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  • Altas pressões Alternativos

  • Altas vazões Centrífugos e axiais

  • Uso geral Parafuso

  • Ressalta-se que o custo inicial representa apenas 12% do custo total durante a vida útil de um compressor, mais 10% se devem a gastos com manutenção e o restante, 78% são relativos a custos com energia elétrica para o acionamento.

7. RENDIMENTO DOS COMPRESSORES

  • Consumo específico é dado pela relação entre a potência consumida e a vazão máxima do equipamento nos fornece uma primeira idéia da eficiência do equipamento. Deve-se tomar cuidado para comparar dados com pressões diferentes.

  • Os gráficos a seguir apresentam valores típicos e de catálogos dos fabricantes.

8. SISTEMA DE SELAGEM

8.1 Selagem Interna

8.1.2 Definições Gerais Sobre Utilização

- Normalmente os Anéis Labirintos são confeccionados em Liga de Alumínio,

- Para Temperaturas acima de 250ºF e produtos corrosivos, devem ser utilizadas lâminas de selagem fabricadas em Monel ou Inox.

LABIRINTOS DOS IMPELIDORES

- Grande influência na eficiência do equipamento - Não se deve ultrapassar 30% da folga máxima estipulada.

LABIRINTOS DO EIXO

- Pequena influência na eficiência do equipamento - A substituição é recomendada quando atingir 100% da folga máxima estipulada.

LABIRINTOS DO TAMBOR (PISTÃO) DE BALANÇO

- Não deve ultrapassar 18% da folga máxima estipulada - Comprometimento do Mancal de Escora.

8.2 Selagem Externa

É o sistema de selagem, localizado nas extremidades da máquina, e que evita o vazamento de gases para a atmosfera.

8.2.1 Tipos De Selagem

- Por Labirinto;

- Selo de Filme de Óleo;

- Selo Mecânico de Contato;

- Dry Gas Seal (Selo à Gás).

Por Labirinto

Dry Gas Seal (Selo à Gás).

Por Labirinto

Selo de Filme de Óleo (Anéis flutuantes) - Utilizado para altas pressões

Selo de Filme de Óleo (Anéis flutuantes) - Utilizado para altas pressões

Selo Mecânico de Contato - Pressões de até 70 Kgf/cm² - Menor consumo de óleo

Dry Gas Seal (Selo à Gás).

9. SISTEMA DE BALANCEAMENTO AXIAL

Compensa o empuxo axial através de duas maneiras:

- Uso do Disco de Balanço;

- Uso de Fluxo em duplo sentido (Rotores tipo Back-to-Back).

9.1 Disco de Balanço

9.2 Fluxo Misto

10. MANCAIS

10.1 Mancais Axiais

- Tipo Sapata:

- Disco de Escora: Atualmente são colocados através de dispositivo hidráulico. Não é mais usado com aquecimento ou montagem tipo Poligon ( 3 Raios )

10.2 Mancais Radiais

Tipo Sapata (Tilting Pad) - O´ring Damper Bearing

Tipo Luva (Sleeve Type Radial Bearing)

11. LIMITES DE OPERAÇÃO

11.1 Limite Inferior

Existe uma capacidade mínima para cada compressor, a cada rotação abaixo da qual a operação se torna instável, Esta instabilidade é chamada de Surging (Surge).

O que é o fenômeno do Surge?

Conseqüências:

- Forte deslocamento axial;

- Altos índices de vibração;

- Comprometimento dos mancais

radiais/axiais e internos do compressor;

- Falhas na selagem poderão ocorrer.

11.2 Limite Superior

É denominado pelo fenômeno “Stonewall” ou “Choke”.

Ocorre quando a velocidade do gás se aproxima da velocidade do som em algum estágio do compressor.

Ocorre geralmente no 1º Estágio e são resultadas de choque que restringe o escoamento, causando um efeito de blocagem (Queda rápida da pressão).

12. CUIDADOS PRINCIPAIS NA MONTAGEM DOS CONJUNTOS ROTATIVOS

  • Máquinas que trabalham em altas rotações na ordem de 10.000 rpm;

  • São em geral eixos flexíveis - operam acima da 1ª Velocidade crítica;

  • Balanceamento residual muito baixo;

  • Utiliza-se a tolerância conforme a norma API-617 - 6350*W/n (g*mm)

Onde:

W- Peso (Kg)

n- Rotação (rpm)

      • Balanceamento Progressivo

1) eixo em vazio;

2) Montagem aos pares dos componentes balanceando em 2 planos;

3) Montagem do disco de escora - Balancear somente o disco em 1 plano;

4) Balanceamento dinâmico final do conjunto.

  • Folga de dilatação entre luvas e impelidores - 0,003”~0,006”;

  • Concentricidade dos componentes - TIR 0,004” a 0,002” (Dependendo da rotação);

  • Batimento axial no olho do impelidor na ordem de 0,005”;

  • Concentricidade das luvas de selagem de 0,0005” - Devido às folgas entre selo/eixo estarem na ordem de 0,002” para anéis liquido e folga zero para o selo à gás (Preservação do selo);

  • Proteção da região de trabalho dos sensores no eixo;

  • Posicionamento axial dos impelidores - Esta diretamente relacionado à eficiência da máquina - “OVERLAP”.

13. UNIDADES DE MEDIÇÃO DE VAZÃO

14. CURVA CARACTERISTICA DE UM COMPRESSOR

15. EJETORES

15.1 Funcionamento Do Ejetor A Vapor

Os ejetores a vapor proporcionam uma forma confiável e econômica de se obter vácuo. As vantagens iniciais dos ejetores a vapor são seu baixo custo inicial, inexistência de partes móveis e simplicidade de operação. O ejetor a vapor convencional é composto de quatro partes básicas: cabeçote de vapor, bico ou bicos, câmara de mistura e difusor. O diagrama abaixo ilustra o funcionamento básico de um ejetor: Um fluido motriz de alta pressão entra por 1 e expande através do bico convergente-divergente até 2; o fluido succionado entra por 3 e se mistura com o fluido motriz na câmara de mistura 4; ambos os fluidos são recomprimidos através do difusor até 5.

15.2 Tipos De Ejetores

-Ejetor de Bico Único

O Ejetor de bico único são utilizados tanto para fluxos críticos como não críticos, mas normalmente para uma única condição de projeto.

-Ejetor de Múltiplos Bicos

O Ejetor de múltiplos bicos, em muitos casos, eles oferecem uma redução do consumo de vapor de 10% a 20%, quando comparados com unidades projetadas para as mesmas condições com ejetores de bico único.

-Ejetor Operado Com Agulha

Os Ejetores operados com agulhas são indicados quando a pressão de sucção ou de descarga é variável. Durante o funcionamento, uma agulha acionada pneumaticamente se move através do orifício do bico para controlar a vazão de fluido motriz.

-Sistema De Vácuo De 5 Estágios

Os sistemas de múltiplos estágios freqüentemente possuem condensadores de superfície ou de contato direto.

16. CONCLUSÃO

O grau de criticidade deste tipo de equipamento nas indústrias e as folgas de projeto apertadas, requerem um cuidado especial no projeto, fabricação de seus componentes e montagem, bem como nos sistemas de lubrificação e selagem, garantindo a boa performance e confiabilidade operacional destes equipamentos.

Referências Bibliográficas

[1] ATLAS COPCO "Manual do ar Comprimido". McGraw-Hill do Brasil, São Paulo, 1976.  

[2] BARBOSA, P.S. "Compressores". Apostila Petrobrás - CENPES - DIVEN, 2a edição, 1984.

[3] COSTA, E.C. "Compressores". Editora Edgard Blucher, São Paulo 1978.

http://www.dresser_randdobrasil.com.br / Acessado em 10/11/2007.

http://www.croll.com / Acessado em 10/811/82007.

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