Manual Residuos Solidos

Manual Residuos Solidos

(Parte 6 de 9)

• evidenciar a necessidade do zelo com a limpeza e a organização permanentes da obra; • responsabilizar empreiteiros pela má utilização dos insumos, materiais e dispositivos de uso comum;

• obrigar a observância das condições estabelecidas para a triagem dos resíduos;

• compartilhar com o contratado, em casos específicos, a responsabilidade pela destinação dos resíduos, examinando e aprovando solução para destinação e exigindo a apresentação da documentação pertinente;

• avaliar os empreiteiros em relação à limpeza da obra, triagem dos resíduos nos locais de geração, acondicionamento final e destinação (quando for aplicável), atribuindo notas e penalizando os responsáveis por irregularidades.

4.4 Remoção dos Resíduos do Canteiro

A coleta dos resíduos e sua remoção do canteiro devem ser feitas de modo a conciliar alguns fatores, a saber:

I - compatibilização com a forma de acondicionamento final dos resíduos na obra; I - minimização dos custos de coleta e remoção; I - possibilidade de valorização dos resíduos; IV - adequação dos equipamentos utilizados para coleta e remoção aos padrões definidos em legislação.

4.4.1. Fluxo dos resíduos O quadro abaixo relaciona tipos de resíduo à sua forma adequada de coleta e remoção.

Caminhão com equipamento poliguindaste ou caminhão com caçamba basculante, sempre coberto com lona.

Caminhão com equipamento poliguindaste, caminhão com caçamba basculante ou caminhão com carroceria de madeira, respeitando as condições de segurança para a a acomodação da carga na carroceria do veículo, sempre coberto com lona.

Caminhão ou outro veículo de carga, desde que os bags sejam retirados fechados para impedir mistura com outros resíduos na carroceria e dispersão durante o transporte.

Caminhão ou outro veículo de carga, desde que os bags sejam retirados fechados para impedir mistura com outros resíduos na carroceria e dispersão durante o transporte

Caminhão preferencialmente equipado com guindaste para elevação de cargas pesadas ou outro veículo de carga.

Caminhão ou outro veículo de carga, desde que os sacos ou bags sejam retirados fechados para impedir mistura com outros resíduos na carroceria e dispersão durante o transporte

Caminhão com equipamento poliguindaste ou caminhão com caçamba basculante, sempre coberto com lona.

Caminhão com equipamento poliguindaste ou caminhão com caçamba basculantes, sempre coberto com lona.

Caminhão ou outro veículo de carga, com cuidado para contenção da carga durante o transporte.

Caminhão ou outro veículo de carga, sempre coberto.

Blocos de concreto, blocos cerâmicos, outros componentes cerâmicos, argamassas, concreto, tijolos e assemelhados.

Madeira

Plásticos (sacaria de embalagens, aparas de tubulações etc.)

Papelão (sacos e caixas de embalagens dos insumos utilizados durante a obra) e papéis (escritório)

Metal (ferro, aço, fiação revestida, arames etc.) Serragem e EPS (poliestireno expandido, exemplo: isopor).

Gesso de revestimento, placas acartonadas e artefatos Solo Telas de fachada e de proteção

Materiais, instrumentos e embalagens contaminados por resíduos perigosos (exemplos: embalagens plásticas e de metal, instrumentos de aplicação como broxas, pincéis, trinchas e outros materiais auxiliares como panos, trapos, estopas etc.)

Veículos utilizados na coleta pública dos resíduos domiciliares, obedecidos os limites estabelecidos pela legislação municipal competente.

Veículos definidos pela legislação municipal competente.

Restos de alimentos e suas embalagens, copos plásticos usados e papéis sujos (refeitório, sanitários e áreas de vivência).

Resíduos de ambulatório.

Resíduos não oriundos da atividade construtiva:

4.4.2 Formalização dos procedimentos Os coletores de resíduos das obras são os agentes que devem remover os resíduos para os locais de destinação previamente qualificados pelos geradores e, portanto, devem cumprir rigorosamente o que lhes for determinado.

Os aspectos que devem ser considerados nos contratos para prestação de serviços de coleta e remoção são os seguintes:

• quando da utilização de caçambas estacionárias, obediência às especificações da legislação municipal, notadamente nos aspectos relativos à segurança;

• disponibilizar equipamentos em bom estado de conservação e limpos para uso;

• observância das condições de qualificação do transportador (regularidade do cadastro junto ao órgão municipal competente, citado no item 4.2.2);

• estabelecer a obrigatoriedade do registro da destinação dos resíduos nas áreas previamente qualificadas e cadastradas pelo próprio gerador dos resíduos (observadas as condições de licenciamento quando se tratar de Áreas de Transbordo e Triagem, Áreas de Reciclagem, Áreas de Aterro para Resíduos da Construção Civil ou Aterros de Resíduos Perigosos);

• condicionar o pagamento pelo transporte à comprovação da destinação dos resíduos.

4.5 Destinação dos resíduos

As soluções para a destinação dos resíduos devem combinar compromisso ambiental e viabilidade econômica, garantindo a sustentabilidade e as condições para a reprodução da metodologia pelos construtores. Os fatores determinantes na designação de soluções para a destinação dos resíduos são os seguintes:

I - possibilidade de reutilização ou reciclagem dos resíduos nos próprios canteiros; I - proximidade dos destinatários para minimizar custos de deslocamento;

I - conveniência do uso de áreas especializadas para a concentração de pequenos volumes de resíduos mais problemáticos, visando à maior eficiência na destinação.

4.5.1Fluxo dos resíduos A tabela abaixo permite a identificação de algumas das soluções de destinação para os resíduos, passíveis de utilização pelos construtores.

Áreas de Transbordo e Triagem, Áreas para Reciclagem ou Aterros de resíduos da construção civil licenciadas pelos órgãos competentes; os resíduos classificados como classe A (blocos, telhas, argamassa e concreto em geral) podem ser reciclados para uso em pavimentos e concretos sem função estrutural (FOTOS 10 E 1).

Atividades econômicas que possibilitem a reciclagem destes resíduos, a reutilização de peças ou o uso como combustível em fornos ou caldeiras.

Empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam ou reciclam estes resíduos.

Empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam ou reciclam estes resíduos.

Empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam ou reciclam estes resíduos. (FOTO 13)

Reutilização dos resíduos em superfícies impregnadas com óleo para absorção e secagem, produção de briquetes (geração de energia) ou outros usos.

É possível a reciclagem pelo fabricante ou empresas de reciclagem.

É possível o aproveitamento pela indústria gesseira e empresas de reciclagem.

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