Ambiental - Resumo P1

Ambiental - Resumo P1

(Parte 1 de 6)

Resumo Capítulos 1, 2 e 3 (Fernando Prócida)

Cap. 1 – A crise ambiental

Segundo Miller, nosso planeta pode ser comparado com uma astronave deslocando-se no espaço sideral sem possibilidade de parada para reabastecimento, mas dispondo de um eficiente sistema de aproveitamento de energia solar e de reciclagem de matéria. O uso de energia implica na degradação de sua qualidade. Como conseqüência da Lei da conservação de massa, os resíduos energéticos somados aos resíduos de matéria, alteram a qualidade do meio ambiente no interior dessa astronave. Assim, os passageiros, utilizando-se da inesgotável energia solar, processam, por meio de sua tecnologia e de seu metabolismo, os recursos naturais finitos, gerando algum tipo de poluição. Do equilíbrio entre esses três elementos (população, recursos naturais e poluição) dependerá o nível de qualidade de vida no planeta.

1.1 - População

• Atualmente a taxa de crescimento da população está em aproximadamente 1,3 % ao ano.

• Os países desenvolvidos têm 20% da população total e os subdesenvolvidos 80%.

As altas taxas de crescimento da população começaram a ocorrer a partir da

Revolução Industrial, pois a tecnologia passou a proporcionar uma redução da taxa bruta de mortalidade.

Dentro dessa perspectiva de crescimento, cabe questionar até quando os recursos naturais serão suficientes. Existem autores, como Lappe e Collins que contestam a tese de insuficiência de recursos naturais e responsabilizam a má distribuição de renda e a má orientação da produção agrícola pela fome no mundo hoje.

1.2 – Recursos Naturais

Recurso natural é qualquer insumo de que os organismos, populações e ecossistemas necessitam para sua manutenção. Existe um envolvimento entre recursos naturais e tecnologia, uma vez que há necessidade da existência de processos tecnológicos para utilização de um recurso natural. Recursos naturais e economia interagem de modo bastante evidente, uma vez que algo é recurso na medida que sua exploração é economicamente viável. Finalmente, algo se torna recurso natural caso sua exploração, processamento e utilização não causarem danos ao meio ambiente. Recursos naturais podem ser classificados em:

• Renováveis: depois de serem utilizados, ficam disponíveis novamente graças aos ciclos naturais. (Ex: água)

• Não-renováveis: uma vez utilizado não pode ser reaproveitado. (Ex: combustível fóssil) Os não-renováveis apresentam duas classes:

• Minerais não energéticos: podem se renovar, mas após um período de tempo tal que não serão relevantes para a existência humana. (Ex: fósforo, cálcio)

• Minerais energéticos: são efetivamente não-renováveis. (Ex: combustíveis fósseis e urânio)

Existem situações em que um recurso renovável passa a ser não-renovável. Essa condição ocorre quando a taxa de utilização supera a máxima capacidade de sustentação do sistema.

1.3 – Poluição

Como resultado da utilização dos recursos naturais pelo população surge a poluição. Poluição é uma alteração indesejável (causada pelas atividades e interações humanas) nas características químicas, físicas ou biológicas da atmosfera, litosfera ou hidrosfera que cause ou possa causar prejuízo à saúde, à sobrevivência ou às atividades dos seres humanos e outras espécies ou ainda deteriorar materiais.

Poluentes são resíduos gerados pelas atividades humanas, causando um impacto ambiental negativo. As fontes poluidoras (origem dos resíduos) podem ser classificadas em:

etc

• Pontuais(ou localizadas): lançamento de esgoto domético, aterro sanitário,

agrotóxicos aplicados na agricultura e dispersos no ar, etc

• Difusas(ou dispersas): gases expelidos do escapamento de veículos,

Os efeitos da poluição podem ser:

• Locais ou regionais: em geral ocorrem em áreas de grande densidade populacional ou atividade industrial.

• Globais: efeito estufa e redução da camada de ozônio (afetam o clima e o equilíbrio global do planeta).

Cap. 2 – Leis da Conservação da massa e da energia

Todo e qualquer fenômeno que acontece na natureza necessita de energia para ocorrer. A vida requer basicamente matéria e energia. O conceito de matéria é simples: matéria é algo que ocupa lugar no espaço. Já o conceito de energia é um pouco mais complicado: energia é a capacidade de realização de trabalho. Em qualquer sistema natural, matéria e energia são conservadas, ou seja, não se criam nem se destroem.

2.1 – Lei da conservação da massa

De acordo com esta Lei, em qualquer sistema físico ou químico nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra. Isso explica um dos grandes problemas com que nos defrontamos atualmente: a poluição ambiental. Como não é possível consumir a matéria até sua total aniquilação ocorre a geração de resíduos, e estes devem ser reincorporados ao meio para serem posteriormente reutilizados (reciclagem).

2.2 – Primeira Lei da Termodinâmica

De acordo com esta Lei, a energia pode se transformar de uma forma em outra, mas não pode ser criada ou destruída. As diversas formas de energia podem ser enquadradas em:

• Energia cinética: energia que a matéria adquire devido sua movimentação.

• Energia Potencial: energia armazenada na matéria devido sua posição ou composição.

A aplicação mais importante da 1ª Lei está relacionada a maneira como os seres vivos obtêm sua energia para viver. A energia luminosa incidente na superfície da Terra é absorvida pelos vegetais fotossintetizantes, que a transforma em energia potencial, nas ligações químicas de moléculas orgânicas complexas. Essas moléculas são quebradas, no processo respiratório, em moléculas menores, liberando a energia que é utilizada nas funções vitais dos seres vivos.

2.3 – Segunda Lei da Termodinâmica

De acordo com esta Lei, todo processo de transformação de energia dá-se a partir de uma maneira mais nobre para uma menos nobre, ou de menor qualidade. Embora a quantidade de energia seja preservada (1ª Lei), a qualidade é sempre degradada. Toda transformação de energia envolve sempre rendimentos inferiores a 100%, sendo que uma parte da energia disponível transforma-se em uma forma mais dispersa e menos útil, em geral na forma de calor transferido ao ambiente.

Uma conseqüência ambiental da 2ª Lei da termodinâmica é a tendência da globalização da poluição.

2.4 – Conclusão

A Lei da conservação da massa mostra que nunca estaremos livres de algum tipo de poluição (resíduos). Uma conseqüência da 2ª Lei é o fato de ser impossível obter energia de melhor qualidade do que aquela disponível inicialmente, ou seja, não existe a reciclagem completa da energia. Logo, a energia dispersada em qualquer transformação será pedida para sempre. Outra conseqüência é o aumento da entropia, o que implica maior desordem nos sistemas locais, regionais e globais.

Portanto, deve-se buscar um novo posicionamento ante as necessidades de desenvolvimento da sociedade: o desenvolvimento sustentável.

Cap. 3 – Ecossistemas

3.1 – Definição e estrutura

O ecossistema é a unidade básica no estudo da ecologia. Em um ecossistema, o conjunto de seres vivos interagem entre si e com o meio natural de maneira equilibrada, por meio da reciclagem de matéria e do uso eficiente da energia solar. Ecossistema é um sistema estável, equilibrado e auto-suficiente. Possui dimensões variadas. Um ecossistema compõe-se de elementos abióticos (matéria inorgânica ou sem vida – Ex: água, ar...) e elementos bióticos (seres vivos).

Em um ecossistema cada espécie possui seu hábitat (local ocupado pela espécie, com todas suas características abióticas) e seu nicho ecológico (função da espécie dentro do conjunto do ecossistema e suas relações com as demais espécies e com o ambiente). Espécies que ocupam nichos semelhantes em regiões distintas são denominadas de equivalentes ecológicos.

Todo ecossistema procura um estado de equilíbrio dinâmico ou homeostase por meio de mecanismos de autocontrole e auto-regulação que entram em ação assim que ocorre qualquer mudança. Entre a mudança e o acionamento dos mecanismos existe um tempo de resposta.

A quantidade total de matéria viva em um ecossistema é denominada biomassa e pode ser quantificada em termos de energia armazenada ou de peso seco, geralmente referidos a uma unidade de área.

3.2 – Reciclagem de matéria e fluxo de energia

Os seres vivos necessitam de energia (essa energia provém da alimentação) e se dividem em dois grandes grupos:

• Autótrofos: seres capazes de sintetizar seu próprio alimento. Subdivide-se em 2 subgrupos:

¾ Quimiossintetizantes: fonte de energia é a oxidação de compostos orgânicos. ¾ Fotossintetizantes: utilizam o sol como fonte de energia.

• Heterótrofos: seres incapazes de sintetizar seu próprio alimento e que, para obtenção de energia, utilizam-se do alimento sintetizado pelos autótrofos. Entre os heterótrofos existe os decompositores (não ingerem comida) em que sua nutrição ocorre por um processo de absorção, mediante o lançamento de enzimas sobre a matéria orgânica morta.

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