(Parte 5 de 6)

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42 Companhia Siderúrgica de Tubarão sendo necessário maiores explicações porque verifica-se que é igual à planificação anterior já explicada nas figuras 49 e 50.

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Desenha-se inicialmente a vista de elevação (Fig. 56) e num ponto qualquer do cilindro traça-se o arco AB, o qual deve ser dividido em um número qualquer de partes iguais.

Em seguida, por estas divisões traçam-se linhas perpendiculares que devem tocar os lados dos outros dois cilindros, marcando-se os pontos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7. Então, ao lado da Fig. 56 traça-se a linha CD, cujo comprimento é, como se sabe, o perímetro do tubo do meio. Divide-se a linha CD em partes iguais, marcando-se os pontos 1'-2'-3'-4'-5'-6'-7'-6'-5'-4'- 3'-2'-1' e por estes pontos levantam-se linhas perpendiculares.

Voltamos à Fig. 56 e a partir do ponto 4 do cilindro 2 traçamos linhas horizontais que cortarão as verticais levantadas anteriormente. Passamos ao cilindro 1 e fazemos o mesmo. Os pontos de encontro das horizontais com as verticais formam as linhas de interseção, ligados com uma régua flexível, completando assim a Fig. 57. Para uma melhor apresentação

Fig. 58

Fig. 57 Fig. 56

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4 Companhia Siderúrgica de Tubarão da peça, desenhamos também a vista lateral dos três cilindros representados na Fig. 58.

O desenvolvimento desta peça faz-se da mesma forma como foi explicado nas figuras 56, 57 e 58, com o cruzamento das linhas horizontais e verticais mostrando claramente a peça desenvolvida. Entretanto, quem está traçando pode preferir não cruzar as linhas e fazer o desenvolvimento transportando as medidas com o compasso. Para isso deverá traçar uma linha que chamaremos linha de centro (LC) e marcar os pontos A-B-C-D-E-F-G-H-I-J-K-L-M. Então, para traçar a parte superior da peça, abrirá o compasso com abertura igual a LC1 da Fig. 59 e esta medida será traçada na planificação marcando os pontos A1 e M1 na Fig. 60. Volta-se à Fig. 59, abre-se o compasso igual a LC2 e marca-se na Fig. 60, a partir da linha de

Fig. 60 Fig. 59

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Departamento Regional do Espírito Santo 45 centro os pontos B2 e L2. E assim por diante, sempre pegando as medidas na Fig. 59 e transportando-as para a Fig. 60. A parte inferior também é feita da mesma forma.

Inicialmente, desenha-se o cilindro X e depois o cilindro Y no grau desejado. No cilindro X, traça-se a perpendicular VZ e com o raio deste cilindro, traça-se o arco VO. Continuando, traça-se no cilindro Y, o arco 1-7, o qual divide-se em partes iguais, marcando-se os pontos 1-2-3-4-5-6-7. Com a mesma abertura de compasso e fazendo centro no ponto V, traça-se o arco MN, o qual também divide-se em partes iguais, marcando-se os pontos 1-2-3-4. Projetam-se estes pontos para o arco VO marcando-se A-B-C-D-E. Então, a partir destes pontos, traçamse as linhas horizontais e paralelas ao longo do cilindro X. Depois, partindo dos pontos 1-2-3-4-5-6-7 do cilindro menor, traçam-se linhas paralelas ao longo dele, até cruzarem com as horizontais traçadas no cilindro maior, marcando os pontos A-B-C-D-E-F-G, formando assim a linha de interseção dos dois cilindros. Para traçar o desenvolvimento (Fig. 62), faz-se

Fig. 61 Fig. 62

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46 Companhia Siderúrgica de Tubarão primeiro a linha CD a qual divide-se em partes iguais e pelas divisões levantam-se perpendiculares. Depois, partindo dos pontos A-B-C-D-E-F-G da Fig. 61, traçam-se paralelas que cruzarão com as perpendiculares levantadas anteriormente e este cruzamento marca a linha de desenvolvimento do cilindro.

Muitas vezes, depois de montada a tubulação verifica-se que a vazão de pressão é pouca, sendo necessário ampliar o canal de passagem do ar. Para isso usa-se o recurso apresentado nas figuras 63 e 64. Para se traçar esta peça, desenha-se a vista de elevação dos dois tubos (Fig. 63). A seguir, abre-se o compasso com a medida desejada e fazendo centro em M, marcam-se as distancias MX e MY. Faz-se uma reta ligando X a Y. Depois, colocando o esquadro em X, traça-se a linha XL, do ponto L faz-se outra linha paralela a XY marcando o ponto R e R liga-se a Y. A seguir, traça-se o arco XL, o qual divide-se em partes iguais e pelas divisões traçam-se paralelas, ligando XL ao lado YR, marcando-se os pontos A-B-C-D-E e no outro lado os pontos F-G-HI-J. Em qualquer ponto da linha XY traça-se a linha JK e numera-se os pontos 1-2-3-4-5. Para fazer a planificação traça-se primeiro a linha ST. Em seguida, pega-se 5A-4B-3C-2D e 1E (uma por vez da Fig. 63) e passa-se para a Fig. 64, sempre a partir da linha de base ST. Faz-se o mesmo para traçar a parte inferior. Os pontos marcados unem-se com uma régua flexível. Então, abre-se o compasso com medida igual a MY da Fig. 63 e centra-se em E' e

Fig. 65

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Departamento Regional do Espírito Santo 47 depois em J' e traçam-se dois arcos que se cruzem no ponto 6. Muda-se para o outro lado da peça e centra-se também em E' e J' e traçam-se outros dois arcos que se cruzem no ponto 8. Une-se E com 6 e 6 com J. Une-se E com 8 e 8 com J, ficando a peça desenvolvida. A Fig. 65 mostra como fica a peça depois de montada.

TRONCO DE CONE SAINDO DO CILINDRO COM EIXOS A 90º

Desenha-se a vista de elevação (Fig. 6). Divide-se o arco AB em partes iguais e levantam-se perpendiculares que toquem a parte inferior do cone, numerando-se 1-2-3-4-5-6-7. Prolonga-se a linha CA até encontrar o vértice S. Liga-se S ao ponto 2 e prolonga-se até tocar o lado do cilindro marcando o ponto 2'. Liga-se S ao ponto 3 e prolonga-se até tocar o ponto 3'. Faz-se o mesmo com as outras divisões e marcam-se os pontos 4'-5'-6'-7'. Traçam-se retas horizontais ligando os pontos 4'-5'-6' ao lado DB do cone, marcando EF e G. Depois, abre-se o compasso com abertura igual a SB e traça-

Fig. 6

Fig. 67 Fig. 68

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48 Companhia Siderúrgica de Tubarão se o arco BH o qual divide-se em partes iguais 8-9-10-1-12-13-14 etc. (Fig. 67). Centra-se em S e traçam-se os arcos DL-GK-FJ- e EI. Em seguida, partindo de S e passando pelas divisões do arco BH traçamse retas formando um leque que cortem os arcos traçados anteriormente. O encontro das retas com os arcos formam a linha sinuosa de desenvolvimento da peça. A Fig. 68 mostra como fica a peça depois de montada.

DESENVOLVIMENTO DE CONE - PROCESSO 1

Diâmetro da base X 3,14

Desenha-se a vista de elevação do cone (Fig. 69). Depois, fazendo centro em A, com abertura de compasso igual a AB traça-se o arco CD. Multiplica-se o diâmetro da base por 3,14 e o produto encontrado divide-se em um número qualquer de partes iguais (quanto mais divisões, melhor) e com o auxílio do compasso marcam-se estas divisões no arco CD. Finalmente, traça-se uma reta ligando D a A e C a A completando o desenvolvimento da Fig. 70.

Fig. 70 Fig. 69

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DESENVOLVIMENTO DE CONE - PROCESSO 2

Traça-se a vista de elevação do cone (Fig. 71), e em sua base o arco 1-7, o qual divide-se em partes iguais. Ao lado, com o mesmo comprimento de A7, traça-se a reta B1 de modo que

Fig. 72 Fig. 72

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50 Companhia Siderúrgica de Tubarão cruze a linha de centro (LC) logo acima de A. Centra-se em B e com abertura igual a B1 traça-se o arco 1-1c, Abre-se o compasso igual a uma das divisões feitas no arco 1-7 e marcam-se estas divisões no arco 1-1c, Finalmente, liga-se 1c a B.

Obs.: A marcação com o compasso pode causar diferença ao comprimento da peça desenvolvida, daí ser necessário sempre multiplicar o diâmetro médio da base por 3,14, para conferir o desenvolvimento.

Desenha-se a vista de elevação do cone (Fig. 73) com a inclinação desejada e traça-se o arco 1-7, o qual divide-se em partes iguais 1-

Fig. 74 Fig. 73

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2-3-4-5-6-7. Prolonga-se a linha 1-7 até o ponto N e daí levanta-se uma perpendicular até o ponto S. Centrando o compasso em N, traçam-se arcos marcando os pontos A-B-C-D-E na base do cone. A partir destes pontos, traçam-se os arcos 1F-AG-BH-CI-DJ-EK-7L. A seguir, abre-se o compasso com uma das divisões do arco 1-7 e marcam-se estas divisões no arco 1F8, numerando-se 8-9-10-1-12-13-14-13-12-1-10-9-8. Ligam-se estes pontos através de retas ao vértice S. O encontro destas retas com os arcos traçados anteriormente forma a linha de desenvolvimento ML.

TRAÇADO DO TRONCO DE CONE - PROCESSO 1

O tronco de cone é provavelmente a peça mais usada nas indústrias, seja para reduzir uma tubulação, seja para escoamento de líquidos etc. É também uma das peças mais fáceis de serem traçadas. No exemplo presente, traça-se

Fig. 76 Fig. 75

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