Prevenção do tromboembolismo venoso

Prevenção do tromboembolismo venoso

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Cleovaldo T. S. Pinheiro Werther Brunow de Carvalho

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Professor adjunto do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutor em Medicina pela UFRGS. Especialista em Terapia Intensiva, titulação pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Chefe do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Coordenador do Programa de Residência em Medicina Intensiva do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A embolia pulmonar é uma situação com um vasto espectro clínico que inclui desde a inexistência de sintomas até a morte súbita. O embolismo pulmonar não é uma doença, mas uma complicação de uma trombose venosa, principalmente da trom bose venosa profunda de membros inferiores. Desta forma, se a trombose venosa for prevenida, o embolismo pulmonar será prevenido. Preferimos denominar TEV ao conjunto dessas situações.

Em medicina, o uso de baixas doses de heparina para prevenir TEV tornou-se prática comum.1 Em pacientes ortopédicos submetidos a cirurgias, o uso de heparina reduziu subs tancialmente o risco de TEV,2 da mesma forma que em pacientes neurológicos acamados.

O risco absoluto de pacientes desenvolverem TEV em UTI é desconhecido. O quadro pode apresentar-se dentro de um cenário altamente variável e com manifestações da doença de base que mascaram o quadro decorrente do TEV, e porque pode estar presente sem sinto mas muito chamativos. Recentes estudos mostraram uma freqüência de 13 a 31% em paci entes criticamente enfermos.3,4

O presente capítulo visa:

1.Defina o tromboembolismo venoso. 2. Componha o quadro de acordo com a sua prática clínica diária (resposta na Tabela 3).

GRUPO DE RISCO (idade, tipo de cirurgia, outras considerações)

INCIDÊNCIA DE EVENTO (%) (TVP distal e proximal, EP e

EP fatal)

Baixo risco

Risco moderado

Risco alto TVP = trombose venosa profunda; EP = embolia pulmonar.

137 ESQUEMA CONCEITUAL

Tromboembolismo venoso

Infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca

Lúpus eritematoso sistêmico

Síndrome nefrótica

Paraplegias e acidentes vasculares encefálicos

Sepse Doença de Behçet

Policitemia

Homocisteinemia Hemoglobinúria paroxística noturna

Câncer

Deficiência

Anticoagulante lúpico Anticorpos anticardiolipina Mutação para o fator V de Leiden Trombofilias hereditárias

Antitrombina-I Proteína-C

Proteína-S

Fatores de risco

Doenças

Condição clínica

Achados laboratoriais

Profilaxia

Considerações finais

Imobilização Obesidade Trauma cirúrgico e não-cirúrgico Trombose prévia

Anovulatórios orais e terapia de reposição hormonal

Gravidez e puerpério Uso de anticoagulantes

Cateteres e similares em veias profundas

Medicamentosa Heparina

Danaparóide Anticoagulantes orais

Outros anticoagulantes

Mecânica

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