Aves brasileiras

Aves brasileiras

(Parte 1 de 7)

AS MAIS BELAS AVES DO BRASIL http://www.vivaterra.org.br/aves_3.htm

O total de aves do mundo é calculado em 9021 espécies, sendo que na América do Sul que é considerado o continente das aves, o número de espécies é estimado em 2645 espécies residentes. Considerando as migratórias, o número sobe para 2920. O Brasil possui 1590 espécies.

São surpreendentemente uniformes, pois suas características mais óbvias são as penas e o bico córneo. São chamadas de endotérmicas, porque produzem seu próprio calor e de homoeotérmicas , porque podem manter a temperatura de seus corpos razoavelmente alta e constante. Isto não significa que a temperatura do corpo de uma ave não varie, pode haver oscilação diária de vários graus. São tetrápodas, com o par anterior transformado em asas e o posterior adaptado para empoleirar, andar ou nadar. A capacidade de voar permite às aves ocupar alguns hábitats impossíveis para outros animais.

Além da quantidade, a avifauna do Brasil reúne inúmeros superlativos quanto à qualidade. Vive aqui, uma das maiores aves do mundo, a ema, ao lado das aves de menor porte, os beija-flores. Encontram-se os voadores de maior porte da Terra: o albatroz e o condor, ambos de ocorrência apenas ocasional. O gavião-real, residente no Brasil, é a ave de rapina mais possante do mundo. Ocorrem aqui as aves de vôo mais veloz: falcões e andorinhões.

São muito utilizadas como indicadores biológicos e o maior conhecimento delas pode subsidiarprogramas de conservação e manejo de ecossistemas. Por exemplo, espécies típicas de florestas são sensíveis ao desmatamento e apresentam declínios populacionais ou mesmo extinções locais após alterações do hábitat.

ALBATROZ GIGANTE ( Diomedea exulans ) JOÃO-BOBO (Nystalus chacuru) ALMA DE GATO (Piaya cayana) JOÃO-DE-BARRO (Fumarius rufus) ANACÃ (Deroptyus accipitrinus) JURITI (Leptotila verreauxi) ANANAÍ (Amazonetta brasiliensis) JURITI-GEMEDEIRA (Leptotila rufaxilla) ANU (Crotophaga ani) JURUVA (Baryphthengus ruficapillus)

ANU BRANCO (Guira guira) LAVADEIRA-MASCARADA (Fluvicola nengeta)

ARAÇARI BANANA (Baillonius bailloni) MAÇARICO (Tringa flavipes) ARAPONGA (Procnias sp.) MACUCO (Tinamus solitarius) ARARA AZUL (Anodorhynchus hyacinthinus) MAITACA (Pionus maximiliani) ARARA AZUL DE LEAR (Anodorhynchus leari) MARIA FACEIRA (Syrigma sibilatrix)

ARARA AZUL PEQUENA (Anodorhynchus glaucus) MARTIM PESCADOR (Chloroceryle americana)

ARARA CANINDÉ (Ara ararauna) MARTIM PESCADOR GRANDE (Ceryle torquata)

ARARAJUBA (Guaruba guarouba) MARTIM-PESCADOR VERDE (Chloroceryle amazona)

ARARA VERMELHA GRANDE (Ara chloroptera) MOCHO ORELHUDO (Bubo viriginianus) ARARA VERMELHA PEQUENA (Ara macao) MURUCUTUTU (Pulsatrix perspicillata) ARARINHA AZUL (Cyanopsitta spixii) MUTUM (Crax blumenbachii) ATOBÁ (Sula leucogaster) MUTUM PINIMA (Crax fasciolata) AZULÃO (Passerina brissonii) NARCEJA (Gallinago gallinago)

BACURAU ou CURIANGO (Caprimulgus cayennensis) PAPAGAIO CHARÃO (Amazona pretrei)

BATUÍRA DE BANDO (Charadrius semipalmatus) PAPAGAIO-CHAUÁ (Amazona rhodocorytha)

BATUIRUÇU (Pluvialis dominica) PAPAGAIO-DE-CARA-ROXA (Amazona brasiliensis)

BEIJA-FLORES PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO (Amazona vinacea)

BEM-TE-VI (Pitangus sulphuratus) PAPAGAIO VERDADEIRO (Amazona aestiva)

BICUDO (Oryzoborus maximiliani) PATATIVA (Sporophila plumbea)

BIGUÁ (Phalacrocorax brasilianus) PAVÃOZINHO-DO-PARÁ (Eurypyga helias)

BIGUATINGA (Anhinga anhinga) PELICANO PARDO (Pelecanus occidentalis)

BOBO (Puffinus puffinus) PERNILONGO (Himantopus himantopus) CABURÉ (Glaucidium brasilianum) PICA-PAU-ANÃO (Picumnus cirratus)

CAMBACICA (Coereba flaveola) PICA-PAU-BRANCO (Melanerpes candidus)

CANÁRIO DA TERRA (Sicalis flaveola)

PICA-PAU-DE–BANDA-BRANCA ou GIGANTE-DE-TOPETE-VERMELHO (Dryocopus lineatus)

CARCARÁ (Polyborus plancus) PICA-PAU-DE-CABEÇA-AMARELA (Celeus flavescens)

CARDEAL (Paroaria coronota) PICA-PAU-DE-CARA-VERMELHA (Campephilus melanoleucos)

CATURRITA (Myiopsitta monachus) PICA-PAU-REI (Campephilus robustus) CHANCHÃ ou PICA-PAU DO CAMPO (Colaptes campestris) PICA-PAU-VERDE-BARRADO (Chrysoptilhs melanochloros)

CHOPIM (Molothrus bonariensis) PINTASSILGO (Carduelis magellanicus) CHUPA-DENTE (Conopophaga lineata) PIRU-PIRU (Haematopus palliatus) CISNE-DE-PESCOÇO-PRETO (Cygnus melanocoryphus)

POMBA-ASA-BRANCA (Columba picazuro)

COLEIRO (Sporophila caerulescens) POMBA GALEGA (Columba cayennensis) COLHEREIRO (Ajaja ajaja) PRÍNCIPE-NEGRO (Nandayus nenday) CORRUÍRA ou CAMBAXIRRA (Troglodytes aedon) QUERO-QUERO (Vanellus chilensis) CORUJA BURAQUEIRA (Speotyto cunicularia) QUIRIQUIRI (Falco sparverius)

CURICACA (Theristicus caudatus) RAPAZINHO ESTRIADO (Nystalus striolatus)

CURIÓ (Oryzoborus angolensis) ROLINHA-CALDO-DE-FEIJÃO (Columbina talpacoti)

CURRUPIÃO (Icterus jamaicaii) SABIÁ-DA-MATA (Turdus fumigatus) EMA (Rhea americana) SABIÁ DA PRAIA (Mimus gilvus) FALCÃO PEREGRINO (Falco peregrinus) SABIÁ-DO-CAMPO (Mimus saturninus) FEITICEIRO DO MAR (Puffinus gravis) SABIÁ LARANJEIRA (Turdus rufiventris) FLAMINGO (Phoenicopterus ruber) SABIÁ-POCA (Turdus amaurochalinus) FOGO-APAGOU (Scardafella squammata) SACI (Tapera naevia) FRAGATA (Fregata magnificens) SAÍ-AZUL (Dacnis cayana) FRANGO D'ÁGUA (Gallinula chloropus) SAÍ-BEIJA-FLOR (Cyanerpes cyaneus) GAIVOTA (Larus dominicanus) SAÍ-TUCANO (Chlorophanes spiza) GAIVOTA RAPINEIRA COMUM (Stercorarius parasiticus) SAÍRA-DE-BANDO (Tangara mexicana) GAIVOTA RAPINEIRA GRANDE (Catharacta skua) SAÍRA-DIAMANTE (Tangara velia) GALO-DE-CAMPINA (Paroaria dominicana) SAÍRA-LENÇO (Tangara cyanocephala) GALO-DA-SERRA (Rupicola rupicola) SAÍRA PINTOR (Tangara fastuosa) GARÇA AZUL (Florida caerulea) SAÍRA-SETE-CORES (Tangara seledon)

GARÇA BOIADEIRA (Bubulcus íbis) SAÍRA VERDE (Tangara desmaresti) GARÇA BRANCA GRANDE (Casmerodius albus) SANHAÇO (Thraupis sayaca)

GARÇA BRANCA PEQUENA (Egretta thula) SANHAÇO MARRON – SANHAÇO DO COQUEIRO (Thraupis palmarum)

GATURAMO VERDADEIRO (Euphonia violacea) SARACURA (Aramides cajanea) GAVIÃO CARIJÓ (Rupornis magnirostris) SERIEMA (Cariama cristata) GAVIÃO-CARRAPATEIRO (Milvago chimachima) SOCÓ BOI (Tigrisoma lineatum) GAVIÃO-PEGA-MACACO (Spizaetus tyrannus) SOCOZINHO (Butorides striatus) GAVIÃO DE RABO BRANCO (Buteo albicaudatus) SUINDARA (Tyto alba) GRALHA AZUL (Cyanocorax caeruleus) SUIRIRI (Machetornis rixosus) GRALHA DO CAMPO (Cyanocorax cristatellus) TALHA-MAR (Rynchops nigra) GRAÚNA (Gnorimopsar chopi) TANGARÁ (Chiroxiphia caudata) GUARÁ (Eudocimus ruber) TICO-TICO (Zonotrichia capensis) GUAXE (Cacicus haemorrhous) TIÉ-SANGUE (Ramphocelus bresilius) HARPIA (Harpia harpyja) TIZIU (Volatinia jacarina) INHAMBU (Crypturellus tataupa) TRINCA-FERRO (Saltator maximus) INHAMBUGUAÇU (Crypturellus obsoletus) TRINTA-RÉIS (Sterna hirundo)

IRERÊ (Dendrocygna viduata) TUCANO-DE-BICO-AMARELO (Ramphastos toco)

JABURU (Jabiru mycteria) TUCANO-DE-BICO-PRETO (Ramphastos vitellinus)

JACAMIM (Psophia creptans) TUCANO-DE-BICO-VERDE (Ramphastos dicolorus)

JAÇANÃ (Jacana jaçana) UIRAPURU (Cyphorhinus aradus) JACU (Penelope obscura) URUBU (Coragyps atratus) JACU DE ESTALO (Neomorphus geoffroyi) URUBU-REI (Sarcoramphus papa)

JACUPEMBA (Penelope superciliaris) VIUVINHA (Arundinicola leucocephala)

JACUTINGA (Pipile jacutinga) ZABELÊ (Crypturellus noctivagus) JANDAIA (Aratinga jandaya)

ALBATROZ GIGANTE (Diomedea exulans)

Características – é a maior ave voadora do mundo, podendo exceder 3,50 m de envergadura, mas mal ultrapassando o peso de sete quilos. Plumagem branca com dorso e asas escuras. A cauda é cinzenta, pés e bicos amarelos, este último com a ponta mais escura. Os juvenis deixam o ninho com plumagem quase totalmente marrom, que vai clareando com a idade. Os machos tendem a tornar-se mais brancos que as fêmeas. Machos pesam entre 8,19 e 1,9 kg. Fêmeas entre 6,35 e 8,71 kg. A envergadura dos machos é maior que das fêmeas. É provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade.

Habitat – pelágico (mar aberto, longe da costa), acidentalmente ocorre nas costas Ocorrência – litoral sul do Brasil

Hábitos – os jovens permanecem no oceano por cinco anos antes de retornar à sua colônia natal, exibindo alto grau de filopatria. Cerca de 50% dos jovens sobrevivem até essa idade, enquanto adultos entre têm uma expectativa anual de sobrevivência de 94%. Durante o verão as fêmeas utilizam a margem da plataforma continental da América do Sul (norte até c. 32°S) e os machos as águas fora da Península Antártica; durante o inverno os machos se juntam às fêmeas. As viagens de alimentação para as águas do norte da Argentina e sul do Brasil cobrem mais de 9.500 km e duram c. 15 dias. A espécie realiza movimentos de grande escala, e indivíduos que nidificam no Atlântico parecem realizar uma migração circumpolar para leste que os leva à costa sul da

incubação dura 1 semanas, sendo dividida entre os pais

Austrália e através do Pacífico antes de retornarem às colônias de reprodução nas ilhas subantárticas do grupo das South Georgias. Aves anilhadas desta população tem sido recapturadas na costa sul do Brasil (notadamente por espinheleiros operando fora do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), África do Sul e sul da Austrália e Nova Zelândia. Alimentação – pequenos animais, principalmente moluscos e crustáceos. Segue navios para apanhar detritos. Capturam presas principalmente na superfície, tendo limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas e peixes que podem ser obtidos como descartes da pesca ou corpos flutuantes após a desova. Os albatrozes também consomem carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora haja algum forrageamento noturno. A predisposição da espécie em consumir presas mortas faz com que se associe a barcos pesqueiros para aproveitar descartes, sendo bastante agressiva ao disputar restos com outras aves. Reprodução – machos e fêmeas começam a se reproduzir com cerca de 1 anos. A idade de primeira reprodução tem decrescido em populações sofrendo redução devido à mortalidade causada pela pesca. No Atlântico nidifica no arquipélago das South Georgias (c. 2.0 pares reprodutivos/ano), especialmente Bird Island (60% da população do arquipélago). A população que nidificava nas ilhas Falklands (Malvinas) se extinguiu em 1959 devido à pressão humana. For a do Atlântico há colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie.No Oceano Índico há populações reprodutivas nas ilhas Crozet, Herguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie. Nidifica em colônias dispersas, as posturas sendo realizadas entre dezembro e fevereiro. A O único filhote leva 40 semanas para deixar o ninho, o que ocorre entre novembro e fevereiro. O longo período reprodutivo (5 semanas) faz com que essa espécie se reproduza apenas bi-anualmente. Casais bem sucedidos podem retornar à colônia apenas após 3-4 anos. Ameaças – a pesca com espinhéis (espinheleiros) e a poluição contribuem para a diminuição da população. A espécie é considerada globalmente vulnerável.

ALMA DE GATO (Piaya cayana)

Características – ave bastante vistosa com rabo longo. Pelagem laranja-avermelhada em todo o dorso, peito acinzentado e garganta amarelada. Bico amarelado. Mede aproximadamente 47 cm. Cauda longa com penas gradativamente mais curtas, do meio para os lados, e ponta branca.

Habitat – cerrados e matas ou às suas margens, com algumas ocorrências em áreas urbanas Ocorrência – do México à Argentina e em todo o Brasil Hábitos – vive aos casais. O som de seu canto é forte, emitindo até 16 pios em 10 segundos, além de imitar outras aves como o bem-te-vi. Alimentação – insetívoro.

(Parte 1 de 7)

Comentários