Instrumentação

Instrumentação

(Parte 1 de 2)

Glossário de

Instrumentação Industrial

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT1

AMOSTRAGEM . Leituras que se fazem a intervalos fixos de tempo.

ANALISADOR . Equipamento relativamente sofisticado, de operação automática e independente, que tem a finalidade de medir uma ou mais características de uma amostra do processo que por ele flui continuamente.

ATUADOR . Aparelho que converte energia elétrica, hidráulica ou pneumática em movimento mecânico.

BANDA PROPORCIONAL . Porcentagem de variação da variável controlada necessária para provocar curso completo do elemento final de controle.

CALIBRAÇÃO . Conjunto de operações que estabelece, em condições específicas, a correspondência entre os valores indicados por um instrumento de medição ou por um sistema de medição, ou por uma medida materializada ou um material de referência, e os valores correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões.

CAMPO DE MEDIDA . Imagem ou conjunto de valores da medida variável que estão compreendidos dentro dos limites superior e inferior da capacidade de medida ou de transmissão do instrumento. Vem expresso no instrumento estabelecendo os valores extremos.

CAMPO DE MEDIDA COM ELEVAÇÃO DE ZERO . Campo de medida em que o valor zero da variável ou sinal é maior que o valor inferior do campo.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT2

. Elemento primário utilizado para registrar variações de pressão a partir da variação de sua capacitância interna. É amplamente empregado em transmissores de pressão.

CLP . Ver Controlador Lógico Programável.

CONTROLADOR . Instrumento que compara a variável controlada com um valor desejado e exerce automaticamente uma ação de correção de acordo com o desvio.

CONTROLADOR ANALÓGICO . Instrumento que recebe os diversos sinais de um processo (variáveis do processo), compara-os com um valor pré-estabelecido (valor desejado), efetua os devidos cálculos com o resultado da comparação (sinal de desvio), e o sinal resultante é enviado como sinal de entrada para outra unidade, como por exemplo uma válvula de controle, etc.

CONTROLADOR DE AÇÃO DIRETA . Controlador cujo sinal de saída varia diretamente proporcional ao sinal de entrada.

CONTROLADOR DE AÇÃO INVERSA . Controlador cujo sinal de saída varia inversamente proporcional ao sinal de entrada.

CONTROLADOR (LÓGICO) PROGRAMÁVEL . Dispositivo em estado sólido, com memória programável pelo usuário, composto basicamente de unidade central de processamento e dispositivos de entrada e de saída. Tem por objetivo adquirir dados de um processo, processá-los através de uma lógica de programa e atuar no processo por meio dos dispositivos de saída. Conhecido pelas siglas CP, CLP e PLC.

CONTROLADOR PROGRAMÁVEL . Ver Controlador Lógico Programável (CLP).

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT3

CONTROLE ADAPTATIVO . É aquele que mede, de forma contínua e automática, as características dinâmicas (tal como a função de transferência) do processo, as compara com as características dinâmicas desejadas, e usa a diferença para variar parâmetros ajustáveis do sistema (normalmente características do controlador) ou para gerar um sinal atuante de tal forma que o desempenho ótimo pode ser mantido independentemente das mudanças ambientais; alternativamente. Tal sistema pode continuamente medir seu próprio desempenho, de acordo com um dado índice de desempenho e modificar, se necessário, seus próprios parâmetros, de tal forma a manter desempenho ótimo independentemente de mudanças ambientais.

CONTROLE DE FAIXA DIVIDA . Sistema de controle em que uma variável manipulada tem preferência com relação a outra ou outras do processo. Consegue-se usualmente fazendo com que os elementos finais de controle atuem cada um para uma parte da faixa de valores de saída do controlador.

CONTROLE POR REALIMENTAÇÃO . Sistema de controle em que se compara uma variável medida com um valor desejado (ponto de referência comumente denominado set-point) e o sinal de erro obtido atua de tal modo que reduz a magnitude deste erro.

CONTROLE DE RELAÇÃO . Sistema de controle em que uma variável do processo é controlada em uma dada razão com relação a outra variável.

CONTROLE EM CASCATA . Sistema de controle em que o sinal de saída de um controlador (primário) é o Set-Point de outro controlador (secundário).

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT4

CONTROLE EM TEMPO REAL . Controle realizado simultaneamente com um determinado fato físico. Os resultados dos cálculos feitos durante esse tempo real são usados com o objetivo de corrigir as ações do processo sobre o produto final. O termo Tempo Real teoricamente define uma diferença de tempo nulo entre a observação do fato e a ação corretiva, porém na prática este resultado é próximo mas nunca igual a zero.

CONTROLE ON/OFF . Forma de controle em que o elemento final de controle adota duas posições fixas.

CONTROLE PROPORCIONAL . Forma de controle em que existe uma relação linear entre o valor da variável controlada e a posição do elemento final de controle.

CONTROLE SELETIVO . Sistema de controle em que se seleciona automaticamente um dos vários controladores segundo o valor de suas variáveis de entrada, geralmente com o objetivo de evitar danos no processo ou no produto.

CONTROLE SUPERVISÓRIO . Sistema de controle no qual os Loops de controle operam independentemente sujeitos a ações de correção intermitente através dos seus Set-Points.

CONVERSOR DIGITAL ANALÓGICO - CDA (DIGITAL TO ANALOG CONVERTER – DAC) . Circuito que converte dados digitais em dados analógicos.

CP . Ver Controlador Programável

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT5

. Sistema de controle composto por equipamento digital que estabelece diretamente os sinais para os elementos finais de controle. O computador, neste caso, contém a função de controle ou algoritmo que faria parte do controlador convencional.

DECODIFICAR . Interpretar um determinado código transformando este em um outro código ou ação inteligível.

DIAFRAGMA . Elemento sensível formado por uma membrana colocada entre dois volumes. A membrana é deformada por uma pressão diferencial que nela se aplica.

DIAGRAMA LADDER . Tipo de linguagem ou formato de comunicação utilizado na programação de controladores lógicos programáveis, caracterizada pela utilização de símbolos similares aos utilizados nos diagramas elétricos de controle por relés convencionais.

DIAGRAMA LÓGICO . Diagrama gráfico de representação das inter-relações lógicas entre variáveis digitais de um sistema de controle. Utilizando normalmente para facilitar o desenvolvimento, depuração e manutenção desse sistema.

DISPLAY . Apresentação visual de um sinal.

DISTÚRBIO . É um sinal que tende a afetar adversamente o valor da saída de um sistema, podendo ser gerado dentro do sistema ou fora dele, neste caso, ele faria parte da entrada.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT6

Dispositivo que recebe o sinal de controle e modifica a variável do processo em função do sinal recebido.

ELEMENTO PRIMÁRIO . Converte a energia da variável medida em uma forma adequada para a medida.

EMULAÇÃO . Simulação, em um computador de uso geral, do funcionamento de um dispositivo específico, de modo a torná-lo indistinguível do ponto de vista funcional, para um terceiro dispositivo que com eles tenha uma interface.

ENSAIO DINÂMICO . Ensaio realizado para acumular informação correspondente ao comportamento total a resposta de freqüência do instrumento.

ERRO . Diferença algébrica entre o valor lido ou transmitido por um instrumento e o valor real da variável medida.

ERRO DA MEDIÇÃO . Resultado de uma medição menos o valor verdadeiro do mensurado.

ERRO DE ANGULARIDADE . Desvio dos pontos da curva dos valores de saída do instrumento com relação a reta que relaciona a variável de entrada com a saída de um instrumento ideal sem erro e coincidindo os dois nos pontos 0 e 100% do campo de medida.

ERRO DE MULTIPLICAÇÃO . Aumento ou diminuição progressiva de todos os valores de saída do instrumento com relação a reta que relaciona a variável de entrada com a saída de um instrumento ideal sem erro.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT7

. Capacidade de um instrumento para manter seu comportamento durante sua vida útil e de manter suas especificações.

ESTAÇÃO DE OPERAÇÃO . Conjunto de hardware e software destinado à operação e monitoração de um processo.

ESTAÇÃO DE TRABALHO . Definição genérica para um conjunto de hardware e software que pode atuar como estação de operação e/ou estação de engenharia.

EXATIDÃO DE MEDIÇÃO . Grau de concordância entre o resultado da medição e o valor verdadeiro do mensurado.

FIELDBUS . Barramento de comunicação digital para interligar equipamentos de campo com o sistema de controle.

FULL DUPLEX (DUPLEX COMPLETO) . Tipo de comunicação na qual os dados passam em duas direções simultaneamente, comunicação em duas vias.

GANHO . É a relação de amplitude entre a saída e a entrada de um sinal de equipamentos que se destinam a medir ou controlar variáveis de um dado processo.

HISTERESE . Propriedade de um “instrumento de medir” pela qual a resposta a um dado estímulo depende da seqüência dos estímulos precedentes.

HOT STAND-BY . Equipamento ou sistema reserva, energizado e pronto para entrar em operação, em caso de falha do equipamento ou sistema principal.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT8

INSTRUMENTAÇÃO . É a ciência da adaptação de dispositivos e técnicas de medição, de indicação, de ajuste e controle nos equipamentos e processos de fabricação.

INSTRUMENTO DE MEDIÇÃO . Dispositivo destinado a fazer uma medição, sozinho ou em conjunto com outros equipamentos.

INTERFACE AMIGÁVEL . Característica genérica de um sistema computacional que exige pouco ou nenhum treinamento para ser utilizado, sendo seu uso auto - explicativo pela utilização de recursos de associação natural de idéias.

INTERFACE SERIADA RS232 (RS232 SERIAL INTERFACE) . Padrão de comunicação digital seriada, definida pela associação EIA.

INTERTRAVAMENTO .Combinação de dispositivos, objetivando proteger o processo e assegurando um desempenho sem riscos e sem desvios de funcionamento.

INSTRUMENTO .Dispositivo usado direta ou indiretamente para medir e/ou controlar uma variável. O termo inclui elementos primários, elementos finais de controle, dispositivos eletrônicos microprocessados e dispositivos elétricos, tais como: chaves e botões de comando e anunciadores. O termo não se aplica a peças que são componentes internos de um instrumento.

JUNTA DE MEDIDA . É a união de dois metais diferentes que compõem um termopar e que se encontra submetida à temperatura que está sendo medida.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT9

. É a união de dois metais diferentes que compõem um termopar e que se encontra submetida à temperatura de referência.

LADDER (DIAGRAM) . Ver Diagrama de Ladder.

MAINFRAME . Computador principal ou conjunto de computadores, geralmente de grande porte, que concentra informações para planejamento e administração de uma indústria ou qualquer organização.

MALHA ABERTA DE CONTROLE . O caminho seguido pelo sinal sem que haja realimentação.

MALHA FECHADA DE CONTROLE .Caminho que segue desde o controlador para a válvula de controle, ao processo, realimentando-se através do transmissor para o controlador.

MEDIÇÃO . Conjunto de operações que tem por objetivo determinar o valor de uma grandeza.

MEMÓRIA . Parte de um equipamento ou dispositivo eletrônico microprocessado em que se pode introduzir informações e se extrair posteriormente.

MEMÓRIA DE ACESSO ALEATÓRIO (RAM - RANDOM ACCESS MEMORY) . Tipo de memória num computador, que serve para armazenamento provisório de dados, e que é atualizado constantemente.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT10

. Tipo de memória fixa num computador, cujo conteúdo não pode ser alterado.

MONOTAREFA . Característica de um sistema operacional que não permite a execução de tarefas concomitantes e normalmente exige a intervenção do operador para, ao término da tarefa que estava sendo executada, iniciar a execução da seguinte.

MONOUSUÁRIO . Característica de um sistema operacional que suporta somente um usuário (operador) a cada instante.

MULTI-LOOP . Sistema digital dedicado que realiza as funções de controle, simultaneamente, de duas ou mais malhas de controle analógicas.

MULTIPROCESSAMENTO . Forma de trabalho de um sistema computacional, onde suas funções são realizadas, simultaneamente, por vários processadores.

MULTITAREFA . Característica de um sistema operacional que permite a um processador realizar diversas funções, de forma concorrente.

MULTIUSUÁRIO . Característica de um sistema operacional que possibilita a sua utilização por mais de um usuário, simultaneamente.

OFF-LINE . Caracterização de um sistema computacional que processa os dados em batelada ou caracterização de sistema computacional que não está ativado e pronto para realizar suas funções. Também pode ser entendido como um modo de programação de um controlador programável que é caracterizado pelo fato de o mesmo não estar atuando sobre o

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT11 processo controlado enquanto ocorre a programação. Refere-se também à utilização do terminal de programação de modo autônomo.

OFFSET . Desvio permanente que existe em regime no controle proporcional quando o processo está estável.

ON-LINE .Caracterização de um sistema computacional que está permanentemente ativado e pronto para realizar suas funções, sem necessidade de se aguardar a sua ativação ou um modo de programação de um controlador programável que é caracterizado pelo fato de o mesmo estar atuando sobre o processo controlado enquanto ocorre a programação.

OVERVIEW . Função de Interface Homem-Máquina que provê ao operador uma vista geral do processo sob supervisão. Geralmente composta de uma tela que apresenta simultaneamente os desvios entre as variáveis controladas e os set-points das malhas de controle analógico mais importantes do processo e a situação das variáveis de estado mais significativas.

PLANTA . É uma parte de equipamento, eventualmente um conjunto de itens de uma máquina, que funcionam conjuntamente, cuja finalidade é desempenhar uma dada operação.

PLATAFORMA DE TESTE . Montagem parcial ou completa do hardware de um sistema de automação em local provisório ou definitivo, para testes do próprio hardware e/ou software.

PLC . Sigla para Programable Logic Controller.

Glossário de Instrumentação Industrial

Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi/DIT12

Ver Controlador Lógico Programável.

PROCEDIMENTO DE MEDIÇÃO . Conjunto de operações, descritas especificamente, usado na execução de determinadas medições de acordo com um dado método.

PROCESSO CONTÍNUO . Processo no qual entram componentes e saem produtos em seqüência sem interrupções durante longos períodos de tempo.

(Parte 1 de 2)

Comentários