Projeto Pedagógico do curso

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Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Computação Página 2 de 89

3.3.4. Específicas da Habilitação de Automação e Controle

As habilidades e competências específicas da habilitação em Automação e Controle são as seguintes:

• consultoria e integração de sistemas de automação industrial;

• desenvolvimento de produtos e serviços para automação e controles industriais, comerciais e serviços;

• análise e projeto de sistemas de automação e controle;

• gerência de sistemas de controle industrial e comportamento organizacional;

• integração de tecnologias para controle e automação;

• desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica;

• familiaridade com as tecnologias de automação e controle e com ferramentas de projeto, sendo capaz de discernir como, quando e quanto utilizar tais ferramentas.

3.3.5. Específicas da Habilitação de Telemática e Telecomunicações

As habilidades e competências específicas da habilitação em Telemática e Telecomunicações são as seguintes:

• consultoria e integração de sistemas de telecomunicações e rede de computadores;

• desenvolvimento de produtos e serviços em telemática;

• análise e projeto de sistemas de redes e comunicação;

• projeto de modelos de gestão de redes de comunicação de dados;

• ter familiaridade com as tecnologias de redes e de sistemas de telecomunicações, sendo capaz de discernir como, quando e quanto utilizar tais ferramentas.

3.4. Perfil do Egresso

As aptidões, classes de problemas e funções que os egressos poderão exercer no mercado de trabalho são pertinentes a uma formação que inclui o cumprimento integral das três habilitações sugeridas neste projeto pedagógico, o que certamente não seria a prática para a maioria dos alunos. Assim, essas características e habilidades dos egressos deverão variar significativamente em função da habilitação cursada.

Além disso, deve-se considerar que o curso de Engenharia de

Computação, como qualquer outro curso de graduação, propicia a formação básica do aluno. Outras aptidões e funções possíveis que os egressos venham a exercer, aqui não listadas, podem se tornar pertinentes apenas ao longo de sua carreira profissional, em

Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Computação Página 23 de 89 decorrência de cursos de pós-graduação e/ou de aperfeiçoamento que venha a realizar, da experiência própria adquirida no mercado de trabalho ou na maturidade inerente ao desenvolvimento do ser humano.

O egresso formado no curso de Engenharia da Computação da UEMA terá um perfil profissional cujas capacidades e habilidades são:

• aplicar seus conhecimentos como uma base sólida de princípios e fundamentos;

• entender a importância da relação entre teoria e prática;

• dar importância ao projeto e ter a habilidade de selecionar as ferramentas e os métodos apropriados ao contexto que trabalha;

• reconhecer a importância de ferramentas no seu trabalho e ser hábil na resposta aos desafios de construí-las efetivamente;

• entender a importância de se trabalhar em grupos multidisciplinares bem como identificar as perspectivas de negócios e oportunidades relevantes;

• entender os princípios de projeto, de produtos e de serviços necessários às empresas e instituições, projetando-os de forma eficaz e eficiente no contexto apropriado;

• entender o contexto social no qual opera bem como suas relações interinstitucionais;

• analisar o impacto de tecnologias sobre indivíduos, organização e sociedade, envolvendo os aspetos éticos, ambientais e de segurança.

3.4.1. Classes de Problemas que os Egressos Estarão Capacitados a Resolver

Segundo o documento “Currículo de Referência da SBC para Cursos de

Graduação em Computação e Informática”, o perfil desejável para os profissionais de Engenharia de Computação deve englobar os seguintes tópicos:

• processo de projeto para construção de soluções de problemas com base científica;

• modelagem e especificação de soluções computacionais para diversos tipos de problemas;

• validação da solução de um problema de forma efetiva;

• projeto e implementação de sistemas de computação;

• critérios para seleção de software e hardware adequados às necessidades empresariais, industriais, administrativas de ensino e de pesquisa.

Os autores do referido Currículo de Referência da SBC afirmam também que “os cursos que têm a computação como atividade-fim devem preparar profissionais capacitados a contribuir para a evolução do conhecimento do ponto de vista científico e tecnológico, e utilizar esse conhecimento na avaliação, especificação e desenvolvimento de ferramentas, métodos e sistemas computacionais. As atividades desses profissionais englobam: (a) a investigação e desenvolvimento de conhecimento teórico na área de

Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Computação Página 24 de 89 computação; (b) a análise e modelagem de problemas do ponto de vista computacional; e (c) o projeto e implementação de sistemas de computação”.

Assim, as classes de problemas que os egressos deste curso estarão capacitados a resolver incluem efetivamente, além daqueles multidisciplinares tratados por um bacharel em computação, os problemas complexos que permeiam entre as áreas de computação e engenharia:

• problemas de projeto e configuração de sistemas computacionais em que sejam exigidas as seguintes capacidades: determinar quais funções devem ser implementadas em hardware e quais devem ser implementadas em software;

• problemas de selecionar os componentes básicos de hardware e de software;

• problemas que requeiram o desenvolvimento de software baseado em conhecimentos instrumentais das áreas de automação e controle, engenharia de software, e redes e telecomunicações;

• problemas que exijam conhecimentos de programação e de sistemas computacionais e, eventualmente, conhecimentos matemáticos e físicos em profundidade compatível a um curso de engenharia;

• problemas que exijam clara compreensão das diferentes atividades envolvidas no desenvolvimento de um software;

• problemas que exijam a familiaridade com as tecnologias de automação e controle, de ferramentas de projeto e o discernimento de como, quando e quanto utilizar tais ferramentas;

• problemas que exijam a familiaridade com ferramentas de análise e projeto de software e o discernimento de como, quando e quanto utilizar tais ferramentas;

• problemas que exijam a familiaridade com as tecnologias de redes e de sistemas de telecomunicações, ferramentas de projeto e o discernimento de como, quando e quanto utilizar tais tecnologias;

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