GMAW Prática TIG

GMAW Prática TIG

(Parte 1 de 3)

Modenesi – Técnica Operatória da Soldagem GMAW - 1

Trabalho Prático No: …………………. Técnica Operatória da Soldagem GMAW

1. Objetivos:

• Familiarizar-se com o arranjo e a operação do equipamento utilizado na soldagem semi-automática GMAW.

• Familiarizar-se com os consumíveis utilizados e os parâmetros importantes.

• Familiarizar-se com a técnica operatória.

2. Revisão:

A soldagem GMAW ou MIG/MAG realiza a união de materiais metálicos pelo seu aquecimento e fusão localizados através de um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo metálico não revestido e maciço na forma de fio a peça (figura 1).

Poça de Fusão

Solda

Metal de Base

Tocha

Gás de Proteção Eletrodo

Figura 1 – Região do arco na soldagem GMAW.

A proteção do arco e da região da poça é feita por um gás, ou mistura de gases, inerte ou capaz de reagir com o material sendo soldado. Os gases mais usados são o argônio e o CO2 e, menos comumente, o hélio. Misturas de Ar-He, Ar-CO2, Ar-O2, Ar-CO2-O2 e outras, em diferentes proporções, são usadas comercialmente. Gases ou misturas de proteção completamente inertes tem, em geral, uso restrito para metais e ligas não ferrosas. Aços, particularmente aço carbono e de baixa liga são soldados com misturas contendo

O processo é utilizado principalmente no modo semi-automático, embora, mais recentemente, o seu uso no modo automático, através de robôs industriais tenha crescido muito. O seu equipamento básico inclui fonte de energia, cabos, tocha de soldagem, alimentador de arame e seu sistema de controle, bobina de arame (eletrodo), fonte de gás de proteção com regulador de vazão, ferramentas e material de segurança (figura 2).

Modenesi – Técnica Operatória da Soldagem GMAW - 2 s Fonte de

Energia

Tocha

Arame

Alimentador de Arame

CabosPeça

Figura 2 – Equipamento para a soldagem GMAW

A fonte de energia mais usada é do tipo tensão constante regulável (figura 3) com alimentação de arame a velocidade constante. Este tipo de sistema permite o controle automático do controle do arco diretamente através de variações da corrente de soldagem. Sistemas alternativos, com fontes com saída de corrente constante, necessitam de sistemas especiais para controlar o comprimento do arco.

Tensão regulável entre cerca de 15 a 50V

Figura 3 - Curva de saída tensão (V) x corrente (I) típica de uma fonte para soldagem GMAW.

A tocha para soldagem GMAW possui um contato elétrico deslizante (bico de contato) para transmitir a corrente ao arame, orifícios para a passagem de gás de proteção e bocal para dirigir o fluxo de gás à região do arco e da poça de fusão (figura 4). Para a soldagem semi-automática, ela ainda possui um interruptor para o acionamento da corrente de soldagem, da alimentação de arame e do fluxo de gás de proteção.

O sistema de alimentação é composto de um motor, um sistema de controle de sua velocidade e um conjunto de roletes responsável pela impulsão do arame.

Modenesi – Técnica Operatória da Soldagem GMAW - 3

Figura 4 – Tocha para a soldagem GMAW semi-automática.

Em comparação com a soldagem com eletrodos revestidos, a soldagem GMAW é relativamente mais simples quanto à sua técnica de execução pois a alimentação de metal de adição é feita pelo equipamento e a quantidade de escória gerada é mínima. Por outro lado, este processo é mais complicado em termos da seleção e ajuste de seus parâmetros devido ao seu maior número de variáveis e a forte inter-relação entre elas. São variáveis importantes do processo:

• Diâmetro e composição do arame,

• Tipo do gás de proteção,

• Velocidade de alimentação do arame,

• Vazão do gás de proteção,

• Comprimento do eletrodo e distância da tocha à peça (figura 5),

• Posicionamento da tocha em relação à peça,

• Corrente de soldagem,

• Tensão de soldagem,

• Velocidade de soldagem,

• Indutância (características dinâmicas) da fonte,

• Técnica de manipulação.

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Distância bico de contato-peça

Comprimento do arco

Comprimento do eletrodo

Bico de contato

Figura 5

A seleção incorreta destes parâmetros resulta em soldas insatisfatórias devido a problemas metalúrgicos e/ou operacionais como, por exemplo, instabilidade do arco, respingos, falta de fusão ou de penetração, porosidade, etc. Em particular, neste processo, o modo de transferência de metal é muito importante pois determina várias de suas características operacionais (figura 6).

Figura 6 – Modos de transferência na soldagem GMAW

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