Projeto Pedagógico do curso

Projeto Pedagógico do curso

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• problemas que requeiram o uso de técnicas formais no desenvolvimento de software, de sistemas de automação, e de redes e sistemas de telecomunicações;

• problemas complexos que exijam a gerência do desenvolvimento do software e de sistemas, com aplicação de modelos de qualidade;

• problemas complexos de integração de sistemas de redes e telecomunicações que exijam a utilização de técnicas e métodos multidisciplinares em computação e engenharia;

• problemas que envolvam o desenvolvimento criativo e projeto de novas aplicações, produtos, serviços e sistemas nas vertentes propostas;

• problemas de análise de desempenho de projetos e sistemas, propostos ou implementados, seja através de modelos analíticos, de simulação ou de experimentação;

• problemas de análise e determinação dos requisitos que um projeto ou sistema deve atender, documentando estes requisitos de forma clara, concisa, precisa, organizada e fácil de ser usada;

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• problemas de projeto e estruturação do software para uma plataforma determinada, de forma a atender os requisitos do sistema, documentando as decisões tomadas;

• problemas que impliquem a decisão sobre a estrutura e a arquitetura do software e o uso de padrões de projeto, frameworks e componentes;

• problemas que impliquem o tratamento da concorrência, paralelismo, controle e manuseio de eventos, distribuição, manuseio de exceções e erros, sistemas interativos e persistência;

• problemas de concepção do software para funcionar conforme projetado, através da combinação da codificação, validação e teste das unidades;

• problemas de teste do comportamento dinâmico do software, contra o comportamento esperado especificado, para um conjunto finito de casos de testes (selecionados criteriosamente do domínio de execuções, normalmente infinito);

• problemas que requeiram conhecimentos e habilidades para: gerenciar configurações de software; desenvolver e praticar diferentes processos de engenharia de software; desenvolver e utilizar métodos e ferramentas de engenharia de software; utilização de técnicas de controle de qualidade de software; desenvolver métodos e técnicas de automação e controle.

3.4.2. Funções que os Egressos Poderão Exercer no Mercado de Trabalho

No progresso de sua carreira profissional, agregando experiência prática e aperfeiçoamentos realizados, os egressos deverão estar capacitados a assumir funções em diferentes níveis dentro das organizações, seja de execução, gerenciamento ou de direção, para as quais seguem algumas atividades e responsabilidades técnicas inerentes à função (diretor, administrador, gerente, projetista, coordenador, engenheiro, pesquisador, professor/educador, dentre outras) como:

• desenvolvimento de sistemas de software, sistemas de informações, softwares básicos e aplicativos;

• planejamento de capacidade e projeto de automação industrial, redes e/ou sistemas de telecomunicações;

• pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações, produtos e serviços em automação industrial, instrumentação, redes e telecomunicações;

• projeto, desenvolvimento e implantação de sistemas integrados de automação industrial, redes e/ou telecomunicações (sistemas convergentes) e engenharia de software;

• manutenção de software;

• desenvolvimento de interfaces homem-máquina para facilitar a operação de sistemas;

• gerenciamento de configuração e engenharia de software;

• gerência, operação e manutenção de sistemas de automação industrial, instrumentação, de redes e/ou telecomunicações;

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• desenvolvimento de métodos e ferramentas da engenharia de software, para automação industrial e para redes de computadores e telecomunicações;

• desenvolvimento e gerenciamento de banco de dados;

• desenvolvimento e análise de algoritmos para modelagem de problemas e suas soluções;

• planejamento e controle de qualidade de software, de sistemas de automação e de redes e telecomunicações;

• desenvolvimento e manutenção de métodos e técnicas de automação e controle;

• desenvolvimento de tecnologia aplicada às indústrias aeroespacial, siderúrgica, metalúrgica, financeira, hidrológica, meio ambiente, automobilística, naval, médica e biológica, agronômica, climatológica, oceanográfica, energia, educação, mecânica, e muitas outras.

3.5. Capacidade de Adaptação do Egresso à Evolução da Computação e de suas Tecnologias

A estrutura curricular do curso inclui componentes curriculares básicos e tecnológicos clássicos abordados de maneira a desenvolver nos alunos os conceitos essenciais da Computação de maneira sólida e propiciar-lhes facilidades para o acompanhamento futuro da evolução da Computação, seja através de auto-estudo ou através de cursos de pós-graduação. Deve-se ressaltar o caráter essencialmente formativo, em contraposição ao informativo, adotado no curso. As atividades práticas e as aulas demonstrativas devem reforçar o aprendizado e solidificar o conhecimento necessário para a evolução do egresso. As ações especificadas no item metodologia, destinadas a promover a aptidão “disposição e postura de permanente busca da atualização profissional”, devem contribuir com a capacidade de adaptação do egresso, perseguindo sempre a educação continuada.

3.6. Descrição da Metodologia do Curso em Função do Perfil dos Egressos e do seu Papel na Sociedade

O curso de Engenharia de Computação fornecerá ao aluno o conhecimento das mais diversas áreas da computação, desde seus conceitos básicos (incluindo uma larga base matemática), até tópicos avançados em arquiteturas de computadores, linguagens de programação, estruturas de dados, sistemas operacionais, compiladores, banco de dados, redes de computadores, segurança e computação gráfica, passando pelos conhecimentos de engenharia de software, automação industrial, instrumentação, teleprocessamento e redes de computadores.

O currículo do curso de Engenharia de Computação permitirá que o aluno adquira conhecimentos de áreas técnicas que possuem a computação como atividade meio, como administração (inclusive administração de recursos humanos e administração de empresas de informática) e empreendedorismo.

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O referido curso conciliará teoria e prática, o que permitirá ao aluno o contato com ferramentas para desenvolvimento de sistemas, assim como o convívio do mesmo com a realidade da informática no Estado do Maranhão, bem como procurará formar profissionais que possuam uma autonomia e criatividade, fornecendo o ferramental teórico e prático necessários à resolução de problemas computacionais.

3.6.1. Como Formar Profissionais Capazes de Serem Agentes Transformadores da Realidade Regional

Uma das finalidades do curso de Engenharia de Computação é o de formar profissionais capacitados a serem agentes transformadores da realidade regional, através da geração e exploração de novas tecnologias, e capazes de satisfazer as reais necessidades do mercado de trabalho atual.

A natureza do currículo proposto fará com que o aluno, em conjunto com o Colegiado de Curso sob supervisão direta da diretoria do curso, decida o seu perfil de formação profissional. Isto será feito mediante entrevistas realizadas pelo Colegiado de Curso com cada aluno, na hora da realização da sua matrícula no núcleo específico (através de uma equipe de orientadores acadêmicos, membros do colegiado do curso ou por este indicado). Nestas entrevistas, o orientador acadêmico e o aluno decidirão em qual habilitação o estudante deverá ser matriculado.

O aluno terá a oportunidade de se integrar em grupos de pesquisa, seja mediante a sua inclusão nos programas auxiliares de pesquisa do CCT/UEMA, ou seja, mediante os programas de bolsas de iniciação científica do CNPq, FAPEMA e da UEMA/Tesouro Estadual, ou mesmo mediante o seu engajamento em projetos de pesquisa associados à pós-graduação “latu sensu” (a ser implantado).

Existirá, também, um programa de monitoria, o qual permitirá ao aluno participar nas atividades de docência do departamento.

Finalmente, a previsão de que o trabalho de conclusão de curso possa ser feito no decorrer de seu último ano, permitirá ao aluno integrar os conhecimentos adquiridos no curso, mediante a proposta e/ou implementação de projetos relacionados com a sua área de interesse. A elaboração destes trabalhos é feita sob a supervisão de um orientador. A avaliação deste trabalho é feita sempre mediante uma apresentação pública, na qual uma banca formada por três professores decide sobre a aprovação ou não do trabalho.

Esta diversidade de oportunidades a serem oferecidas ao aluno no decorrer do curso deverá ser acompanhada de um tratamento ético e formal da coordenação, no sentido de propiciar um relacionamento profissional com cada aluno, evitando atitudes paternalistas.

O curso, através da sua coordenação de estágios, manterá contato constante com empresas de tecnologia de informática, automação industrial, telecomunicações, redes e do setor produtivo em geral, de forma a trocar idéias para o aprimoramento do relacionamento do curso com o mercado de trabalho e a melhor adaptação dos egressos ao mesmo.

Os professores serão incentivados a se organizarem para o desenvolvimento de estudos e pesquisas e a participarem de eventos educacionais e tecnológicos. Estas ações em conjunto com uma agressiva política de qualificação docente ajudarão a incentivar o espírito criativo e de questionamento constante por parte dos alunos.

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3.7. Bases Tecnológicas

Deve-se lembrar que as diretrizes curriculares aprovadas para a área de engenharia, requerem que haja na estrutura curricular (segundo o art.6 da Resolução CNE-CES nº11/2002):

• um núcleo de conteúdos básicos, com 30% da carga horária total;

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