O perfil dos cursos da POLI

O perfil dos cursos da POLI

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Engenharia Civil

A Engenharia Civil é uma área do conhecimento que faz parte da vida de todo o ser humano. Para desenvolver suas atividades essenciais de sobrevivência, lazer, trabalho, locomoção, comunicação, dentre muitas outras, a pessoa necessita de espaços e equipamentos urbanos adequados à sua cultura e ao seu tempo, os quais são concebidos, planejados, projetados, construídos e operados por profissionais da Engenharia Civil.

A viabilização de empreendimentos, como grandes arranha-céus, conjuntos habitacionais, viadutos, rodovias, pontes, túneis, portos, aeroportos e outros, é parte do dia a dia do profissional Engenheiro Civil que, com sua criatividade e raciocínio lógico, vai transformando o meio ambiente, a paisagem urbana e a vida das pessoas, acompanhando e induzindo o seu desenvolvimento.

Em um país, onde muito ainda precisa ser edificado, a demanda por atividades próprias do Engenheiro Civil é atualmente intensa e crescente, sobretudo porque a Engenharia Civil é uma área essencial para o desenvolvimento de um meio ambiente sustentável, além de ser estratégica para o desenvolvimento da própria sociedade.

Engenharia Ambiental

As transformações no meio ambiente causadas pelos empreendimentos de engenharia geram impactos positivos, sobretudo pelos benefícios sócio-econômicos decorrentes, e negativos pelas alterações provocadas ao meio físico e social e pelos processos de poluição nos meios atmosférico, aquático e terrestre.

Por meio da Engenharia Ambiental busca-se a capacitação profissional para a elaboração de Plano de Gestão Ambiental. Este plano consiste de um conjunto de medidas de ordem técnica e procedimentos gerenciais, que visam assegurar que implantação, operação e desativação de um empreendimento sejam realizadas em conformidade com a legislação ambiental e outras diretrizes relevantes, a fim de minimizar os riscos ambientais e os impactos negativos, além de maximizar os positivos.

A atividade nesta área tem sido cada vez mais crescente e necessária, com a atuação de equipes multidisciplinares, coordenadas por profissionais que tenham visão integrada de gestão, para que se possam desenvolver estes estudos da forma mais adequada, tanto em termos ambientais como econômicos.

Engenharia Mecânica

A Engenharia Mecânica tem como objeto áreas do conhecimento de cinemática, dinâmica, materiais, termodinâmica, fluidos, energia, acústica, metodologia de projetos entre outras.

O Engenheiro Mecânico é essencial em setores como os industriais da área mecânica: em montadoras automotivas, indústria de eletrodomésticos, indústria de construção de máquinas e equipamentos, naval e aeronáutica, para citar algumas. Ele está capacitado a trabalhar no projeto e desenvolvimento de novos produtos, nos processos de fabricação, na manutenção e na assistência técnica.

atividade profissional

Com a formação teórica, a utilização dos laboratórios e o contato com outras áreas, como noções de economia, o estudante poderá ter uma vasta gama de opções de trabalho ou criar sua própria

Engenharia Mecatrônica

Atualmente há vários avanços tecnológicos proporcionados pela microeletrônica e pela computação. Esses avanços podem ter uma grande contribuição para os sistemas produtivos e o cotidiano das pessoas, quando integrados à Engenharia Mecânica.

Essa integração é a área de atuação do Engenheiro Mecatrônico que trabalha em sistemas que coletam dados sobre as condições ambientais ou de operação do sistema mecânico, através de sensores eletrônicos, processam estes dados, e geram ações de controle que atuam sobre o sistema.

O profissional dessa área poderá aplicar seus conhecimentos na automação industrial e no desenvolvimento de sistemas mecânicos das diversas áreas da indústria ou ainda nas áreas como medicina, bioengenharia, geração de energia, robótica e sistemas de manufatura.

Engenharia de Produção

O curso de Engenharia de Produção lida com a interação de homens, materiais, equipamentos e processos, encarando-os como recursos para a realização da atividade produtiva. O curso dá ênfase às competências gerenciais e também trabalha com as habilitações tecnológicas.

Compete à Engenharia de Produção o projeto, a implantação, a operação, a melhoria e a manutenção de sistemas de produção e distribuição de bens e serviços, envolvendo pessoas, materiais, máquinas, energia e informação.

O curso da Escola Politécnica procura formar um engenheiro capaz de atuar em variadas situações de trabalho, exercendo um leque de funções profissionais que envolvam planejamento, coordenação e controle, possibilitando a aplicação dos conhecimentos em setores variados.

Engenharia Naval

Das gélidas águas do ártico, ao furioso mar do Norte, passando pelas profundezas de abismos submersos, a humanidade vem explorando e conquistando estas regiões de um planeta quase coberto pelas águas.

Este é o cenário que motiva e desafia o Engenheiro Naval. Com sua imprevisibilidade característica e seus projetos imponentes de navios e plataformas marinhas, a Engenharia Naval se caracteriza pela intensa complexidade e interligação de assuntos, típica de verdadeiras cidades flutuantes.

O curso da Escola Politécnica oferece uma formação sistêmica (com forte visão global), generalista, baseada na atividade de projeto. Com essa estrutura, o curso dá espaço para a criatividade e o aprendizado com os erros. O trabalho como todo motiva a compreensão do detalhe e surge, então, a necessidade de certos aprendizados que se busca em disciplinas optativas escolhidas pelo estudante, como previsto na estrutura do curso.

Engenharia Química

A Engenharia Química trata, em sua essência, de processos industriais nos quais a etapa mais importante envolve transformações químicas. Assim, o Engenheiro Químico é um profissional capacitado a executar, além dessa atividade fundamental, projeto, montagem e operação de indústrias químicas, bem como a atuar em áreas correlatas tais como: manutenção, controle de qualidade, assistência técnica e outras.

O principal campo de atuação do Engenheiro Químico é constituído pelas indústrias químicas. Em seu sentido mais amplo, a indústria química abrange, além da fabricação de produtos químicos propriamente ditos, os setores de petroquímica, tintas e pigmentos, detergentes, plásticos e borrachas, celulose e papel, cimento, fertilizantes, alimentos, fármacos, novos materiais, processos biotecnológicos, etc.

Outro campo importante de atuação do Engenheiro Químico é a preservação do meio ambiente, inclusive em campos não ligados diretamente à indústria química, como o tratamento e reciclagem de resíduos urbanos e industriais.

Engenharia de Materiais

O campo de atuação do Engenheiro de Materiais abrange os materiais metálicos, poliméricos e cerâmicos, nos seus aspectos de caracterização das propriedades, fenomenologia e aplicações, assim como análise, criação e desenvolvimento de novos materiais.

Ao lado do estudo dos materiais em si, é essencial o entendimento dos fundamentos dos processos de produção e fabricação, pilares da competitividade industrial. Os materiais são os meios com os quais os projetos de engenharia se realizam e, por isto, o Engenheiro de Materiais encontra campo de atuação na grande maioria dos ramos da Engenharia.

Os estudantes do curso adquirem conhecimentos sobre matérias primas, processamento, caracterização, propriedades, estruturas e aplicações de materiais, com ênfase nas relações entre a microestrutura, o processamento, as propriedades e o conseqüente desempenho do material em serviço.

Engenharia Metalúrgica

A atuação do Engenheiro Metalurgista estende-se da redução de minérios, produção primária de metais até o acabamento de peças e montagem de componentes. É atividade muito ligada às indústrias de base e ao setor metal-mecânico, mas o Engenheiro Metalurgista pode se inserir em praticamente qualquer segmento industrial como parte de equipes multidisciplinares, desenvolvendo projetos, na seleção de materiais e no controle de qualidade.

A formação do Engenheiro Metalurgista cobre três campos: metalurgia extrativa (redução de minérios e refino de metais primários, destacando-se a fabricação do aço), metalurgia de transformação (processos para o uso industrial) e metalurgia física (tratamento das características do material). A Escola Politécnica oferece, no curso, a formação em físico-química, fenômenos de transporte de energia e massa e as relações entre processos de fabricação, microestrutura e propriedades.

Engenharia de Minas

A Engenharia de Minas é uma área pouco conhecida pela sociedade, porém essencial para sua existência. Ela é a área da engenharia que trata da mineração, pois 85% de toda a matéria prima usada pelo homem vem do reino mineral.

A Engenharia de Minas busca descobrir, avaliar e extrair as substâncias minerais (ferro, alumínio, areia, pedra, água mineral, etc.) da natureza e transformá-las em bens úteis. Nas minas busca-se trabalhar de forma econômica, preocupando-se com a saúde e a segurança de seus trabalhadores e causando o mínimo impacto ambiental possível. Por esta razão, o Engenheiro de Minas também trabalha tratando resíduos, auxiliando na melhoria do meio ambiente.

Os bens minerais são indispensáveis à vida do homem e à sua própria sobrevivência, evidenciando-se a grande importância da Engenharia de Minas dentro de um país rico em recursos naturais como o Brasil.

Engenharia de Petróleo

A Engenharia de Petróleo trata da pesquisa (busca do petróleo ou prospecção), avaliação técnica e econômica da viabilidade de extração do petróleo, perfuração, operações de produção de petróleo, transporte e armazenagem. O Engenheiro de Petróleo trabalha em escritório ou campos petrolíferos, que hoje são encontrados, desde em locais inóspitos como nas regiões polares ou selvas, até em locais próximos às praias, como a extração em águas profundas, que representam cerca de 85% da produção brasileira, cujo principal estado produtor é o Rio de Janeiro.

O profissional dessa área deverá tomar decisões associadas a operações com elevados custos, assumindo significativas responsabilidades individuais. O Engenheiro de Petróleo poderá atuar nas várias áreas da indústria petrolífera ou ainda em empresas de consultoria. O curso da Escola Politécnica abrange todas as etapas da carreira da Engenharia de Petróleo.

Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica - Ênfase Computação

O Engenheiro formado na área de Computação tem atuação tanto na área de eletrônica digital como na área de Engenharia de Computação. As duas opções têm como objetivo desenvolver e aplicar técnicas para o aperfeiçoamento de computadores e equipamentos afins, além de construir sistemas de processamento de informações e buscar soluções de problemas com uso de sistemas computacionais.

O curso é estruturado de maneira que se possam transferir, ao estudante, conhecimentos técnicocientíficos, que formam a base de suas futuras atividades, e as habilidades tecnológicas e administrativas que se mostrem essenciais ao seu trabalho. Esta abordagem forma um profissional capacitado a acompanhar os avanços tecnológicos, com a flexibilidade necessária à assimilação de novas técnicas, cujo surgimento é muito freqüente nessa área.

O Engenheiro formado na área de Computação está capacitado a atuar no ciclo completo de desenvolvimento de um sistema computacional, desde a sua especificação, passando por seu projeto, sua implementação e produção, sua instalação e finalmente sua manutenção.

Engenharia Elétrica – Ênfase Energia e Automação Elétricas

O Engenheiro desta especialidade tem atuação nas atividades relacionadas à indústria de energia elétrica no país, desde a área de geração, transmissão e distribuição da energia elétrica, até sua aplicação em consumo industrial, comercial e residencial.

Essa é uma área estratégica para o desenvolvimento nacional e apresenta um leque de participação em atividades interdisciplinares, envolvendo aspectos como impactos ambientais e sócio-econômicos, transporte de massa, utilização de recursos energéticos, eletrificação do meio rural e outros.

Os assuntos envolvidos nesta especialidade agrupam-se em 4 áreas: automação elétrica, eletrônica de potência, máquinas elétricas e eletrotécnica geral e energia elétrica.

Engenharia Elétrica – Ênfase Automação e Controle

O Engenheiro desta especialidade estuda teorias de controle avançado, controle de processos industriais, robótica e automação de manufatura, e modelos matemáticos aplicados a finanças, biologia e outras áreas.

O curso da Escola Politécnica fornece uma sólida formação na área de controle. O estudante aprende a pensar de forma sistêmica, definindo bem um problema, facilitando a busca por soluções. O curso é de formação e não de informação, de modo que o engenheiro acompanha a evolução das soluções tecnológicas existentes.

Essa é uma área em constante aperfeiçoamento, estando sempre junto com as tecnologias mais modernas. Suas técnicas podem ser aplicadas em muitas áreas, como controle de processos industriais, geração e distribuição de energia elétrica, sistemas de transporte, automação predial, entre outras.

Engenharia Elétrica – Ênfase Telecomunicações

O Engenheiro de Telecomunicações é um profissional preparado para atuar nas mais diversas formas deste ramo da engenharia, tais como planejamento, projeto, desenvolvimento e implantação de sistemas e redes de comunicação.

Este Engenheiro necessita de conhecimentos, não apenas na área de telecomunicações, mas também nas áreas de computação e de circuitos eletrônicos, tendo em vista a crescente tendência de multi-disciplinaridade da área de telecomunicações.

O eletromagnetismo aplicado é uma área de estudo básica para o Engenheiro de Telecomunicações, abrangendo o estudo de ondas e linhas, microondas, antenas e propagação, compatibilidade eletromagnética e comunicações ópticas.

Outra área fundamental de estudos do Engenheiro de Telecomunicações é a de sistemas de comunicações, que compreende princípios de comunicações, comunicações digitais, sistemas telefônicos, planejamento de sistemas de comunicações, redes de comunicações de alta velocidade e princípios de TV digital.

Engenharia Elétrica – Ênfase Sistemas Eletrônicos

O Engenheiro de Sistemas Eletrônicos recebe uma formação mais abrangente em termos de tipos de informações recebidas. Desta forma, um profissional com esta formação possui um amplo campo de atuação no mercado de trabalho, podendo desenvolver-se profissionalmente de acordo com as necessidades que encontrar no futuro.

A concepção de circuitos integrados, aliada ao desenvolvimento de suas etapas de fabricação é uma das áreas de atuação deste Engenheiro, o que envolve o conhecimento não apenas de circuitos eletrônicos, mas também dos fenômenos físicos envolvidos. Outra área de atuação refere-se ao desenvolvimento de computadores de alto desempenho, o que implica no projeto de arquiteturas computacionais mais poderosas.

O Engenheiro de Sistemas Eletrônicos também está habilitado a projetar sensores e atuadores utilizados nas mais diversas áreas de aplicação. Outras áreas, em que este Engenheiro está capacitado a atuar, referem-se ao processamento digital de sinais e à bio-informática, na qual a engenharia é utilizada para estudo e controle de atividades desempenhadas por seres vivos.

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