Anticonvulsivantes

Anticonvulsivantes

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LYRICA Ø PFIZER

© 2008, Tupam Editores, Lda.; © 2008, Técnica & Magia, Lda. 25 mg, 50 mg, 75 mg, 100 mg, 150 mg, 200 mg, 225 mg, 300 mg cápsulas

Composição qualitativa e quantitativa: Cada cápsula contém 25 mg, 50 mg, 75 mg, 100 mg, 150 mg, 200 mg, 225 mg e 300 mg de pregabalina. As cápsulas de LYRICA também contêm lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver Lista dos exci- pientes. Forma farmacêutica: Cápsula.

LYRICA 25 mg cápsulas: Cápsula branca, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 25” no corpo.

LYRICA 50 mg cápsulas: Cápsula, branca, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 50” no corpo. O corpo também está marcado com uma faixa negra.

LYRICA 75 mg cápsulas: Cápsula, branca e la- ranja, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 75” no corpo.

LYRICA 100 mg cápsulas: Cápsula, cor de laran- ja, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 100” no corpo.

LYRICA 150 mg cápsulas: Cápsula, branca, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 150” no corpo.

LYRICA 200 mg cápsulas: Cápsula, cor de laran- ja claro, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 200” no corpo.

LYRICA 225 mg cápsulas: Cápsula, branca e la- ranja, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 225” no corpo.

LYRICA 300 mg cápsulas: Cápsula, branca e la- ranja, com as marcações a tinta preta de “Pfizer” na cabeça e “PGN 300” no corpo. INFORMAÇÕES CLÍNICAS Indicações terapêuticas:

Dor neuropática: LYRICA está indicado no trata- mento da dor neuropática periférica e central, em adultos.

Epilepsia: LYRICA está indicado como terapêuti- ca adjuvante em adultos com crises parciais de epilepsia, com ou sem generalização secundária.

Ansiedade generalizada: LYRICA está indicado no tratamento da perturbação de ansiedade generalizada, em adultos.

Posologia e Modo de administração: O interva- lo posológico é de 150 a 600 mg diários, administrados em duas ou três tomas. LYRICA pode ser tomado com ou sem alimentos.

Dor neuropática: O tratamento com pregabalina pode ser iniciado com a posologia de 150 mg diários. Com base na resposta e tolerabilidade individuais do doente, a posologia pode ser aumentada para 300 mg diários, após um intervalo de 3 a 7 dias e, se necessário, para a dose máxima de 600 mg diários após um intervalo adicional de 7 dias.

Epilepsia: O tratamento com pregabalina pode ser iniciado com a posologia de 150 mg diários. Com base na resposta e tolerabilidade individuais do doente, a posologia pode ser aumentada para 300 mg diários, após 1 semana. A posologia máxima de 600 mg diários, administrados em duas tomas, pode ser atingida após mais uma semana.

Perturbação de Ansiedade Generalizada: O in- tervalo posológico é de 150 a 600 mg por dia, administrados em duas ou três tomas. A necessidade de tratamento deve ser reavaliada regularmente. O tratamento com pregabalina pode ser iniciado com a posologia de 150 mg diários. Com base na resposta e tolerabilidade individuais do doente, a dose pode ser aumentada para 300 mg diários, após uma semana. A posologia pode ser aumentada para 450 mg diários, após mais uma sema- na. A posologia máxima de 600 mg diários pode ser atingida após mais uma semana.

Descontinuação da pregabalina: De acordo com a prática clínica corrente, se for necessário descontinuar a pregabalina, esta deve ser retirada, gradualmente, durante um período mínimo de uma semana, independentemente da indicação (ver Efeitos indesejáveis).

Doentes com insuficiência renal: A pregabalina é eliminada da circulação sistémica, principalmente, por excreção renal na forma inalterada do fármaco. Como a depuração de pregabalina é directamente proporcional à depuração de creati- nina (ver Propriedades farmacocinéticas), a redu- ção da posologia em doentes com a função renal comprometida deve ser individualizada em função da depuração de creatinina (CLcr), como o Quadro 1 indica, a qual é determinada pela seguinte fórmula:

A hemodiálise remove, de forma efectiva, a pregabalina do plasma (50% do fármaco em 4 horas). Em doentes hemodialisados, a dose diária de pregabalina deve ser ajustada com base na função renal. Para além da dose diária, deve administrar-se uma dose suplementar imediatamente a seguir a cada tratamento de hemodiálise com a duração de 4 horas (ver Quadro 1).

Quadro 1. Ajuste da dose de pregabalina com base na função renal tica: Não é necessário ajustar a dose em doentes com insuficiência hepática (ver Propriedades far- macocinéticas).

Utilização em crianças e adolescentes: A utili- zação de LYRICA em crianças com idade inferior a 12 anos e adolescentes (12 a 17 anos de idade) não é recomendada, devido ao facto de os dados sobre a eficácia e segurança serem insuficientes (ver Dados de segurança pré-clínica).

U tilização no idoso (mais de 65 anos de idade):

Pode ser necessário reduzir a dose de pregabalina no doente idoso devido à diminuição da função renal (ver Doentes com insuficiência renal).

Contra-indicações: Hipersensibilidade à subs- tância activa ou a qualquer um dos excipientes.

zação: De acordo com as práticas clínicas cor- rentes, alguns doentes diabéticos que aumentam de peso durante o tratamento com pregabalina podem precisar de ajustar a medicação hipoglicemiante. O tratamento com pregabalina tem sido associado com tonturas e sonolência, o que pode aumentar a ocorrência de lesões acidentais (quedas) na população idosa. Têm ainda ocorrido notificações pós- comercialização de perda de consciência, confusão e perturbações mentais. Assim, os doentes devem ser advertidos para tomarem precauções até que estejam familiarizados com os potenciais efeitos deste medicamento.

ram reversíveis com a descontinuação da pregabalina. Uma vez atingido o controlo das crises com a terapêutica adjuvante da pregabalina, não existem dados sobre a descontinuação da terapêutica antiepiléptica concomitante, de forma a permitir a monoterapia com a pregabalina. Em alguns doentes foram observados sintomas de privação após a descontinuação do tratamento, de curta ou longa duração, com pregabalina. Foram mencionados os seguintes acontecimentos: insónia, cefaleias, náuseas, diarreia, síndroma gripal, nervosismo, depressão, dor, sudorese e tonturas. O doente deve ser informado acerca destes no início do tratamento. No que se refere à descontinuação do tratamento de longa duração com pregabalina, não existem dados sobre a incidência e gravidade dos sintomas de privação relativamente à duração e dose utilizada de pregabalina. Tem havido notificações pós-comercialização de insuficiência cardíaca congestiva em alguns doentes a tomar pregabalina. Estas reacções são maioritariamente observadas em doentes idosos com compromisso cardiovascular durante o tratamento com pregabalina para uma indicação neuropática. A pregabalina deve ser utilizada com precaução nestes doentes. A descontinuação da pregabalina pode resolver esta reacção. Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. No tratamento da dor neuropática central, devido a lesão da medula espinhal, a incidência de acontecimentos adversos em geral, acontecimentos adversos do SNC e especialmente de sonolência, aumentou. Este facto pode ser atribuído a um efeito aditivo devido à medicação concomitante (por exemplo, agentes antiespasmódicos), necessária para esta doença. Este facto deve ser tido em consideração quando se prescreve pregabalina para esta doença.

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Como a pregabalina é predomi- nantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre uma metabolização negligenciável no ser humano (<2% da dose recuperada na urina na forma de metabolitos), não inibe o metabolis- mo dos fármacos in vitro e não se fixa às proteí- nas plasmáticas, é improvável que produza ou esteja sujeita a interacções farmacocinéticas.

Por conseguinte, nos estudos in vivo não se ob- servaram interacções farmacocinéticas, clinicamente relevantes, entre a pregabalina e fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol. A análise farmacocinética populacional revelou que os antidiabéticos orais, os diuréticos, a insulina, o fenobarbital, a tiagabina e o topiramato não tiveram efeitos clinicamente significativos na depuração de pregabalina. A co-administração de pregabalina com os contraceptivos orais noretisterona e/ou etinilestradiol não tem influência na farmacocinética, em estado estacionário, de nenhuma destas substâncias. A pregabalina pode potenciar os efeitos do etanol e do lorazepam. Em ensaios clínicos controlados, doses orais reiteradas de pregabalina em co-administração com oxicodona, lorazepam, ou etanol não resultaram em efeitos clinicamente importantes na respiração. Durante a experiência pós-comercialização foram notificados casos de falência respiratória e coma, em doentes a tomar pregabalina e outros medicamentos depressores do sistema nervoso central. A pregabalina é, aparentemente, aditiva na diminuição, induzida pela oxicodona, das funções cognitiva e motora grosseiras.

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Não foram conduzidos estudos específicos de interacções farmacodinâmicas em voluntários idosos. Os estudos de interacção foram conduzidos apenas em adultos.

Gravidez e aleitamento: Não existem dados su- ficientes sobre a utilização de pregabalina em mulheres grávidas. Os estudos em animais demonstraram toxicida- de reprodutiva (ver Dados de segurança pré-clí- nica). Desconhece-se o risco potencial para o ser humano. LYRICA não deve ser ser utilizado durante a gravidez, excepto se claramente necessário (se o benefício para a mãe for claramente superior ao risco potencial para o feto). As mulheres em idade fértil deverão utilizar um método contraceptivo eficaz durante o tratamento. Desconhece-se se a pregabalina é excretada no leite materno em seres humanos, mas está presente no leite das fêmeas do rato. Não se aconselha, portanto, a amamentação durante o tratamento com pregabalina.

zar máquinas: LYRICA poderá ter uma influência ligeira ou moderada sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. LYRICA pode causar tonturas e sonolência e, por isso, pode afectar a capacidade para conduzir ou utilizar máquinas. Os doentes são aconselhados a não conduzir, utilizar máquinas complexas ou ter outras actividades potencialmente perigosas antes de saber se o medicamento afecta a sua capacidade para fazê-lo.

Efeitos indesejáveis: O programa clínico da pre- gabalina envolveu mais de 9000 doentes expostos à pregabalina, dos quais mais de 5000 tomaram parte em ensaios com dupla ocultação, controlados com placebo. As reacções adversas, registadas com maior frequência, consistiram em tonturas e sonolência. As reacções adversas foram, habitualmente, ligeiras a moderadas quanto à sua intensidade. Em todos os estudos controlados, a taxa de abandono por reacções adversas atingiu 13% nos doentes com pregabalina e 7% nos doentes com placebo. As reacções adversas mais frequentes, que resultaram em abandono dos grupos de tratamento com pregabalina, foram tonturas e sonolência. No quadro seguinte estão listadas todas as reacções adversas ocorridas com uma incidência superior à do placebo e em mais de um doente, segundo a classe e frequência (muito frequentes (>1/10), frequentes (>1/100 e <1/10), pouco frequentes (>1/1000 e <1/100) e raras (<1/ 1000)). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência. As reacções adversas enumeradas também podem estar associadas a doenças subjacentes e/ ou medicações concomitantes. No tratamento da dor neuropática central devido a lesão da medula espinhal, a incidência de acontecimentos adversos em geral, acontecimentos adversos do SNC e especialmente de so- nolência, aumentou (ver Advertências e Precau- ções especiais de utilização). Reacções adicionais, notificadas pela experiência pós-comercialização, são incluídas como Frequência desconhecida, em itálico, na lista abaixo.

Em alguns doentes foram observados sintomas de privação após a descontinuação do tratamento, de curta ou longa duração, com pregabalina. Foram mencionados os seguintes acontecimentos: insónia, cefaleias, náuseas, diarreia, sindroma gripal, nervosismo, depressão, dor, sudorese e tonturas. O doente deve ser informado acerca destes no início do tratamento. No que se refere à descontinuação do tratamento de longa duração com pregabalina, não existem dados sobre a incidência e gravidade dos sintomas de privação relativamente à duração e dose utilizada de pregabalina. Sobredosagem: Com sobredosagens até 15 g não se registaram reacções adversas inesperadas. Na experiência pós-comercialização, os efeitos adversos notificados observados com maior frequência, quando a pregabalina foi administrada em sobredosagem, incluíram sonolência, estados confusionais, agitação e irrequietude. O tratamento da sobredosagem com pregabalina deve englobar medidas gerais de suporte e pode incluir hemodiálise, se necessário (ver Posologia e Modo de administração, Quadro 1). PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS Propriedades farmacodinâmicas: Grupo farmacoterapêutico: Antiepilépticos. Código ATC: N03AX16. A substância activa, pregabalina, é um análogo do ácido gama-aminobutírico (ácido (S)-3-(aminometil)- 5-metil-hexanóico). Mecanismo de acção: A pregabalina liga-se a ma nervoso central, que desloca potentemente a [3H]-gabapentina. Experiência clínica: Dor neuropática: A eficácia foi demonstrada em estudos realizados na neuropatia diabética, na nevralgia pós-herpética e na lesão da medula espinhal. A eficácia não foi estudada noutros modelos de dor neuropática. A pregabalina foi estudada em 10 estudos clínicos com duração até 13 semanas com duas tomas diárias (BID) e com duração até 8 semanas com três tomas diárias (TID). Globalmente, os perfis de segurança e eficácia para os regimes posológicos BID e TID foram similares. Em ensaios clínicos até 12 semanas para a dor neuropática periférica e central, observou-se redução da dor na primeira semana, que persistiu durante todo o período de tratamento. Em ensaios clínicos controlados em dor neuropática periférica, 35% dos doentes tratados com pregabalina e 18% dos doentes com placebo experimentaram uma melhoria de 50% na classificação da dor. Para os doentes que não experimentaram sonolência, a referida melhoria foi relatada em 3% dos tratados com pregabalina e 18% dos doentes com placebo. Para os doentes que experimentaram sonolência, as taxas de resposta foram de 48% com pregabalina e 16% com placebo. No ensaio clínico controlado em dor neuropática central, 2% dos doentes tratados com pregabalina e 7% dos doentes com placebo sentiram uma melhoria de 50% na pontuação da dor. Epilepsia: A pregabalina foi estudada em 3 estudos clínicos controlados com a duração de 12 semanas e duas (BID) ou três tomas diárias (TID). Globalmente, os perfis de segurança e eficácia dos regimes posológicos BID e TID foram similares.

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2SISTEMA NERVOSO CENTRAL ANTIEPILÉPTICOS E ANTICONVULSIVANTES2.6

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Observou-se uma redução na frequência de crises convulsivas a partir da semana 1. Perturbação de ansiedade generalizada: A pregabalina foi estudada em 6 ensaios controlados com a duração de 4-6 semanas, num estudo anterior com a duração de 8 semanas e num estudo, de longa duração, de prevenção da recaída, em dupla ocultação, com 6 meses de duração. A partir da semana 1 verificou-se um alívio dos sintomas da perturbação de ansiedade generalizada medido através da escala de Hamilton para a Ansiedade (Hamilton Anxiety Rating Scale (HAM-A)). Em ensaios clínicos controlados (4-8 semanas de duração), 52% dos doentes tratados com pregabalina e 38% dos doentes tratados com placebo tiveram uma melhoria de pelo menos 50% na pontuação global da HAM-A, desde a baseline até ao endpoint. Propriedades farmacocinéticas: A farmacocinética da pregabalina, observada no estado estacionário, é similar em voluntários sãos, em doentes com epilepsia medicados com antiepilépticos e em doentes com dor crónica. Absorção: A pregabalina é absorvida rapidamente quando administrada em jejum, sendo as concentrações plasmáticas máximas atingidas dentro de 1 hora após administração de doses únicas e reiteradas. A biodisponibilidade da pregabalina, por via oral, é de ≥90%, sendo independente da dose. Após administração reiterada, o estado estacionário é atingido dentro de 24 a 48 horas. A taxa de absorção da pregabalina diminui quando o fármaco é administrado com alimentos, o que resulta numa redução de cerca de

25-30% no valor de Cmax e num atraso de, apro- ximadamente, 2,5 horas no valor de tmax. Porém, a administração da pregabalina com ali- mentos não tem efeitos clinicamente significativos na extensão da absorção da pregabalina. Distribuição: Nos estudos pré-clínicos, a pregabalina demonstrou atravessar rapidamente a barreira hematoencefálica em ratinhos, ratos e macacos. Verificou-se que a pregabalina atravessa a placenta em ratos e está presente no leite de fêmeas do rato. Nos humanos, o volume de distribuição aparente de pregabalina, após administração oral, é de, aproximadamente, 0,56 l/ kg. A pregabalina não se liga às proteínas plasmáticas. Metabolismo: A pregabalina sofre metabolização negligenciável nos humanos. Após uma dose de pregabalina marcada radioactivamente, cerca de 98% da radioactividade recuperada na urina correspondiam a pregabalina na forma inalterada. O derivado N-metilado da pregabalina, o principal metabolito da pregabalina detectado na urina, representava 0,9% da dose. Nos estudos pré-clínicos não houve indicação de racemisação do enantiómero S de pregabalina em enantiómero R. Eliminação: A pregabalina é eliminada da circulação sistémica principalmente por excreção renal na forma inalterada do fármaco. A semi-vida média de eliminação da pregabalina é de 6,3 horas. A depuração plasmática e a depuração renal de pregabalina são directamente proporcionais à depuração da creatinina (ver Propriedades farmacocinéticas, Insuficiência renal). É necessário ajustar a dose em doentes com função renal diminuída ou nos hemodialisados (ver Posologia e Modo de administração, Quadro 1). Linearidade/não linearidade: A farmacocinética da pregabalina é linear dentro do intervalo posológico diário recomendado. A variabilidade farmacocinética inter-individual é baixa (<20%). A farmacocinética das doses reiteradas é previsível a partir dos dados referentes à dose única. Assim, não existe necessidade de monitorizar as concentrações plasmáticas de pregabalina, por rotina. Farmacocinética em grupos especiais de doentes: Sexo: Os ensaios clínicos indicam que o sexo não tem influência clinicamente significativa nas concentrações plasmáticas da pregabalina. Insuficiência renal: A depuração de pregabalina é directamente proporcional à depuração da creatinina. Além disto, a pregabalina é, removida do plasma por hemodiálise de forma efectiva (após uma sessão de 4 horas de hemodiálise, as concentrações de pregabalina encontram-se reduzidas em cerca de 50%). Como a eliminação renal é a principal via de eliminação, é necessário reduzir a dose em doentes com insuficiência renal e complementar a dose depois da hemodiálise (ver Posologia e Modo de administração, Quadro 1). Insuficiência hepática: Não se realizaram estudos farmacocinéticos específicos em doentes com função hepática diminuída. Como a pregabalina não sofre metabolismo significativo e é excretada, predominantemente, na urina na sua forma inalterada, não se prevê que a diminuição da função hepática altere, significativamente, as concentrações plasmáticas de pregabalina. Idosos (mais de 65 anos de idade): A depuração de pregabalina tende a diminuir com a idade. Esta redução na depuração da pregabalina oral é consistente com as reduções observadas na depuração de creatinina em associação com o envelhecimento. Pode ser necessário reduzir a dose de pregabalina em doentes com compromisso da função renal relacionado com a idade (ver Posologia e Modo de administração, Quadro 1). Dados de segurança pré-clínica: Em estudos convencionais de segurança farmacológica realizados em animais, a pregabalina foi bem tolerada em doses clinicamente relevantes. Nos estudos de toxicidade de doses reiteradas em ratos e macacos observaram-se efeitos no SNC, nomeadamente hipoactividade, hiperactividade e ataxia. Verificou-se um aumento da incidência de atrofia da retina, habitualmente observada em ratos albinos idosos, após exposição prolongada a pregabalina, com exposições ≥5 vezes a exposição humana média com a dose máxima clinicamente recomendada. A pregabalina não foi teratogénica em ratinhos, ratos ou coelhos. Só se verificou toxicidade fetal em ratos e coelhos com exposições consideravelmente superiores à exposição humana. Nos estudos de toxicidade pré-natal/pós-natal, a pregabalina induziu toxicidade no desenvolvimento dos descendentes de ratos, com exposições >2 vezes a exposição humana máxima recomendada. Com base nos resultados de uma bateria de testes in vitro e in vivo, a pregabalina não é genotóxica. Foram realizados estudos de carcinogenicidade em ratos e ratinhos com duração de dois anos. Não foram observados tumores em ratos com uma exposição 24 vezes superior à exposição humana média de uma dose clínica máxima recomendada de 600 mg/dia. Em ratinhos, não foi detectado um aumento da incidência de tumores com uma exposição similar à exposição humana média, mas foi observado um aumento da incidência de hemangiosarcoma com exposições superiores. O mecanismo não genotóxico de formação de tumores induzidos pela pregabalina em ratinhos envolve alterações plaquetárias e proliferação celular endotelial associada. Estas alterações plaquetárias não estiveram presentes em ratos ou no ser humano em estudos clínicos de curta duração e longa duração limitada. Não existem evidências que sugiram um risco associ- ado para o ser humano. Em ratos juvenis, os tipos de toxicidade não diferem qualitativamente dos observados em ratos adultos. Contudo, os ratos juvenis são mais sensíveis. Com exposição a doses terapêuticas, observou-se evidência de sinais clínicos de hiperactividade do SNC e bruxismo, e algumas variações no crescimento (supressão temporária do ganho de peso corporal). Observaram-se efeitos no ciclo de cio com 5 vezes a exposição terapêutica humana. Observou-se, em ratos juvenis, uma redução da resposta ao alarme sonoro 1-2 semanas depois de uma exposição >2 vezes à exposição terapêutica humana. Nove semanas após a exposição, este efeito já não foi obervado. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS Lista dos excipientes: Conteúdo da cápsula: Lactose mono-hidratada; Amido de milho; Talco. Invólucro da cápsula: Gelatina; Dióxido de titânio (E171); Laurilsulfato de sódio; Silica coloidal anidra; Água purificada. Tinta de impressão: Goma laca; Óxido de ferro negro (E172); Propilenoglicol; Hidróxido de potássio. Incompatibilidades: Não aplicável. Prazo de validade: 3 anos. Precauções especiais de conservação: O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Natureza e conteúdo do recipiente: LYRICA 25 mg cápsulas: Embalagens contendo 14 ou 56 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/Alumínio. LYRICA 50 mg cápsulas: Embalagens contendo 56 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/ Alumínio. LYRICA 75 mg cápsulas: Embalagens contendo 14 ou 56 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/Alumínio. LYRICA 100 mg cápsulas: Embalagens contendo 84 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/ Alumínio. LYRICA 150 mg cápsulas: Embalagens contendo 14 ou 56 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/Alumínio. LYRICA 200 mg cápsulas: Embalagens contendo 84 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/ Alumínio. LYRICA 225 mg cápsulas: Embalagens contendo 14 ou 56 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/Alumínio. LYRICA 300 mg cápsulas: Embalagens contendo 56 cápsulas acondicionadas em blisters de PVC/ Alumínio. Precauções especiais de eliminação e manuseamento: Não existem requisitos especiais. Titular da autorização de introdução no mercado: Pfizer Limited, Ramsgate Road, Sandwich, Kent CT13 9NJ UK Número(s) da autorização de introdução no mercado: LYRICA 25 mg cápsulas: EU/1/04/279/001- 005, EU/1/04/279/026. LYRICA 50 mg cápsulas: EU/1/04/279/006-010. LYRICA 75 mg cápsulas: EU/1/04/279/011- 013, EU/1/04/279/027, EU/1/04/279/030. LYRICA 100 mg cápsulas: EU/1/04/279/014-016. LYRICA 150 mg cápsulas: EU/1/04/279/017- 019, EU/1/04/279/028, EU/1/04/279/031. LYRICA 200 mg cápsulas: EU/1/04/279/020-022. LYRICA 225 mg cápsulas: EU/1/04/279/033-035. LYRICA 300 mg cápsulas: EU/1/04/279/023- 025, EU/1/04/279/029, EU/1/04/279/032. Data da primeira autorização/renovação da

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2SISTEMA NERVOSO CENTRAL ANTIEPILÉPTICOS E ANTICONVULSIVANTES2.6

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autorização de introdução no mercado: Data da primeira autorização: 6/07/2004. Data da revisão do texto: Dezembro de 2007. Apresentação e Preços:

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