Campos Elétricos e Magnéticos - Norma ABNT

Campos Elétricos e Magnéticos - Norma ABNT

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Banda de Freqüência MHz

Quase-pico dB(µV)

Média dB(µV)

Diminui com o logaritmo da freqüência para 56

Os testes da instrumentação devem ser de acordo com os métodos descritos na CISPR 1. c)Distúrbios radiados – 30 MHz a 1000 MHz

As emissões eletromagnéticas da instrumentação contendo dispositivos operando em freqüências de 9 kHz ou mais altos devem ser limitadas de acordo com os valores listados abaixo (ver CISPR 1, classe B).

30 dB(µV/m) a 10 m 30 MHz a 230 MHz

37 dB(µV/m) a 10 m230 MHz a 1000 MHz

Os testes da instrumentação devem ser de acordo com os métodos descritos na CISPR 1.

NOTA – Os requisitos do teste acima foram obtidos da CISPR 1 e está sujeita a revisão. Os testes devem ser conduzidos de acordo com a edição mais recente dessa norma.

7.1.9 Fator de pico

O sistema de medição deve medir corretamente o valor eficaz verdadeiro do campo, mesmo quando o fator de pico do campo magnético for 3.

NOTA – Muitos campos práticos exibem um grande fator de pico, o que pode resultar em uma saturação indesejada nos estágios de amplificação do detector.

7.1.10 Durabilidade

O medidor e outros componentes do sistema devem ser fortes o bastante para resistir à vibração e choques resultantes do transporte.

O peso da instrumentação deve ser fornecido. O peso de instrumentação portátil deve ser o mais baixo e o mais prático para permitir uma operação manual sob condições restritas, por exemplo, em alguns ambientes industriais.

7.2 Calibração

Os sistemas de medição de campo devem ser submetidos à calibração periodicamente durante toda sua vida. Os testes de calibração devem seguir os procedimentos descritos na Norma IEC 61786.

7.3 Incerteza da medição

A fim de determinar a incerteza total associada com a medição do valor eficaz da densidade do fluxo magnético em ambientes de medições diferentes, devem ser levadas em consideração de forma apropriada todas as fontes de incerteza. As possíveis fontes de incerteza são as seguintes:

•Incerteza de calibração;

•Efeitos de mediação da bobinas durante a medição de um campo não uniforme;

•Posicionamento da sonda em campos não-uniformes;

•Resposta em freqüência ou limitações da banda passante;

•Blindagem inadequada do campo elétrico;

•Interferência eletromagnética do ambiente;

•Ortogonalidade das bobinas de três eixos;

• Diafonia;

•Constante de tempo do instrumento;

• Temperatura.

Algumas fontes de incertezas podem ser reduzidas a níveis desprezíveis. Por exemplo, uma blindagem apropriada pode reduzir a suscetibilidade a campos elétricos nas freqüências industriais e a interferência eletromagnética [24]. Semelhantemente, suportes fabricados com materiais isolantes podem ser usados para um posicionamento preciso da sonda do medidor de campo em campos altamente não-uniformes.

NOTA – Pode haver ambientes de medição extremos para os quais uma blindagem adequada contra interferência eletromagnética seja difícil, por exemplo, próximo de estações transmissoras de rádio e TV de freqüências muito alta (VHF) e ultra alta (UHF).

Fatores de correção conhecidos devem ser aplicados nas leituras obtidas com medidores de densidade de fluxo magnético. Se for impraticável aplicar fatores de correção, a influência dos fatores de correção deve ser tratada como uma incerteza de medição adicional.

Uma analise é necessária quando se faz um cálculo de incerteza. Se, por exemplo, um campo magnético contém harmônicas, o valor eficaz real da densidade do fluxo magnético é dado pela fórmula.

fB é o valor de eficaz de uma componente do campo fundamental; iα é a fração do i-ésimo harmônico.

Se as harmônicas diminuem em amplitude nas freqüências mais altas e a banda passante do medidor de campo é insuficiente, o valor eficaz real da densidade do fluxo magnético pode ainda não ser fortemente afetado pela resposta de freqüência, limitada devido ao resultado dado na equação (6).

A avaliação das incertezas deve ser feita de acordo com a ISO TAG 4, WG 3 que exige que o desvio padrão associado com cada quantidade que influência a medição deve ser determinado com base nas medições feitas ou com base na experiência. O desvio padrão combinado deve ser obtido pela a raiz quadrada da soma das variâncias (i.e. a raiz quadrada da soma dos quadrados dos desvios padrões). A incerteza expandida (total) deve ser k vezes o desvio padrão combinado, onde k é o fator de cobertura. O fator de cobertura deve ser 2 o qual, para distribuições Gaussianas, irá corresponder a um intervalo de confiança de aproximadamente 95%.

7.4 Registrando e reportando os resultados de medições

A informação que é requerida quando os resultados das medidas são registrados e reportados pode variar dependendo dos objetivos das medições. Uma indicação clara dos objetivos das medições deve ser fornecida desde o início. As informações a seguir também devem ser fornecidas em todos os casos:

•Identificação do fabricante;

•Identificação do modelo do instrumento;

•Tamanho/geometria da sonda;

•Banda passante do instrumento;

•Data do teste da última calibração/verificação; •Valores eficazes de tensão e corrente da instalação durante a medição, se possível;

•Localizações da medição; identificação das fontes;

•Desenhos que descrevem a área e as localizações onde as medições foram feitas;

•Data e hora das medições;

•Duração das medições;

•Temperatura ambiente e umidade relativa do ar;

•Incerteza total da medição;

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