Campos Elétricos e Magnéticos - Norma ABNT

Campos Elétricos e Magnéticos - Norma ABNT

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5.5Público em geral

O público em geral é constituído por pessoas de todas as faixas etárias e condições distintas de saúde. Na maioria dos casos, este público não tem consciência de sua exposição aos campos elétricos e magnéticos. Assim, adota-se valores de referência mais conservadores em relação à população ocupacional.

O valor de referência para o público em geral corresponde a campos com densidades de corrente inferiores a 2 mA/m2, adotando-se um fator de segurança igual a 50.

6Níveis de Referência

Na tabela 1 estão mostrados os níveis de referência para campo elétrico e magnético que atendem às condições básicas.

Tabela 1: Níveis de referência de exposição a campos elétricos e magnéticos

Freqüência50 Hz60 Hz

CampoElétrico (kV / m)Magnético (µT)Elétrico (kV / m)Magnético (µT)

7 Medição de campos magnéticos alternados 7.1 Especificações dos instrumentos

Os vários tipos de instrumentos disponíveis para caracterizar campos magnéticos quase-estáticos são descritos em B.1. Os instrumentos devem estar acompanhados de informação adequada incluindo suas especificações e manual de instrução claramente redigidos, para habilitar os usuários a determinar a conformidade desta Norma, ajudando-os a operar corretamente o medidor de campo, e para avaliar a utilidade de aplicação do dispositivo para o usuário. Procedimentos de operações complexas devem ser evitados. As especificações que devem ser fornecidas e/ou satisfeitas são dadas abaixo.

NOTA – Instrumentos que não obedecem às especificações abaixo podem ser usados se demonstrado que, dentro das condições em que os mesmos forem utilizados, os resultados obtidos não sejam significantemente diferentes. Por exemplo, para um medidor com um detector de média retificada, com ou sem um estágio integrador, pode ser mostrado que as harmônicas no campo são desprezíveis se o instrumento for calibrado na freqüência fundamental do campo.

7.1.1 Incerteza dos instrumentos (Exatidão)

O sistema de medição para campos magnéticos alternados deve indicar o valor eficaz do campo magnético uniforme, com uma incerteza menor que 10% da leitura mais 20 nT, para mais ou para menos, após os fatores de correção terem sido aplicados, se for apropriado.

NOTA 1 – A incerteza de um instrumento é determinada por várias componentes, como incerteza da calibração, variação da eletrônica com a temperatura, estabilidade e fontes de ruído externo. A incerteza acima é associada com o projeto e o funcionamento de um medidor de densidade de fluxo magnético em um campo praticamente uniforme. O valor 10% refere-se à incerteza durante a calibração na faixa de freqüência especificada e inclui aquelas no valor da densidade do fluxo magnético e as adicionais do processo de calibração (ver 7.2). O fator de cobertura vale 2. A inclusão de 20 nT antecipa as incertezas instrumentais durante a calibração da escala mais sensível e quando os campos da ordem de 0,1

Tµ são medidos.

NOTA 2 – Outras fontes da incerteza de medição e diretrizes para o seu tratamento são dadas na cláusula B.1 e 7.3, respectivamente.

7.1.2 Escala de magnitude

A escala de magnitude na qual o instrumento opera com uma incerteza especificada deve ser claramente indicada. 7.1.3 Banda passante

O instrumento deve ser fornecido com os dados de calibração ou especificações que habilitam o usuário a estimar a incerteza em determinados níveis de campo quando estiver usando o instrumento em campos que contenham diferentes freqüências. A informação também deve incluir a sensibilidade do instrumento para freqüências além da faixa utilizável pretendida, por exemplo os pontos de -3dB. A resposta de freqüência do instrumento deve ser tal que o requisito da incerteza instrumental (ver 7.1.1) é preenchido na faixa de freqüência pretendida.

NOTA – A incerteza instrumental permitida associada com a resposta da freqüência é aumentada para ±20% (fator de cobertura 2) para pequenos medidores de exposição pessoal, dispositivos que podem ser carregados no corpo, e que periodicamente gravam o campo magnético resultante na freqüência industrial e as suas harmônicas (ver cláusula B.1).

7.1.4 Faixas de operação de temperatura e de umidade

As faixas de temperatura e de umidade relativa nas quais o instrumento opera com incertezas especificadas deve ser pelo menos de 0 ºC a 45 ºC e de 5% a 95%, respectivamente. Mudanças repentinas de temperatura que possam causar a condensação no instrumento devem ser evitadas.

7.1.5 Fontes de potência

Se baterias forem usadas, é conveniente prever um meio para indicar se a condição da bateria esta adequada para uma operação apropriada do medidor de campo. Instrumentos usados para registrar exposição pessoal devem ser capazes de operar pelo menos oito horas dentro dos limites especificados da incerteza antes de serem trocados ou quando for necessário recarregar as baterias. Se baterias recarregadas forem usadas, é recomendado que a instrumentação não seja operada enquanto estiver conectada à rede de alimentação. Quando tal conexão for necessária, deve ser demonstrado que os campos parasitas do carregador de bateria, os distúrbios conduzidos através da rede, e os acoplamentos eletromagnéticos via os fios de conexão (do carregador de bateria) não afetem a medição (ver 7.1.8).

NOTA – Se baterias com coberturas ferromagnéticas são usadas nos medidores, cuidados devem ser tomados para que isso não influencie significativamente nas leituras feitas pelo instrumento.

7.1.6 Legibilidade da escala

A marcação analógica ou o mostrador digital de um medidor de campo magnético deve ser bastante grande para ser facilmente lido na distância de um braço. Se mais de uma faixa de sensibilidade for fornecida, o valor máximo da escala na faixa selecionada deve ser indicado e as unidades devem ser de fácil interpretação. Para instrumentação com seleção de escala automática, a faixa de magnitude deve ser indicada em outro lugar, por exemplo, no manual do usuário. A instrumentação deve fornecer uma indicação clara das unidades que estão sendo mostradas.

NOTA – Recomenda-se que para atender esta norma, a instrumentação produzida antes da sua publicação e que não indica as unidades deve ser fornecida com uma etiqueta apropriada para tanto. Isso pode ser feito pelo usuário que pode aplicar a etiqueta ao corpo do medidor.

7.1.7 Dimensões do instrumento

As dimensões do involucro que contém o circuito detector e qualquer cabo de conexão devem ser fornecidas. O tamanho das sondas ou elementos sensores deve ser apropriado para a variação espacial do campo medido. Os elementos sensores devem ter uma área de 0,01 m² ou menor. Com instrumentos de três eixos, os três elementos sensores devem ser centralizados (isto é bobinas sondas que têm um ponto central em comum) ou, se os elementos sensores não forem maiores que 0,05 m, eles têm que estar o mais próximo possível uns dos outros. A dimensão máxima do volume contendo as três bobinas sondas combinadas não deve exceder 0,2 m. As bobinas sondas podem ter seções retas circulares ou quadradas. Pequenos desvios dessas formas, como, por exemplo, onde bobinas concêntricas se cruzam, são permitidos.

As localizações e orientações das sondas que estão contidas dentro da caixa dos medidores de campo magnético devem ser claramente indicadas no instrumento ou no manual de instrução.

7.1.8 Compatibilidade eletromagnética 7.1.8.1 Imunidade a)Campo elétrico na freqüência industrial

A instrumentação usada nas vizinhanças de equipamentos operando em alta tensão nas freqüências industriais não deve ser afetada significativamente pelo campo elétrico ambiente até 20kV/m, i.e. a influência do campo elétrico na leitura do campo magnético deve ser menor que 20nT. Se necessário este requisito de imunidade pode ser aumentado para alguns ambientes extremos onde campos elétricos tão fortes quanto 100kV/m podem existir, por exemplo, próximos aos condutores de linhas de transmissão de alta-tensão.

NOTA 1 – Testes de imunidade a campos elétricos na freqüência industrial podem ser feitos usando sistemas de placas paralelas.

NOTA 2 – O efeito da proximidade do usuário ao instrumento pode blindar ou aumentar o campo elétrico, dependendo da geometria do campo e da localização do medidor do campo magnético em relação ao usuário.

b)Campos eletromagnéticos radiados

A operação da instrumentação não deve ser afetada pela radiação eletromagnética entre 80 MHz e 1GHz com um nível de campo elétrico de 10V/m eficaz. Os testes da instrumentação devem estar em acordo com os métodos descritos na IEC 61000-4-3.

A operação da instrumentação não deve ser afetada pela radiação eletromagnética entre 150 kHz e 80MHz. Os testes devem ser conduzidos de acordo com os métodos descritos na IEC 61000-4-6 com um nível de tensão de 10V eficaz. A instrumentação deve continuar operando normalmente durante os dois testes acima.

NOTA 1 – Equipamentos alimentados por bateria (dimensão <4/λ) que não tem conexão com o solo ou com qualquer outro equipamento (não-isolado), e que não será usado durante o carregamento da bateria, não precisa ser testado de acordo com a IEC 61000-4-6.

NOTA 2 – É importante fazer testes de imunidade radiada em toda faixa de freqüência de 25 MHz até 1 GHz. O limite inferior de freqüência é importante por causa da alta probabilidade de que os instrumentos irão receber radiação na banda de cidadão de 27 MHz.

NOTA 3 – Os requisitos de imunidade podem necessitar de um aumento devido a determinadas condições, por exemplo, durante medições próximas a antenas de transmissão de radio e telefones celulares.

c)Imunidade a transitórios

A especificação para a instrumentação conectada a rede elétrica a fim de realizar medidas definem testes na entrada de energia. (interface de um medidor de campo com a fonte externa de potência ou rede de alimentação) para o cumprimento da IEC 61000-4-4 (transitório elétrico rápido) em uma voltagem de pico de 2 kV. É aceitável uma degradação temporária auto-recuperante de desempenho durante o ensaio,.

d)Descarga eletrostática (ESD)

Durante a maioria das aplicações de medição, descargas eletrostáticas não são previstas de ou para a instrumentação. Entretanto, a porta do encapsulamento da instrumentação deve ser imune a um contato ou uma descarga com tensão de pelo menos 2 kV e deve ser testada de acordo com os métodos descritos na IEC 61000-4-2. Nenhuma degradação de desempenho deve ocorrer.

7.1.8.2 Emissões a)Emissões harmônicas

As emissões harmônicas da instrumentação com uma potência nominal de 50 W ou maior devem ser limitadas de acordo com os requisitos da IEC 61000-3-2.

b)Distúrbios conduzidos – 0,15 MHz a 30 MHz (instrumentação conectada à rede elétrica).

Os limites para distúrbios de tensão nos terminais de alimentação da rede elétrica podem ser caracterizados através de detectores de média ou quase-pico e são dados abaixo em função da freqüência (ver CISPR 1, classe B).

Tabela 2 – Limites de distúrbio de tensão nos terminais da rede elétrica

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