materiais de construção

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UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

Materiais de construção II

Trabalho orientado

2006/2007

Feito por:

Pedro Figueiredo

nº 16191

NOTAS PREVIAS:

  • Local: Portalegre

  • Altitude: 300 m.

  • início de execução das betonagens: 02 Março

  • Duração máxima das betonagens: 3 meses

  • Meteorologia esperada: chuva intensa com temperaturas moderadas (15-18ºC) no primeiro mês e tempo seco nos restantes, com subida de temperatura (20-25ºC).

  • Espaçamento mínimo de armaduras: 5 cm

  • Classe de resistência do betão: C20/25

  • TRABALHABILIDADE: plástica

  • CLASSE DE EXPOSIÇÃO: ambiente húmido sem gelo

  • Confrangem a utilizar: madeira e painéis metálicos

  • DIMENSÔES

  • Dimensões de cada sapata: 2,5 x 3,0 x 2,7 metros

  • Dimensões de vigas: 0,30 x 0,40 x 7 metros

  • Dimensões dos pilares: 0,30 x 0,30 x 3,0 metros

  • Dimensões das lajes: 7 x 7 metros

NOTA: As dimensões de cada sapata referidas no enunciado foram consideradas exageradas, assim foram atribuídos novos valores.

  • VOLUMES DE BETÃO A PRODUZIR

VOLUMES SEM ARMADURAS

VOLUMES DAS ARMADURAS:

Sapatas:

20,25 m^3/sapata

0,25x20.25=5.1 m^3/sapata

Lajes:

19,6 m^3/laje

0.25x19,6=4,9 m^3/laje

Pilares:

0.27 m^3/pilar

0,25x0,26=0,07 m^3/pilar

VIGAS:

0,84 m^37viga

0,25x0,84=0,21 m^37viga

VOLUME DE BETÂO A PRODUZIR:

Sapatas:

20.25 - 5.1=15.15 m^3/sapata

Lajes:

19.6 - 4.9=14.7 m^3/laje

Pilares:

0.27 - 0.07=0.2 m^3/pilar

VIGAS:

0.84 - 0.21=0.63 m^37viga

20sapatasx15.15=303 m^3 de betão, 6lajesx14.7=88.2 m^3 de betão , 60pilaresx0.2=12 m^3 de betão, 35 vigasx0.63=22.5 m^3 de betão

Volume total=303+88.2+12+22.5=425.7 m^3 de betão

1.MATERIAIS CONSTITUINTES DO BETÃO

Neste ponto serão estudados os diversos constituintes do betão:

CIMENTO

O cimento a utilizar será o cimento Portland classe 32,5R, pois apresenta uma boa relação custo/beneficio e adequa-se a resistência à compressão pretendida, este deve ser conservado num local seco sem a presença de qualquer tipo de humidade, no caso de se tratar de um cimento fornecido em sacos deve-se ter especial atenção ao seu empilhamento sendo que este não deve exceder os 10/15 sacos.

AGUA

A agua deve ser potável de maneira a evitar a presença de agentes nocivos que possam afectar a presa, o endurecimento e a durabilidade do betão. Esta deve ser obtido de barragens ou captações de agua próximas do loca de maneira a evitar gastos desnecessários.

ADJUVANTES

Devido as condições meteorológicas no primeiro mês de betonagem decidi que se deve utilizar um adjuvante redutor de permeabilidade por exemplo hidrófugos de massa e de superfície. Nos restantes meses deveram ser utilizados retardadores de presa de maneira a evitar problemas com possíveis demoras no transporte e colocação do betão, este adjuvante garante uma presa lenta de maneira a que a cristalização seja mais perfeita e as tensões de rotura a longo prazo mais elevadas.

AGREGADOS

Os agregados devem ser obtidos na região, evitando assim elevados custos no seu transporte, tendo em atenção diversos factores tais como:

  • Resistência

  • Dimensão

  • Massa volúmica

  • Durabilidade

  • Curva granulometrica

A dimensão máxima devera ser de 4 cm, uma vez que o espaçamento entre armaduras é de 5cm (enunciado), evitando se assim o efeito de parede, a areia a utilizar será proveniente do rio Tejo.

2.PRODUÇÃO DO BETÃO

O betão produzido será da classe c20/25 e a sua trabalhabilidade será plástica.

A produção do betão será feita numa central de fabrico, tendo contribuído para esta decisão os seguintes factores:

  • Necessidade de grandes quantidades de betão,

  • Necessidade de um espaço para a montagem da central de betonagem,

  • O custo do transporte de grandes quantidades de materiais constituintes do betão para o local,

  • Dificuldade no controlo das dosagens dos constituintes,

A central de fabrico deve ser localizado perto do local de obra, e devera utilizar os materiais especificados no ponto 1 e produzir um betão com classe e trabalhabilidade especificadas em cima (notas previas).

3.TRANSPORTE DO BETÃO

A opção tomada no ponto 2, foi a produção numa central de fabrico, esta, deve ser responsável pelo transporte do betão até ao local de obra.

O transporte deve ser realizado por camiões betoneira com capacidade para 12 m3, durante o transporte o condutor deve ter especial atenção a possíveis perdas de materiais, bem como a segregação do betão devido as vibrações durante o transporte. O condutor devera ser informado do tempo máximo de transporte, este varia com as condições meteorológicas sendo que estão definidos tempos máximos de 90 minutos para tempos quentes e 120 minutos para tempos frios, neste caso a opção será 90 minutos pois não estamos em presença de temperaturas frias.

4.Aceitaçao e recepção do betão

A aceitação ou rejeição de um betão deve ser feita através da analise cuidada da guia de remessa fornecida pelo produtor (cláusula 10.3.2 da norma ENV206), esta deve ser feita por uma pessoa experiente e habilitada para tal. Durante a analise deve-se ter em atenção os seguintes factores:

  • Resistência mínima

  • Durabilidade

  • Dimensão máxima do agregado

Para se verificar a consistência do betão deve ser feito o ensaio do abaixamento do cone de Abrams, se não estiver com o valor requerido, o betão deve ser rejeitado ou ajustado ao valor requerido adicionando água ou adjuvantes, desde que para tal não se exceda a razão água/cimento.

5-CONTROLO DE PRODUÇÃO E ACEITAÇÃO DO BETÃO FRESCO ENDURECIDO

O betão deve ser controlado pela entidade produtora antes de ser entregue ao clientes conforme definido em EN45011.Depois de entregue o betão deve continuar a ser controlado, esse controle é regulamentado pela norma ENV206, especificando esta norma que o controle e aceitação do betão se deve estabelecer por lotes com base no volume de betão a aplicar e o seu destino. Assim serão retiradas no mínimo seis amostras por lote que serão examinadas pelos seguintes ensaios:

  • Ensaio a resistência de compressão

  • Ensaio a razão agua cimento

  • Ensaio ao teor de cloretos

Os resultados destes ensaios devem ser acompanhados por gráficos de controlo , que nos vão permitir acompanhar a evolução da resistência a compressão ao longo do tempo.

NOTA: O ensaio de resistência a compressão deve ser feito em diferentes fases de cura e em pelo menos duas amostras (corpos de prova) para cada idade.

6.Plano de betonagem

Antes do início da betonagem devem ser realizados trabalhos prévios como a correcta colocação das cofragens, das armaduras, a disponibilidade dos instrumentos de compactação, assegurar recursos antes de iniciar a betonagem (água, energia, vibradores, pás, enxadas…) e devem ser reservados os equipamentos necessários (elevadores, gruas…).

O betão será lançado através de bombagem sendo aplicado de dentro para fora de modo a que as armaduras não tenham possibilidade de se moverem

A compactação será feita com a ajuda de vibradores internos, durante a compactação deve se ter atenção especial para que não se desloquem as armaduras, as ancoragens e as cofragens assim a vibração deve ser feita com especial cuidado nestas zonas.

Depois de compactado dá-se inicio ao processo de cura que deve ocorrer o mais rápido possível, sendo prevista chuva intensa no primeiro mês deve-se ter em atenção o arrastar de finos pela chuva, para que a cura se processe melhor e mais rapidamente deve-se, aplicar coberturas com filmes plásticos, membranas protectoras e manutenção da confrangem no seu local. Sendo as protecções possivelmente necessárias para outros locais, convém saber quando é possível retira-las, o método da maturidade permite prever/estimar a resistência, assim será possível retirar as protecções quando a resistência a compressão atingir os 5 N/m^2.

7.CONTROLO DE EXECUÇÂO E DESEMPENHO DA ESTRUTURA ACABADA

Serão realizadas inspecções duas vezes por ano, estas inspecções, a menos que o sistema de verificação definir um aumento ou diminuição dessa frequência, estas inspecções deveram ter apoio de desenhos representativos das zonas de descarga do betão.

Serão realizadas inspecções extraordinárias se forem detectadas graves discrepâncias durante as inspecções de rotina ou a pedido do produtor devido a possíveis alterações nas condições de produção

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