Fundamentos de MKT 2

Fundamentos de MKT 2

(Parte 1 de 4)

Preste atenção: Não se faz marketing tomando decisões que não sejam dirigidas por esse principio básico, ou seja, satisfazer desejos e necessidades dos consumidores com uma perspectiva justa de rentabilidade para a empresa

Ipod é um dos melhores exemplos de marketing bem sucedido nos últimos anos.

Fundamentos de marketing:

conceitos centrais

Para o começo, nada mais do brindar os alunos com um pouquinho do que é marketing e como ele pode ajudar a empresa a se tornar mais competitiva no mercado.

diz brilhantemente que marketing é principalmente uma artea arte

Até hoje, a melhor definição que me vem à mente sobre marketing eu li num livro de Administração de Vendas e, faz tanto tempo, que nem sequer poderia lhe dizer o nome. Nesse livro, a certa a altura o autor de implementar procedimentos para agilizar os processos de troca entre a empresa e os seus públicos, não somente os consumidores, mas também os colaboradores e os seus parceiros do canal de marketing. Caso sigamos nessa linha de raciocínio, fatalmente iremos chegar a uma definição mais universal de marketing e alguns conceitos centrais que são chaves para a sua compreensão. Em primeiro lugar, para agilizar um processo de troca eu preciso conhecer o consumidor, não é mesmo? Mas, você concorda comigo, que conhecer é um palavra que pode ter muitos significados? Claro, mas quando a uso em marketing eu quero dizer conhecer principalmente seus hábitos de compra e os atributos e benefícios que ele busca para satisfazer os seus desejos e necessidades. Pense em você um pouquinho como consumidor: quando você vai há um restaurante há certas coisas (atributos e benefícios) que você deseja encontrar para realmente sentir-se satisfeito, por exemplo, você provavelmente espera encontrar um ambiente higiênico, um atendimento legal e rápido, uma comida quentinha e saborosa, servida em uma mesa limpa e freqüentado por pessoas agradáveis. Mas apesar disso eu tenho certeza que algum dia na sua vida você já foi a um restaurante onde a

Acho que você vai gostar bastante

Dica de leitura complementar:um bom livro que você deveria ler para entender marketing chama-se o fim do marketing como nos conhecemos.

gorda dentro de assadeiras sujas de sangue, mas não muitasmas
dizer, sem luvas eveja bem, todo o homem coça o saco meu! — ele
serra fita e começou a contar os bifesentre um ziiiiiiiiimmmm e outro

comida era ruim, fria e as carnes sebosas, servida em pratos não muito limpos, em mesas poluídas de arroz por todos os lados e onde você deve ter esperado mais do que gostaria para comer. E depois saiu com aquela sensação de que pagou muito caro pela compra que fez. E porque certas pessoas ou empresas fazem isso? Também não sei, acho que nem Deus sabe. Uma vez eu fui dar um passeio próximo de casa — onde eu moro aqui em Londrina tem uma grande área verde onde as pessoas fazem caminhadas — e na volta, quase na hora do almoço resolvi entrar pela primeira vez num açougue que tinha aberto há uma semana, nem isso. Bem, eu gosto de carne, mas para começar não gostei do que vi de inicio: algumas peças de carne tudo bem, o cara tava começando. A segunda coisa que me deixou apreensivo foi um rapaz excessivamente comunicativo. O cara era legal de mais para meu gosto e logo eu fui pedindo um pouco de bestice para encurtar o papo. Com aquelas mãos limpas — quero pegou na carne e, sempre falando, ligou aquela máquina com uma ele contava também um pouquinho de sua vida, até que aconteceu o óbvio: ziiiiiiimmmmmm e metade do dedão do açougueiro ficou na serra. Tranquilamente ele balançou a mão, chupou o sangue e com a mesma mão pegou na carne e continuou a cortar os bifes. A minha sogra comeu tudinho no almoço e eu nunca mais voltei no açougue. Esse cara não sabia fazer marketing, infelizmente. Então o primeiro passo para quem deseja fazer marketing é saber o que, como e onde o consumidor quer comprar seu produto. Se você vai vender refeições, descubra que tipo de comida ele gostaria de encontrar lá, qual o ambiente que mais o agradaria, que outras coisas ele espera encontrar, como por exemplo uma área de playground para seus filhos, ou seja, vá a fundo em sua pesquisa para descobrir tudo o que você pode descobrir, e depois, faça a sua estratégia. Mas para agilizar processos de troca, não basta apenas você

A marca de relógios suíços swatch é um primor de empresa que faz marketing da melhor qualidade. Dê uma pesquisada para você ver.

conhecer o consumidor, você também irá precisar montar um programa de marketing equilibrado e que possa traduzir e atender os desejos e as necessidades do consumidor, dando lucros e rentabilidade para a empresa. O programa de marketing, também chamado por muitos de mix de marketing, composto de marketing ou simplesmente de 4Ps de marketing, nada mais é do que o conjunto de decisões que definem a essência do marketing, que se divide em quatro grandes grupos: decisões de produto, preço, comunicação integrada e canal de marketing. As decisões de produto envolvem entre outras coisas, decisões como: qual será o tamanho da embalagem? E o nome do produto? Como será o seu sabor? E a cor da embalagem? Etc. Por decisões de canal de marketing, entenda aquelas que se referem ao local onde o produto será vendido e como ele irá chegar até lá, portanto, algumas decisões de canal de marketing podem ser: onde o produto será vendido? Em que parte da loja ele ficará exposto? Como deverá ser a vitrine? Que alianças eu possa fazer com meus fornecedores para ter exclusividade de acesso a uma matéria prima? Que parcerias eu posso fazer com meus revendedores para dar mais visibilidade aos meus produtos? Por decisões de comunicação integrada, você deve entender todos os esforços para se comunicar e promover o produto junto ao seu consumidor alvo, portanto fazem parte desse grupo de decisões a propaganda, os esforços promocionais quando você deseja provocar uma saída rápida de produtos ou estimular o consumidor a experimentar um produto novo. Esses esforços podem envolver uma festa de lançamento do produto, propagandas no ponto de venda (PDV), patrocínios, concursos, liquidações, etc. E por último, temos as decisões de preço, que envolvem decisões como: qual será o preço cobrado pelo produto? Em quantas vezes ele será vendido? Qual a taxa de juros embutida nas prestações? O consumidor poderá comprar com cartão de credito e, caso afirmativo, o produto será vendido pelo seu preço a vista ou terá algum acréscimo?

Agilizar processos de troca, otimizando o programa de marketing para satisfazer os desejos e as necessidades dos consumidores é o que nós fazemos em marketing.

muito menos de marketing

Preste atenção: quer uma dica legal então anote: ao definir uma estratégia devemos sempre nos basear em três coisas: as capacidades da empresa, as características, desejos e necessidades do consumidor e os nossos concorrentes. Decisões que não considerem esses três pontos não pode ser chamadas de estratégicas e

Fundamentos de marketing: a estratégia

Para o começo, nada mais do brindar os alunos com um pouquinho do que é marketing e como ele pode ajudar a empresa a se tornar mais competitiva no mercado.

Para que você possa compreender melhor o tema da aula de hoje terei que primeiro lhe explicar o que é estratégia, que em marketing, pode ser traduzido simplesmente pelo ato de compatibilizar as ações da empresa ao seu ambiente, levando-se em consideração suas capacidades e competências. Ai você me diz: vou ter que decorar esse conceito? Não meu amor, conceitos não são para ser decorados, mas compreendidos. O que eu quis dizer é basicamente o seguinte: uma empresa deve sempre focar suas ações para produzir um produto que reúna capacidades suficientes, como qualidade, preço, design, serviços, etc. para satisfazer a um grupo potencial de consumidores melhor do que seria capaz seus concorrentes diretos nesse mercado. Enfim, não é estratégia, por exemplo, pegar 50 mil reais e montar um livraria em Lins, pois com esse dinheiro você não conseguiria atender os consumidores que compõem esse mercado melhor que a livraria Saraiva, por exemplo.. Observe: com esse dinheiro você no máximo conseguiria alugar uma loja pequena, longe do centro, sem estacionamento, teria uma variedade muito pequena de livros e não poderia contar também com funcionários especializados, bem treinados e capazes de oferecer um excelente atendimento. Por ser uma empresa pequena, teria sérias dificuldades em comprar livros há um preço mais baixo que seus concorrentes e, muito provavelmente seria a última a recebê-los. Assim, a pergunta que fica é: porque o consumidor irá preferir comprar um livro numa livraria pequena, com pouco acervo, pagando mais caro, e sem contar com uma série de serviços que somente uma livraria grande

bastante

Dica de leitura: um bom livro que você deveria ler para entender marketing chama-se o fim do marketing como nos conhecemos. Acho que você vai gostar pode oferecer, como por exemplo, estacionamento? Mas, nem tudo está perdido. Imagine essa mesma empresa, gerida por uma pessoa capaz, inteligente e sagaz como você!! Em primeiro lugar você iria fazer uma pesquisa de marketing e identificaria que existe um número grande de consumidores que não estão satisfeitos com o serviço oferecido pelas grandes livrarias da cidade, que acham que comprar livro é algo mais, por exemplo, que escolher alface na feira, que gostariam de fazer desse ato algo especial e gratificante. Pronto, agora você tem uma empresa e uma estratégia, sacou? Outro exemplo. Aqui onde eu moro, tem uma pizzaria que é um primor. Mas seu negócio, que fique bem claro, é vender pizza, o que ela faz muito bem: pizzas enormes, bem recheadas, deliciosas, crocantes. Ninguém se engane, por exemplo, que vá encontrar ali um lugar cheio de luxos, música ambiente, não..., não..., no máximo você irá encontrar um puxadão de zinco com alguns sacos d’água pendurados no teto para espantar mosquitos e talvez algumas mesinhas da Skol com toalhas verdes em cima, pois o negócio deles, como eu disse, é vender pizzas e por sistema delivery. Desnecessário dizer como essa empresa faz sucesso, pois atua no mercado com estratégia, ou seja, utilizando seus pontos fortes e de modo melhor que seus concorrentes diretos conseguem fazer, como o Pizza Hut, que acha que vende pizza — o que está errado, pois essa empresa vende principalmente entretenimento, prazer, uma nova experiência em comer pizza, como os americanos — e assim não vende nada, pois o público como era de se esperar acham seu produto muito caro e continuam preferindo a pizza do Boreluccio, com teto de zinco e tudo.

Preste atenção: Lembre-se que as pessoas não compram produtos, mas o benefício que eles proporcionam. Por não vender benefícios e sim produtos, que empresas como a Olivetti, que vendia maquinas de escrever hoje não existe mais, foi substituída pelas empresas que vendem microcomputadores pessoais.

Apple é uma empresa a frente do seu tempo, pois consegue como nenhuma outra compreender os desejos e necessidades do consumidor e traduzilos em produtos.

Fundamentos de marketing:

desejos e necessidades

Para o começo, nada mais do brindar os alunos com um pouquinho do que é marketing e como ele pode ajudar a empresa a se tornar mais competitiva no mercado.

Na aula passada eu afirmei que um dos negócios de marketing é satisfazer desejos e necessidades dos consumidores. Mas veja bem, o que você entende por necessidades e desejos? Creio que não muita coisa, não é mesmo? Mas, acredite você, existe uma grande diferença entre esses dois conceitos. O primeiro deles, ou seja, necessidades se refere a algo que é imposto pela natureza a própria condição do ser humano, nossos consumidores portanto. Assim, todos nós temos necessidade de comer, de ter e ser aceito pelos amigos, de se relacionar com outras pessoas, de se divertir, de amar, etc. Mas se por um lado as necessidades são comuns a todos nós, não importando se somos brasileiros ou japoneses, esquimós ou aborígines, nem sempre temos os mesmos desejos em relação a essas necessidades, assim, você pode desejar matar sua fome comendo uma deliciosa pizza, mas se você fosse um chinês provavelmente iria desejar comer um rato bem gordo ou, quem sabe, um ensopado de cachorro, que são comidas bem comuns nesse país, como é queijo podre, com os vermes passeando em cima, na França, ou aranhas, bigatos e outros insetos nojentos em algumas regiões da Índia, onde os caras não comem carne de vaca? Isso é inacreditável! Acho que você entendeu, então, a diferença entre o que é necessidade e o que é desejo. Esses dois conceitos, por sua vez, estão diretamente ligados ao estado de satisfação ou insatisfação do cliente que ele inevitavelmente experimenta em todo o processo de compra que se envolve e, explicando para você de uma maneira bem simples, isso irá depender diretamente das expectativas iniciais que ele tem sobre o produto que pretende comprar. Assim, se suas

bastante

Dica de leitura um bom livro que você deveria ler para entender marketing chama-se o fim do marketing como nos conhecemos. Acho que você vai gostar

Os produtos da NATURA são caros, certo? Mas porque vendem tanto? A resposta pode estar nos benefícios que eles proporcionam em função do preço que é cobrado.

as onze horas, chega por volta da meia noitebem, nessa altura

expectativas iniciais forem satisfeitas ou excedidas ele sairá do processo de compra feliz, satisfeito e achando que fez um grande negócio. Mas se essas expectativas não forem satisfeitas, ele provavelmente sairá bravo, irritado, sentindo-se traído, ofendido e nunca mais irá comprar o seu produto outra vez. Então, veja bem se você, na expectativa de querer vender o seu produto não está prometendo coisas demais para o seu cliente e que muito provavelmente não poderão ser cumpridas plenamente. Mas vamos um pouco mais além nessa discussão. Como você acha que as expectativas dos clientes são formadas em relação a um produto? Em grande parte em função do programa da marketing e principalmente de comunicação da empresa, mas essas expectativas também são resultados de outros fatores que a empresa ou o gestor de marketing não tem nenhum ou quase nenhum controle, como por exemplo, a cultura e a personalidade do consumidor, os fatores ambientais que cercam as condições de oferta do produto, as opiniões de outros consumidores, os concorrentes, os amigos, etc. Para você ver como isso é complicado imagine a seguinte situação. Você trabalhou o dia inteiro e chegou em casa cansado e com fome. Infelizmente naquele dia sua mulher foi dormir cedo e não deixou nada pronto para você comer e então, você liga num desses restaurantes que fazem entrega, pede uma pizza, mas para sua infelicidade naquela hora começa a chover, o motoqueiro demora para sair, o trânsito lento colabora um pouco mais para o atraso na entrega e, no frigir dos ovos, a pizza que era para estar na sua casa você já comeu todas as bolachinhas água e sal do regime da sua mulher e provavelmente estará profundamente INSATISFEITO. Mas a culpa é de quem? Será que a empresa que serviu a pizza poderia ter feito algo em contrário para evitar que esse problema ocorresse? Acho que não. E de tudo isso nós dois podemos concluir o seguinte: que todo o processo de compra exige do consumidor algum tipo de esforço e que, ele somente irá sentir-se satisfeito se chegar a conclusão de que os benefícios oferecidos pelo produto compensaram todo o esforço necessário para a sua compra. A diferença entre o esforço de compra e os benefícios oferecidos pelo produto é que chamamos em marketing de Valor Total Recebido. Assim, da próxima vez em que você for fazer uma propaganda, lembre-se de mostrar os pontos fortes do produto, aquelas coisas que façam valer a pena sua compra, mostre suas diferenças em relação aos produtos dos concorrentes e, digo mais, não mostre esses benefícios somente na propaganda, mostre também na embalagem, com o vendedor, em matérias publicitárias, em festas, use toda a sua criatividade para fazer, pois é muito melhor do que simplesmente tentar convencer o consumidor a comprar o seu produto por um suposto preço mais baixo, pois, acredite em mim, sempre vai ter alguém em algum lugar capaz de vender um produto igual ao seu por um preço mais baixo, e daí, você vai sempre se dar mal com essa estratégia.

Não deixe de ler: Posicionamento: a batalha pela sua mente, de Al Ries e Jack Trout, ed. Campus.

Uma dica legal para quem deseja aprender a posicionar produtos é ler um pouco mais sobre pesquisa de marketing.

Fundamentos de marketing:

mercado alvo

Posicionar um produto no mercado é uma arte dominado por poucos, mas nem por isso menos importante, principalmente em tempos de tão alta competitividade como podemos observar hoje

que na verdade prevalece e sempre prevalecerá nesse caso é
dependeisso mesmo, depende por exemplo de quanto dinheiro a

Dentre as mais nobres e importantes tarefas de um estrategista de marketing, está a escolha dos segmentos-alvo que a empresa deverá dedicar maior atenção. No entanto, muitas perguntas ficam suspensas no ar quando esse parece ser o assunto. O primeiro deles é se esse esforço é mais uma questão de técnica ou se pelo contrário, experiência. Eu diria que nem uma coisa nem outra. Na verdade, como quase tudo em marketing, as duas coisas andam juntas e se é temerário confiar somente na experiência, também o é confiar somente no que você aprende aqui na universidade. Veja por exemplo essa primeira questão: em quantos segmentos diferentes uma empresa deve atuar? Longe de qualquer discussão mais inócua sobre o assunto, ainda que muitos livros de marketing gastem preciosas páginas e boa dose de nossa paciência com discussões desse tipo, o empresa tem para gastar, de quanto risco deseja correr, de como as pesquisas indicam que vai ser a evolução futura do segmento, dos concorrentes e de muitas outras coisas. A única verdade nesse caso será sempre uma: o gerente de marketing deverá sempre dirigir a empresa para aquelas posições onde ela reúna condições de ser competitiva e atender as necessidades e desejos do consumidor. E não se fala mais nisso. Mas ainda restam algumas dúvidas que precisamos esclarecer, dúvidas como: quais critérios devo usar para avaliar se um segmento é ou não viável e merece meu esforço de marketing? Bem, eu aconselho

mulher, claro

Claro que dinheiro é a ultima coisa que um homem deve avaliar numa

Um bom exemplo de empresa que se deu bem optando por atender um segmento novo e pequeno, no caso o de condomínios fechados foi a Teixeira Holzman, pois mais tarde esse segmento cresceu e se tornou um grande negocio.

competitivos e econômicos

você separar esses critérios em três grupos: os critérios de mercado, Observe em primeiro lugar os critérios de mercado. Dentre eles, eu destacaria principalmente a questão de tamanho do segmento. Embora muitas vezes somos levados a pensar que os melhores segmentos, a princípio, sejam os maiores, isso nem sempre é verdade, na verdade um pensamento desses chega a ser tão cretino quanto, a principio, supor que as melhores mulheres são as mais altas, ou as que tem os glúteos mais redondos, ou as glândulas de cima mais desenvolvidas, besteira, como em outras coisas, isso depende, ás vezes elas podem não ter nada disso e ter dinheiro, por exemplo. Não sei se você entendeu direito, mas segmentos maiores, embora tenham mais consumidores, também podem exigir mais investimentos, lutas mais intensas com grandes concorrentes, abertura de muitos pontos de vendas, preços mais baixos, etc. Às vezes, um segmento pequeno pode ser tudo o que um cara deseja, desde que seja suficientemente rentável às suas pretensões e em condições de ser explorado pela empresa. Da mesma forma, não posso afirmar simplesmente que os melhores segmentos são aqueles que ainda encontram-se num estado mais embrionário. Tais segmentos podem ser ótimos para empresas que têm dinheiro para desbravar o mercado e criar demanda primária para seus produtos, mas não deve se esquecer que depois de ter feito isso terá que enfrentar inevitavelmente os concorrentes e então, sua decisão de ter sido a primeira somente terá sido correta se conseguir manter uma maior participação no mercado depois que o segmento estiver maduro ou num estágio intermediário de desenvolvimento. Temos um caso clássico em Londrina de algumas empresas no segmento de provedores de Internet que, depois de abrirem o mercado tiveram que o entregar na mão de empresas maiores como o Sercomtel, o Terra e o UOL. Por outro lado, segmentos maduros, se são menos arriscados, também têm mais concorrentes e assim, novamente depende da empresa e de suas intenções afirmar qual dos dois tipos é o melhor. E o que dizer então da sensibilidade aos preços que alguns deles apresentam? Há ai do outro lado quem já esteja pronto para dizer que os segmentos sensíveis ao preço, ou seja, aqueles no qual o consumidor escolhe o produto pelo preço muito mais que pelas supostas diferenças que apresente, seja melhor que os não sensíveis ao preço. Eu não seria tão apressado assim. Para empresas que podem vender mais barato que seus concorrentes, creio que esses segmentos sejam muito apreciáveis. No entanto, concordo que para a grande maioria das empresas esses segmentos sejam menos interessantes, pois somente se justifica para aquelas que podem vender em grande quantidade, tipo hipermercados ou cadeias de varejo tipo arrasa-quarteirão, como a rede de farmácias Drogamed. Faltou falar apenas da questão de poder de barganha dos intermediários. Para esse caso, sou categórico em dizer que aqueles segmentos nos quais o intermediário é quem dita as regras do jogo, a princípio e se fosse considerar isoladamente esse fato, eu diria não ser aconselhável. Já tive amigo que perdeu muito dinheiro para descobrir depois que aquilo que algumas dessas empresas exigem como pagamento para liberarem seus espaços é algo muito longe do viável. Além do fator de mercado que acabei de abordar, é bom você também ficar de olho em mais duas coisinhas: os fatores econômicos e os competitivos. Vamos ver primeiro os fatores econômicos. Desses eu destacaria principalmente a questão de barreiras a entrada que alguns segmentos costumam oferecer como desafios que precisam ser superados por aquelas empresas que desejam atender a esses segmentos. O melhor exemplo que me lembro nesse instante em que estou, resignadamente, deixando de assistir a corrida de fórmula um, é o das rádios. Imagine que você faça um breve estudo de mercado e descubra que existe espaço para mais uma rádio FM em Londrina que tenha uma programação mais voltada para pessoas da minha classe, que gostam de coisa boa, fina, entendeu Giselle? Bem, isso pode não significar muita coisa se a criação de uma empresa dessas irá lhe consumir uns R$ 50.0,0 de investimento inicial e você não tem de onde tirar essa dinheirama toda, não é mesmo? Temos aqui, portanto, uma grande barreira à entrada. Outras barreiras podem ser o acesso a tecnologia ou até mesmo uma concessão do governo. Outro fator econômico que precisamos considerar diz respeito, principalmente a questão dos impostos, do dólar, congelamento de preços, etc. Empresas que atuam em segmentos sensíveis a variação do dólar, importando ou exportando produtos, normalmente correm riscos altos. Por último temos ainda que considerar o fator competitivo, que na verdade se resume apenas a uma coisa: os concorrentes, esses amados concorrentes a quem um dia Ray Kroc se referiu num de seus mais brilhantes pensamentos. Questionado sobre o que fazer quando o concorrente está se afogando em dívidas, perdendo a participação de mercado e a credibilidade de seus clientes, ele disse: enfie uma mangueira em sua boca e ligue a torneira. Meu Deus, que exemplo de sabedoria e de inteligência. Deveríamos fazer isso com todos os palermas que gastam seu salário mínimo para comprar CDs do Bruno e Marrone, heim, que tal? Mas vamos voltar nosso assunto. Do ponto de vista de marketing, é sempre melhor enfrentar concorrentes não muito qualificados, nem que eles sejam uma dúzia, do que apenas um concorrente brilhante, que esteja bem entrincheirado e não irá abrir mão de seu mercado sem uma boa briga, e eu como vocês todos sabem sou de paz, não gosto de brigar e agora estou indo assistir minha corridinha. Tchau.

Posicionamento: a batalha pela sua mente, de Al Ries e Jack Trout, ed. Campus.

Uma dica legar para quem deseja aprender a posicionar produtos é ler um pouco mais sobre pesquisa de marketing.

Fundamentos de marketing:

segmentação de mercado

Posicionar um produto no mercado é uma arte dominado por poucos, mas nem por isso menos importante, principalmente em tempos de tão alta competitividade como podemos observar hoje

e dar uma lambida no materialvocê nunca saberá qual deles contém

Sabe, eu já li e estudei muito sobre posicionamento de marcas e produtos, conduzi estratégias para reposicionar marcas em quase todas as empresas que atendi como consultor, na verdade até minha tese de mestrado defendida a alguns anos era precisamente sobre esse assunto. Portanto, o conheço razoavelmente bem para daí tirar algumas conclusões que espero passar para você na aula de hoje. Vamos a elas, portanto. Em primeiro lugar, acho bom esclarecer logo de inicio que o posicionamento, ou positioning, se refere a imagem do produto que está na mente do consumidor-alvo. O livro do Al Ries e Jack Trout (ver nota ao lado) é um bom começo para quem deseja se inteirar sobre o assunto. Mas o que importa mesmo, cara, é você entender a importância desse negócio. É fácil, quer ver? Pense em você mesmo como um consumidor e responda: em que você se baseia ao comprar a maioria dos produtos que consome? Bem, se você foi sincero deve ter respondido que sua decisão se baseia num conjunto de referências do produto guardado em algum lugar entre seus cabelos e o pescoço, no seu cérebro, filho. Isso acontece na maioria das vezes porque não podemos ver ou avaliar a qualidade da maior parte dos produtos que compramos, e assim nos valemos dessas referências, verdadeiras ou não, para tomarmos uma decisão. Imagine que você esteja em um supermercado diante de vários vidros de geléia, alguns bem conhecidos e outros dos quais você nunca ouviu falar. A não ser que você seja um porcão capaz de abrir os vidros, enfiar o dedão lá dentro a geléia mais gostosa, e assim terá que confiar naquelas referências

Aqui, novamente, entra seu relato sobre a pesquisa de marketing desenvolvida para se conhecer melhor seus consumidores.

Propaganda para revista da cerveja Primus, bem segmentada para Santa Catarina que já estão em sua mente sobre uma marca conhecida para escolher qual irá levar pra casa. Claro, como a geléia é um produto de conveniência, há uma chance razoável de você optar por uma marca desconhecida somente para experimentar o novo produto, uma vez que o risco envolvido na compra é pequeno, ou seja, no máximo você irá perder alguns reais e, talvez, ir mais vezes no banheiro do que realmente gostaria. Mas será que o mesmo aconteceria, de repente, se ao invés de um vidro de geléia você estivesse comprando pneus novos para o seu carro, ou um novo DVD player? Creio que não. Se você respondeu, sim, procure um médico, pois seu caso é grave, filho. A seguir vou mostrar para você o processo completo de como posicionar corretamente um produto no mercado, e daí por diante a cada paper estudaremos uma parte desse processo. Veja como é simples:

1. Primeiro, segmente seu mercado 2. Depois, escolha quais os segmentos-alvo irá atender 3. Em seguida, estabeleça uma estratégia de diferenciação 4. Finalmente, o resultado será o posicionamento

Por enquanto, vamos atentar mais para o primeiro item. Se você consultar um dicionário irá ver que segmentar é antes de mais nada, dividir em partes, ou seja, segmentar um mercado é a mesma coisa que dividi-lo em grupos de consumidores que em sua maioria apresentam comportamentos e desejos de compra semelhantes. Assim, não tem sentido dizer, por exemplo, que todos os consumidores entre 18 e 25 anos formam um segmento, uma vez que certamente nesse grupo a grandes disparidades de comportamentos de compra entre seus elementos, pois há entre eles pessoas introvertidas, extrovertidas, pessoas mais ricas, outras mais pobres, alguns serão religiosos e outros não terão religião nenhuma. Fatos como esse certamente fazem com que esses consumidores tenham desejos de

Pela enésima vez, lembre-se que uma estratégia não é nada mais que tomar decisões de composto de marketing para se atingir as metas e objetivos definidas pela empresa em função de suas competências e das expectativas do mercado-alvo.

todas as outras coisas que você julgar ser necessário entender

compra bastante diferentes entre si. Esqueça filho, não é possível e nem jamais será possível segmentar um mercado tendo por base dados demográficos, somente, como a idade, ou o sexo, a religião, a cor da pele, etc. Eles ajudam, mas não são suficientes se utilizados sozinhos. Assim resta a você separar os grupos de consumidores através do que eles esperam como beneficio daquilo que compram. Para saber quais são eles, faça uma pesquisa qualitativa. A partir daí, aplique uma pesquisa quantitativa e verifique o tamanho de cada um desses segmentos, suas características demográficas e seus hábitos de compra, como por exemplo o período do mês em que mais gasta, quem são os principais influenciadores de sua decisão, em que lugar compra, como se dirige ao local de compra, como faz pra pagar, e Depois disso descreva os segmentos num plano e defina as estratégias mais adequadas do composto de marketing para atender a esses consumidores com produtos de qualidade e competitivos.

Dica de leitura: A Imaginação de marketing, Levitt, Atlas, 1990. Ótimo livro com artigos de um dos mais importantes autores de marketing, há muito tempo.

Body Shop é uma empresa britânica que se diferencia vendendo cosméticos com muita responsabilidade social

Fundamentos de marketing:

diferenciando um produto

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