Manual Residuos Solidos

Manual Residuos Solidos

(Parte 7 de 9)

Desde que não estejam contaminados, destinar a pequenas áreas de aterramento ou em aterros de resíduos da construção civil, ambos devidamente licenciados pelos órgãos competentes.

Possível reaproveitamento para a confecção de bags e sacos ou até mesmo por recicladores de plásticos. (FOTO 12)

Privilegiar soluções de destinação que envolvam a reciclagem dos resíduos, de modo a permitir seu aproveitamento como agregado.

Para uso em caldeira, garantir separação da serragem dos demais resíduos de madeira.

Máximo aproveitamento dos materiais contidos e a limpeza da embalagem.

Proteger de intempéries.

Não há. Ensacar e proteger de intempéries.

Proteger de intempéries. Proteger de intempéries.

Examinar a caracterização prévia dos solos para definir destinação.

Não há.

Blocos de concreto, blocos cerâmicos, argamassas, outros componentes cerâmicos, concreto, tijolos e assemelhados.

Madeira

Plásticos (embalagens, aparas de tubulações etc.)

Papelão (sacos e caixas de embalagens) e papéis (escritório)

Metal (ferro, aço, fiação revestida, arames etc.)

Serragem

Gesso em placas acartonadas

Gesso de revestimento e artefatos

Solo

Telas de fachada e de proteção continua na pág. 30

EPS (poliestireno expandido - exemplo: isopor)

Materiais, instrumentos e embalagens contaminados por resíduos perigosos (exemplos: embalagens plásticas e de metal, instrumentos de aplicação como broxas, pincéis, trinchas e outros materiais auxiliares como panos, trapos, estopas etc.)

Confinar, evitando dispersão.

Maximizar a utilização dos materiais para a redução dos resíduos a descartar.

Possível destinação para empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam, reciclam ou aproveitam para enchimentos.

Encaminhar para aterros licenciados para recepção de resíduos perigosos.

Foto 10Foto 1 Foto 12Foto 13 continuação da tabela da pág. 29

4.5.2Formalização dos procedimentos A formalização da destinação dos resíduos deve ser iniciada por meio da identificação e do cadastramento dos destinatários. Estas são algumas informações relevantes que devem fazer parte deste cadastro:

• Data do cadastramento; • Razão Social do destinatário;

• Nome do responsável pela empresa;

• Telefone;

Segue exemplo de modelo de ficha cadastral para melhor organização das informações relativas aos destinatários de resíduos.

Uma vez cadastrado o destinatário, cada coleta deverá implicar emissão do documento CTR (Controle de

Transporte de Resíduos), que registrará a destinação dos resíduos coletados. Neste documento deverão constar, necessariamente, as seguintes informações:

- Dados do gerador (Razão social / nome, CNPJ / CPF, endereço para retirada e identificação da obra);

• Endereço da destinação; • Atividade principal do destinatário;

• Resíduo(s) que será(ão) destinado(s);

• Descrição do processo a ser aplicado ao(s) resíduo(s).

- Resíduos destinados, com volume ou peso e unidades correspondentes; - Dados do transportador (Razão social / nome, CNPJ / CPF, inscrição municipal, tipo de veículo e placa);

- Termo de responsabilidade para devolução de bags da obra: quantidade, nome e assinatura do responsável;

- Dados do destinatário (Razão social / nome, CNPJ / CPF, endereço da destinação);

- Assinaturas e carimbos (gerador, transportador e destinatário).

Modelo de formulário que atende às NBR 15112:2004 a 15114:2004 e que deve ser emitido em três vias (1ª via – para gerador; 2ª via – para transportador; 3ª via – para destinatário):

Feita a remoção dos resíduos, as três vias deverão ser apresentadas ao destinatário para coleta de assinaturas e carimbos. A primeira via deve ser devolvida à obra, a segunda via fica com o transportador e a terceira via é retida pelo destinatário. É recomendável que o pagamento ao transportador seja feito só depois da apresentação da primeira via devidamente assinada e carimbada pelo destinatário.

4.6 Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios a. Bombona: recipiente com capacidade para 50 litros, com diâmetro superior de aproximadamente 35 cm após o corte da parte superior. Exigir do fornecedor a lavagem e a limpeza do interior das bombonas, mesmo que sejam cortadas apenas na obra. (FOTO 14)

b. Bag: recipiente com dimensões aproximadas de 0,90 x 0,90 x 1,20 metros, sem válvula de escape (fechado em sua parte inferior), dotado de saia e fita para fechamento, com quatro alças que permitam sua colocação em suporte para mantê-lo completamente aberto enquanto não estiver cheio. (FOTO 15)

c. Baia: recipiente confeccionado em chapas ou placas, em madeira, metal ou tela, nas dimensões convenientes ao armazenamento de cada tipo de resíduo. Em alguns casos a baia é formada apenas por placas laterais delimitadoras e em outros casos há a necessidade de se criar um recipiente estilo “caixa”, sem tampa. (FOTO 16)

Foto 14 Foto 15

d. Caçamba estacionária: recipiente confeccionado com chapas metálicas reforçadas e com capacidade para armazenagem em torno de 4 m3. A fabricação deste dispositivo deve atender às normas ABNT. (FOTO 17)

e. Sacos de ráfia: dimensões 0,90 x 0,60 cm. Normalmente são reutilizados os “sacos de farinha” confeccionados em ráfia sintética. Os sacos de ráfia deverão ser compatíveis com as dimensões das bombonas, de forma a possibilitar o encaixe no diâmetro superior.

(Parte 7 de 9)

Comentários