(Parte 1 de 8)

Como Exportar Peru entre

Ministério das Relações Exteriores Departamento de Promoção Comercial

Divisão de Informação Comercial

INTRODUÇÃO02
MAPA04
DADOS BÁSICOS05
1. Geografia06
2. População, centros urbanos e nível de vida08
3. Transportes e comunicações08
4. Organização política e administrativa1
5. Organizações e Acordos Internacionais12
1. Conjuntura econômica13
2. Principais setores de atividade14
3. Moeda e finanças15
internacionais16
5. Sistema bancário16

I.ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS 4. Balanço de Pagamentos e reservas

1. Evolução recente17
2. Direção do comércio exterior18
3. Composição do comércio exterior19
1. Intercâmbio comercial bilateral20
2. Composição do comércio bilateral21
3. Investimentos2
1. Sistema tarifário2
2. Regulamentação das importações25
3. Documentação e formalidades29
4. Regimes especiais30
1. Canais de distribuição3
2. Promoção de vendas34
3. Práticas comerciais36
BRASILEIRAS39
ANEXOS41
1. Órgãos oficiais41
2. Empresas brasileiras no Peru47
3. Principais bancos49
4. Principais feiras e exposições51
5. Meios de comunicação51
6. Consultorias de marketing54
7. Aquisição de documentação5
8. Empresas de transporte com o Brasil56
9. Supervisão de embarques57
I. FRETES E COMUNICAÇÕES COM O BRASIL58
I. INFORMAÇÕES PRÁTICAS59
BIBLIOGRAFIA62

1Como Exportar Peru

2Como Exportar Peru Sumário

Com um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 56,8 bilhões, o Peru apresentou alto índice de crescimento econômico em 2002, o maior da América Latina. Em comparação à exígua taxa de 0,2% em 2001, o PIB registrou crescimento de 5,2% em 2002. Os setores de mineração e hidrocarburetos (1,2%) e de construção (8,3%) lideraram o movimento ascendente da economia peruana. A entrada em funcionamento do consórcio mineiro de Antamina (cobre e zinco) em meados de 2001 e as obras públicas de reabilitação de rodovias e construção de casas populares (programa "Mivivienda") explicam a reativação dessas atividades.

No caso do setor agropecuário, o crescimento de 5,8% decorreu das condições climáticas favoráveis ao cultivo de batata, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e arroz. Na manufatura (4,2%), destacaram-se as indústrias não-primárias e pouco intensivas em capital, como cimento, vestuário, madeira e papel. A atividade pesqueira (3,6%), normalmente rentável, apresentou, no final do ano, problemas de escassez de recursos hidrobiológicos.

Grande destaque deve ser dado ao papel das exportações no crescimento econômico de 2002. Depois de vários anos de déficit, a Balança Comercial registrou superávit. As exportações peruanas alcançaram o montante de US$ 6,9 bilhões, nas quais se destacaram produtos agropecuários e minerais (cobre, ouro, prata). No caso das importações, que atingiram US$ 6,5 bilhões, apenas no final de 2002 alterou-se a tendência de queda das compras de máquinas e equipamentos. Após a aprovação, pelo Governo dos EUA, do regime preferencial do "Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act" - ATPDEA, o Governo peruano promoveu redução tarifária para a importação de máquinas, com vistas a fomentar a produtividade nacional.

As reservas internacionais elevaram-se a U$ 9,59 bilhões (aumento de 4,2% em relação a 2001), tendo o Governo emitido, no final do ano, títulos de dívida no valor de U$500 milhões. A taxa de câmbio (3,47 nuevos soles por dólar, em dezembro) apreciou-se em 0,9% em relação a 2001.

O nível geral de preços manteve-se estabilizado, com taxa anual de inflação de 1,5%. A estabilidade monetária hoje alcançada é resultado de uma política de flutuação cambial e de controle de emissão primária que gerou aumento de divisas e redução da taxa de inflação, que passou de mais de 7.0% nos anos 90 para 3,7% em 20. A menor inflação e maior capacidade de intermediação financeira provocaram queda nas taxas de juros (taxa interbancária de 3,8%, em dezembro) e elevação do crédito ao setor privado.

O déficit fiscal peruano manteve-se praticamente inalterado, passando de 2,6% do PIB em 2001 para 2,3% em 2002. O Governo não conseguiu cumprir a meta de déficit de 1,9% acordada com o FMI, devido a problemas na arrecadação de receitas do Governo Central e à elevação de gastos correntes não-financeiros. O financiamento público provém, majoritariamente, de recursos externos (dívida externa e privatização), tendo a dívida interna crescido em 2002. A dívida externa, pública e privada, hoje monta a cerca de 50% do PIB.

Apesar do bom desempenho geral dos índices macroeconômicos, o desenvolvimento sustentável da econo-INTRODUÇÃO

3Como Exportar Peru Sumário mia peruana é baseado na demanda externa (vide o aumento das exportações) e no gasto governamental (sobretudo obras de infra-estrutura), motores desse crescimento. A mineração e a agropecuária, atividades pouco intensivas em capital e tecnologia, contribuíram essencialmente para esse bom resultado e geraram rendimentos concentrados em determinados segmentos sociais. Baixas foram as taxas de investimento em setores dinâmicos, geradores de demanda interna autônoma, tais como os de bens de capital, de produtos intermediários e de bens de consumo duráveis de alto valor agregado. O que acontece hoje no Peru é o crescimento restrito a alguns setores, às custas de grandes discrepâncias regionais e altas taxas de desemprego/emprego informal.

O grande desafio do Peru em 2003 será justamente elevar as taxas de investimento da economia. Para tanto, os principais analistas apontam para a necessidade de o Governo (i) garantir a estabilidade do marco jurídico-legal vigente, e (i) implementar as reformas fiscal e tributária.

Como Exportar Sumário

4 Peru

5Como Exportar Peru Sumário

Superfície: 1.285.216 km2. População:26,7 milhões (2002). Densidade demográfica: 20,5 hab/km2 (2002).

População Economicamente Ativa: 4,1 milhões (2002).

Principais cidades:Lima (capital), Arequipa e Trujillo.

Moeda:Novo Sol

Cotação: US$ 1 = S/. 3,47 (Dez/ 2002).

PIB:US$ 56 bilhões (2002).

Origem do PIB:Agropecuário:9,4%

Manufatura: 14,6% Pesca: 0,5% Mineração e hidrocarbonetos: 6,3% Construção: 4,8% Comércio: 14,1% Outros serviços: 50,1%

PIB “per capita”:US$ 2.097 (2002).

Crescimento real do PIB:5,2% (2002).

Produção - Principais produtos: agrícolas (cana-de-açúcar, batata, milho, algodão, frutas e arroz) pecuários (aves e ovos) minerais (ouro, prata, cobre e zinco)

Comércio Exterior (2002): Exportações:US$ 6,9 bilhões (FOB) Importações:US$ 6,5 bilhões (FOB)

Intercâmbio comercial Brasil – Peru (2002):

Exportações brasileiras:US$ 436 milhões (FOB) Importações brasileiras:US$ 218 milhões (FOB)

6Como Exportar Peru Sumário

1. Geografia Localização e superfície

O Peru é um país de marcada diversidade geográfica localizado na costa do Oceano Pacífico da América do Sul. Faz fronteira com o Equador e a Colômbia ao norte, com o Brasil e a Bolívia a leste, e com o Chile ao sul. O limite pelo oeste é o Oceano Pacífico.

A população do Peru é formada, principalmente, por índios, mestiços e descendentes dos colonizadores espanhóis. Também há comunidades asiáticas e de origem africana.

No quadro abaixo estão as distâncias rodoviárias entre Lima e as principais cidades do país:

Arequipa1.009 km

Cajamarca861 km Cusco1.105 km Chiclayo770 km Huancayo298 km Huaraz406 km Ica303 km Piura981 km Pucallpa785 km Puno1.335 km Tacna1.293 km Trujillo561 km

Tumbes1.259 km

Fonte: Ministério de Transportes e Comunicações

Regiões geográficas e clima

O Peru divide-se, tradicionalmente, em três regiões: a costa, a serra e a selva.

Costa:. A região da Costa, onde está localizada a capital, Lima, é uma planície costeira estreita basicamente desértica e atravessada por vales férteis. A localização dos Andes a leste, aliada à presença da corrente fria de Humboldt, confere à região essa característica árida de vegetação - desde o deserto de Sechura até os pampas de Nazca – e de alta umidade atmosférica. No inverno, devido à umidade constante nestas regiões, a sensação de frio é potencializada, embora a temperatura raramente seja menor que 12° C. Durante o verão, pelo contrário, a temperatura alcança freqüentemente 30° C. As regiões central e sul da costa peruana possuem duas estações bem marcadas: o inverno, entre abril e outubro; e o verão, entre novembro e março.

A região norte da costa, por sua vez, não é banhada pelas águas frias da corrente de Humboldt, fato que explica temperaturas altas durante todo o ano (até 35° C no verão).

Serra: região montanhosa situada na Cordilheira dos

Andes. Nesta região, apresentam-se duas estações climáticas bem definidas: uma de estiagem, entre abril e outubro, caracterizada por dias luminosos, noites muito frias e ausência de chuvas; e uma chuvosa, entre novembro e março, quando as precipitações são abundantes (geralmente acima dos 1.0 m).

Um dos traços que caracteriza esta região é a marcada variação de temperatura ao longo do dia; é comum contar com temperaturas de até 24° C ao meio-dia e de -3°C na madrugada. Além disso, na Cordilheira dos Andes, verifica-se uma redução paulatina da temperatura, à medida em que se chega à região mais alta, conhecida como “puna”.ASPECTOS GERAIS

7Como Exportar Peru Sumário

O clima seco e agradável da serra é ideal para o cultivo de enorme variedade de produtos. Ademais, nesta região estão os recursos minerais do país: prata, zinco, chumbo, cobre e ouro.

Selva: A extensa floresta peruana, atravessada pelo rio Amazonas, divide-se em duas regiões: a floresta alta ou de montanha (acima dos 700 m), que possui clima subtropical e temperado, com abundantes chuvas (por volta de 3.0 m ao ano) entre novembro e março e dias ensolarados entre abril e outubro; e a floresta baixa (menos de 700 m), cuja estiagem acontece entre os meses de abril e outubro, época ideal para o turismo, com dias de sol e altas temperaturas, freqüentemente acima dos 35° C.

Na época de estiagem, os rios diminuem de volume, e as rodovias são facilmente transitáveis. A estação das chuvas, entre novembro e março, pelo contrário, caracteriza-se por chuvas fortes que produzem deterioração das vias de acesso terrestres.

A umidade na floresta é muito alta ao longo do ano. Na região sul, produzem-se “friajes” ou “surazos” ocasionais, frentes frias originárias do extremo sul do continente, entre os meses de maio e agosto, quando a temperatura pode cair até 8° C a 12° C.

Embora seja simplificada essa divisão - costa, serra e selva - da geografia peruana, a realidade é bastante complexa. No Peru, há ampla variedade de habitats em seus maciços montanhosos, seus planaltos, suas florestas e seus vales.

Clima e temperatura das principais cidades

CidadeClima e Temperatura

LIMATemperatura média: 25°C, no verão, e entre 11° e 15°C, no inverno.

HUARAZO clima é variado, os dias são quentes e as noites frias. Chuvas entre dezembro e abril.

AREQUIPANa costa, o clima é temperado e, na serra, é seco. Temperaturas entre 10° e 24°C. Chuvas moderadas entre janeiro e março.

AYACUCHOClima temperado, seco e saudável. Temperatura média: 17,5°C. Chuvas entre novembro e março.

CAJAMARCAClima temperado, seco e ensolarado. Temperatura média: 13°C. Chuvas entre dezembro e março.

ICAO clima é quente e seco. A temperatura média no verão é de 27°C e no inverno de 18°C. A máxima é de 30°C e a mínima de 8°C.

CUSCOAs noites são frias e os dias temperados. Período seco e úmido. Chuvas entre novembro e março, e secas entre abril e outubro. Temperatura média: 11°C.

TRUJILLONa costa, é quente e primaveral e, na serra, é seco e temperado. Temperatura média: 18,9°C.

IQUITOSClima tropical, quente e úmido. Temperatura média: de 28°C.

HUANCAYONa serra, o clima é frio e seco, com chuvas entre novembro e abril. Na floresta, o clima é quente e úmido, com chuvas entre dezembro e março.

PIURAClima tropical e seco. Temperatura média entre 19°C e 24°C.

TACNAClima temperado. Temperatura máxima de 28°C, no verão, e mínima de 8°C,no inverno.

PUNODias temperados e noites frias. Temperaturas entre 0°C e 9°C. Chuvas entre dezembro e abril.

TUMBESClima semitropical. Temperatura máxima de 38°C e mínima de 10°C. Temperatura média: 24°C.

PUCALLPAClima tropical. Temperatura média: de 27°C.

Chuvas entre outubro e abril. Fonte: INEI – Instituto Nacional de Estatística e Informática.

8Como Exportar Peru Sumário

Idioma e religião

No Peru, há liberdade de culto e diversidade de crenças, que vão desde o catolicismo, parte da herança espanhola, ao misticismo das culturas pré-hispânicas.

As línguas oficiais são o espanhol e o quechua. Embora o espanhol seja o idioma de uso corrente, o quechua é legado da cultura Inca e, em muitas regiões do país, continua sendo falada com leves variantes locais.

Entre os dialetos, existem o aymara (Puno) e 38 línguas amazônicas, que constituem aproximadamente 15 troncos lingüísticos.

2. População, Centros Urbanos e Nível de Vida

Em 2002, a população peruana foi estimada em 26,7 milhões de pessoas. A densidade demográfica registrada foi de 20,5 hab/km2.

População estimada segundo áreas urbana e rural

ANOS POPULAÇÃO (milhões)DISTRIBUIÇÃO (%)

Fonte: INEI – Instituto Nacional de Estatística e Informática. Estimativas e Projeções de População

3. Transportes e Comunicações

Transportes Rede rodoviária

Com o objetivo de desenvolver o comércio regional, o Brasil tem dado prioridade à interconexão física com o Peru.

O comércio bilateral, da ordem de US$ 650 milhões, apresenta tendência estacionária, devido entre outras razões, aos elevados custos de transporte de mercadorias.

Os projetos de integração física entre o Brasil e o Peru fazem parte da Iniciativa para a Integração da Infra-Estrutura Regional da América do Sul (IIRSA). Destacam-se duas obras de infra-estrutura que poderiam dinamizar o comércio bilateral: (i) Estrada Tarapoto-Yurimáguas (128 km, US$ 70 milhões), que faz parte do Eixo Multimodal do Amazonas (IIRSA) e ligará Manaus ao Pacífico norte peruano, e (i) Estrada do Pacífico (1.200 km, US$ 800 milhões), do Eixo Peru-Brasil (IIRSA), que ligará o Acre, cuja estrada até a fronteira já está concluída, à costa sul peruana.

No plano econômico, a construção das estradas gerará fluxos de comércio entre as economias do Peru e do Norte e Centro-Oeste brasileiros e melhoria das condições de vida das populações locais. Do ponto de vista político, a interconexão física terá impactos positivos quanto à manutenção da segurança regional e reafirmação da soberania de ambos países.

Transporte Aquático

O Decreto Legislativo nº 644 liberou as rotas marítimas e eliminou as restrições administrativas para empresas nacionais. Não é exigido o transporte em navios de bandeira nacional.

O preço médio de carga seca em container de 20” padrão é de US$ 1,50.0, mais US$ 10,0 por combustível e mais THC do porto.

Atualmente existem poucas empresas peruanas de navegação. Há grande número de empresas estrangeiras que operam no Peru. O Consórcio Naval Peruano (http:// w.cnpsa.com E-mail: cnp@cnpsa.com representa a empresa brasileira Libra Navegação S.A.

A Empresa Nacional de Portos – ENAPU - é a entidade encarregada de estabelecer as tarifas portuárias ou direitos de uso dos portos sob sua jurisdição: http:// w.enapu.gob.pe

9Como Exportar Peru Sumário

Características dos Principais Portos peruanos

Porto de Paita Departamento de Piura

Porto de Salaverry Departamento de La Libertad

Porto de Chimbote Departamento de Ancash

Porto de Huacho Departamento de Lima

Porto de Callao Departmento de Lima

Porto Geral San Martín Departamento de Ica

Porto de Matarani Departamento de Arequipa

Sua principal atividade é a exportação de produtos hidrobiológicos. É o segundo porto mais importante do Peru. Conta com um cais de 365 metros de largura. Tem um pátio para containers, armazéns e maquinário com capacidade de atender um fluxo de 20 a 30 embarcações mensais.

Sua principal atividade é a exportação de açúcar dos engenhos de Chiclayo e La Libertad. Possui equipamentos especializados para descarga de grãos.

A exportação de farinha de peixe representa 75% do total de serviços portuários para exportação. A indústria siderúrgica também contribui com volume significativo das exportações. Conta com sistema especializado para o embarque de minério.

Projeto de investimento portuário.

O mais importante do país, com um movimento de aproximadamente 7 milhões de toneladas anuais. Tem uma frequência mensal de 100 a 120 navios. Principais exportações: minerais e farinha de peixe. Possui equipamentos especializados para descarga de grãos.

(Parte 1 de 8)

Comentários