Campanha da Fraternidade 2008

Campanha da Fraternidade 2008

INTRODUÇÃO

A defesa da vida na Evangelium Vitae

  • Com o individualismo, o utilitarismo e o desenvolvimento científico, novas violações à vida não só são praticadas, mas consideradas lícitas e até desejáveis.

  • A consciência tem cada vez mais dificuldade em perceber a distinção entre o bem e o mal .

  • No aborto, uma nova vida torna-se sinal de desesperança. Na eutanásia, matar é visto como ato de amor.

  • Quem defenderá a justiça e o bem comum quando não se tiver mais a noção do que é o bem e do que é o mal?

No espírito do Documento de Aparecida

  • Uma fé viva, não burocrática: o encontro com Cristo é o ponto de partida para a negação dos caminhos da morte e a escolha do caminho da vida.

  • Uma antropologia integral: os caminhos da vida verdadeira e plena para todos são aqueles abertos pela fé que conduzem à plenitude da vida que Cristo nos trouxe: com essa sua vida divina também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e integral.

No espírito do Documento de Aparecida

  • Por que muitas vezes escolhemos o caminho da morte?

    • Uso redutivo da razão: imediatismo, pragmatismo, eliminação da pergunta sobre o sentido da realidade.
    • Essa razão reduzida não é capaz de compreender o que é o amor.
    • A razão limitada e o amor desnorteado são incapazes de perceber a sacralidade e a dignidade da vida humana.
  • Mas todo homem realmente aberto à realidadepode encontrar, em seu coração, a lei natural que lhe mostra o valor da vida e a dignidade da pessoa.

VER

  • Entre a cultura da vida e a cultura da morte

A pessoa humana e a cultura da morte

  • Em nossa sociedade, uma das principais estratégias de dominação é fazer com que não olhemos para nós mesmos com realismo.

  • O poder quer que pensemos que nossos desejos e necessidades são aqueles determinados pela mídia e repetidos pela maioria.

  • Quando olhamos para nós mesmos com realismo, descobrimos quais são nossos verdadeiros desejos e necessidades.

  • Para compreender o valor da vida, o VER deve começar por um olhar para nossa experiência existencial.

Um olhar integral sobre a pessoa humana

  • Desejo de felicidade: uma experiência unitária e apaixonada que engloba toda a realidade.

    • A dominação na sociedade burguesa procura fragmentar essa experiência unitária, pulverizando-a em necessidades particulares.
  • Dignidade intrínseca a nós mesmos, que independe inclusive de nossos atos, e deve ser necessariamente reconhecida como universal.

  • Desejo de liberdade, que não deve ser confundida com a pura e simples autonomia.

  • Experiência da responsabilidade perante a própria vida.

A pessoa humana, o amor e a vida

  • A principal manifestação do desejo de felicidade é o desejo de “amar e ser amado”.

  • Em nenhum outro momento da história as pessoas estiveram tão livres para amar como hoje em dia. Mas parece até mais difícil encontrar a felicidade no amor.

  • O amor – para realizar-se plenamente – deve crescer num processo educativo, onde o impulso erótico (desejo pelo outro), evoluí até o ágape (realização de si na doação ao outro).

  • Como não percebemos essa dinâmica do amor, nos colocamos contra a vida do outro, quando essa exige de nós uma dinâmica de doação.

Os contra-valores na cultura da morte

  • Dois contra-valores básicos:

    • Autonomia individualista.
    • Êxito individual.
  • Em função desses contra-valores, a pessoa tem uma dificuldade cada vez maior de olhar o outro, cultivar o afeto e a solidariedade.

  • Pessoas e coisas passam a ter valor apenas enquanto nos servem. Os outros passam a ser descartados quando não nos interessam mais.

  • A partir daí crescem outros contra-valores, como o consumismo, o materialismo, o imediatismo, etc.

Os desafios da ciência e das novas tecnologias

  • As ciências e as novas tecnologias são instrumentos poderosos tanto de auxílio quanto de ameaça à vida.

  • O método científico costuma ser apresentado como garantia de um conhecimento verdadeiro, mas apenas ele permite uma análise objetiva dos dados investigados.

  • O conhecimento científico refere-se ao funcionamento dos processos e não fala sobre o seu sentido.

  • O cientificismo ignora os limites do método científico e, em nome da ciência, faz uma redução materialista e utilitarista das pessoas.

Os desafios da ciência e das novas tecnologias

  • Hoje, a produção científica exige o uso de recursos tecnológicos caros e sofisticados.

  • Para receber recursos, os grupos de pesquisa devem ser altamente eficientes e competitivos.

  • Diante da competição e da necessidade de resultados, os grupos nem sempre levam em consideração os aspectos éticos da pesquisa.

  • Além das pesquisas envolvendo embriões, também as pesquisas farmacológicas com populações pobres são um grave exemplo de violação dos direitos humanos.

  • Nem tudo que é possível fazer deve ser feito...

Os tempos atuais e o papel da sexualidade na vida humana

  • Muitas das atuais ameaças à vida caminham lado a lado com uma compreensão inadequada da relação entre afetividade e sexualidade.

    • Exemplo: a opção por um aborto induzido depende de questões como o significado da relação afetiva e sexual para os pais, suas expectativas para o futuro da relação, o papel do filho na vida afetiva dos pais, etc.
  • A sociedade atual tende a colocar a questão da repressão ou não da sexualidade no centro de suas preocupações. Isso gera uma justa denúncia sobre comportamentos repressivos desnecessários e discriminatórios, mas também um posicionamento inadequado quanto à relação entre afetividade e sexualidade.

Os tempos atuais e o papel da sexualidade na vida humana

  • Diante dessa realidade, surgem três posturas possíveis:

    • Contra a “repressão sobre o sexo”, defende-se a posição de não estabelecer qualquer limitação à atividade sexual, deixando-a totalmente entregue à autonomia dos indivíduos.
    • Em “defesa dos valores tradicionais”, atitude que se contrapõe à primeira em nome da sabedoria e do bom senso da tradição, muitas vezes propondo a sublimação dos impulsos, cuja existência não pode ser negada.
    • A proposta que parte da visão integral da pessoa, considera o “compromisso entre afetividade e sexualidade”. Esta proposta entende a sexualidade vinculada à vida afetiva, assumida na busca do seu sentido, no diálogo interpessoal e na capacidade de dar respostas existenciais livres dentro de um projeto de vida.

Afetividade, sexualidade, contracepção, prevenção e defesa da vida

  • Numa visão tecnicista em relação à vida sexual e afetiva, as técnicas contraceptivas definem as condutas sexuais:

    • Para uns a liberdade sexual e o controle da natalidade acontecem com o uso de preservativos, o aborto, etc.
    • Outros atribuem à propaganda e ao uso de tais métodos a desordem afetivo-sexual da atualidade.
  • Nessa perspectiva, o problema fica reduzido à questão da informação e distribuição dos recursos contraceptivos.

  • Para quem tem uma visão não-tecnicista, o problema reside na correta compreensão da relação entre afetividade e sexualidade. O problema central passa a ser o da educação para uma vida afetivo-sexual integral.

Afetividade, sexualidade, contracepção, prevenção e defesa da vida

  • Reduzir a o problema à distribuição de recursos preventivos leva à desobrigação das pessoas com relação a sua sexualidade, comprometendo todo o seu ser.

  • É fundamental que os programas de prevenção levem em conta a questão da abstinência e da fidelidade como caminhos para uma vida sexual saudável e satisfatória.

  • Existem muitos programas educativos bem-sucedidos que trabalham a idéia da visão integrada entre afetividade e sexualidade e incluem o uso de métodos naturais.

  • É importante observar que os programas podem ser eficientes ou ineficientes dependendo do contexto no qual são executados. Assim, a reflexão sobre os programas sempre deve incluir seu aspecto ético e as formas adequadas para sua implementação.

A vida não-nascida

  • O início da vida humana

  • O que caracteriza um aborto

    • Diferença de um infanticídio ...

A vida não-nascida

  • Técnicas para realizar um aborto

  • Argumentos a favor do aborto

    • Diminuir mortalidade e a morbidade materna

Mortalidade por suicídio na Finlândia: Gravidez, aborto induzido e aborto espontâneo

A vida não-nascida

  • Argumentos a favor do aborto

    • Diminuir mortalidade e a morbidade materna
    • Diminuir o número de abortos

A vida não-nascida

  • Argumentos a favor do aborto

    • Diminuir mortalidade e a morbidade materna
    • Diminuir o número de abortos
    • Diminuir o gasto com o dinheiro público

O aborto eugênico

  • Anencéfalo

ARGUMENTOS A FAVOR DO ABORTO

  • Lei ineficaz e ineficiente

  • Diminuiria a violência na sociedade

  • Necessário pelas condições de miséria da população

  • “Mal necessário” para a emancipação total da mulher

Financiamento externo

  • Pressão para a liberação do aborto irrompeu sobretudo a partir da metade do século XX

  • Motivações diversas

  • Financiamentos

    • 1965: U$20 milhões
    • 2004: U$ 6 bilhões
  • Métodos anticoncepcionais / métodos abortivos / pesquisa genética / fecundação artificial / manipulação embrionária (93)

Interpretação dos crimes contra a vida como:

  • Legítimas expressões da liberdade individual que hão de ser reconhecidas e protegidas como verdadeiros e próprios direitos

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

  • Jurídico: - Nega os Direitos Humanos

  • Médico: - Mata um ser humano

  • - Adoece ou mata a mulher

  • Ético: - Discrimina seres humanos

  • Científico: - Seus objetivos a serviço da morte

  • Social: - Desumaniza e desestrutura a sociedade

  • - Descontrole populacional

  • - Aumenta a violência

  • Factual: - Não diminui o número de abortos

  • - Não diminui a mortalidade materna

  • - Não dignifica a mulher

  • Religioso: - Agride fundamentos de TODA crença religiosa

Reprodução assistida

  • Técnica

  • Diminuição da fertilidade

  • Abusos /experiências

  • “Projeto”dos pais em relação aos filhos

Reprodução assistida

  • Técnica

  • Diminuição da fertilidade

  • “Projeto”dos pais em relação aos filhos

  • Abusos / experiências / “coisificação” da vida humana

Reprodução assistida

  • Técnica

  • Diminuição da fertilidade

  • Abusos /experiências

  • “Projeto”dos pais em relação aos filhos

  • Células tronco adultas e embrionárias

A vida, o sofrimento e a morte

  • Morte cerebral

  • Paciente terminal

  • Eutanásia

    • Eutanásia neonatal e infantil (125)

Artur nasceu com 22 semanas 385 gramas Chegou a 282 gramas

  • Alta com 2kg 110 g

  • Veja 27 dezembro 2006

A vida, o sofrimento e a morte

  • Cuidados paliativos

    • Recursos ordinários
  • Distanásia

  • Mistanásia

  • Ortotanásia

  • O “morrer”

A vida, o sofrimento e a morte

  • “Mal do século”

  • Negação da dor e do sofrimento

  • Suicídio

  • Suicídio assistido

A sociedade e as ameaças à vida: a pobreza

  • A pobreza e a exclusão social são grandes ameaças à vida. Na prática, essa ameaça à vida acontece através:

    • Falta dos recursos para uma vida digna e até para a sobreviver.
    • Precariedade do sistema público de saúde e seguridade social.
    • Falta de instrução.
  • Por traz desses processos se evidencia o processo de desenvolvimento capitalista.

    • Hoje em dia esse processo é muito influenciado pela crise de sustentabilidade do Estado.
    • Por outro lado, existem movimentos que combatem essa situação, gerando atividades e obras a partir de ONGs e programas de governo.

A sociedade e as ameaças à vida: a violência

  • As mortes violentas no campo e na cidade são grandes ameaças à vida em nosso país.

  • A violência urbana:

    • A impunidade é uma causa da violência, porém o aumento da violência não reduz a impunidade e sim aumenta a possibilidade de que se cometam novas injustiças.
    • É necessário garantir a punição, dentro da lei, aos culpados, aumentando a eficiência da polícia, e não sua truculência.
    • Nas periferias das grandes cidades não existe um tecido social capaz de acolher a pessoa, dar-lhe uma esperança e um sentido para a vida, ajuda-la a criar laços de solidariedade.Essa é a maior causa da violência urbana.
  • Nos presídios, a grande maioria dos presos enfrenta situações de total desrespeito à dignidade da pessoa humana, enquanto poucos chefes vivem em condições até privilegiadas. Assim, os presídios se tornam focos de mais violência.

As ameaças à vida e o meio ambiente

  • Nunca o ser humano teve tanto poder e representou uma ameaça tão grande ao meio ambiente quanto na atualidade.

  • A crise ecológica também é uma crise cultural, que marca a insatisfação do homem moderno em relação a seu modo de vida.

  • Pensava-se que a população mundial cresceria até uma catástrofe ecológica. Hoje em dia se sabe que isso não acontecerá.

  • Contudo, ainda há quem use argumentos demográficos para explicar a pobreza das populações em regiões específicas do planeta.

As ameaças à vida e o meio ambiente: a questão demográfica

  • Muitos acreditam que as famílias pobres tem muitos filhos apenas por não ter acesso a métodos anticoncepcionais.

  • Na verdade o número de filhos é uma “estratégia adaptativa” das famílias:

    • Em realidades pobres, onde as crianças trabalham desde cedo, não existem planos de seguridade social que protejam o doente e o idoso, ter muitos filhos é uma garantia de sobrevivência para a família.
    • Nas cidades, entre populações instruídas, onde as crianças tem que estudar e os adultos economizam para garantir-se com planos de seguridade social em casos de doença ou na velhice, o ideal é ter poucos filhos.
  • O controle da natalidade depende da organização da sociedade, e não apenas da disponibilidade de métodos anticoncepcionais.

JULGAR

  • Deus indica o caminho da vida

A beleza da vida nos conduz a Deus

  • A percepção da beleza e da bondade da vida é a primeira porta através da qual o ser humano compreende o significado da vida e a importância de defendê-la.

  • Porém, muitas vezes não temos essa percepção, pois escandalizamo-nos com o mal no mundo e nos perguntamos como pode o mal ser compatível com a bondade do Criador.

  • Para superarmos esse escândalo, diz Bento XVI, “temos realmente necessidade do Deus que se fez carne e que nos mostra que Ele não é apenas uma razão matemática, mas que esta razão originária também é Amor”.

A compreensão da pessoa humana a partir do Livro do Gênesis

  • Ao explicar o sentido do matrimônio, Cristo se refere ao Livro do Gênesis. Lá encontra a condição original e ideal do homem, feito à imagem e semelhança de Deus.

    • O ser humano, tendo recebido a tarefa de nomear os seres, percebe-se diferente e se dá conta de sua solidão original.
    • Deus, vendo que o homem está só, dá-lhe uma companheira. A solidão abre para a unidade original entre homem e mulher.
    • A partir da unidade original o homem descobre a comunhão de pessoas e sua transcendência (não pode fechar-se em si).
    • Diante da opção de comer ou não o fruto da árvore do bem e do mal, se descobre capaz de autodeterminação.
  • Deus é amor e o ser humano é imagem e semelhança de Deus. O corpo humano (masculinidade e feminilidade) manifesta a comunhão entre homem e mulher, sua capacidade de exprimir o amor. Tal significado determina a atitude, isto é, o modo de viver o corpo.

O encontro com Cristo nos convida a escolher a vida: uma postura de acolhida

  • O modo de ser de Cristo no Evangelho é marcado por um amor profundo para com todos que O procuram.

  • Essa postura de acolhida está na base de todos os relacionamentos vividos por Cristo.

  • A postura do aborto ou da eutanásia são posturas de não-acolhida à vida.

    • A vida (a pessoa humana) fica sujeita a “uma prova” (testes genéticos, aptidão física, etc.), e só será aceita se passar (não “dificultará” a vida dos demais).
  • Uma postura de não-acolhida, contrária ao exemplo de Cristo, tende a gerar realidades cada vez menos acolhedoras e mais violentas.

O encontro com Cristo nos convida a escolher a vida: o Bom Pastor

  • A postura de acolhida incondicional, ainda que com dor e sofrimento, é a mais adequada à nossa humanidade.

    • A não-acolhida implica na censura de um desejo de bem, de dar e receber amor, que está no coração de cada um.
  • O seguimento de Jesus não violenta, mas – pelo contrário – exalta nossa humanidade.

  • A lógica da acolhida, do amor ao próximo, atinge seu vértice na figura do Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas, que, tendo cem ovelhas, vai em busca da única perdida.

  • Aqui, a lógica da acolhida nos escandaliza! Não parece justo que o bom se sacrifique pelos maus, nem que o pastor deixe as ovelhas desprotegidas para buscar a única perdida!

  • Contudo, a atitude de Jesus, condiz profundamente com o desejo maior de nosso coração. Todos ansiamos por esse amor incondicional e gratuito por nossa pessoa.

O encontro com Cristo nos convida a escolher a vida: a dignidade da pessoa

  • Com seu amor, Cristo anuncia a dignidade única de cada pessoa humana.

    • Somos amados de modo especial, de modo único, não somos apenas parte da multidão, temos um valor único e irrepetível.
    • A experiência da dignidade inerente à pessoa nasce em nós a partir da experiência de sermos amados.
    • Uma pessoa que não fez a experiência de ser amada não perde a sua dignidade natural, mas terá muito mais dificuldade de perceber-se dotada dessa dignidade.
    • Na família a criança faz sua primeira experiência de ser amada, compreende seu valor como pessoa e sua dignidade.
  • A percepção dessa dignidade que não pode ser tirada, é natural a cada um, mesmo que de forma confusa ou parcial.

  • Com o cristianismo, essa percepção se difunde e atinge sua consciência plena.

A vida no Espírito e a igreja

  • Os cristãos logo perceberam que seguir a Cristo implica reconhecer a dignidade da pessoa e o valor da vida:

    • convidando os maridos a serem fiéis a suas esposas como Cristo o foi à Sua Igreja;
    • defendendo que os escravos fossem tratados como irmãos em Cristo;
    • reconhecendo a unidade entre todos os batizados;
    • incentivando o cuidados com os pobres e desamparados;
    • anunciando o valor da caridade.
  • Desde cedo, os cristão se posicionaram contra o aborto, reconhecendo a dignidade do embrião humano.

    • Santo Tomás de Aquino considera que existe o aborto a partir do momento que a alma entra no feto. Porém, pelo que sabia sobre biologia, isso não ocorreria no momento da fecundação
  • Os documentos da Igreja são instrumentos de trabalho preciosos, mostram que a Igreja é viva e dinâmica, interagindo sempre com a realidade que a circunda

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento sobre a pessoa humana

    • A pessoa é uma unidade indivisível – não pode ser considerada apenas em sua dimensão corpórea, ou a partir de suas emoções e impulsos, ou ainda como mero fruto da cultura em que está inserida.
    • Ela só compreende a si mesma a partir da transcendência, como um ser aberto, orientado para mais além de si mesmo Isso impele a pessoa ao encontro com o mundo, com o outro e com Deus.
    • A liberdade a faz sentir-se responsável por seus atos e perante seu destino.
    • Ela pode dar-se conta de seu valor como ser único, original e irrepetível, descobrindo sua dignidade como ser humano.
    • O preço dessa consciência é a tarefa de viver de acordo com tal dignidade, no permanente exercício da liberdade responsável.

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante dos avanços das ciências

    • Deus criou os seres humanos com o desejo de conhecer a verdade, por isso buscamos conhecer a realidade.
    • A ciência existe para o bem de todas as pessoas e não para a afirmação de poder dos indivíduos.
    • Nem todas as possibilidades abertas pela ciência trazem o bem para as pessoas. Nem tudo o que é possível é bom.
    • A prática da ciência deve submeter-se ao juízo ético.
  • Discernimento perante a bioética

    • Uma bioética que baseia-se apenas no cálculo de benefícios e riscos, só valorizando a autonomia individual, evitado dar um juízo sobre questões polêmicas.
    • A bioética personalista procura compreender, em uma antropologia integral, o que é o mais adequado para o bem das pessoas, procurando dar juízos precisos.

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante da esterilidade conjugal

    • O filho é um dom, e não um direito
    • Novos métodos para concepção
      • Podem favorecer a vida
      • Podem ser um atentado contra a vida

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante da gestação indesejada

    • O falso discurso do “mal menor”
    • Direito à vida para todos
    • Um erro não justifica outro
    • Papel das pessoas e da sociedade: destruição da ordem
    • Responsabilidade dos profissionais de saúde

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante da manipulação do embrião

    • Toda pessoa humana deve ser protegida no plano ético e jurídico
    • Nenhuma pessoa humana pode ser reduzida a objeto de pesquisa

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante da vida afetivo-sexual

    • Integração Sexus, Eros, Philia em direção ao Ágape
    • Responsabilidade pessoal e eclesial

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante da pobreza

    • Indignidade da exclusão social
    • Luta por melhores condições de vida
  • Discernimento diante da violência

    • Criar espaços de acolhida
    • Negação do uso da força

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante do sofrimento

    • Descobrir seu valor e sentido
    • Ajuda na realização plena da pessoa
    • Critérios de ação a partir da Palavra
    • Solidariedade divina

DISCERNIMENTO ENTRE OS CAMINHOS DA VIDA E OS CAMINHOS DA MORTE

  • Discernimento diante da morte

    • A redenção
    • A morte e o morrer
    • A morte como o grande momento da vida
    • Cuidados paliativos
    • Rejeição da eutanásia e a obstinação terapêutica
    • Morte humanamente vivida: ortotanásia

AGIR

  • EM DEFESA DA VIDA

A exigência da caridade: uma postura de acolhida e de discernimento diante das ameaças à vida

  • Diante das muitas ameaças à vida humana em nossa sociedade, o primeiro chamado que recebemos é o de acolher gratuitamente o outro, cientes de que esse é o grande mandamento que Cristo nos deixou.

  • Para isso é necessário criar as condições para um correto discernimento sobre qual é a cultura da vida, pois muitas vezes o que nos é apresentado como caminho da vida conduz verdadeiramente à morte.

  • Assim, as ações que brotam da caridade e necessárias para um justo discernimento são aquelas que nos permitem “escolher a vida”.

A exigência da caridade: uma postura de acolhida e de discernimento diante das ameaças à vida

  • Conscientizar e agir para desenvolver a vida

    • Conscientizar através de uma educação afetivo-sexual integral
    • Conscientizar para o valor da família
    • Incentivar a reflexão nos ambientes acadêmicos, científicos e técnicos
    • Atuar junto aos meios de comunicação social

Ações (da comunidade) para defender a vida

  • Acolher a gestante em dificuldade e seu filho.

  • Apoiar os menores em situação de risco .

  • Trabalhar junto às pastorais desenvolvendo a ação em defesa da vida .

A transformação das estruturas visando a uma vida digna para todos

  • As obras de caridade e a defesa da vida

    • As instituições católicas de saúde, educação, assistência à criança e ao idoso, quando bem geridas, são modelos para as instituições estatais. A vivência da caridade, que é um dos pontos fortes dessas instituições, cria condições adequadas para uma assistência aos que estão sofrendo ou em situação de fragilidade.
    • Como todas as demais, elas devem se submeter ao acompanhamento e fiscalização dos órgãos do governo.
    • As ações dessas instituições não devem servir de pretexto para que o Estado se omita em sua função na construção do bem-comum e na prestação de serviços à população.

A transformação das estruturas visando a uma vida digna para todos

  • Políticas públicas, participação política e defesa da vida

    • Lutar por políticas públicas organizadas a partir da valorização da vida, e não morte.

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