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Neste caso foram desconsideradas potências consumidas pelos demais componentes (contatores, CLP, sensores, etc.).

4.13.3. Proteção: Componentes para partida do motor.

Dois Contatores 7A 4.13.4. No-break: O sistema UPS utilizado deve ser capaz de manter a disponibilidade de potência calculada pelo tempo necessário que estipulamos para os cinqüenta acionamentos. Os nobreaks convencionais, usados em escritórios, possuem características diversas das de nosso projeto. Enquanto aqueles operam com saídas monofásicas de 127 Vca, o que necessitamos é de saídas trifásicas de 380 Vca. Neste caso, deve ser adquirido um equipamento do tipo industrial, que possa suprir as necessidades de potência de nosso projeto. Vejamos:

As baterias do sistema no-brek devem suportar a potência de 742,67W por no mínimo trinta minutos. Para uma margem de segurança, vamos optar por uma hora. Para o regime de corrente da bateria, temos que:

Levando em conta consumos não calculados, vamos estipular 10A. Ou seja, uma bateria com autonomia de 10Ah (Ampères-Hora) supre perfeitamente nossas necessidades.

O sistema UPS precisará de uma bateria para suprir 10Ah gerando (por inversor de freqüência) tensão trifásica de aproximadamente 380 Vca (para o motor) e ter uma saída estabilizada de 24 Vcc para o sistema do CLP. 4.13.5. Esquema Elétrico: na Figura 10 temos o exemplo de como seria o comando de nosso portão apenas por circuitos discretos (componentes normais):

Figura 10 — Esquema Elétrico de Controle Tradicional.

P á g i n a

Agora, podemos verificar o mesmo circuito com o uso do CLIC02 (Figura 1):

Figura 1 — Circuito Elétrico do Portão como o uso do CLI02. 4.13.5. Programação: A programação de nosso projeto foi executada em LADDER, e a construção simplificada da mesma pode ser vista na Figura 12:

Figura 12 — Programação em LADDER para o portão com CLP CLIC02. Nos exemplos dados (Figuras 10, 1 e 12) temos apenas o acionamento básico do portão. Não foram agregadas outras facilidades, como por exemplo, usando um módulo de acionamento automático controlado por radio freqüência (controle remoto). Nesta programação (em LADDER) já foi construída a temporização, onde o alarme (sinal sonoro) irá soar por cinco segundos antes da abertura do portão. 4.13.5.1. Descrição do Programa:

P á g i n a

I1 e I2 são as botoeiras de abrir e fechar (respectivamente). I3 é a botoeira de emergência, enquanto pressionada não só desligará o motor como impedirá seu novo acionamento; deve, por isso, ser do tipo interruptor. Em I4 temos o sensor de pressão com um contato normalmente fechado (NF) que interrompe o circuito em caso de aperto acidental. Este também pode ser temporizado, e dependendo do tipo escolhido, pode se calibrar sua sensibilidade.

Observação: I1 e I2 devem ser interruptores do tipo um pólo duas posições, para que forçosamente precise se desligar (sair de uma posição) antes de ligar o reverso do motor, impedindo o acionamento dos dois ao mesmo tempo. Não há perigo neste caso (pois o programa impede a ação de

I1 se I2 estiver acionada, e vice-versa), apenas se poupa tempo em ter que acionar duas botoeiras e eventualmente se esquecer de desligar alguma. Isto pode também ser resolvido via programação

LADDER diretamente no CLP CLIC02, podendo até construir com previsão de que as botoeiras sejam do tipo push-botom. Enfim, as habilidades e criatividades podem ser bem exploradas neste simples projeto.

Q1 e Q2 são os acionamentos da abertura e fechamento do portão (partida horária e anti- horária do motor, respectivamente), e Q3 é o alarme sonoro. T1 é a temporização do circuito, que pode ser variada conforme a necessidade.

É em I1 e I2 que podem ser acoplados módulos com relés controladas remotamente, que por meio de um sinal curto-circuitam estas botoeiras acionando-as. Na Figura 13 pode ser observado o que foi dito:

(a) I1 acionado (sirene e abrindo) (b) I2 acionado (sirene e fechando)

(c) I3 acionado (emergência – parada) (d) I4 acionado (apertou algo – parada) Figura 13 — O CLIC02 acionado após a programação em LADDER

Findo o nosso projeto melhorias podem ser agregadas em qualquer tempo.

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5. Conclusão:

Como observado no item em que tratamos do projeto em si, há muitas vantagens em se aplicar automação por meio de CLP’s, mesmo fora do chão-de-fábrica. A tendência atual é a busca por maiores níveis de conforto e segurança mesmo em ambientes domésticos.

A substituição de comandos totalmente manuais por microprocessados traz vantagens diversas, como por exemplo, menor mão-de-obra e custo na reconfiguração por necessidades especiais. Em se tratando de uma residência isso já é importante, e no caso da indústria ainda mais.

É importante que os profissionais da área técnica, especialmente os que lidam com automação residencial, esteja atentos às facilidades do uso de CLP’s, devido às oportunidades que este mercado em expansão está trazendo.

No caso dos CLP’s de pequeno porte, como o CLIC02, o custo é relativamente em conta quando se pensa nos transtornos que se tem com outros métodos de controle eletromecânico e eletrônico no caso de muitos processos. Para ser ter uma idéia das possibilidades, estimamos que em nosso projeto não utilizamos a metade dos recursos que este CLP pode compartilhar.

6. Bibliografia: [1] Treinamento Revendas – CLPs WEG, em w.weg.com.br

[2] CAPELLI, Alexandre, “Mecatrônica Industrial” – Ed. Saber, 2002 – SP – 1ª Edição. p. 56-58.

[3] CAPELLI, Alexandre, “Mecatrônica Industrial” – Ed. Saber, 2002 – SP – 1ª Edição. p. 58-60.

[4] Manual do Micro Controlador WEG 1-289 CLIC02, em w.weg.com.br

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