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Boa, mesmo em solos ácidos - Com o cobre

Aço inoxidável Maciço ou encordoado

Maciço ou encordoado -Maciço ou encordoado A muitas substâncias

Água com cloretos dissolvidos -

Alumínio Maciço ou encordoado -- - - Agentes básicos Com o cobre

Chumbo Como revestimento - - Altas concentrações de sulfatos Solos ácidos -

5.2 Sistema interno de proteção contra descargas atmosféricas 5.2.1 Equalização de potencial 5.2.1.1 Generalidades

5.2.1.1.1 A equalização de potencial constitui a medida mais eficaz para reduzir os riscos de incêndio, explosão e choques elétricos dentro do volume a proteger.

5.2.1.1.2 A equalização de potencial é obtida mediante condutores de ligação eqüipotencial, eventualmente incluindo DPS (dispositivo de proteção contra surtos), interligando o SPDA, a armadura metálica da estrutura, as instalações metálicas, as massas e os condutores dos sistemas elétricos de potência e de sinal, dentro do volume a proteger.

5.2.1.1.3 Em geral, componentes metálicos exteriores a um volume a ser protegido podem interferir com a instalação do SPDA exterior e, em conseqüência, devem ser considerados no estudo do SPDA. Poderá ser necessário estabelecer ligações eqüipotenciais entre esses elementos e o SPDA.

5.2.1.1.4 Em estruturas que não possuem SPDA externo, mas requerem proteção contra os efeitos das descargas atmosféricas sobre as instalações internas, deve ser efetuada a equalização de potencial.

5.2.1.1.5 Uma ligação eqüipotencial principal, como prescreve a NBR 5410, é obrigatória em qualquer caso.

5.2.1.2 Ligação eqüipotencial das instalações metálicas e das massas (LEP/TAP)

5.2.1.2.1 Uma ligação eqüipotencial deve ser efetuada:

a) no subsolo, ou próximo ao quadro geral de entrada de baixa tensão. Os condutores de ligação eqüipotencial devem ser conectados a uma barra de ligação eqüipotencial principal, construída e instalada de modo a permitir fácil acesso para inspeção. Essa barra de ligação eqüipotencial deve estar conectada ao subsistema de aterramento; b) acima do nível do solo, em intervalos verticais não superiores a 20 m, para estruturas com mais de 20 m de altura. As barras secundárias de ligação eqüipotencial devem ser conectadas a armaduras do concreto ao nível correspondente, mesmo que estas não sejam utilizadas como componentes naturais; c) quando as distâncias de segurança prescritas em 5.2.2 não podem ser atendidas.

5.2.1.2.2 Em estruturas providas de SPDA isolados, a ligação eqüipotencial deve ser efetuada somente ao nível do solo.

5.2.1.2.3 A ligação eqüipotencial pode ser realizada através de:

a) condutores de ligação eqüipotencial - onde a continuidade elétrica não for assegurada por ligações naturais. Caso uma ligação eqüipotencial deva suportar toda a corrente de descarga atmosférica, ou substancial parte dela, as seções mínimas dos condutores devem estar conforme a tabela 6. Para os demais casos, as seções são indicadas na tabela 7; b) DPS - quando uma ligação eqüipotencial direta não for permitida (por exemplo, em tubulações metálicas com proteção catódica por corrente imposta). Os DPS devem ser instalados de modo a permitir fácil inspeção.

Tabela 6 - Seçõesmínimas dos condutores de ligação eqüipotencial para conduzir parte substancial da corrente de descarga atmosférica

Nível de proteção Material Seção mm2

Alumínio 25I– IV Aço 50

Tabela 7 - Seçõesmínimas dos condutores de ligação eqüipotencial para conduzir uma parte reduzida da corrente de descarga atmosférica

Nível de proteção Material Seção mm2

Cobre 6

Alumínio 10I– IV Aço 16

5.2.1.2.4 As canalizações metálicas acopladas por meio de luvas isolantes devem ser eletricamente interligadas por meio de DPS adequadamente dimensionado.

5.2.1.2.5 Nas canalizações e outros elementos metálicos que se originam do exterior da estrutura, a conexão à ligação eqüipotencial deve ser efetuada o mais próximo possível do ponto em que elas penetram na estrutura. Uma grande parte da corrente de descarga atmosférica pode passar por essa ligação eqüipotencial, portanto as seções mínimas dos seus condutores devem atender à tabela 6.

5.2.1.3 Ligação eqüipotencial dos sistemas elétricos de potência e de sinal, em condições normais

5.2.1.3.1 A ligação eqüipotencial dos sistemas elétricos de potência e de sinal deve satisfazer às prescrições da NBR 5410.

5.2.1.3.2 Se os condutores são blindados, é suficiente, em geral, conectar apenas as blindagens à ligação eqüipotencial, desde que sua resistência ôhmica não provoque uma queda da tensão perigosa para o cabo ou para o equipamento associado. Eletrodutos metálicos devem ser conectados à ligação eqüipotencial.

5.2.1.3.3 Todos os condutores dos sistemas elétricos de potência e de sinal devem ser direta ou indiretamente conectados à ligação eqüipotencial. Condutores vivos devem ser conectados somente através de DPS. Em esquemas de aterramento TN (definidos na NBR 5410), os condutores de proteção PE ou PEN devem ser conectados diretamente à ligação eqüipotencial principal. O condutor de proteção PE pode, e em geral deve, ser ligado a eventuais outras ligações eqüipotenciais, porém o condutor neutro só deve ser ligado à ligação eqüipotencial principal. Em edifícios comerciais com mais de 20 m de altura, os condutores de proteção PE devem obedecer às ligações eqüipotenciais previstas em 5.2.1.2.1-b). Neste caso é recomendável prever a ligação mais freqüente dos condutores de proteção às armaduras em todos os andares por insertos ligados à ferragem na coluna correspondente ao shaft. O uso da ferragem não dispensa o emprego do condutor PE ou PEN.

NOTA - A ligação eqüipotencial deve ser através de uma barra chata de cobre nu, de largura maior ou igual a 50 m, espessura maior ou igual a 6 m e comprimento de acordo com o número de conexões, com o mínimo de 15 cm.

5.2.1.4 Ligação eqüipotencial das instalações metálicas, das massas e dos sistemas elétricos de potência e de sinal em condições particulares

Em estruturas em que um SPDA externo não for exigido, as instalações metálicas, as massas e os sistemas elétricos de potência e de sinal devem ser conectados, ao nível do solo, a um subsistema de aterramento conforme prescrito em 5.1.3.4.

5.2.2 Proximidade do SPDA com outras instalações

Para evitar centelhamentos perigosos quando uma ligação eqüipotencial não puder ser efetuada, a distância de separação s entre os condutores do SPDA e as instalações metálicas, massas e condutores dos sistemas elétricos de potência e de sinal, deve ser aumentada com relação à distância de segurança d:

()mlK Kkd m onde: ki depende do nível de proteção escolhido (tabela 8); kc depende da configuração dimensional (ver figuras 4, 5 e 6); km depende do material de separação (tabela 9); l(m) é o comprimento do condutor de descida, em metros, compreendido entre o ponto em que se considera a proximidade e o ponto mais próximo da ligação eqüipotencial

NOTAS 1 Esta equação é válida para distâncias entre condutores de descida da ordem de 20 m.

2 Esta equação só é aplicável quando a corrente no condutor indutor pode ser estabelecida em função da corrente da descarga atmosférica.

3 Em estruturas de concreto com armaduras de aço interligadas, e em estruturas metálicas ou com nível de proteção equivalente, os requisitos de proximidade são, em geral, atendidos, devido à subdivisão da corrente de descarga por múltiplos condutores.

4 Tubulações de gás deverão distar em no mínimo 2 m das descidas. Na impossibilidade da manutenção deste distanciamento, essas tubulações deverão estar interligadas a cada 20 m de sua altura por meio de uma ligação eqüipotencial (condutor conforme tabela 7, ou DPS tipo centelhador encapsulado).

S = distância de separação l = comprimento do condutor

Figura 3 - Laço formado por um condutor de descida

Tabela 8 - Proximidade do SPDA com as instalações - Valores do coeficiente ki

Tabela 9 - Proximidade do SPDA com as instalações - Valores do coeficiente km

Material km

S = distância de separação l = comprimento do condutor de descida

Figura 4 - Proximidade do SPDA com instalações - Valor do coeficiente Kc numa configuração unidimensional (ver 5.2.2)

S = distância de separação l = comprimento do condutor de descida

Figura 5 - Proximidade do SPDA com instalações - Valor do coeficiente Kc numa configuração bidimensional (ver 5.2.2)

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