Paulo CØzar Pinto Vieira
Redes de Fibra Óptica em meio urbano

Monografia apresentada como requisito parcial para obtençªo do certificado de conclusªo do Curso de Pós- Graduaçªo em InformÆtica pœblica – da Prodabel/Puc- MG rea de concentraçªo Redes de Computadores . Orientadora: Lílian Noronha Nassif Patrocinador: Anal. Paulo Geraldo Sena Guedes Unidade de Redes Metropolitanas - UMI

Belo Horizonte, 18 de dezembro de 2000

Dedico este trabalho aos meus pais que muitos sacrifícios fizeram para que eu concluísse meu curso de graduaçªo em Engenharia Civil.

Este trabalho tem o objetivo de formar opiniªo e buscar a conscientizaçªo da administraçªo pœblica municipal sobre a necessidade de regulamentaçªo, padronizaçªo e normalizaçªo dos serviços e obras de implantaçªo das Redes de fibra óptica nos logradouros pœblicos da cidade de Belo Horizonte. Em igual proporçªo e conteœdo, elabora um estudo das redes e canais pluviais existentes nas ruas e principais avenidas que sªo ideais para a utilizaçªo como meio de fixaçªo de tubulaçıes e dutos para a passagem de cabos de fibra óptica.

O crescimento acelerado e desordenado dos meios de comunicaçªo tem gerado cada vez mais a necessidade de espaço físico para esta infra-estrutura, o qual hoje jÆ se encontra em vias de saturaçªo. Os logradouros pœblicos hoje comportam redes de Ægua, esgoto, energia elØtrica, telefone, TV a cabo, e redes de dados. Existem empresas no município que cobram aluguel para passagem de cabos de empresas que exploram telefonia, TV a cabo etc. Embora sejam os reais proprietÆrios deste espaço físico, os munícipes em nada se beneficiam com a política atual, muito pelo contrÆrio, as tarifas sªo majoradas devido a estes repasses existentes.

O trabalho levanta a questªo da viabilidade da utilizaçªo de galerias pluviais para passagem de cabos de fibra óptica. Faz um levantamento detalhado sobre as bacias hidrogrÆficas de Belo Horizonte e seus córregos canalizados, interligando-os de forma a obter uma ampla rede de canais sob as ruas e principais avenidas as quais, sob este ponto de vista, sªo ideais para a fixaçªo de cabos de fibra óptica. O trabalho mostra tambØm quais os caminhos que as Administraçıes municipais de Sªo Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre estªo seguindo e quais os resultados que elas tŒm alcançado.

Relaçªo de palavras – chave

Fibra óptica Galerias pluviais Córregos Ribeirªo arrudas

Abstract

The objective of this project is to form opinion and get the municipal public administration to be aware of the need for regulation, standardization of the optical fibre network implantation work in the streets of Belo Horizonte. It also makes a study of the existing pluvial canals in the streets and avenues which are ideal for housing pipes and ducts that carry optical fibre cables.

The fast disorderly spreading of the means of communication has required a larger space for such infrastructure, which has already reached saturation point. The roads today carry water pipes, sewage, electric and telephone cables, cable tv and data network. Some companies in the city charge for passing the cables of others that exploit the telephone system of communication, cable television. Although the inhabitants are the real owners of the space, they don’t benefit from the present policy, much on the contrary, they pay increased taxes owning to the negotiation between the companies, double charging the population.

The project presents the proposition whether it would be feasible to use pluvial water galleries for passing optical fibre cable. There is a detailed survey of the watercourses in the city, integrating them in order to obtain a network of the existing pluvial canals underneath the streets and main avenues which are ideal for housing optical fibre cables.This project also shows the steps that the municipal administrations of Sªo Paulo, Rio de Janeiro and Porto Alegre have taken and the results they have achieved.

Key words

Fibra óptica Galerias pluviais Córregos Ribeirªo arrudas

1INTRODUÇÃO 1
2FIBRA ÓPTICA 4
2.4.1MULTIMODO6
2.4.2MONOMODO7
2.4.3VANTAGENS E DESVANTAGENS8
2.5.1MÉTODO DESTRUTIVO (MD)9
2.5.2MÉTODO NÃO DESTRUTIVO (MND)9
2.5.3INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS9
3SITUAÇÃO ATUAL 1

3.3.1REGULAMENTAÇÃO 13 3.4OUTRAS CIDADES BRASILEIRAS14

3.4.1PREFEITURA DE SÃO PAULO14

3.4.2A PREFEITURA DE PORTO ALEGRE 15 3.4.3PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO 16

4PROPOSTA DO TRABALHO 18
4.1.2VANTAGENS19

4.1.1O PROJETO 18 4.2 AS BACIAS20 4.3 BACIA DO RIBEIRO ARRUDAS24

4.3.1CÓRREGO DO RIBEIRÃO ARRUDAS 24

4.3.8CÓRREGO DA AVENIDA PRESIDENTE CARLOS LUZ26
4.3.9CÓRREGO PINTOS26

4.3.2CÓRREGO ACABA MUNDO 25 4.3.3CÓRREGO DA SERRA 25 4.3.4CÓRREGO CÔNEGO PINHEIRO 25 4.3.5CÓRREGO DO LEITÃO 25 4.3.6CÓRREGO PASTINHO 26 4.3.7CÓRREGO DA AVENIDA DO CANAL 26 4.3.10CÓRREGO PITEIRAS 26

4.3.18CÓRREGO CÍCERO IDELFONSO28
4.3.19 CÓRREGO DO BARREIRO28
4.5BACIA DO ISIDORO29

4.3.11CÓRREGO MOINHO 26 4.3.12CÓRREGO DA MATA 27 4.3.13CÓRREGO PETROLINA 27 4.3.14CÓRREGO DO TAQUARIL 27 4.3.15CÓRREGO DO NAVIO 27 4.3.16CÓRREGO DO CARDOSO 27 4.3.17CÓRREGO DO TEJUCO 27 4.4BACIA DO RIBEIRÃO DA ONÇA28 4.4.1CÓRREGO CACHOEIRINHA 29 4.4.2CÓRREGO TAIOBAS 29 4.4.3CÓRREGO DOS COQUEIROS 29 4.4.4CÓRREGO RESSACA 29 4.4.5CÓRREGO SARANDI 29

4.5.1CÓRREGO DO VILARINHO 30

5ANEXOS 34

5.1CABO ÓPTICO ANTI-ROEDOR COM FITA DE AO CORRUGADA34 5.2PROJETO DE PASSAGEM DE CABOS DE FIBRA ÓPTICA EM JUIZ DE FORA - MG36 5.3EQUIPAMENTO PARA ESCAVAO DITCH WITCH 8020T37 5.4DITCH WITCH 8020T38 5.5EQUIPAMENTO PARA MND39 5.6 REFLECTÔMETRO 40 5.7APARELHO PARA FUSO DE FIBRAS ÓPTICAS41 5.8APARELHO PARA CLIVAGEM DE FIBRAS ÓPTICAS42 5.9SECO TRANSVERSAL DA ESCAVAO PARA PASSAGEM DE CABOS REALIZADO COM DITCH WITCH 8020T43

6AGRADECIMENTOS 4

7 CURRÍCULO 45 vii

Figura 1: secçªo do cabo de fibra óptica4
Figura 2 : componentes do cabo de fibra óptica5
Figura 3 : propagaçªo da luz no interior da fibra7
Figura 4: propagaçªo da luz no interior da fibra7
Figura 5 : Mapa da Infovia PROCEMPA – Porto Alegre -RS16
Figura 6 : estrutura da rede de dados corporativa17
Figura 7: mapa das regionais21
Figura 8: mapa de hidrografia e limites regionais2
Tabela 1: componentes do cabo de fibra óptica5
Tabela 2: Tabela dos córregos23

LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS Tabela 3 : Relaçªo de endereços da PBH e córregos correspondentes..............................................30

Capítulo 1

1 INTRODUÇÃO

Podemos afirmar que a grande conquista do sØculo X foi a tecnológica, onde a revoluçªo se deu no campo da informaçªo, do conhecimento e da comunicaçªo. Os sistemas de comunicaçªo, tŒm alcançado grandes transformaçıes em todo o mundo. Tudo começou com a invençªo dos grandes sistemas mecânicos no sØculo XVIII que caracterizou a revoluçªo industrial, logo depois, a partir do sØculo XIX veio a revoluçªo das mÆquinas a vapor e a partir daí a invençªo do telefone, da geraçªo de energia elØtrica, do rÆdio e televisªo que propiciaram uma somatória de conhecimentos que deu origem a todo o sistema que conhecemos hoje e que muito ainda irÆ desenvolver-se. A indœstria da informÆtica surgiu em meados do sØculo X e apesar de ser considerada jovem quando comparada a outros setores, tem experimentado excepcional desenvolvimento. Surgiram os primeiros computadores e as redes começaram a aparecer fruto do próprio desenvolvimento e das crescentes necessidades de informaçıes, mercados, armazenamento de dados e custo de equipamentos. Com a chegada da multimídia houve a necessidade de transmissªo de grandes volumes de dados e os meios de transmissªo ficaram obsoletos. A busca de novos caminhos tornou-se imprescindível. Surgiu a Internet. Neste contexto, podemos dizer que o surgimento e evoluçªo tecnológica da fibra óptica, dos fototransmissores e fotodetetores, alavancam essa nova revoluçªo. Podemos mesmo dizer que, sem ela, nªo teríamos as possibilidades de comunicaçªo hoje existentes pois todas as novas tecnologias usam fibras ópticas como infraestrutura de comunicaçªo e transmissªo de dados. Embora ainda hoje esteja sendo usada basicamente para LAN, as companhias estªo gradativamente substituindo as linhas tradicionais por cabos de fibra óptica. A tendŒncia Ø que no futuro quase a totalidade dos sistemas de comunicaçªo utilizem este tipo de tecnologia.

Vale repetir os dizeres de LuizØte Heckler & Jaqueline Webber em seu trabalho denominado “ FIBRA ÓPTICA” – [23 ]

“ Com a explosiva evolução das comunicações ópticas, motivada pela necessidade de aumento da capacidade de tráfego de voz, vídeo e dados em alta velocidade, constantemente nos deparamos com novos conceitos em tecnologia de fotônica e telecomunicações. Cada vez mais, as fibras ópticas passam para o cotidiano das pessoas. A fibra óptica foi descoberta na década de 70 e utilizada para comunicação somente em 1977 pela GTE e AT&T que quebraram os tabus e usaram cabos ópticos em circuitos telefônicos, dando assim o início a uma nova era.”.

A privatizaçªo do sistema TelebrÆs alavancou de forma significativa o processo de desenvolvimento da infra-estrutura de telecomunicaçıes no Brasil. Esta política para o setor desempenha um papel crucial para este desenvolvimento. O recente processo de privatizaçªo do setor no Brasil envolveu uma privatizaçªo ampla, incluindo os serviços estruturais e a telefonia bÆsica. O grande resultado disso foi a ampla disponibilizaçªo do telefone para todas as classes que de uma forma indireta leva em seu bojo a infra-estrutura para a evoluçªo e a expansªo das tecnologias de informaçªo [ 4 ]. Antes da privatizaçªo, o sistema telefônico no Brasil oferecia serviços caros e de pØssima qualidade, o que restringia de forma significativa a utilizaçªo desse sistema para transmissªo de dados. O grande desenvolvimento da telefonia celular tambØm faz parte deste processo e vem contribuir para o aprimoramento das tecnologias de informaçªo. PorØm, infelizmente, no Brasil nada vem para o benefício social sem que junto dele se pague um alto preço. A utilizaçªo do telefone atingiu as camadas sociais menos favorecidas e ampliou enormemente a capacidade instalada, porØm, ao contrÆrio do que se imaginava, o custo do impulso telefônico, que deveria baixar, estÆ mais caro e isto Ø um grande fator de limitaçªo da utilizaçªo em larga escala. A Internet hoje ainda Ø muito cara, porØm o impulso Ø muito mais. Isso vem demonstrar que o objetivo de todo o desenvolvimento Ø o lucro, porØm o tªo apregoado desafio de completar o processo de construçªo de um sistema de inovaçªo onde a construçªo de uma infra-estrutura informacional passa a ser um componente essencial desse sistema continua esbarrando em dificuldades e limitaçıes impostas pelo chamado custo Brasil.

Com a privatizaçªo do sistema TelebrÆs, novos “players” apareceram no cenÆrio das telecomunicaçıes e, em busca de amealhar novos clientes para os serviços de comunicaçıes, invadiram as ruas repassando fibras ópticas nas principais cidades onde situam-se os promissores clientes.

Nesse contexto, iremos abordar neste trabalho o uso das fibras ópticas no meio urbano e as implicaçıes para implantaçªo dessa infra-estrutura.

Trabalho similar a este, no que se refere ao processo de instalaçªo de fibra, foi realizado por:

RogØrio Melo Gomes, Webert Leite Barbosa e : Luiz Henrique A. Campos, intitulado “Fibra ótica: Projetos de infra-estrutura e fusªo [ 1 ].

A metodologia utilizada neste trabalho abrangeu a coleta de dados atravØs de vÆrias fontes de informaçªo, entre elas:

entrevistas com pessoas ligadas a vÆrias entidades da prefeitura municipal de Belo Horizonte e Æreas afins, como a secretaria municipal de atividades urbanas e outras empresas privadas de telecomunicaçıes; entrevistas com engenheiros ligados a Ærea de urbanizaçªo e construçıes de vias e canais e engenheiros da Ærea de sistemas de informaçıes georeferenciadas da Sudecap e Prodabel; pesquisa de campo, onde foram visitadas vÆrias obras na av. do Contorno, rua Paraíba e av. Afonso Pena. AtravØs das visitas pode-se ver de perto como sªo feitas as escavaçıes, o lançamento dos cabos e as construçıes das caixas de passagem nos passeios e ruas; reuniªo com tØcnicos de empresas sobre os equipamentos, instrumentos, ferramentas utilizadas e mØtodos executivos MND (mØtodo nªo destrutivo) e MD (mØtodo destrutivo); envio de e-mails para diversas empresas pœblicas e privadas como Furukawa, IplanRio (Rio de Janeiro), EMURB( Sªo Paulo), IPUC ( Curitiba).

Estamos vivenciando uma Øpoca de transformaçıes tecnológicas cada vez mais rÆpidas e com inovaçıes constantes. Todos os dias vemos empresas chegando a Belo Horizonte, instalando seus escritórios, implantando suas redes e oferecendo serviços. Estas atividades precisam ser regulamentadas tanto no sentido de ampliaçªo do cadastro da cidade quanto para geraçªo de receitas.

Paralelamente a isso, existe tambØm o fato de que a Prodabel necessita disponibilizar uma rede de alta velocidade (rede de fibra óptica) com o menor custo possível de implantaçªo. VÆrios estudos foram realizados com custo benefício bastante acima do desejÆvel. Portanto este trabalho vem fornecer uma alternativa viÆvel para a soluçªo deste problema.

A motivaçªo para realizaçªo deste trabalho vem do fato de que a Sudecap possui um amplo cadastro dos córregos e galerias da cidade de Belo Horizonte .

Capítulo 2

2 FIBRA ÓPTICA

2.1 O QUE É FIBRA ÓPTICA.

É uma tecnologia em que a luz Ø utilizada para transporte de informaçªo digital atravØs de uma mídia feita de pequenos fios de vidro, onde cada qual determina um caminho para os raios de luz que transportam o sinal. [23] [1]

2.2 COMPONENTES DA FIBRA ÓPTICA

Um cabo de fibra ótica consiste de um agrupamento de fios de vidro ( ou plÆstico),sendo que cada um Ø capaz de transmitir mensagens moduladas atravØs de ondas de luz. A transmissªo em fibra óptica Ø realizada pelo envio de um sinal de luz codificado, dentro do domínio de freqüŒncia do infra- vermelho (10 elevado a 12 Hz)

Figura 1: secção do cabo de fibra óptica

A fibra Ø um elemento simples de transmissªo óptica, caracterizado por um nœcleo, por onde a luz Ø transmitida, uma casca por onde a luz Ø confinada no interior do nœcleo e o revestimento primÆrio. A obtençªo deste confinamento Ø feita atravØs da diferença de índices de refraçªo entre a casca e o nœcleo. O nœcleo Ø composto de um material dielØtrico, podendo ser plÆstico ou vidro, com diâmetro comparÆvel a um fio de cabelo e tem a forma de um filamento cilíndrico e Ø revestida por um material com baixo índice de refraçªo.

Este revestimento plÆstico lhe garante proteçªo mecânica contra o ambiente externo, e o conjunto se torna muito eficiente, pois a luz fica muito bem armazenada dentro dela.

Figura 2 : componentes do cabo de fibra óptica

A tabela 1 apresenta os componentes de fibra óptica, a funçªo de cada um e o material normalmente utilizado.[ 23]

Tabela 1: componentes do cabo de fibra óptica

Buffer Protege a fibra do desgaste externoNylon, Mylar, Aço, Fibra de, vidro, PlÆstico

RevestimentoPrimÆrioForça de traçªo. ContØm e protege os

Elemento CentralSustentaçªo do cabo buffers

Aramid, Fio Teflon de LSOH,PVC,

Preenchimento PrimÆrioPrevine a entrada de umidade, ÆguaGel, Water Block Tape

Blindagem Proteçªo contra roedores. Resiste a "esmagamento" Fita de Aço Corrugado

2.3 VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS FIBRAS ÓPTICAS

As fibras ópticas apresentam muitas vantagens em relaçªo aos meios físicos tradicionais, que descreveremos a seguir :

Os dados podem ser transportados digitalmente.

Por ter volume e peso muito inferior ao dos cabos convencionais em cobre, os cabos ópticos sªo muito mais fÆceis de manusear e transportar, facilitando sua instalaçªo. Essas características sªo muito importantes em ambientes sobrecarregados com muitos dutos jÆ instalados, como Ø o caso de passeios e ruas.

Os cabos de fibra óptica possuem largura de banda muito maior que os cabos de metal. Isto significa que eles podem transportar maior quantidade de dados em um mesmo período de tempo.

Devido à baixa atenuaçªo, os cabos ópticos tŒm uma capacidade de transmissªo muito superior à dos sistemas em cabos metÆlicos e por isso os sistemas de comunicaçıes por fibras ópticas podem transmitir sinais a distâncias muito maiores. Com a tecnologia de amplificadores ópticos, Ø possível uma transmissªo interurbana por centenas de quilômetros de distância sem estaçıes intermediÆrias, aumentando a confiabilidade do sistema, diminuindo o investimento inicial e as despesas de manutençªo.

As fibras ópticas, por serem feitas de material dielØtrico, sªo totalmente imunes a ruídos e interferŒncias eletromagnØticas, como as causadas por descargas elØtricas e instalaçıes de alta tensªo, o que constitui uma grande vantagem na implantaçªo de sistemas de transmissªo confiÆveis.

Devido à nªo interferŒncia entre cabos, nªo existe a necessidade de blindagens como nos cabos metÆlicos, proporcionando grande reduçªo no custo principalmente nas transmissıes em alta freqüŒncia.

As fibras ópticas porØm possuem vÆrias desvantagens, dentre a quais podemos citar instalaçªo cara, maior fragilidade que os cabos metÆlicos, junçªo de fibras( principalmente em ligaçıes multiponto) e tambØm o fato de nªo aceitar dobras.

2.4 CATEGORIAS DAS FIBRAS ÓPTICAS A fibra óptica Ø dividida em duas categorias : multimodo e monomodo. 2.4.1 MULTIMODO

Sua capacidade de transmissªo Ø limitada pela dispersªo modal, que reflete os diferentes tempos de propagaçªo da onda luminosa. Para atenuaçªo desse fenômeno, essas fibras sªo construídas com um índice de refraçªo gradual. A taxa de transmissªo neste tipo de fibra Ø de 400 MHz/ km em mØdia.

Figura 3 : propagação da luz no interior da fibra 2.4.2 MONOMODO nœcleo

casca

Figura 4: propagação da luz no interior da fibra

Possuem grande capacidade de transmissªo pois sªo insensíveis à dispersªo modal. Devido a esta característica, esta fibra pode atingir taxas de transmissªo na ordem de 100 GHz/Km.

A fibra monomodal possui a vantagem de transportar sinais por distâncias maiores e em velocidades mais altas, porØm Ø mais cara e mais difícil de instalar. A fibra monomodal, sendo mais fina do que a fibra multimodal, Ø mais difícil de manusear. Os cabos de fibra óptica multimodais sªo mais utilizados nas redes locais e em Campi universitÆrios.

Os cabos de fibra óptica sªo determinados conforme a sua aplicaçªo, podendo ser utilizados para cabos submarinos de transmissªo a longas distâncias, controle de aviıes, instrumentaçªo conexªo entre computadores e perifØricos, comunicaçªo por cabo para redes ferroviÆrias e elØtricas e comunicaçªo em televisªo a cabo.

Estªo sendo usados em quase todas as cidades do Brasil para interligaçªo de circuitos de telefonia interurbanos e conexıes de redes locais ( LANs e WANs) em aplicaçıes como:

• Redes para controle de distribuiçªo de energia elØtrica;

• Redes de distribuiçªo de sinais de radiodifusªo e televisªo;

• Redes de transmissªo de dados;

• Redes de estœdios, cabos de câmeras de televisªo;

• Redes industriais, em monitoraçªo e controle de processos;

• Redes de comunicaçªo em ferrovias e metrôs;

• Transmissªo de sinais de processamento de dados de computador para computador, e de computador para terminais;

• Interligaçªo de circuitos dentro de equipamentos;

• Aplicaçıes de controle em geral ( fÆbricas, maquinarias);

• Em veículos motorizados, aeronaves, trens e navios.

2.5 REDES DE CABOS DE FIBRA ÓPTICA.

A passagem das fibras ópticas Ø feita atravØs de redes de dutos, que sªo redes de tubulaçıes em PVC corrugados, geralmente com diâmetro de 100 m. Sªo lançados sob os passeios, sob os acostamentos das estradas, sob o asfalto das ruas e tambØm nas pontes, viadutos e dentro de galerias pluviais. TŒm o objetivo de abrigar os cabos de fibra óptica. Em meio urbano sªo geralmente executadas nos passeios com derivaçıes em caixas de passagem.

2.5.1 MÉTODO DESTRUTIVO (MD)

É o mØtodo no qual se quebra e recompıe o passeio após os serviços executados. Os serviços compıem-se de demoliçªo dos passeios, escavaçªo de valas que variam de trinta a cinqüenta centímetros de largura e aproximadamente setenta centímetros de profundidade, lançamento do tubo PVC, envelopamento em concreto e colocaçªo de fita indicativa de presença de cabo óptico com o nome da empresa proprietÆria sobre o duto. Este procedimento visa servir de aviso quando forem realizados serviços de escavaçªo no local.

Para escavaçıes em locais com menos interferŒncias como estradas ou bairros da periferia pode se utilizar o Ditch Witch 8020 T que Ø um equipamento apropriado para escavaçıes de pequena largura. Com este equipamento pode-se escavar valas de 5 centímetros de largura por 1,20 metro de profundidade. Este equipamento proporciona tambØm alta produtividade.

2.5.2 MÉTODO NÃO DESTRUTIVO (MND)

Este mØtodo Ø assim denominado porque nªo hÆ a necessidade de destruiçªo do meio físico de implantaçªo da rede. Para este serviço um dos equipamentos disponíveis no mercado Ø o Navigator, fabricado pela empresa Ditch Witch. Seu custo hoje estÆ por volta de R$ 50.0,0. Consiste em um equipamento com uma haste inclinada que injeta Ægua sob pressªo no solo. Esta haste, ao penetrar no solo, forma um pequeno ângulo com a horizontal e executa um furo sob o pavimento de modo que os cabos de fibra óptica sªo passados sem demoliçıes. A vantagem desse mØtodo se deve ao fato do mesmo oferecer uma ótima produtividade em locais apropriados com poucas interferŒncias como estradas e bairros de periferia.

Podemos citar como suas principais desvantagens o alto custo dos equipamentos e serviços, utilizar Ægua para perfuraçªo o que implica em ter reservatório para circulaçªo, nªo poder ser usado em locais de trânsito intenso e nªo ser apropriado para demoliçıes de concreto e assemelhados.

A seguir, estªo descritos os principais instrumentos utilizados na composiçªo de uma rede de fibra óptica. [ 12]

Peça colocada a cada extremidade do cabo e que tem a capacidade para dois pares de fibra óptica.

Conjunto de trŒs bandejas a ser colocada na extremidade do cabo e que tem a capacidade para vinte e quatro fibras por bandeja, Ø colocada no final de lance da bobina.

Sªo construídas a cada 300 m de extensªo em funçªo do comprimento do cabo na bobina.

Clivador de precisªo que serve para efetuar a clivagem da fibra. É um instrumento de alta precisªo que realiza o corte da fibra segundo um ângulo determinado.

FSM-30 S OU 40 S FURUKAWA OU SIMILAR MÆquina de fusªo. Serve para efetuar a emenda da fibra por fusªo.

REFLECTÔMETRO ÓPTICO– MW9070B

Instrumento óptico de medida que serve para verificar a qualidade da fusªo, cuja perda mÆxima admissível Ø de 0,10 dB, ou de acordo com a determinaçªo da contratante.

2.6 PROCESSO DE FUSÃO DA FIBRA ÓPTICA.

A fusªo da fibra óptica passa por diversos processos, sendo eles: preparaçªo dos cabos, preparaçªo da emenda, preparaçªo da fibra, execuçªo da emenda e fechamento da emenda.

Capítulo 3

3 SITUAÇÃO ATUAL

3.1 AS EMPRESAS QUE ATUAM NA CIDADE DE BH– CADASTRADAS

Existem hoje cadastradas na SMAU – PBH (Secretaria Municipal de Atividades Urbanas) quatorze empresas que estªo construindo redes nas vias pœblicas. Sªo elas : [14] [15] [16][17]

Empresa de Infovias; Telemar; Vesper; Telemig celular; Maxitel; Embratel; Intelig; Promon / Netstream ; Metrored; Engeredes; Impsat; Net; Cemig; Copasa; Sudecap.

Para aumentar este quadro, estªo em vias de cadastramento vÆrias outras dentre as quais podemos citar Diveo, Barramar, Nextel e tambØm as empresas candidatas da telefonia móvel (Banda C).

Essas quatorze empresas cadastradas estªo implantando suas redes de fibra óptica basicamente nos passeios, de forma desordenada e utilizando o espaço físico disponível.

A Cemig consorciou-se à Empresa de Infovias [ 13] e estÆ lançando uma rede capilar de tubos

PVC preto corrugado de 100mm de diâmetro nos passeios em torno de cada quarteirªo da regiªo central e bairros próximos ao centro e posteriormente passando os cabos de fibra óptica. Os serviços compıem-se de demoliçªo dos passeios, escavaçªo de valas, lançamento dos tubos, envelopamento em concreto e colocaçªo de fita indicativa da existŒncia de fibra óptica no local. Estªo sendo construídas caixas de passagem nas esquinas dos quarteirıes e interligando-as na rede subterrânea existente a qual estÆ implantada na pista a aproximadamente trŒs metros do meio fio. O projeto visa fornecer transmissªo de dados, Internet e TV a cabo para o mercado corporativo e domØstico.

A Embratel por sua vez lançou 31 Km de redes de fibra óptica, construindo nos passeios um anel central para atendimento corporativo com derivaçıes para clientes em potencial.Algumas empresas estªo tentando fugir aos encargos futuros impostos pela legislaçªo e nªo se cadastraram na SMAU. Muitas vezes, quando do lançamento de sua rede, tentam utilizar o nome de empresas jÆ cadastradas.

3.2 OS ESPAÇOS FÍSICOS DISPONÍVEIS

É necessÆrio estabelecer-se norma para utilizaçªo do espaço físico dos logradouros. Atualmente as empresas utilizam os logradouros da seguinte forma:

• COPASA – REDES DE ESGOTO; Sªo construídas na pista, distando aproximadamente 1,50 metros do meio fio.

• COPASA – REDES DE `GUA Sªo construídas nos passeios, podendo esporadicamente se localizarem sob o asfalto.

• CEMIG – REDES SUBTERR´NEAS Sªo construídas na pista a aproximadamente 3,0 metros do meio fio.

• CEMIG - POSTEAMENTO Sªo construídos no passeio entre 30cm e 50 cm do meio fio.

• SUDECAP – REDES DE GUAS PLUVIAIS. Sªo construídas no eixo das ruas e avenidas.

Normalmente utilizam os postes da CEMIG, podendo tambØm serem construídas redes subterrâneas, dependendo da disponibilidade de postes no local.

• OUTRAS EMPRESAS Nªo existe critØrio definido.

Nas rodovias e linhas de transmissªo as empresas estªo lançando seus cabos de fibra óptica no acostamento e para isso fazem contratos milionÆrios com empresas do governo ou empresas concessionÆrias. O Governo Federal pretende criar normas para este serviço, visando diminuir o custo dos pedÆgios nas rodovias privatizadas.

3.3 A REGULAMENTAÇÃO DO PROCESSO PELA PBH

A PBH, atravØs da Secretaria Municipal de Atividades Urbanas (SMAU), após o cadastramento das empresas, emite alvarÆ, fiscaliza e acompanha os trabalhos de implantaçªo das redes de fibra óptica e tem se empenhado para proceder a cobrança de preço pœblico pelo uso das vias pœblicas e obras de arte do município.

A regulamentaçªo hoje existente na PBH para esse fim Ø feita pelo Decreto n.” 10.317 que Ø apresentado a seguir.

“ Decreto n.” 10.317 de 28 de julho de 2000

Dispıe sobre a cobrança de preço pœblico pelo uso das vias pœblicas e obras de arte do Município para as finalidades que especifica.[ 5 ]

O Prefeito de Belo Horizonte, no uso de suas atribuiçıes legais, nos termos do disposto no inciso X do art. 12, no art. 31 e nos incisos VII e XVI do art. 108. Da lei Orgânica do município no art. 40 da Lei n.” 5641, de 2 de dezembro de 1989, e na lei n.” 7.165, de 27 de agosto de 1996.

Art.1.” - Fica instituído o preço pœblico pela utilizaçªo das vias pœblicas, inclusive do espaço aØreo e do subsolo e das obras de arte de domínio municipal, para implantaçªo, instalaçªo e passagem de equipamentos urbanos destinados à prestaçªo de serviços de infra-estrutura por entidades de direito pœblico e privado.

§ 1.” - Os Serviços de infra- estrutura de que trata este Decreto sªo:

I. - distribuiçªo de energia elØtrica e iluminaçªo pœblica; I. - telefonia convencional fixa; I. - telecomunicaçıes em geral; IV. - saneamento ( Ægua e esgoto); V. - urbanizaçªo ( drenagem pluvial); VI. - limpeza urbana; VII. - duovias ( distribuiçªo de gÆs, petróleo e derivados e produtos químicos).

§ 2.” - Os equipamentos urbanos destinados à prestaçªo dos referidos serviços de infra- estrutura incluem dutos/condutos integrantes de redes aØreas e subterrâneas , armÆrios, gabinetes, cabines, containers, caixas de passagem, antenas, telefones pœblicos, dentre outros. ”

Art. 4” - O preço pœblico de que trata o art. 1” deste Decreto serÆ de:

I - 1 (uma) UFIR por metro linear, por mŒs, no caso de dutos/condutos;

I - 150 (cento e cinqüenta ) UFIR por metro quadrado de Ærea de projeçªo da instalaçªo, por mŒs, no caso de armÆrios, cabines, gabinetes, containers, caixas de passagem, telefone pœblico ( cabine e orelhªo), antenas, e congŒneres.

ParÆgrafo œnico - os valores estabelecidos neste artigo serªo reduzidos em 90% ( noventa por cento) quando se tratar de equipamentos urbanos destinados à prestaçªo dos serviços de infra-estrutura relacionados nos incisos I,IV,V,VI e VII do art. 1” deste Decreto.

3.4 OUTRAS CIDADES BRASILEIRAS

Apesar do esforço para obtençªo das informaçıes a respeito de legislaçªo sobre os serviços de lançamento de fibras ópticas nas cidades de Sªo Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, pouco retorno obteve-se dos órgªos responsÆveis nas respectivas cidades. Apresentaremos a seguir as informaçıes pœblicas obtidas e o estado atual das respectivas redes metropolitanas.

3.4.1 PREFEITURA DE SÃO PAULO.

A Prefeitura Municipal de Sªo Paulo criou um projeto de lei visando a fixaçªo e cobrança de imposto pela ocupaçªo de espaço de solo urbano para utilizaçªo de postes de energia elØtrica e iluminaçªo pœblica nas vias pœblicas. O preço Ø cobrado por m† de Ærea de poste implantado.[21]

Abaixo apresentamos a ementa do projeto de lei Nœmero : 00419 Ano : 1999 : CAMARA Publicaçªo : 26/08/1999 –Folha 29, que trata sobre esse assunto. Ementa:

“Permite ao poder executivo municipal fixar e cobrar o preço publico pela ocupaçªo de espaço de solo urbano pelo sistema de posteamento de rede de energia elØtrica e de iluminaçªo publica, de propriedade da Eletropaulo e da outras providencias”.

Esta medida pode tambØm ser tomada pela PBH pois Ø justa e de direito do município. Toda vez que a PBH realiza obra e necessita remanejamento de postes, envia solicitaçªo à CEMIG para orçamentaçªo dos serviços necessÆrios e paga antecipadamente. Na maioria das vezes esta empresa nªo atende as solicitaçıes em tempo hÆbil, gerando atrasos no cronograma e obras inacabadas. Isto demonstra que, o município, sendo o real proprietÆrio da Ærea pœblica:

― paga quando necessita realizar obras para o bem pœblico, ― Ø mal atendido quando solicita serviços em seu próprio domínio, ― nªo cobra aluguel para utilizaçªo do mesmo por terceiros.

Cogita-se atØ na cobrança de lucro cessante quando alguns troncos necessitam de paralisaçªo por algum período para a realizaçªo de obras.

3.4.2 A PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

DE PORTO ALEGRE criou a INFOVIA PROCEMPA – Rede Inteligente de Multiserviços, e recebeu autorizaçªo da ANATEL para atuar no campo das telecomunicaçıes, cujo objetivo Ø proporcionar às empresas a transmissªo simultânea de um grande volume de dados, voz e imagens com qualidade e confiabilidade. É um projeto de rede de cabos de fibras ópticas com aproximadamente 5 km de extensªo que formarÆ um anel óptico redundante oferecendo serviços vinte e quatro horas por dia. [ 19]

Durante o processo de pesquisa desta monografia foram enviadas algumas solicitaçıes via emails para a PROCEMPA e para a Prefeitura de Porto Alegre, mas nªo foram respondidas as questıes:

Que empresa regulamenta estes serviços ?

Existe alguma lei municipal que autoriza a prefeitura de Porto Alegre a cobrar imposto sobre este serviço?

Quantas empresas particulares estªo lançando cabos de fibra ótica nos passeios e ruas? EstÆ sendo utilizado algum outro meio físico ?

Onde estÆ sendo implantada a INFOVIA PROCEMPA? nos passeios ou postes de energia elØtrica?

Quanto à regulamentaçªo, alvarÆs e impostos das empresas particulares que estªo lançando redes nos passeios, nenhuma informaçªo foi disponibilizada.

A figura n.” 5 apresenta o mapeamento da Infovia na cidade de Porto Alegre.

Figura 5 : Mapa da Infovia PROCEMPA – Porto Alegre -RS 3.4.3 PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

O Órgªo da Prefeitura responsÆvel pela InformÆtica Pœblica no Rio de Janeiro Ø o IplanRio. Parque tecnológico: [20]

No coraçªo desta nova estrutura estÆ o servidor corporativo ( um mainframe), uma mÆquina de mœltiplas unidades funcionais capaz de controlar, simultaneamente, cerca de 1.500 processos por segundo. Dentro deste servidor estªo todas as informaçıes corporativas da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Infra-estrutura de Rede:

Para prover a conectividade entre os diversos órgªos da Prefeitura da Cidade do Rio de

Janeiro (PCRJ), Ø mantida uma rede de dados corporativa que integra atualmente cerca de 90 redes de computadores, interligando aproximadamente 5.0 computadores. Para tal sªo configurados e gerenciados mais de 200 dispositivos de rede, entre roteadores, comutadores, concentradores e servidores de acesso.

O coraçªo dessa estrutura de conectividade estÆ instalado no Centro de Processamento de

Dados da IplanRio, sendo composto por trŒs equipamentos principais: dois comutadores roteadores dedicados à integraçªo de todo o Complexo Administrativo, e um roteador dedicado à conexªo das cerca de 40 redes remotas, todos interligados por um anel de fibra óptica. A figura a seguir ilustra essa estrutura.

Figura 6 : estrutura da rede de dados corporativa

Quanto à regulamentaçªo, alvarÆs e impostos das empresas particulares que estªo lançando redes nos passeios, nenhuma informaçªo foi conseguida.

Capítulo 4

4 Proposta do Trabalho

É viÆvel a utilizaçªo de galerias pluviais para passagem de cabos de fibra Óptica ?

Para responder essa pergunta, o trabalho apontou as vantagens e desvantagens dessa proposiçªo bem como apresentou soluçıes para as derivaçıes entre canais pluviais e os prØdios da Prefeitura. Um estudo abrangente foi realizado para descrever as vias pluviais que atingem toda a cidade.

A viabilidade da proposiçªo prevŒ a utilizaçªo dos componentes abaixo citados. • galerias dos córregos para lançamento de cabos de fibra óptica;

• redes transversais coletoras das bocas de lobo para as derivaçıes;

• poços de visitas (PVs) para acesso às galerias ( implantaçªo e manutençªo);

• bocas de lobo para saída para o passeio;

• caixas de emenda nos passeios;

Este trabalho nªo apresenta um projeto bÆsico, mas lança as bases e a infra-estrutura para propiciar, de forma clara e segura, todas as condiçıes e os caminhos atravØs dos córregos e seus afluentes, de forma que atravØs deles, se possa proceder o lançamento de uma rede bÆsica, contemplando toda a cidade. Este procedimento demandaria economia racional de materiais e mªode- obra devido à exclusªo das escavaçıes, reaterros, recomposiçıes de asfalto, envelopamentos em concreto, desvios e interrupçıes no trÆfego, poluiçªo auditiva e visual.

O trabalho procura tambØm mostrar como atingir os principais pontos para uma rede de alta velocidade que atende à PBH e que sªo considerados pontos estratØgicos:

Av. Alvares Cabral, 200; Av. Afonso Pena,1.212;

Rua Tupis, 149, Av. Afonso Pena , 500, - PBH 500; v. .Afonso Pena, 40 -PBH 4.0; SMED; SUDECAP; SMSA; PRODABEL; BHTRANS; Administraçıes Regionais ( 8 unidades).

Este projeto se justifica, pois evita escavaçıes generalizadas nas pistas e passeios, reduzindo o custo de lançamento dos cabos e agilizando os serviços. Outra vantagem Ø a visªo de futuro pois sabe-se que o espaço físico disponível estÆ cada vez menor devido à grande concentraçªo de empresas que hoje utilizam os passeios pœblicos e as ruas. É preciso abrir espaço para as empresas que chegarªo ao mercado de Belo Horizonte, e tambØm para aquelas que em um futuro próximo necessitarªo de expandir suas redes.

Existe tambØm a facilidade de acesso e de execuçªo, a segurança contra imprevistos durante escavaçıes nas obras pœblicas, proteçªo às interferŒncias, fÆcil manutençªo e fixaçªo. Por ser um canal aberto, o Ribeirªo Arrudas se torna a linha mestra para o lançamento imediato, se necessÆrio, de atØ 2 km de redes podendo a partir dele interligar toda a cidade.

O custo de implantaçªo de um metro linear de rede de tubo PVC pelo mØtodo destrutivo para o lançamento de cabos de fibra óptica envolveria as seguintes etapas:

Demoliçªo do passeioR$ 2,25
Escavaçªo de valaR$ 7,1
Lançamento do tubo PVC (mªo de obra)R$ 2,47
Remoçªo do entulhoR$ 0,56
Reaterro da valaR$ 7,1
Recomposiçªo do passeioR$ 6,91

Lançamento de concreto (envelopamento). R$ 18,90 Total /metro linear R$ 45,31

Fonte: Tabela mensal de preço unitÆrio - Sudecap (setembro/2000)

O custo de implantaçªo de 320 m de rede pelo mØtodo nªo destrutivo orçado pela

PRODABEL foi de R$ 10.0,0, o que representa um custo mØdio de R$ 312,50 por metro linear de rede ( este preço inclui o cabo de fibra óptica, que nªo estÆ contemplado na opçªo anterior. Considerando que o custo do metro linear de cabo com 36 pares de fibras Ø de aproximadamente R$ 10,0, e que o custo de lançamento desses cabos esteja na faixa de R$ 5,0 temos entªo um custo comparativo aproximado de R$ 297,50 por metro linear ).

O custo estimado para lançamento por dentro das galerias seria:

Considerando que dois homens bem treinados com salÆrios de $1.0,0/mŒs lançariam 10,0 metros por dia, teremos:

R$2.0,0/10x24 diasR$ 0,84
Considerando os encargos sociais 130%R$ 1,09
Peças de fixaçªo(braçadeiras)R$ 3,0
EquipamentosR$2,0
Total /metro linearR$ 6,93

Pode-se portanto notar pelas estimativas de custos acima descritas, que a passagem das fibras ópticas nas galerias apresenta custo favorÆvel se compararmos as trŒs opçıes:

MØtodo nªo destrutivo - R$ 297,50 MØtodo destrutivo - R$ 45,31 Lançamento no interior de galerias - R$ 6,93

Podemos citar como desvantagens para a utilizaçªo dos canais pluviais para repasse de fibras ópticas os seguintes fatores:

Ataque de roedores: para resolver este problema foi lançado o Cabo Óptico Anti- roedores com fita de Aço Corrugada, [ver anexo 1]que possui uma proteçªo especial; Estado de conservaçªo das galerias. Este trabalho nªo levarÆ em consideraçªo este fato, o qual deverÆ ser verificado no período de elaboraçªo do projeto; Dificuldade de manutençªo no período das chuvas.

4.2 AS BACIAS

A fim de propor o uso das galerias pluviais para estabelecer a infra-estrutura de redes de fibra óptica, Ø importante entender como se compıem as bacias hidrogrÆficas da cidade.

21 Figura 7:

2 Figura 8:

Tabela 2: Tabela dos córregos

N.” Córregos N.” Córregos

1-CÓRREGO DO VILARINHO14-CÓRREGO PINTOS 2-CÓRREGO DO ISIDORO15-CÓRREGO PITEIRAS 3-CÓRREGO SARANDI16-CÓRREGO MOINHO 4-CÓRREGO RESSACA17-CÓRREGO DA MATA 5-CÓRREGO DOS COQUEIROS18-CÓRREGO PETROLINA 6-CÓRREGO TAIOBAS19-CÓRREGO DO TAQUARIL 7-CÓRREGO CACHOEIRINHA20-CÓRREGO DO NAVIO 8-CÓRREGO PASTINHO21-CÓRREGO DO CARDOSO

9-CÓRREGO DO R.ARRUDAS22-CÓRREGO DA AV.PRES.CARLOS LUZ

10-CÓRREGO ACABA MUNDO23-CÓRREGO DA AV.DO CANAL 1-CÓRREGO DA SERRA24-CÓRREGO DO TEJUCO 12-CÓRREGO CONEGO PINHEIRO25-CÓRREGO CCERO IDELFONSO 13-CÓRREGO DO LEITO26-CÓRREGO DO BARREIRO

Belo Horizonte estÆ dividida em trŒs principais bacias que sªo: bacia do Ribeirªo do Isidoro; bacia do Onça; bacia do Ribeirªo Arrudas.

As duas principais sªo a bacia do Onça e a do ribeirªo do Arrudas por se localizarem em Æreas de maior densidade populacional e comercial.

A bacia do Arrudas, se encontra ao sul da cidade e a do Onça ao norte e a bacia do Isidoro no extremo norte. Muitos ribeirıes pertencentes a essas bacias estªo canalizados com galerias pluviais de concreto armado e se forem combinados de forma apropriada poderªo servir de guia para o lançamento de uma ampla e ramificada rede de fibras ópticas que podem contemplar quase todos os grandes bairros da cidade. As galerias pluviais cobertas sªo dotadas de poços de visita (PVs) que variam basicamente em funçªo da sua declividade e da mudança de direçªo e sªo de vital importância para inspeçªo e manutençªo das redes pluviais.

Esta acessibilidade faz com que o custo final de lançamento de cabos de fibra óptica seja minimizado.

4.3 BACIA DO RIBEIRÃO ARRUDAS 4.3.1 CÓRREGO DO RIBEIRÃO ARRUDAS

Com aproximadamente 2 km de extensªo, Ø um dos mais importantes cursos d’Ægua da cidade de Belo Horizonte. Na entrada do município recebe a contribuiçªo dos córregos gua Branca e JatobÆ, e desÆgua no Rio das Velhas no município de SabarÆ. Por ser uma canalizaçªo aberta, Ø um caminho preferencial para lançamento de cabos de fibra óptica e devido à sua abrangŒncia se encontra em posiçªo estratØgica, pois em sua bacia se encontram importantes afluentes para os quais pode-se derivar troncos de rede que contemplem os principais bairros da cidade, o hipercentro e quase todas as regiıes administrativas.

O trecho compreendido entre o córrego gua Branca e o córrego Piteiras pode servir de base para as seguintes bairros: Gameleira, Padre EustÆquio, Coraçªo Eucarístico, Nova Suíça, Nova Gameleira, Salgado filho, Nova Cintra, Betânia e Vista Alegre.

O canal possui duas vigas longitudinais que servem de berços para vigas transversais ao longo de todo o córrego. Estas longitudinais sªo bastante apropriadas para o lançamento de tubos PVC que servirªo de condutores para fibra óptica, segundo sugestªo do Eng.” JosØ Roberto Borges Champs, da Sudecap.

Pelo lançamento de cabos atravØs do ribeirªo Arrudas, pode–se atingir a quase todas as regiıes da cidade, pois possui diversos afluentes que podem ser utilizados para esse fim. Apresentamos a seguir os córregos que compıem o ribeirªo Arrudas e como os mesmos podem ser utilizados para passagem dos cabeamentos.

Percorrendo-o no sentido de jusante para montante a partir do ribeirªo Arrudas, passando pelo interior do Parque Municipal atinge-se a av. Afonso Pena na altura da rua Carandaí. A partir desse ponto o córrego segue pela rua Rio Grande do Norte sob a mesma, entra na rua Paraíba, vai em direçªo a av. Nossa Senhora do Carmo atØ a entrada da av. Uruguai. Este Córrego pode ser utilizado para interligar o tronco principal de fibra óptica do canal do córrego Arrudas ao hipercentro, Bairro Sion e bairros vizinhos. PorØm merece estudo quanto a inundaçıes neste trecho.

Na altura da av. do Contorno, o córrego Acaba Mundo recebe a contribuiçªo dos seguintes córregos: Gentios, córrego da rua Odilon Braga, córrego da av. Francisco Deslandes. Estes córregos jÆ canalizados dªo acesso aos bairros Carmo, Cruzeiro, Anchieta e Mangabeiras.

Este Córrego, ao desaguar no ribeirªo Arrudas na confluŒncia da av. dos Andradas com rua

Maranhªo, pode servir como derivaçªo para lançamento de cabos para atendimento desde o bairro Santa EfigŒnia – próximo a praça Floriano Peixoto atØ o bairro Sªo Lucas, Serra e Mangabeiras, passando pela rua Maranhªo, Grªo ParÆ, av. do Contorno, Rua do Ouro onde se deriva nos córregos, Bolina, Mangabeiras e outros adentrando o bairro Serra.

4.3.4 CÓRREGO CÔNEGO PINHEIRO

Estes córregos afluentes do ribeirªo Arrudas passam sob a avenida Mem de SÆ, podendo atender ao bairro Santa EfigŒnia e Paraíso.

4.3.5 CÓRREGO DO LEITÃO

Sua ligaçªo com o ribeirªo Arrudas se dÆ na intercessªo da rua Mato Grosso com av. do

Contorno, entrando à esquerda na Rua dos Tupis, depois à direita na rua Belchior, entrando na rua Sªo Paulo atØ a rua M. Heliodora e depois rua Curitiba, Marília de Dirceu, av. Prudente de Morais (cruzando com av. do Contorno) atØ a barragem Santa Lœcia. Este tronco pode fazer a interligaçªo entre os bairros Barro Preto, Centro, Lourdes, Santo Antônio, Cidade Jardim, Coraçªo de Jesus Vila Paris, Santa Lœcia, Sªo Bento.

A ligaçªo deste córrego com o ribeirªo Arrudas se dÆ sob o viaduto Castelo Branco no início da Av. Pedro I.

A passagem de fibra óptica no interior deste canal dÆ acesso aos bairros Carlos Prates,

Bonfim, Pedro I, Padre EustÆquio e Monsenhor Messias. Ao entrar na rua Evaristo Barbi no bairro Padre EustÆquio, recebe a contribuiçªo do córrego ParÆ de Minas.

4.3.7 CÓRREGO DA AVENIDA DO CANAL

Sendo afluente do córrego Pastinho, pode ser feita derivaçªo dele para atender o bairro Caiçaras e Adelaide.

4.3.8 CÓRREGO DA AVENIDA PRESIDENTE CARLOS LUZ

Sendo afluente do córrego Pastinho, este canal Ø muito importante para o projeto porque passa pela av. Carlos Luz na qual estÆ localizada a PRODABEL porØm sua canalizaçªo Ø em rede tubular de concreto, com pequeno diâmetro, dificultando o acesso internamente.

Sua ligaçªo com o Arrudas se dÆ próximo a confluŒncia da av. Teresa Cristina com av. do

Contorno, passando sob a av. Francisco SÆ, atravessando a av. Amazonas, av. AndrØ Cavalcante e praça Leonardo Gutierrez, seguindo atØ a av. MarquŒs de ValŒncia. Seu percurso beneficia os bairros Barro Preto, Prado e Gutierrez.

Encontra o ribeirªo Arrudas sob a av. Silva Lobo e por ela segue desviando-se na av. Barªo

Homem de Melo atØ próximo da praça do Ensino. Seu percurso canalizado abrange os seguintes bairros: Calafate, Nova Suíça, Barroca Nova Granada, Jardim AmØrica, Nova Barroca e Estoril.

4.3.1 CÓRREGO MOINHO

Afluente do córrego Piteiras, estÆ localizado sob a av. Silva Lobo. Passa pelos bairros Barroca, Grajaœ e Nova Granada.

4.3.12 CÓRREGO DA MATA

Fazendo parte do bacia do ribeirªo Arrudas, este córrego encontra se com o mesmo no Horto na junçªo das avenidas Silviano Brandªo com Andradas. Propicia acesso aos bairros Horto, ColØgio Batista, Sagrada Família e Lagoinha. Seu percurso Ø sob a av. Silviano Brandªo.

Este córrego Ø muito importante por fazer a interligaçªo com os bairros: Bairro da Graça,

Nova Floresta e Cidade Nova. O córrego da av. Cristiano Machado entre a av. Silviano Brandªo e o Minas Shopping ainda nªo estÆ vistoriado podendo ou nªo servir de guia . Neste trecho a sugestªo Ø que a rede deva seguir sob o passeio ou canteiro central ou utilizar o posteamento.

DesÆgua no córrego da Mata e faz a interligaçªo dos bairros, Sagrada Família e Instituto Agronômico.

4.3.14 CÓRREGO DO TAQUARIL

Localizado sob a rua Jequitinhonha, Ø um afluente do ribeirªo Arrudas e atende os bairros Vera Cruz e Saudade.

4.3.15 CÓRREGO DO NAVIO

Afluente do Arrudas, estÆ situado sob a av. BelØm no bairro Vera Cruz. Atende tambØm aos bairros Esplanada, PompØia e Saudade;

4.3.16 CÓRREGO DO CARDOSO

Afluente do ribeirªo Arrudas, estÆ situado sob a avenida Mem de SÆ. DÆ acesso aos bairros Paraíso, Santa IfigŒnia e Novo Sªo Lucas.

4.3.17 CÓRREGO DO TEJUCO

Afluente do ribeirªo Arrudas. EstÆ localizado sob a Via Expressa e serve como guia para os bairros Padre EustÆquio, Minas Brasil, Coraçªo Eucarístico, Gameleira, Joªo Pinheiro. Pode atender a PUC MINAS.

Sendo afluente do córrego do Tejuco, serve para interligaçªo dos bairros Joªo Pinheiro, Dom Cabral, Dom Bosco e Califórnia.

4.3.19 CÓRREGO DO BARREIRO.

Afluente do ribeirªo Arrudas, estÆ localizado sob a av. Sinfrônio Brochado. Beneficia o Barreiro e Santa Helena.

4.4 BACIA DO RIBEIRÃO DA ONÇA

Ligação entre a Bacia do Ribeirão Arrudas com o Ribeirão do Onça.

Como jÆ mencionado, existe um divisor natural entre essas duas bacias que faz com que a continuidade de acesso atravØs dos córregos seja interrompida.

Para solucionar este problema o trabalho elabora uma anÆlise de como poderia ser feita a interligaçªo destas duas regiıes, ou seja, qual a melhor maneira de interligar as duas bacias de forma que o lançamento de cabos se dŒ de forma contínua, ou de forma mais contínua possível. Ao ser analisado o córrego Pastinho, verificou-se que o córrego da av. Presidente Carlos Luz, que Ø seu afluente e estÆ localizado bem próximo ao córrego Cachoeirinha, tem sua canalizaçªo feita em tubos de concreto, o que dificulta bastante a trabalhabilidade dentro do mesmo . Este œltimo se encontra sob a avenida de mesmo nome que se estende atØ próximo ao trevo do CemitØrio da Paz.

Daí se pode fazer duas derivaçıes que sªo:

1) Seguir pelo passeio da av. Carlos Luz, encontrando os bairros Caiçara, Alto dos Caiçaras e SumarØ. Em seguida, pelo Anel RodoviÆrio, alcançar o bairro Sªo Francisco. Continuando pela av. Carlos Luz e chegando atØ o Campus da UFMG, bairro Ouro Preto e praça Alfredo Camata, atØ a Lagoa da Pampulha. Neste momento destacam-se dois pontos importantes que sªo: Prodabel e UFMG.

2) Seguir pela avenida AmØrico Vespœcio, pelo passeio atØ encontrar o córrego Cachoeirinha, beneficiando os bairros Aparecida, Ermelinda e Cachoeirinha. Na av. Antônio Carlos, o córrego passa sob a av. Bernardo Vasconcelos encontrando os bairros Renascença, Ipiranga e Palmares. Por dentro do canal do córrego Cachoeirinha chega-se ao ribeirªo do Onça que pode levar à Lagoa da Pampulha e ao bairro Tupi.

Continuando a anÆlise do córrego Pastinho, sob a av. Pedro I, o mesmo se interliga com o córrego ParÆ de Minas, que Ø afluente do córrego Taiobas, que desÆgua na lagoa da Pampulha.

Apresentamos a seguir, os córregos que compıem o ribeirªo do Onça e como os mesmos podem ser utilizados para a passagem dos cabeamentos.

4.4.1 CÓRREGO CACHOEIRINHA

Este córrego Ø de grande importância para o trabalho em virtude de que atravØs dele se faz a comunicaçªo entre as bacias do Arrudas com a bacia do Onça. Canalizado a partir do cemitØrio da

Esta Ø a terceira bacia que faz parte do município de Belo Horizonte. O ribeirªo Isidoro nªo

Ø canalizado e tambØm, assim como os outros dois, desÆgua no Rio das Velhas. Por se tratar de uma regiªo pouco desenvolvida, nªo assume um papel de importância atual. A grande desvantagem desta bacia Ø que nªo existe interligaçªo possível com córregos canalizados da bacia do Onça. As opçıes sªo estender a rede pela av. Cristiano Machado a partir do Minas Shopping ou entªo seguir pela av. Antônio Carlos, que tambØm nªo possuí canalizaçªo sob a mesma.

4.5.1 CÓRREGO DO VILARINHO

Canal utilizÆvel, situado sob a av. Vilarinho e que pode fazer a ligaçªo com a regiªo de

Venda Nova. PorØm os cabos deveriam vir pela av. Antônio Carlos ou av. Cristiano Machado. Este canal interliga os bairros Minas Caixa, Venda Nova, Europa, Letícia, Sªo Paulo e os bairros próximos à av. Civilizaçªo. Pode ser usado como passagem de cabos de fibra óptica, porØm nªo existe uma interligaçªo entre os córregos que vŒm da bacia do ribeirªo Arrudas.

4.6 A PREFEITURA DE BELO HORIZONTE

Neste tópico o trabalho elabora um estudo de como se pode interligar da melhor forma possível atravØs das canalizaçıes dos córregos, todos os endereços da Administraçªo Direta e Indireta da Prefeitura de Belo Horizonte.[18]

Tabela 3 : Relação de endereços da PBH e córregos correspondentes. ENDEREO ORGO TIPO CÓRREGO OBS

AV. AF. PENA,1212GP,GVP,

ASSCS,AM,Cerimoni al,PGM,AGM SMFA,SMGO diretaAcaba Mundo

AV. AF. PENA,4000SMAU,SMIC,SMMAdiretaAcaba Mundo

R.ALV.CABRAL 200 SMAB,SMES,SMFA,

SMAD,SMACON direta Acaba Mundo

AV. AF. PENA,2336SMSAdiretaAcaba Mundo R. TUPIS,149SMDSdiretaAcaba Mundo R. TUPIS,38CGMdiretaAcaba Mundo R.CARANGOLA,288 SMED direta Acaba Mundo

R.AIM ORÉS,981 BELOTUR indireta Serra Get.varg./Contorno

R.PARACATU,214 BEPREM indireta Arrudas AV. CARLOS GOULART.BHTRANSindiretaPiteirasAtØ a Silva Lobo AV.ANDRADAS,367 SMC direta Arrudas AV.CONTORNO,5454SUDECAPindiretaAcaba MundoAtØ AV. Contorno AV.CONTORNO,6664 URBEL indireta Acaba Mundo Sudecap/Avenida AV.P.CARLOS LUZ PRODABEL indireta AV.C.os Luz AV.EUG.RICALDONI SLU Indireta Tejuco R.TEM.GARRO,118 SLU Indireta Serra AV.J.BONIFACIO,S/N”. HOB Indireta Cachoeirinha AtØ AV.Ant.Carlos. AV.OT..NEG.LIMA,8000FZB-BHIndiretaMesmo da ARP. AV.OT..NEG.LIMA,2220 ARP Adm.Reg ARP/Avenida.

R.A.AND.CAMARA,100ARNAdm.Reg-Sem córrego

R.PE.P.PINTO,1055 ARVN Adm.Reg. Vilarinho R.QUELUZITO,45ARNEAdm.RegCachoeirinhaAtØ o Minas Shopp. AV.D.PEDRO I,307 ARNO Adm.Reg Pastinho R. 28 SETEMB,138ARLAdm.RegNavio AV.AF.PENA,1500 ARCS Adm.Reg Acaba Mundo AV.SILVA LOBO,1280 ARO Adm.Reg Piteiras R.DES.RIB.LUZ,29 ARB Adm.Reg Barreiro

4.7 CONCLUSÃO

O objetivo inicial que o trabalho propôs realizar foi apresentar informaçıes œteis que pudessem orientar a PBH no sentido de tirar o melhor proveito possível tanto no tocante a normas e padronizaçıes jÆ implantados em outras cidades, buscando a regulamentaçªo e geraçªo de receita para o município, como tambØm apresentar uma soluçªo economicamente viÆvel para a implantaçªo de uma rede de fibra óptica abrangente e que utilizasse as canalizaçıes existentes. Acredito que pouco ainda tem-se desenvolvido no Brasil e atØ mesmo no exterior sobre este assunto, jÆ que as redes de fibra óptica estªo apenas começando a ser amplamente utilizadas no mundo. PorØm, após chegar aos trabalhos finais, constatei que minha proposiçªo Ø viÆvel, pois recebi aprovaçªo e muitas sugestıes de vÆrias pessoas ligadas à Ærea de canalizaçıes na Sudecap. É claro que algumas ressalvas surgiram. Por exemplo: O córrego da Serra, em alguns trechos necessita de uma avaliaçªo mais aprofundada sobre suas condiçıes de utilizaçªo, pois sofre com inundaçıes constantes e seu estado de conservaçªo nªo estÆ muito bom. O mesmo pode-se afirmar do córrego da Av. Prudente de Morais e o córrego da Av. Uruguai. No geral, porØm, a maioria dos córregos estªo em condiçıes de utilizaçªo. Quanto ao dimensionamento dos canais, podemos afirmar que os mesmos foram calculados para trabalhar no mÆximo com 90% de sua capacidade e que poderia ser perfeitamente viÆvel a utilizaçªo do teto das galerias para fixaçªo de cabos de fibra óptica. Entretanto, após tomar conselhos com vÆrias pessoas da Ærea, passei a ter a opiniªo que nªo se deveria usar nenhum tipo de calha ou tubulaçıes para passagem dos cabos pois estes poderiam servir de obstÆculo à passagem da Ægua e tambØm do entulho que vem com as chuvas o qual poderia arrancÆ-las, danificando a rede de fibra óptica. A fixaçªo deveria ser feita diretamente no concreto atravØs de braçadeiras.

Dadas as limitaçıes orçamentÆrias atuais, podemos afirmar que os custos de implantaçªo de redes por dentro das galerias Ø um grande incentivo a este procedimento e como a tendŒncia atual Ø o crescimento das redes de fibra ópticas isto pode se transformar em um bom investimento para o município. Acredito que, este trabalho poderÆ vir a servir de orientaçªo para trabalhos futuros visando a implantaçªo de uma rede de alta velocidade, multimídia e que vÆ interligar todas a regiıes administrativas e suas regionais de Belo Horizonte, levando a rede mundial, a intranet e extranet a todas as secretarias da administraçªo municipal . A partir deste lançamento, a PBH poderÆ tambØm interligar todas as escolas municipais, todos os centros de saœde e todos os estabelecimentos municipais. Como geraçªo de receita, a PBH poderÆ cobrar aluguel do espaço físico das galerias disponíveis. A Segunda conclusªo a que este trabalho alcançou Ø que a PBH deveria seguir os passos da Prefeitura de Sªo Paulo, criando uma lei que permita ao poder executivo municipal fixar e cobrar o preço pœblico pela ocupaçªo de espaço de solo urbano pelo sistema de posteamento de rede de energia elØtrica e de iluminaçªo pœblica. AtravØs deste procedimento, a PBH darÆ um passo no sentido de “normalizar” a utilizaçªo dos logradouros pœblicos de forma racional, caminhando para resolver um problema que no futuro poderÆ se tornar crítico e desde jÆ se beneficiando com a grande demanda por comunicaçªo de dados que o nosso sØculo contempla, trazendo em seu bojo muitos benefícios para a InformÆtica Pœblica.

Referências Bibliográficas

Ótica: Projetos de infra-estrutura e fusão. Belo Horizonte: IETEC, 2000. 13p.
(Monografia, Pós- graduaçªo "Lato Sensu").

[ 1 ] CAMPOS, Luiz Henrique A, GOMES, RogØrio Melo, BARBOSA, Webert Leite. Fibra [ 2 ] CONTERATO, Luís SØrgio. Curso Fibras Ópticas. Belo Horizonte: IETEC, 1997.

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5 ANEXOS 5.1 CABO ÓPTICO ANTI-ROEDOR COM FITA DE AÇO CORRUGADA

Os cabos ópticos TELCON proporcionam excelente performance de transmissªo. Este cabo foi produzido com uma proteçªo externa especial contra roedores.

Aplicaçªo.

Instalaçªo em duto ou subduto, podendo ser utilizado em instalaçıes aØreas espinado; Sistemas de comunicaçªo óptica; Operam nas faixas de comprimento de onda de operaçªo de 850 nm, 1310 nm ou 1550 nm.; Regiıes aonde existam ataques biológicos (Roedores, Fungos, TØrmitas ou Cupins).

Características Excelente performance óptica e mecânica;

Nœcleo geleado; Cabo dielØtrico;

Cabos constituídos por 2, 6 ou 12 fibras ópticas por tubo loose; CONSTRUÇÃO

5.2 PROJETO DE PASSAGEM DE CABOS DE FIBRA ÓPTICA EM JUIZ DE FORA - MG

37 5.3 EQUIPAMENTO PARA ESCAVAÇÃO DITCH WITCH 8020T

39 5.5 EQUIPAMENTO PARA MND

40 5.6 REFLECTÔMETRO

41 5.7 APARELHO PARA FUSÃO DE FIBRAS ÓPTICAS

42 5.8 APARELHO PARA CLIVAGEM DE FIBRAS ÓPTICAS

5.9 SECÇÃO TRANSVERSAL DA ESCAVAÇÃO PARA PASSAGEM DE CABOS REALIZADO COM DITCH WITCH 8020T

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