;

- bases trocáveis + Al ≤ 1,5 cmolc/kg de argila

12. Cauliníticos e Oxídicos - cauliníticos = relação Kr SiO2/(Al2O3 + Fe2O3)> 0,75;

- oxídicos = Kr ≤ 0,75.

Kr - indica o grau de intemperismo do solo, definindo a constituição mineralógica da argila do solo e está diretamente relacionado com a lixiviação de nutrientes. Quanto maior Kr, menos intemperizado o solo.

4.4. Referências Bibilográficas

OLIVEIRA, J.B.; JACOMINE, P.K.T. & CAMARGO, M.NClasses gerais de Solos do

EMBRAPA. Sistema Brasileiro de classificação de solos. Brasília, CNPS, 1999. 412p. KIEHL, E.J. Manual de Edafologia. São Paulo, Editora Agronômica Ceres Ltda, 262p. 1979. LEMOS, R.C. & SANTOS, R.D. Manual de Método de Trabalho de Campo. Campinas, SBCS. 36p. 1976. MONIZ, A.C. Elementos de Pedologia. São Paulo, Editora Poligono-USP, 459p. 1972. OLIVEIRA, J. B. Solos do estado de São Paulo: descrição das classes registradas no mapa pedológico. Campinas, IAC, 1999. 108p. Brasil. Guia Auxiliar para seu Reconhecimento. Jaboticabal, FUNEP, 201p. 1992. PRADO, H. Manual de classificação de solos do Brasil. Jaboticabal, FUNEP, 1993. 218 p. PRADO, H. Solos Tropicais. Piracicaba, 1995. 166 p.

Formação do Solo

VIEIRA, L.S. Manual da Ciência do Solo. São Paulo. Editora Agronômica Ceres Ltda. 464P. 1975. VIEIRA, L.S, VIEIRA, M. N. F. Manual de morfologia e classificação de solos. São Paulo, Ed. Agron. Ceres, 1983.

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