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Instalações internas para uso alternativo dos gases GN e GLP - Projeto e execução

Origem: Projeto 09:402.01-004:1999 ABNT/CB-09 - Comitê Brasileiro de Combustíveis (Exclusive Nucleares)

CE-09:402.01 - Comissão de Estudo de Instalações Internas de Gases Combustíveis

NBR 14570 - Internal gas instalations for alternative use - Project and execution Descriptors: NG. LPG. Instalation Válida a partir de 29.09.2000

Palavras-chave: GN. GLP. Instalação 23 páginas

Sumário Prefácio

0 Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Requisitos gerais 5 Requisitos específicos ANEXOS Exemplo de rede de distribuição interna em prumada individual Exemplo de rede de distribuição interna em prumada coletiva Potência nominal dos aparelhos de utilização A Fator de simultaneidade B Cuidados com a tubulação C Exemplos de dimensionamento

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

Para que uma instalação interna para uso alternativo dos gases GN e GLP seja considerada de acordo com esta Norma é necessário que atenda a todas as exigências e recomendações nela constantes e não apenas parte ou itens dela.

Esta Norma contémo s anexos A,B ,C ,D ,E e F, de caráter informativo. Introdução

Recomenda-se que os requisitos gerais desta Norma sejam adequados pela autoridade competente à legislação específica local.

1O bjetivo

Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para o projeto e a execução das instalações internas de gás destinadas a operar com gás natural (GN) ou com gás liquefeito de petróleo (GLP) na fase vapor, com pressão de trabalho máxima de 150 kPa (1,53 kgf/cm2).

Esta Norma se aplica a todas as instalações prediais de gás que possam ser abastecidas tanto por canalização de rua como por uma central de gás, sendo o gás conduzido até os pontos de utilização, através de um sistema de tubulações. Os aparelhos de utilização de gás devem estar adaptados ao uso do gás a ser disponibilizado na unidade consumidora.

Esta Norma não se aplica a:

a) instalações constituídas de um só aparelho de utilização, diretamente ligado, através de tubo flexível, a um único recipiente com capacidade volumétrica inferior a 32 L (0,032 m3); b) instalações quando o gás for utilizado exclusivamente em processos industriais;

A não ser que seja especificado de outra forma, pela autoridade competente, não há intenção de que as prescrições desta Norma sejam aplicadas às instalações, equipamentos ou estruturas que já existiam ou tiveram sua construção e instalação aprovadas anteriormente à data de publicação desta Norma. Excluem-se os casos em que a situação existente envolva um claro risco à vida ou às propriedades adjacentes.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 5419:1993 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas NBR 5580:1993 - Tubos de aço carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns de condução de fluidos NBR 5883:1982 - Solda branda NBR 5590:1995 - Tubos de aço-carbono com requisitos de qualidade para condução de fluidos NBR 6925:1995 - Conexões de ferro fundido maleável de classes 150 e 300, com rosca NPT para tubulação NBR 6943:2000 - Conexões de ferro fundido maleável, com rosca NBR NM-ISO 7-1, para tubulações NBR 7541:1982 - Tubo de cobre sem costura para refrigeração e ar condicionado NBR 11720:1994 - Conexões para unir tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar NBR 12727:1993 - Medidor de gás tipo diafragma para instalações residenciais - Dimensões NBR 12912:1993 - Rosca NPT para tubos - Dimensões NBR 13103:1994 - Adequação de ambientes residenciais para instalação de aparelhos que utilizam gás combustível NBR 13127:1994 - Medidor de gás tipo diafragma para instalações residenciais - Especificação NBR 13128:1994 - Medidor de gás tipo diafragma para instalações residenciais - Método de Ensaio NBR 13206:1994 - Tubos de cobre leve, médio e pesado para condução de água e outros fluidos NBR 13523:1995 - Central predial de gás liquefeito de petróleo - Procedimento NBR 13932:1997 - Instalações internas de gás liquefeito de petróleo (GLP) - Projeto e execução NBR 14177:1998 - Tubo flexível metálico para instalações domésticas de gás combustível

NBR NM-ISO 7-1:2000 - Rosca para tubos onde a junta de vedação sob pressão é feita pela rosca - Parte 1: Dimensões, tolerâncias e designação

ANSI/ASME B 16.3:1999 - Malleable iron threaded fittings ANSI/ASME B 16.5:1996 - Pipe flanges & flanged fittings ANSI/ASME B 16.9:1993 - Factory-made wrought steel buttwelding fittings

3 Definições Para os efeitos desta Norma aplicam-se as seguintes definições:

3.1 abrigo de medidores: Construção destinada à proteção de um ou mais medidores com seus complementos.

3.2 autoridade competente: Órgão, repartição pública ou privada, pessoa jurídica ou física investida de autoridade pela legislação vigente, para examinar, aprovar, autorizar ou fiscalizar as instalações de gás, baseada em legislação específica local. Na ausência de legislação específica, a autoridade competente é a própria entidade pública ou privada que projeta e/ou executa a instalação predial de gás.

3.3 baixa pressão: Toda pressão abaixo de 5 kPa (0,05 kgf/cm2). 3.4 capacidade volumétrica: Capacidade total em volume de água que o recipiente pode comportar.

3.5 central de gás: Área devidamente delimitada que contém os recipientes transportáveis ou estacionário(s) e acessórios, destinados ao armazenamento de GLP para consumo da própria instalação, conforme descrito na NBR 13523.

3.6 consumidor: Pessoa física ou jurídica responsável pelo consumo do gás.

3.7 distribuidora: Entidade pública ou particular responsável pelo fornecimento, abastecimento, distribuição e venda de gás canalizado.

3.8 densidade relativa do gás: Relação entre a densidade absoluta do gás e a densidade absoluta do ar seco, na mesma pressão e temperatura.

3.9 economia: É a propriedade, servindo de habitação ou ocupação para qualquer finalidade, podendo ser utilizada independentemente das demais.

3.10 fator de simultaneidade (F): Relação percentual entre a potência verificada praticamente, com que trabalha simul- taneamente um grupo de aparelhos, servidos por um determinado trecho de tubulação, e a soma da capacidade máxima de consumo desses mesmos aparelhos.

3.1 gás liquefeito de petróleo (GLP): Produto constituído de hidrocarbonetos com três ou quatro átomos de carbono (propano, propeno, butano, buteno), podendo apresentar-se em mistura entre si e com pequenas frações de outros hidrocarbonetos.

3.12 gás natural (GN): Hidrocarbonetos combustíveis gasosos, essencialmente metano, cuja produção pode ser associada ou não na produção de petróleo.

3.13 instalação interna: Conjunto detubulações, medidores, reguladores, registros e aparelhos de utilização de gás, com os necessários complementos, e destinados à condução e ao uso do gás no interior de uma edificação.

3.14 média pressão: Pressão compreendida entre 5 kPa (0,05 kg/cm2) e 400 kPa (4,08 kgf/cm2). 3.15 medidor: Aparelho destinado à medição do consumo de gás. 3.16 medidor coletivo: Aparelho destinado à medição do consumo total de gás de um conjunto de economias. 3.17 medidor individual: Medidor que indica o consumo de uma só economia. 3.18 perda de carga: Perda de pressão do gás, devido a atritos ao longo da tubulação e acessórios. 3.19 perda de carga localizada: Perdade pressão do gás devido a atritos nos acessórios. 3.20 ponto de utilização: Extremidadeda tubulação destinada a receber os aparelhos de utilização de gás. 3.21 ponto de instalação: Extremidadeda tubulação interna destinada a receber o medidor. 3.2 potência adotada (A): Potênciautilizada para o dimensionamento do trecho em questão.

3.23 potência computada (C): Somatório das potências máximas dos aparelhos de utilização de gás, que potencialmente podem ser instalados a jusante do trecho.

3.24 potência nominal do aparelho de utilização a gás: Quantidade de calor, contida no combustível, consumida na unidade de tempo, pelo aparelho de utilização de gás, com todos os queimadores acesos e devidamente regulados com os registros totalmente abertos.

3.25 prumada: Tubulação constituinte da rede de distribuição interna (embutida ou aparente, inclusive externa a edificação), que conduz o gás para um ou mais pavimentos.

3.25.1 prumada individual: Prumada que abastece uma única economia. 3.25.2 prumada coletiva: Prumada que abastece um grupo de economias sobrepostas.

3.26 queda máxima de pressão: Queda de pressão admissível causada pela soma da perda de carga nas tubulações e acessórios e pela variação de pressão com o desnível, devido à densidade relativa do gás.

3.27 redes - Classificação quanto à localização na edificação (ver figuras dos anexos A e B)

3.27.1 rede de distribuição interna: Conjunto de tubulações e acessórios situada dentro do limite da propriedade dos consumidores, após o regulador de pressão de primeiro estágio ou estágio único, para GLP, e após o regulador de pressão e na inexistência do mesmo após o limite de propriedade dos consumidores, para GN.

3.27.2 rede de alimentação: Trecho de tubulação que antecede a rede de distribuição interna, interligando-a com a fonte de abastecimento que pode ser a rede de rua ou de central de gás.

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