Projeto de Eixo

Projeto de Eixo

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Figura 4.1 – Chaveta Longitudinal

• Chavetas Embutidas

Essas chavetas tem os extremos arredondados. O rasgo para seu alojamento no eixo possui o mesmo comprimento da chaveta. As chavetas embutidas nunca tem cabeça.

Figura 4.12 – Chaveta Longitudinal

São formadas por um par de cunhas, colocados em cada rasgo. São sempre utilizados duas chavetas, e o rasgo são posicionados a 120º. Transmitem fortes cargas e são utilizadas, sobretudo, quando o eixo está submetido a mudança de carga ou golpes.

Figura 4.13 – Chaveta Longitudinal

São aplicadas em união de peças que transmitem movimentos rotativos e retilíneos alternativos.

Figura 4.14 – Chaveta Longitudinal

Quando as chavetas transversais são empregadas em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união se submete à montagem e desmontagem freqüentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15.

Figura 4.15 – Chaveta Longitudinal

Essas chavetas tem as faces paralelas, portanto, não tem inclinação. A transmissão do movimento é feita pelo ajuste de suas faces laterais as laterais do rasgo da chaveta. Fica uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo do elemento conduzido.

Figura 4.16 – Chaveta Longitudinal

As chavetas paralelas não possuem cabeça. Quanto à forma de seus extremos, eles podem ser retos ou arredondados. Podem, ainda, ter parafusos para fixar a chaveta ao eixo.

Figura 4.17 – Chaveta Longitudinal Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff)

É uma variante da chaveta paralela. Recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular.

É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar à conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 4.18 – Chaveta Longitudinal

4.3 Mancal

Mancal é um suporte de apoio de eixos e rolamentos que são elementos girantes de maquinas.

Os mancais classificam-se em duas categorias: mancais de deslizamento e mancais de rolamento.

Mancais de deslizamento - são concavidades nas quais as pontas de um eixo se apóiam.

Por exemplo, na figura seguinte, as duas concavidades existentes nos blocos onde as pontas de um eixo se apóiam são mancais de deslizamento.

figura 4.19 – Mancal de Deslizamento

Mancais de rolamento - São aqueles que comportam esferas ou rolos nos quais o eixo se apoia. Quando o eixo gira, as esferas ou rolos também giram confinados dentro do mancal. Por exemplo, se colocarmos esferas ou rolos inseridos entre um eixo e um bloco, conforme figura ao lado, o eixo rolará sobre as esferas ou rolos.

Figura 4.20 – Mancal de Rolamento

4.4 Rolamento

Os rolamentos podem ser de diversos tipos: Fixo de uma carreira de esferas, de contato angular de uma carreira de esferas, autocompensador de esferas, de rolo cilíndrico, autocompensador de uma carreira de rolos, autocompensador de duas carreiras de rolos, de rolos cônicos, axial de esfera, axial autocompensador de rolos, de agulha e com proteção.

Os rolamentos projetados para suportar cargas que atuam na direção do eixo são chamados de rolamentos axiais.

Muitos tipos de rolamento radiais são capazes de suportar, também, cargas combinadas, isto é, cargas radiais e axiais.

4.4.1 Aplicação de rolamentos

O arranjo de rolamentos, num elemento de máquina, pode ser feito de vários modos. É comum usar dois rolamentos espaçados a uma certa distância. Estes rolamentos podem ser alojados numa mesma caixa ou em duas caixas separadas, sendo a escolha feita com base no projeto da máquina e na viabilidade de empregar caixas menos onerosas.

A maioria das caixas padronizadas é construída para alojar um rolamento.

Também são fabricadas caixas padronizadas para dois rolamentos, embora em menor quantidade.

figura 4.21 – Caixas para rolamento

Em certos tipos de máquina, os rolamentos são montados diretamente no corpo delas.

Os redutores são um exemplo. Em tais casos, o fabricante da máquina deve projetar e produzir tampas e porcas, bem como projetar o sistema de vedação e de lubrificação.

figura 4.2 – Lubrificação de rolamentos

4.4.2 Tipos de rolamentos

É mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.

Sua capacidade de ajustagem angular é limitada. É necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa.

.Figura 4.23 – Rolamento de uma carreira de esferas em corte e Dimensões de acordo com o catálogo SKF

Admite cargas axiais somente em um sentido e deve sempre ser montado contra outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário.

Figura 4.24 – Rolamento de Contato Angular

• Rolamento autocompensador de esferas É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo, o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular, ou seja, de compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.

figura 4.25 - Rolamento autocompensador de esferas

• Rolamento de rolo cilíndrico É apropriado para cargas radiais elevadas. Seus componentes são separáveis, o que facilita a montagem e desmontagem.

figura 4.26 - Rolamento de rolo cilíndrico

• Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade para suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento.

Figura 4.27 - Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos • Rolamento autocompensador de duas carreiras de rolos

É um rolamento adequado aos mais pesados serviços. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.

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