Projeto Pedagógico do curso

Projeto Pedagógico do curso

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− Pesquisa Operacional, Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos;

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− Processos de Fabricação; − Sistemas de Informação;

− Sistemas Operacionais;

− Telecomunicações;

− Sistemas Multimídia, Interface Homem-Máquina e Realidade Virtual;

− Inteligência Artificial;

− Computação Gráfica e Processamento de Imagens;

− Microprocessadores e Microcontroladores;

− Sistemas de Tempo Real e Tolerantes a Falhas;

• formação complementar: − monitoria de disciplinas de computação;

− participação em eventos científicos como seminários e conferências;

− cursos profissionalizantes ligados à área de Computação;

− atividades de extensão.

3.8. Considerações para a Elaboração da Estrutura Curricular

Dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente, uma forma de estruturar o curso foi estudada, de maneira a criar itinerários lógicos que levem o aluno a formação da habilitação desejada e possibilite a abertura de um programa de educação continuada consistente.

Essa estrutura curricular se inicia com um núcleo dito “básico”, onde é colocado as competências e habilidades necessárias para o núcleo de formação básica e formação tecnológica comum, compreendendo 6 (seis) períodos letivos. A esse núcleo segue os núcleos de formação específica de cada habilitação, incluindo os trabalhos de conclusão de curso e estágio supervisionado de 180 horas (conforme preceitua o art. 7º da Resolução CNE/CES nº11/2002, o estágio supervisionado deve ter um mínimo de 160 horas, e conforme as normas da UEMA – Resolução 423/2003-CONSUN deve ter 180 horas).

Essa estruturação é genérica e não pretende esgotar outras formas de estruturar o curso. O certo é que o processo de estruturação através de períodos letivos deverá ser implementada como forma de estabelecer uma relação de oferta de conhecimento particionado que possibilite a um conjunto de regras avaliativas estabelecer o grau de absorção, por parte dos discentes, das habilidades e competências estabelecidas nos diversos componentes curriculares.

É importante afirmar que o processo de estruturação curricular adotado atende ao que estabelece a Resolução 423/2003-CONSUN.

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Assim, definindo um processo de estruturação adequada, pode-se estabelecer a estrutura curricular mais condizente ou compatível com aquelas adotadas atualmente pela UEMA.

A seguir, mostra-se a forma de estruturação curricular que serviu de base para a discussão deste projeto pedagógico, de acordo com os objetivos desejados e que permitiu uma divisão do curso em uma estrutura curricular aderente ao modelo adotado na UEMA:

• básico e profissional comum a todas as habilitações: 6 (seis) períodos letivos;

• específico a cada habilitação: 3 (três) períodos letivos;

4. Projeto Curricular

4.1. Geral

O projeto curricular para o curso de Engenharia de Computação passa primeiro pelo perfil do profissional a ser formado e depois por uma organização tal que possibilite um ordenamento da oferta do conhecimento de forma natural que facilite o aprendizado e a multidisciplinariedade. No processo de construção do projeto curricular, seguimos algumas orientações pertinentes à legislação e às recomendações, procuramos nos assessorar com informações de cursos nacionais nota 5 (cinco), na avaliação do ENADE, como o da UFRGS, UFES, UFSCar, ITA e UFPE e outros recém implantados no país, como o da UFPA. Além disso, procuramos nos informar dos currículos modelos recomendados pela ACM-IEEE-CS, pela SBC e de currículos implantados em universidades americanas com reconhecimento mundial, como a de Berkeley, Princenton, Boston, Havard, Illinois e Stanford dentre outras. Essa quantidade de informação foi toda comparada e ponderada em função do perfil desejado, ajustando-a na medida necessária para dar uma universalidade ao conhecimento a ser difundido e possibilitar ao curso ter em seu núcleo, condições de estar no estado-da-arte da computação.

4.2. Desenvolvimento dos Conteúdos Programáticos

A aprendizagem significativa somente pode ocorrer quando os conteúdos ministrados em um componente curricular se aproximam de alguma forma da realidade vivida pelo aluno, realidade essa que pode ser expandida a partir de situações-problema e atividades práticas desenvolvidas pelos alunos em laboratório, projeto integrado, no âmbito do próprio curso, e participação em atividades de Extensão e/ou de Iniciação Científica, com a realização de projetos demandados pela sociedade e/ou pela comunidade científica. Os conceitos vistos em sala de aula devem ser entendidos pelo aluno como um conhecimento relevante para a sua atuação profissional.

“Muitas vezes ouve-se a queixa de que a

Universidade não consegue formar profissionais aptos a ingressar no mercado de trabalho, por falta

Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Computação Página 3 de 89 de conhecimento dos problemas e técnicas utilizadas para solucioná-los. Na verdade, o que acontece é que o aluno não é preparado para fazer analogias entre os conteúdos vistos na graduação e os problemas que existem na vida prática. Seria como se os conteúdos vistos no curso não tivessem relação com a prática profissional de maneira alguma. Esta visão estreita pode ter conseqüências nefastas por toda a vida profissional do egresso, chegando até a impedir que este se torne um profissional competente. Sendo assim, alguns princípios serão adotados ao longo do curso para permitir que o egresso venha a ser um profissional capaz de atender com competência as demandas do mercado de trabalho no qual venha a atuar, seja como funcionário, empreendedor ou membro acadêmico de uma universidade” [45].

4.3. Características de Ensino a Serem Adotados

trabalhos das referências [3], [37], [2] e [39], donde foram retiradas algumas citações

Observamos que este tópico e seus sub-tópicos seguem a orientação dos

4.3.1. Análise Crítica

O desenvolvimento da capacidade de análise crítica também é uma característica capaz de definir o sucesso de um profissional no seu ambiente de trabalho e na vida de forma geral.

O curso de Engenharia de Computação nos seus componentes curriculares procurará fortalecer o desenvolvimento desta característica em seus alunos. Para tanto, a direção do curso deve estimular os professores dos componentes curriculares a adotarem sempre uma postura crítica nos conteúdos ministrados, estabelecendo vantagens e desvantagens, limites de aplicações e comparações com outros métodos, técnicas, conceitos ou algoritmos sempre que possível. Como uma das funções do profissional de Engenharia de Computação é a avaliação de soluções propostas, o aluno deve ser habituado a exercer uma postura crítica desde cedo, para isso será incentivado o trabalho de iniciação científica e tecnológica, desde os primeiros semestres letivos.

4.3.2. Abstração

A capacidade de abstração é essencial para o perfil traçado. As técnicas que possibilitam o desenvolvimento dessa habilidade serão trabalhadas em componentes curriculares básicos das áreas de matemática e de computação.

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Para a fixação da capacidade de abstração, a direção de cursos deverá:

• incentivar os professores de determinados componentes curriculares a apresentarem conceitos e a fornecerem exemplos com aplicações práticas ou que pelo menos mostrem onde tais conceitos serão utilizados no decorrer da vida profissional do egresso;

• incentivar a realização de seminários e workshops, o desenvolvimento de trabalho de iniciação científica e tecnológica, desde os primeiros semestres letivos, como forma de dar aos alunos capacidade de integração de habilidades e competências.

4.3.3. Criatividade

A criatividade deverá ser trabalhada em todos os componentes curriculares do curso. Para que isso aconteça, todos os professores serão orientados a darem liberdade de participação e interferência aos alunos.

4.3.4. Empreendedorismo

Sempre que possível deve ser evitada a entrega de soluções prontas aos alunos. Eles devem ser incentivados a procurar e empreender soluções.

A procura de soluções criativas para problemas existentes leva à descoberta de novos conhecimentos, técnicas e aplicações de conceitos, que são as características que um novo processo/produto deve ter para ser competitivo economicamente.

A existência de um componente curricular específico sobre empreendedorismo se destina a complementar a formação do aluno nessa área, abordando questões relacionadas à criação e gestão de empresas. Note-se que o espírito empreendedor deve ser incentivado em todos os componentes curriculares desde o primeiro semestre do curso.

4.3.5. Ferramentas Tecnológicas

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