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Fig. 34

Fig. 35

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32 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Finalmente, unem-se estes pontos com o auxilio de uma régua flexível.

DESENVOLVIMENTO DE CILINDRO COM UMA BASE (BOCA) NÃO PARALELA - PROCESSO 2

Como sempre, acha-se primeiro o diâmetro médio como foi explicado nas figuras 31, 32 e 3. A seguir, desenha-se a vista de elevação do cilindro e marca-se o angulo de inclinação ABC. Traça-se o arco AC e divide-se-o em um número qualquer de partes iguais. Multiplica-se o DM por 3,142 e marca-se o comprimento encontrado 1-1 sobre uma reta qualquer. Levantam-se as perpendiculares 1-7 e 1-14. Transporta-se com o compasso o arco AC para as verticais 1-7 e 1-14, dividindo-os em partes iguais. Unem-se estas partes através das retas 1-8, 2-9, 3-10, 4-1, 5-12, 6-13 e 7-14. Divide-se a reta 1-1 no mesmo número de partes iguais e levantam-se perpendiculares

Fig. 37 Fig. 36

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Departamento Regional do Espírito Santo 3 que cruzarão com as horizontais traçadas anteriormente. Marcam-se os pontos de cruzamento e unem-se-os com uma régua flexível.

PLANIFICAÇÃO DE CILINDRO COM UMA BASE (BOCA) NÃO PARALELA - PROCESSO 3

Muitas vezes, a chapa em que se está traçando a peça é pequena, sendo suficiente apenas para fazer o desenvolvimento, não tendo espaço para se traçar a vista de elevação do cilindro. Neste caso, utiliza-se o processo 3, que consiste em se traçar a vista de elevação (Fig. 38) em qualquer pedaço de chapa (em separado) com todos os detalhes já indicados nas figuras anteriores. Depois traça-se a linha AB na chapa em que se está traçando a peça. Dividir-se-á em partes iguais e levantam-se perpendiculares. Então, abre-se o compasso com abertura igual a 1A (Fig. 38) e marca-se esta medida no desenvolvimento (Fig. 39). Volta-se ao perfil e pega-

Fig. 39 Fig. 38

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34 Companhia Siderúrgica de Tubarão se a medida 2B passando-a para o desenvolvimento. Pega-se a medida 3C transportando-a também. E assim por diante, sempre marcando as medidas à esquerda e à direita da linha de centro 7G da Fig. 39.

Esta peça é bastante semelhante às que foram desenhadas anteriormente, com a única diferença de que tem as duas bocas inclinadas. Pelo próprio desenho desta página, verifica-se como é fácil a planificação. Basta que se divida o semicírculo AB em partes iguais e se levantem perpendiculares, marcando os pontos 1-2-3-4-5-6-7 e 1'-2'-3'-4'-5'-6'-7'. Levantam-se perpendiculares também na parte que será desenvolvida (Fig. 41). O cruzamento das linhas horizontais que partem da

Fig. 40 Fig. 40

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Departamento Regional do Espírito Santo 35 fig. 40, com as verticais da fig. 41 formam as linhas de desenvolvimento EF e CD.

Obs.: Esta figura também pode ser desenvolvida transportandose as medidas com o compasso ao invés de se cruzarem as linhas.

PLANIFICAÇÃO DE COTOVELO DE 45º

O cotovelo de 45º é largamente utilizado em instalações industriais. Nas figuras anteriores mostrou-se como se desenvolve tubos com a face em grau, não sendo necessário explicar-se aqui como se faz o desenvolvimento, porque o

Fig. 42 Fig. 43

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36 Companhia Siderúrgica de Tubarão cotovelo nada mais é do que dois tubos desenvolvidos com o mesmo grau. Assim, dois tubos de 2,5º formam o cotovelo de 45º

Obs.: Os encanadores, pelo fato de trabalharem com tubos já prontos, deverão desenvolver os modelos em chapa fina e para isso deverão medir o diâmetro externo do tubo e multiplicá-lo por 3,142.

PLANIFICAÇÃO DE COTOVELO DE 90º

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As figuras 4 e 45 que representam o cotovelo de 90º, não precisam também de maiores explicações. Basta que se desenvolvam dois tubos de 45º, como já foi explicado anteriormente, e solde-se um no outro.

Fig.45 Fig. 4

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Desenvolvimento do furo: Traçar a linha LP e com abertura de compasso igual a 4-5, marcar os pontos 1-2-3-4-5-6-7 e traçar perpendiculares por estes pontos. Traçar também as linhas K', C', D', O', N', M'. O cruzamento destas com as perpendiculares traçadas anteriormente formam a linha do furo.

O desenvolvimento do cilindro inferior é feito da mesma forma como foram feitas as planificações anteriores.

Fig. 48 Fig. 46 Fig. 47

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A interseção de dois cilindros saindo a 90º um do outro, também chamada "boca de lobo", é uma das peças mais usadas em funilaria industrial e é de fácil confecção. Basta que se trace inicialmente a vista de elevação, e se divida o arco AB (Fig. 49) em partes iguais e marquem-se os pontos 1-2-3-4-5-6-7. A partir destes pontos levantam-se perpendiculares, até tocar o tubo superior, marcando os pontos 1'-2'-3'-4'-5'-6'-7'. A seguir, acha-se o diâmetro médio, multiplicase por 3,142 e a medida encontrada marca-se em uma reta CD na mesma direção de AB, e divide-se em partes iguais marcando-se os pontos M-N-O-P-Q-R-S-R-Q-P-O-N-M. A partir destes, levantam-se perpendiculares. Depois, partindo dos pontos 1'-2'-3'-4' etc., traçam-se linhas horizontais que cruzarão com as verticais e levantadas anteriormente, marcando os

Fig. 50 Fig. 49

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40 Companhia Siderúrgica de Tubarão

A interseção de cilindros com diâmetros diferentes, saindo a 90º um do outro, é feita da mesma forma como foi explicado nas figuras 49 e 50.

Fig. 51 Fig. 52

Fig. 53

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A única diferença é que quando os diâmetros são iguais, um tubo encaixa no outro até a metade e quando os diâmetros são diferentes, isso não ocorre, como mostra a vista lateral (Fig. 53) desenhada nesta página.

O encontro das projeções das linhas horizontais da fig. 54 com as verticais da fig. 5 mostra claramente como se faz o desenvolvimento de cilindros com eixos fora de centro, não

Fig. 5 Fig. 54

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