artes graficas processos de aw

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Artes Gráficas Processos de A - W

Artes Gráficas Processos de A - W

A indústria de Artes Gráficas completa quase 550 anos nesse início de milénio - considerando seu início com a impressão da Bíblia de Gutemberg. A evolução do design, a criação de tipos, a tecnologia de impressão, a fotografia, a comunicação de massa, e a procura da humanidade pelo conhecimento se misturam, se transfor mam, e se completam. Abaixo, uma pequena cronologia da evolução das Artes Gráficas.

1450. Gutenberg inventa os tipos móveis.

1455. Gutenberg imprime a Bíblia de 42 linhas.

1457. E impresso na Alemanha o Psalt, livro de filigranas e letras iniciais em duas cores. Gutenberg é um dos artesãos responsáveis.

1464. Os alemães Sweynheym e Pannartz abrem sua primeira gráfica em Roma. Essa migração germânica produziu uma revolução tipográfica na Europa.

1470. Nicolas Jenson desenha e manda fundir a primeira fonte no estilo Roman, até hoje utilizado.

1499. Aldus Manutius imprime o livro Hypnerotomachia Poliphili. Até sua morte em 1516, foi um dos principais impressores europeus.

1520. Glande Garamond desenha sua primeira família de tipos.

1569-1572. Christophe Plantin edita os oito volumes da Bíblia Polyglota, patrocinado pelo rei Filipe I da Espanha.

1692. O rei Luís da França solicita o desenho de uma fonte para uso exclusivo da coroa francesa, para o tipógrafo Philippe Grandjean.

1725. O escocês William Ged inventa a composição de páginas inteiras numa só ma triz, sistema que foi melhorado e batizado de estereotipia pelo tipógrafo francês Firmin Didot, que inventou a caixa de tipos móveis.

1734. O inglês William Caslon desenha 38 fontes, e cessa a importação de fontes de outros países (principalmente da Itália) na Inglaterra.

1758-1768. John Baskerville, tipógrafo, desenha a fonte que leva seu nome, e leciona na Cambridge University, onde é o responsável pela gráfica. Lá edita sua versão da Bíblia, considerada um dos melhores trabalhos tipográficos e de impressão do século XVIII.

1768. Gianbattista Bodoni é eleito Diretor de Imprensa do Duque Ferdinando de Parma.

1796. O alemão Móis Senefelder inventa a impressão química sobre pedras — a litografia, mãe da impressão Offlset.

1800. O inglês Lord Stanhope constrói uma prensa de ferro capaz de imprimir duas páginas de uma vez.

1822. Joseph IVicephore Niépce obtém uma imagem permanente utilizando uma câmara escura - nasce a fotografia.

1846. O norte-americano Richard Hoe criou a primeira rotativa tipográfica.

1861. O escocês James Clerk Maxwell mostra que todas as nuanças de cor derivam de três cores primárias — Vermelho, Azul e Verde (RGB).

1867. Foi patenteada a primeira máquina que viria a tornar-se a monotipo, que fundia os tipos na hora de compor o texto, pelo norte-americano James Clephane.

1869. Começa na Inglaterra a utilização de chapas metálicas curvas com letras fundidas e fotografias reticuladas.

1878. O alemão naturalizado norte-americano Ottmar Mergenthaler inventa a linolipo. componedora que fundia uma linha de tipos de uma só vez, mecanicamente. Foi instalada a primeira máquina no jornal New York Tribune, em 1886.

1879. George Eastman (fundador da Kodak) patenteia um sistema de emulsão sensível à luz para chapas de impressão.

1907. Os irmãos franceses Auguste e Louis Lumière desenvolvem o primeiro sistema de fotografia açores.

1910 (circa). Frederich Eugene Ives desenvolve o sistema de defracão da imagem em linhas de pontos - a retícula.

1924. Comercializada a primeira câmera fotográfica portátil - uma Leica com lente Leitz 24X36 m.

1930. Surge o primeiro filme colorido que combina uma camada gelatinosa para cada cor na mesma película - o Kodachrome.

1947. Edwin Land produz um filme de revelação instantânea e funda a Polaroid.

1953. É impresso nos EUA o livro The Wonderful World of Insects, publicação que teve os textos compostos no Photon, a primeira máquina de composição tipográfica a utilizar a luz e gravar as letras em papel fotossensível.

1963. Criada na Universidade de Stanford a primeira máquina fotográfica digital, a câmera Videodisk, que armazenava imagens por alguns minutos em um disco flexível de plástico.

Lançada pela Compugraphic a CompuWriter, fotocomponedora na qual o texto era digitado, 1971. sendo então gravado em fita perfurada de papel. Essa fita era colocada em outro equipamento, que dava saída na fotocomposição em papel fotográfico. Compunha os textos em larguras de coluna préestabelecidas pelo operador, uma revolução para a época.

1978. E lançado pela Monotype o Lasercomp, primeiro equipamento a utilizar raio laser para saída de filmes - a primeira imagesetter.

1980. Surgem os CDs.

1985. Lançada a linguagem PostScript pela Adobe; pela primeira vez, textos e fotos podiam ser montados juntos em computadores pessoais — os PCs.

1991. As empresas Heidelberg e Presstek gravam as primeiras chapas de impressão direto do computador - surge a tecnologia CtP (Computer to Plate).

1993. Surgem as primeiras impressoras digitais para pequenas tiragens, da índigo e da Xeikon. 1997. São enviados pela primeira vez arquivos gráficos pela Internet em PDF. 2000. Estabelecimento definitivo do CTP, do PDF e da transmissão remota de arquivos via FTP.

Técnica e talento. Estes dois componentes básicos da criação e produção de impressos devem sempre andar juntos e em equilíbrio.

Para atingir esse equilíbrio, o designer e/ou o produtor gráfico deve ter em mente algumas questões importantes. Princípios básicos que devem ser questionados, talvez, em sua primeira visita ao cliente. Junto a ele, obtendo todas as informações possíveis, será definido o caminho a ser tomado já no primeiro layout O impacto dessas questões será sentido em todas as fases do projeto gráfico, da criação ao pós-venda.

Qual a intenção do impresso? Divertir, informar, ensinar ou vender? Saber qual a intenção do impresso é parte importantíssima do processo de criação. E este tipo de informação é obtida junto ao cliente. Não é você quem decide sobre a utilização final do impresso. Conhecer o objetivo da peça gráfica junto a seu cliente vai ajudar a definir níveis de qualidade e custo, prazo e quantidades adequadas. Paralelamente, certas questões técnicas se apresentam. Assim, partes da estrutura do produto vão se definindo.

Quem é seu público? Compradores, jovens, profissionais ou leigos? Saber quem vai consumir o impresso é fator decisivo para caracterizar suas necessidades. A escolha de fontes, da cor do papel, do número de cores de impressão e do formato. Obter essa informação junto ao cliente pode evitar surpresas desagradáveis, além de fortalecer sua relação com o cliente.

O que deve conter seu projeto? Fotos e textos, só texto, fotos com legendas, tabelas ou gráficos ilustrativos? E parte fundamental para a definição da estrutura, formato, escolha do papel e número de cores de impressão. Esta é uma resposta a ser dada pelo cliente (sempre ele). Mesmo um super-ocupado diretor de indústria, com certeza, lhe concederá alguns minutos de seu precioso tempo para municiá-lo com toda a informação necessária. Sobretudo se você demonstrar que, assim, serão poupados algum tempo e muito dinheiro.

Como o produto será apresentado? Desde a fase inicial, você tem, graças a informações e necessidades de seu cliente, uma ideia de como será seu produto. Sóbrio, informal, agressivo, impactante, discreto, chamativo. Perceba que são adjetivos que podem muito bem ser atribuídos a uma pessoa. Seu cliente, por exemplo. A peça gráfica oferece produtos, serviços ou ambos? Respondendo a questões como estas, você estará iniciando o processo de criação e execução com maiores chances de acerto.

Como o produto será usado? Manuseado, lido por uma ou mais pessoas, enviado pelo correio, colado a outro produto ou encartado? Esse é mais um aspecto fundamental, que ditará o tipo de acabamento a ser feito, papel a ser usado, número de dobras e e ajudará a medir custos adicionais. Imagine um catálogo de produtos, que após três semanas de manuseio já esteja “desmontando”, trata-se de dinheiro jogado fora. Um encarte de supermercado, por sua vez, tem apenas alguns minutos de vida útil, e não deve ser projetado para mais do que isso.

Como as pessoas vão receber seu produto? Você pensou em colocar a palavra “IMPRESSO” em destaque nos fôlderes enviados pelo correio? As tarifas postais são tremendamente reduzidas com a simples aplicação dessa palavra. Revistas podem ser entregues porta a porta, pelos Correios, vendidas em bancas ou distribuídas gratuita mente. E necessário definir com precisão qual o melhor tipo de embalagem para estas revistas. Poderá ser preciso embalá-las individualmente. Sem contar os envelopes, cintas de papel, sacos plásticos personalizados, etc.

Como outras empresas irão trabalhar com seu produto? Muitas vezes, a peça gráfica não é o produto final Rótulos, embalagens, envelopes, selos, adesivos, são alguns exemplos de produtos secundários. Conhecer o produto final no qual será aplicada sua obra também é fator determinante da estrutura, aspecto e função da mesma.

Qual a disponibilidade de verba para execução do impresso? Na maioria das vezes, um projeto gráfico deve ser desenvolvido dentro de uma determinada verba. Isso definirá quais processos poderão ser utilizados. Muitos projetos começam prevendo vários tipos de acabamento, uso de vernizes, tintas especiais, etc. Mas ao receber o orçamento da gráfica percebe-se que ultrapassou a verba prevista. Saber o quanto se tem para gastar determina quais processos poderão ser utilizados.

A impressão em rotativas offset tem certas peculiaridades que devem ser levadas em conta na fase de criação. Elas rodam mais rapidamente, utilizando para isso produtos semelhantes aos utilizados nas impressoras Offset planas. Mas há certas diferenças, que levam a um resultado de impressão também diferente.

O primeiro cuidado deve ser tomado no tratamento de imagens. Para cada tipo de papel, deve ser aplicado um perfil característico.

Esses perfis característicos devem ser aplicados nas imagens antes de gerar o PDF. Se vc trabalha com outras gráficas, a aplicação desses perfis não prejudicará o trabalho. Se vc já aplica perfis de imagem no Photoshop, verifique se estes têm valores aproximados aos recomendados pela Posigraf. Se a diferença estiver dentro de uma faixa de 5% nos percentuais para mais ou para menos, não há problema. Separação de gris deve ser GCR, Black Generation deve ser Médium e UCA deve ser igual a 0%.

A resolução das imagens deve ser, via de regra, de 300 dpi. A lineatura de saída determina a resolução (L/ cm = linhas de retícula por centímetro quadrado).

Fios: Nunca menos de 0,2 m, nunca em mais de 2 cores, sendo pelo menos uma cor sólida (100%). Fontes: Nunca menor que corpo 6 sem serifa, sendo que no mínimo corpo 8 bold sem serifa quando vazada. Textos preferencialmente em l cor; quando necessário, no máximo 2 cores sendo pelo menos uma cor sólida (100%).

Boxes de cor (benday): Nunca utilize 3 cores; quando necessário, no máximo 2 cores sem restrição de porcentagens. Mas lembrando que tonalidades pastel tendem a escurecer na impressão rotativa.

O mercado de artes gráficas é composto por vários tipos de estabelecimento. Das gráficas rápidas, que substituem as copiadoras e pequenas gráficas, onde se pode imprimir folhetos a uma cor e impressos simples, até os grandes estabelecimentos, que imprimem desde livros de arte em quadricromia até tablóides em rotativa. Poucas gráficas, no entanto, oferecem todo tipo de serviço, atingindo todos os níveis de qualidade. A maioria limita-se a oferecer trabalhos com apenas um ou dois níveis de qualidade (ver quadro abaixo).

Qual o nível de qualidade que você precisa? Para escolher um nível de qualidade, deve-se saber o quão bom o produto final deve ficar. Clientes que sabem exatamente qual o nível de qualidade precisam podem planejar orçamentos e prazos realistas, e selecionar gráficas que produzam o trabalho com eficácia.

Abaixo, descrição dos quatro principais níveis de qualidade e suas características.

NÍVEL l - BÁSICO — Impressos em uma cor, sem uso de retícula, em papéis não revestidos (tipo offset), em gráficas pequenas ou em copiadoras. Pode haver reprodução de fotos, mas geralmente em P&B e com baixa definição. Sem separação de cores (CMYK). Exemplos: fliers e folhetos de distribuição direta, formulários comerciais e jornais.

NÍVEL 2 - NORMAL — Impressos em mais cores (de l a 4 ou mais), com uso de retícula, em papéis não revestidos (tipo offset) ou em papéis revestidos (tipo Couchê), em gráficas médias ou grandes com máquinas offset de uma a quatro cores. A reprodução de fotos pode ser colorida, com recursos de tratamento de imagem, e as fotos P&B têm boa definição. Exemplos: malas diretas, folders, livros e revistas.

NÍVEL 3 - ESPECIAL — Impressos em cores (policromia - 5 cores ou mais), com uso de retícula, em papéis especiais, em gráficas com máquinas offset de quatro cores ou mais. A reprodução de fotos coloridas se igualam aos cromos, e as fotos P&B têm ótima definição. Exemplos: impressão de catálogos de produtos onde a reprodução deve ser fiel ao produto, relatórios anuais, livros com reprodução de fotos.

NÍVEL 4 - SUPERIOR — Tudo - do design ao papel - é de primeira classe. Demanda prazos mais flexíveis e atenção redobrada das gráficas. Logo, custam mais caro. Exemplos: livros de arte, brochuras de produtos mais caros (automóveis e jóias).

Parâmetros dos níveis de qualidade

Registro. Use milímetros para especificar registro, não termos subjetivos como “preciso”.

Densidade de tinta. Aqui refere-se à densidade da tinta. Os parâmetros variam de gráfica a gráfica, que estabelecem os seus fazendo leitura com um densitômetro, em áreas nas folhas de impressão, geralmente chamados de “bloquinhos”.

Retícula. Se você especifica 20% de Cyan, não deve obter 17% numa folha e 26% em outra.

Ganho de ponto. Outro parâmetro que varia de gráfica a gráfica. Os números da tabela são médios. Existem ganhos diferentes nas mínimas (5 a 25%), médias (26 a 75%) e nas máximas (76 a 100%).

Acerto de cores. O acerto e manutenção de carga de tinta refere-se tanto a chapados quanto a reticulados. Compare as cores da prova às cores impressas. Não compare as cores do monitor com a cor impressa. Lembre-se que o registro, a densidade da tinta e o ganho de ponto afetam a cor. Após a obtenção da cor correta, as variações devem se manter dentro dos limites de cada um dos Níveis de Qualidade.

Mínimas/ Máximas. Fotos devem ser tiradas pensando-se na reprodução. Níveis de densidade dos originais devem estar dentro das possibilidades de reprodução do sistema de impressão empregado.

Pequenos defeitos. Defeitos incluem: pequenos caroços de tinta sólida, manchas, excesso ou falta de tinta, enrugamento do papel, dublagem (uma impressão nítida e outra “apagada” da mesma imagem), enfim, todo defeito que pode ser eliminado na máquina de impressão - e não foi.

Acabamento. A precisão do acabamento inclui corte e vinco, refiles, dobras, serrilhas e perfurações (furos e picotes). As variações são inerentes aos processos e variam de acordo com o equipamento usado.

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