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3.4.1. Bloco de Organização (OB – Organization Block): Esse é o bloco que organiza toda a seqüência da automação. Todos os demais blocos estão contidos neste. Na prática ele é um programa tipo executável (.EXE).

3.4.2. Bloco de Programa (PB – Program Block): É neste bloco que instalamos o software residente do CLP. Normalmente a memória deste bloco é do tipo RAM (com bateria para mantê-la) ou do tipo flash.

3.4.3. Bloco de Funções (FB – Function Block): É o bloco onde são armazenados os dados das variáveis externas (temperatura, entrada e saída analógica, vazão, etc.).

3.4.4. Bloco de Dados (DB – Data Block): É o bloco que pode ser usado e alterado durante a execução do programa. Os dados mais comuns a este bloco são esclarecimentos (comentários) sobre o próprio programa, FB’s, referências, e tempos.

3.4.5. Bloco de Passos (SB – Step Block): Este contém os programas gráficos do CLP. É neste bloco que tratamos da “sinalização” do processo (sinais da Interface Homem-Máquina (IHM), Grafcet, fluxograma do processo ou da máquina).

Quanto à linguagem de programação usada, cada fabricante pode optar por uma, porém, a maioria segue a norma IEC 1131, que permite três modalidades: DIC (Linguagem de Contatos ou

P á g i n a

LADDER), DIL (Blocos Lógicos), e LIS (Lista de Instruções). De todas as linguagens a mais empregada, por sua simplicidade e fácil, entendimento é a Linguagem LADDER.

Vejamos, nas Figuras 2, 3 e 4 exemplos das linguagens descritas:

Figura 2 — Exemplo de Linguagem LADDER para uma Porta E.

Figura 3 — Maneira como é representada a Porta E na Linguagem DIL.

LD LD X0. AND X1

OUT Y0. Figura 4 — Linguagem LIS (lista de instruções).

Logo abaixo são mostradas (Tabela I) algumas das instruções da linguagem LIS:

Tabela I – Lista Instruções LIS (básicas).

LD “Carrega entrada” (Ex. LD X0).

LDI “Carrega entrada invertida” (Ex. LDI X0 = LD X0). AND Operação “E”.

ANI Operação “E” com entrada invertida. OR Operação “OU”. ORI Operação “OU” com entrada invertida OUT Envia o resultado para a respectiva saída.

A WEG, com fábrica situada no Brasil, desenvolveu, entre muitos de seus produtos, um CLP de baixo para aplicações simples. O mesmo denomina-se CLIC02. Este CLP é do tipo modular, ou seja, se necessário podem ser acrescentadas partes que ampliam seu poder de ação e controle, permitindo um uso em escala maior. Na figura 5 podemos ver o CLP.

Figura 5 — CLP CLIC02 da WEG com um módulo de “ampliação” e um modelo maior com um exemplo de aplicação.

P á g i n a

Na Tabela I passamos a descrever algumas das principais características deste CLP. Podemos notar que ele é bem robusto e dá uma gama bem variada de possíveis aplicações.

No próprio Manual, fornecido pela Empresa, são citadas algumas das aplicações para as quais o mesmo é muito útil:

• Controle de Sistemas de Iluminação; • Comando de Portas ou Cancelas;

• Sistemas de Energia;

• Sistemas de Refrigeração e Ar-Condicionado;

• Sistemas de Ventilação;

• Sistemas de Transporte;

• Controle de Silos e Elevadores;

• Comando de Bombas e Compressores;

• Sistemas de Alarme;

• Comando de Semáforos;

• Sistemas de Irrigação;

• Entre outras.

Resumo das facilidades:

• Economia de Espaço; • Fácil Programação;

• Unidades com 10 ou 20 pontos de entradas e saídas (I/O);

• 2 entradas Analógicas 0-10Vcc / 8 Bits (Opcional);

• Display LCD (4 linhas x 12 caracteres);

• Relógio de Tempo Real (Opcional);

• Saídas Digitais a Relé (10A carga resistiva);

• Visualização de mensagem;

• Alteração de ajustes de blocos on-line.

O programa para o CLIC02 pode ser tanto gerado por software, disponível gratuitamente para download no site da própria WEG (na aquisição do CLP vem um pacote que inclui tanto o software como os cabos de programação e um manual de instruções). Embora um pouco mais demorado, o CLP CLIC02, assim como muitos outros, pode ser programado diretamente por sua interface de teclado e display frontais (Figura 5).

4. Projeto de um Portão de Garagem com CLP CLIC02® (WEG®):

No projeto de automatização de um portão de garagem, tipo basculante, nota-se a necessidade de coletar alguns detalhes construtivos:

4.1. Tipo de Portão: O tipo de portão de garagem que será utilizado é do tipo basculante

(Figura 6). Para outros tipos, a troca seria apenas de caráter construtivo, que precisa ser levado em conta no projeto.

Tabela I — Características do CLIC02

• Unidades com 10, 12 e 20 pontos de

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