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§ Afastamento Lateral do Bordo: a distância livre existente entre o bordo da faixa de trânsito ou da porção transitável do acostamento e um obstáculo físico;

§ Largura do Canteiro Central: a largura do espaço (ou do dispositivo de separação física) das pistas, no caso de pista dupla, medido entre os bordos das faixas internas, incluindo, por definição, as larguras dos acostamentos internos.

2.3.3 Classes de projetos

As normas do DNER estabelecem 5 classes técnicas para o projeto de rodovias rurais integrantes da rede nacional, quais sejam:

§ Classe 0 (zero) ou Especial, que corresponde ao melhor padrão técnico, com características técnicas mais exigentes, sendo sua adoção feita por critérios de ordem administrativa; trata-se de projeto de rodovia em pista dupla, com separação física entre as pistas, interseções em níveis distintos e controle total de acessos, com características de Via Expressa;

§ Classe I (um), que é subdividida nas classes IA e IB; a Classe IA corresponde a projeto de rodovia com pista dupla, admitindo interseções no mesmo nível e com controle parcial de acessos, sendo a definição por esta classe feita com base em estudos de capacidade de rodovias; a Classe IB corresponde a projeto de rodovia em pista simples, sendo indicada para os casos em que a demanda a atender é superior a 200 vph ou superior a 1.400 vpd, mas não suficiente para justificar a adoção de classes de projeto superiores;

§ Classe I (dois), que corresponde a projeto de rodovia em pista simples, cuja adoção é recomendada quando a demanda a atender é de 700 vpd a 1.400 vpd;

§ Classe I (três), que corresponde a projeto de rodovia em pista simples, sendo recomendada para o projeto de rodovias com demanda entre 300 vpd e 700 vpd;

§ Classe IV (quatro), que é a classe de projeto mais pobre, correspondendo a projeto de rodovia em pista simples, sendo subdividida nas classes IVA e IVB; a Classe IVA tem sua adoção recomendada para os casos em que a demanda, na data de abertura da rodovia ao tráfego, situa-se entre 50 vpd e 200 vpd, sendo a Classe IVB reservada aos casos em que essa demanda resulte inferior a 50 vpd.

As classes de projeto, os respectivos critérios de classificação técnica e as velocidades diretrizes recomendadas para o projeto de rodovias novas, para as diferentes condições de relevo da região atravessada, estão resumidos na tabela 2.2.

TABELA 2.2 – CLASSES DE PROJETO PARA NOVOS TRAÇADOS DE RODOVIAS EM ÁREAS RURAIS - DNER

VELOCIDADE DE PROJETO (km/h) CLASSES DE

CARACTERÍSTICAS CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA(1) Plano Ondulado Montanhoso

A Pista Dupla

(Controle Parcial de Acessos) O projeto em pista simples resultaria em Níveis de Serviço

B Pista Simples Volume de Tráfego projetado: > 200 vph ou > 1.400 vpd.

I Pista Simples Volume de Tráfego projetado: 700 vpd a 1.400 vpd. 100 70 50

I Pista Simples Volume de Tráfego projetado: 300 vpd a 700 vpd. 80 60 40

A Pista Simples Tráfego na data de abertura:

50 vpd a 200 vpd. IV

B Pista Simples Tráfego na data de abertura: < 50 vpd.

OBSERVAÇÕES:Os Volumes de Tráfego indicados são bidirecionais e referem-se a veículos mistos; os volumes projetados são os previstos para o
fim dos dez primeiros anos de operação da viaConceito e critérios para o Nível de Serviço: vide o “Highway capacity manual” (TRB, 1994).

Os valores limites e recomendados para as características técnicas, no projeto de uma rodovia nova, considerando as classes de projeto e respectivas velocidades diretrizes, de acordo com as Normas e Instruções vigentes no DNER, foram atualizadas pelo Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999) e estão discriminados na tabela 2.3 adiante.

Além dessas Normas correspondentes aos casos de projetos de rodovias novas, o DNER estabeleceu também Normas admissíveis para os casos de melhoramentos em rodovias já existentes, que são, em princípio, um pouco menos restritivas que as anteriores.

Para tanto, foram introduzidas novas classes de projeto, aplicáveis aos casos de melhoramentos de rodovias existentes, que foram denominadas M-0, M-I, M-I, M-II e M-IV, que correspondem, respectivamente, às classes de Melhoramentos para as rodovias de Classe 0, Classe I, Classe I, Classe II e Classe IV.

A fixação de parâmetros mínimos ou recomendáveis diferenciados para as características técnicas de projetos de reabilitação ou de melhoramentos de rodovias já existentes tem como objetivo principal balizar o melhoramento das condições técnicas das rodovias com investimentos adicionais relativamente pequenos, pois pressupõem viabilizar o máximo aproveitamento das pistas e das plataformas existentes (DNER, 1999, p. 171).

TABELA 2.3 – CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS PARA O PROJETO DE RODOVIAS NOVAS

CLASSE 0 CLASSE I CLASSE I CLASSE II CLASSE IV A CLASSE IV B DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS

TÉCNICAS Unida de Plano Ond. Mont Plano Ond. Mont Plano Ond. Mont Plano Ond. Mont Plano Ond. Mont Plano Ond. Mont

Distância de Visibilidade de Parada: - Mínimo Desejável

- Mínimo Absoluto m

Rampa Máxima: - Máximo Desejável

Valor de K para Curvas Verticais Convexas: - Mínimo Desejável

Valor de K para Curvas Verticais Côncavas: - Mínimo Desejável

Largura da Faixa de Trânsito:

- Mínimo Desejável - Mínimo Absoluto m

Largura do Acostamento Externo: - Mínimo Desejável

- Mínimo Absoluto m

Largura do Acostamento Interno: - Pistas de 2 faixas m m

Somente para a Classe IA; Aplicam-se os mesmos valores Indicados para a Classe 0. -

Gabarito Vertical (altura livre)

- Mínimo Desejável - Mínimo Absoluto m

Afastamento Mínimo do Bordo do Acostamento: - Obstáculos Contínuos

- Obstáculos Isolados m

Largura do Canteiro Central: - Largura Desejável m m

Na tabela 2.4 estão discriminados os valores máximos e mínimos estabelecidos pelas normas admissíveis para os projetos rodoviários que visam ao melhoramento de estradas existentes, de acordo com o DNER.

TABELA 2.4 – NORMAS ADMISSÍVEIS PARA O MELHORAMENTO DE ESTRADAS EXISTENTES

REGIÃO M-0 M-I M-I M-II/IV

Velocidade diretriz

(km/h)

Plano Ondulado Montanhoso

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