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Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Realização

Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Paulo Antonio Skaf – Presidente

DMA – Departamento de Meio Ambiente Nelson Pereira dos Reis – Diretor Titular Arthur Cesar Whitaker de Carvalho – Diretor Adjunto Nilton Fornasari Filho – Gerente

EQUIPE TÉCNICA Esta publicação foi elaborada pela Câmara Ambiental da Indústria Paulista, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e contou com a participação dos seguintes representantes: Sindicatos Antônio Gaspar de Oliveira - Sindirepa - Coordenador do Grupo Setorial n° 6 Aurélio Barbato – Abinee/Sinaees. Écio Moraes e Manoel H. Ladeira - Sindijóias. Osmar Gomes da Silva - Sindratar. Paschoal de Mario - Simefre. Renata Mendes Pelicer - Sindicel. Roney Honda Margutti - Siamfesp. Sérgio Roberto Andretta – ABTS/Sindisuper. João Batista C. Pontes – Abeaço/Siemesp. José Gianesi Sobrinho e Valquíria Guerrero - Sinpa. Gilmar do Amaral - Sindiplast.

FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Ricardo Lopes Garcia – Área Técnica de Meio Ambiente

Colaboradores Joceli Adair da Silva - Prefeitura do Município de São Paulo – Secretaria Municipal de Serviços/Programa de coleta seletiva.

Copyright©2007. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. É permitida a reprodução total ou parcial desta obra, desde que citada a fonte. 1° edição.

628.4458 Federação das Indústrias do Estado de São Paulo F318r Reciclagem de embalagens plásticas usadas contendo óleo lubrificante / Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. – São Paulo : FIESP, 2007. 28p. : il. – (Normas e Manuais Técnicos)

Bibliografia

1. Embalagens plásticas 2. Lubrificantes 3. Reciclagem. 5. Resíduos sólidos I. Título. I. Série. .

Sumário Apresentação 5

Objetivos 5

Introdução 6

O setor de embalagens plásticas 7

Manuseio, coleta, armazenamento temporário, transporte, tratamento e disposição final 10

Destinação dos co-produtos 16

Licenças, autorizações e certificados 17

Normas Jurídicas e técnicas 18

Glossário 23

Bibliografia 25 Sindicatos 26

RECICLAGEM DE EMBALAGENS PLÁSTICAS USADAS CONTENDO ÓLEO LUBRIFICANTE 5

Apresentação

A Câmara Ambiental da Indústria Paulista

A Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip) é um centro de debate e de decisão sobre temas ambientais afetos ao setor produtivo.

Seu objetivo principal é captar as demandas e preocupações dos sindicatos e associações da indústria, agrupados em setores industriais, e dos comitês de cadeia produtiva da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre temas ambientais primordiais.

Os debates técnicos, políticos e institucionais, são realizados por meio do desenvolvimento dos temas em grupos de trabalho, que podem ser de temas horizontais, ou seja, aqueles que afetam a todo setor produtivo ou temas verticais, pertinentes a um determinado setor ou cadeia produtiva específico.

Essa publicação é resultado do trabalho desenvolvido pelo Grupo Setorial

(GS) n° 6, que é composto por 19 Sindicatos ligado a cadeia produtiva das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e de Joalheria e Lapidação de Pedras Preciosas.

Objetivos

Essa publicação possui como objetivo primordial, colocar à disposição de gerentes e técnicos, uma ferramenta de gerenciamento dos co-produtos gerados em sua unidade produtiva, na forma de informações sobre o manuseio, coleta, armazenamento, transporte e tratamento de embalagens usadas, com volumes até 20 (vinte) litros, contendo óleo lubrificante residual das operações de lubrificação de veículos, máquinas ou equipamentos.

Como objetivo secundário, trata da valorização dos chamados “resíduos sólidos” na forma de mudança de conceito, promovendo-os a co-produtos, ou seja, aqueles materiais requalificados por processos ou operações de valorização para os quais há utilização técnica, ambiental e economicamente viável.

RECICLAGEM DE EMBALAGENS PLÁSTICAS USADAS CONTENDO ÓLEO LUBRIFICANTE 6

Introdução

A importância dos sistemas de embalagem na preservação de produtos e no uso racional dos recursos do meio ambiente investidos em sua produção também se aplica a todos os outros produtos necessários à sociedade, como no caso em estudo, que trata das embalagens utilizadas para acondicionamento de óleo lubrificante.

Os postos de combustíveis, concessionárias de veículos, áreas de manutenção de empresas, aeroportos, reparação automotiva entre outros, geram diariamente embalagens plásticas e baldes metálicos usados, contendo pequena quantidade de óleo e aditivos aderidos em suas paredes.

Essas embalagens plásticas são, em sua grande maioria, descartadas no lixo comum, pois a presença do óleo residual, dificulta o processo de reciclagem convencional do plástico (ver fluxograma 2), causando deformidade e odor de óleo queimado na peça final.

Segundo informações do Siemesp, contrariamente às embalagens plásticas, os baldes metálicos usados possuem um mercado estabelecido para comercialização, realizada por indústrias siderúrgicas ou terceiros prestadores de serviço, pois o óleo lubrificante residual não interfere no processo de reciclagem utilizado.

Os metais são praticamente 100% recicláveis, excluindo-se apenas os técnicos ou especiais, pois sua composição e combinações específicas inviabilizam o processo.

Conforme a ABNT NBR 10.004 – Resíduos Sólidos - Classificação, essas embalagens plásticas e baldes contendo residual de óleo lubrificante, são classificados como classe I – perigosos, por apresentar características de toxicidade e, essa periculosidade induz a conscientização de que o descarte no lixo comum é uma prática que deve ser abolida, pela possibilidade de causar danos ao meio ambiente e a saúde pública.

A redução do descarte no lixo comum e o incentivo à coleta seletiva e reciclagem das embalagens plásticas usadas, traz uma série de benefícios à sociedade, tais como: o aumento da vida útil dos aterros, geração de empregos, economia de energia e de recursos naturais, entre outros.

RECICLAGEM DE EMBALAGENS PLÁSTICAS USADAS CONTENDO ÓLEO LUBRIFICANTE 7

Face ao exposto, o foco dessa publicação será direcionado às embalagens plásticas usadas com volumes até 20 litros que contém residual de óleo lubrificante aderidos a suas paredes.

Temos que considerar ainda que, a conscientização ambiental aliada a novas tecnologias e a busca do equilíbrio entre produção e meio ambiente é a meta que todos devem ter como compromisso para tornar na prática o que preconiza nossa carta magna, “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

O setor de embalagens plásticas

Os plásticos são artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas do petróleo. A substituição de resinas virgens por recicladas é uma tendência do mercado em razão da flutuação de preços do petróleo no mercado internacional e da competitividade das empresas produtoras.

Conforme dados da Plastivida1 , obtidos por meio da Pesquisa sobre a “Elaboração e Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica dos Plásticos no Brasil - 2004” realizada com base nos resultados de 2003, a indústria da reciclagem de plásticos no Brasil é formada por 492 empresas, das quais 80% concentradas na região Sudeste.

O faturamento total do segmento é R$1,3 bilhão, empregando 1.501 profissionais. Tem capacidade instalada para reciclar 1,06 milhão de toneladas por ano, consomem 7 mil toneladas, sendo 50,7% pós-consumo e 49,3% industrial.

São produzidos cerca de 703 mil toneladas de plásticos reciclados, tendo uma capacidade ociosa de 24,6%. A campeã na reciclagem de plásticos usados é a região Sudeste com 57%, seguida pela região Sul com (28,5%).

O índice de reciclagem mecânica dos plásticos no Brasil é de 16,5% ocupando lugar de destaque no cenário mundial, ficando atrás apenas da Alemanha, Áustria e EUA e a frente de nações como Grécia (1,95%), Portugal (2,9%), Irlanda (7,8%), Inglaterra (8%), Suécia (8,3%), França (9,2%) e Dinamarca (10,3%).

1 Para mais informações consultar o endereço eletrônico http://www.plastivida.org.br

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