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todos os objetos são visíveis

a representação da imagem é tridimensional.

b)Mapa

é uma projeção ortogonal;

a escala é a mesma para todos os pontos;

a representação geométrica dos objetos é a correta;

os objetos a serem representados são selecionados e generalizados através do uso de símbolos e convenções, muitas vezes, exagerados para a escala utilizada;

a representação da imagem é bidimensional.

25.6. Exercícios

1.Qual a resolução, em linhas/mm, de uma imagem fotográfica obtida por uma câmara de distância focal igual a 50mm e diafragma com diâmetro de 12,5mm.

2.Foi registrada uma imagem fotográfica na escala 1:15.000 com resolução (lente-filme-filtro) igual a 100 linhas/mm. Qual a dimensão real do menor objeto detectável na foto? Qual a dimensão do menor objeto identificável?

3.Foram obtidas fotografias em que se podiam identificar e contar objetos de 60cm e 90cm. A resolução da câmara é de 25 linhas/mm. Determinar a escala da fotografia para ambos os casos.

26. Conceitos Básicos para o Trabalho com Fotografias

Estereoscopia: é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena, tomadas de pontos diferentes.

Paralaxe: é o deslocamento aparente da posição de um objeto estacionário que se encontra a uma certa distância de um observador em movimento. Quanto mais próximo estiver o objeto do observador, maior será o deslocamento aparente deste.

Visão Estereoscópica: é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo Binocular ou Método Estereoscópico, capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade.

Visão Monoscópica: é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo Monocular ou Método Monoscópico, no qual as diferentes formas de percepção da profundidade são observadas com um único olho. Permite reconhecer nos objetos as cores, a tonalidade, o tamanho (por comparação ou pela altura da sombra) e a forma.

27. Elementos Geométricos da Visão Binocular

Ângulo Paralático ou de Convergência: é aquele formado pelos eixos óticos visuais convergentes no objeto observado ().

Quanto maior a distância do observador ao objeto, menor é o ângulo paralático.

Base Ocular ou Distância Interpupilar: é a distância entre os centros óticos dos olhos (média de 65mm - 63 a 69mm é o intervalo) e designada por (b). Dada sempre em milímetros.

Raio de Percepção Estereoscópica: é o nome dado à distância limite ou máxima com que o olho humano permite a sensação de profundidade (RPE). Dada em metros.

Segundo estudos, a diferença mínima de profundidade entre objetos, ou seja, a acuidade visual estereoscópica do observador, depende da diferença entre os ângulos de convergência dos objetos observados. Esta percepção da profundidade não é possível se a diferença entre os ângulos for inferior a 20" de arco.

O raio de percepção estereoscópica pode ser expresso em função da distância interpupilar e dos ângulos de convergência na seguinte relação:

onde

Portanto, para b=65mm e =20", RPE equivale a 670 metros. Isto nos mostra que, a partir desta distância, não é possível perceber a profundidade dos objetos.

Ainda em relação ao ângulo convergente, podemos determinar a profundidade de um objeto, ou seja, a sua altura, pela seguinte relação:

onde

1 e 2são os ângulos convergentes do topo e da base do objeto.

A maneira mais simples de se conhecer os ângulos convergentes de um objeto é através do uso das fotografias aéreas, pois, a distância entre pontos homólogos nas fotografias, é diretamente proporcional ao ângulo convergente no objeto sobre a superfície terrestre.

28. Princípio da Terceira Dimensão

A terceira dimensão forma-se no cérebro pela diferença das imagens formadas em cada retina. Cada olho observa e transmite ao cérebro duas dimensões, que somadas, perfazem um total de quatro dimensões. Mas, como uma delas é comum aos dois olhos, a fusão das imagens traduz-se na formação da imagem em 3D.

Assim, para a visualização da 3D através de fotografias, é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região, tomadas de pontos distintos no espaço.

Par Estereoscópico: é o nome dado ao par de fotografias aéreas consecutivas, tomadas a partir de uma distância constante entre as estações de exposição e capazes de reproduzir o modelo espacial do terreno fotografado. Também denominado estereograma.

Par Pseudoscópico: é um par estereoscópico cujas fotografias são observadas em posições trocadas e invertidas, ou seja, a fotografia da direita toma o lugar da fotografia da esquerda e vice-versa. A profundidade do par original também fica invertida.

28.1. Maneiras de Observar um Par Estereoscópico

a)Eixos Óticos Cruzados

Observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito e sem auxílio de equipamento. Exige muito esforço.

b)Eixos Óticos Convergentes

A observação da imagem se faz de maneira natural. Métodos: anaglifo, luz polarizada e luz intermitente.

c)Eixos Óticos Paralelos

Observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo, com ou sem o auxílio do estereoscópio de espelhos. Exige certo esforço.

28.2. Processos para Obter a Visão Estereoscópica

a)Estereoscopia Voluntária

Sem instrumento: com os eixos óticos paralelos, através da fusão das imagens fotográficas colocadas a  25cm de distância dos olhos.

Com instrumento: a fusão das imagens se dá através de processo ótico (duas lentes, espelhos, prismas...).

b)Estereoscopia de Anaglifo

Por impressão de imagens coloridas: uma das fotos do par é impressa em vermelho e a outra em azul e ambas são superpostas com um pequeno deslocamento sobre um papel branco. Este deslocamento é sempre no sentido da linha de tomada das fotos. O par é examinado através do uso de filtros, um vermelho para a foto azul e outro azul para a foto vermelha. A imagem tridimensional é obtida em preto e branco.

Por projeção de imagens coloridas: os diapositivos, em preto e branco, são projetados sobre uma mesma tela através de projetores dotados de dois filtros, um verde e um vermelho, e as imagens são observadas com um óculos de lentes nestas duas cores. A imagem tridimensional também é obtida em preto e branco.

c)Estereoscopia por Polarização da Luz

O processo consiste em fazer com que a luz projetada através de um par estereoscópico passe por filtros polarizadores com planos de polarização ortogonais. O observador irá perceber, com cada olho, apenas a imagem projetada por um dos diapositivos. A fusão das imagens se fará no cérebro. Este é o processo usado no cinema ou em telas de computador.

d)Estereoscopia por Cintilamento ou Luz Intermitente

Este processo baseia-se em estudos do olho humano, que afirmam que uma imagem é gravada e retida no cérebro por um período de tempo de 1/20s a 1/8s, mesmo após esta imagem ter sido oculta.

Desta forma, projetando-se alternadamente as imagens de um par estereoscópico durante cerca de 1/60s e, em sincronia, alternando-se a ocultação do campo visual de cada olho, o cérebro percebe continuamente uma imagem tridimensional. Isto se deve por ser a freqüência das projeções sucessivas muito alta .

e)Estereoscopia por Holografia

A holografia é a ciência e arte de registrar informações tridimensionais de um objeto, através da luz.

Holograma é o nome dado ao registro da informação obtida holograficamente. (Matriz de Interferência)

Diferente da fotografia convencional, que utiliza a luz refletida de um objeto e registra-a sobre um filme comum, a holografia usa a luz, dividida em feixes luminosos (referência e objeto), e grava-os sobre um filme especial. O holograma obtido não guarda qualquer semelhança visível com o objeto original, mas, quando um feixe de referência é projetado através do holograma, a luz curva-se pela difração e recria a imagem tridimensional. A luz utilizada para projetar os hologramas é o raio laser.

28.3. Exercícios

1)Tente, através do estereograma abaixo, visualizar a profundidade do terreno nele registrado. Para tanto, utilize-se do processo de estereoscopia voluntária (não há necessidade de aparelhos).

29. Geometria Básica da Fotografia Aérea

A figura a seguir apresenta o esquema da geometria de uma fotografia aérea perfeitamente vertical.

Desta, conclui-se que a fotografia é uma projeção cônica ou central em que a imagem de um objeto é formada num plano (que é o filme ou negativo) após os raios de projeção terem passado pelo centro perspectivo (ou ótico) da objetiva.

Definições básicas

a)Estação de Exposição: é o nome dado à posição do centro perspectivo (ponto nodal ou centro ótico) no instante da tomada da fotografia. Designado por (O).

b)Altitude de Vôo: é a distância vertical, em metros, entre a estação de exposição e o Geóide (nível médio do mar). Designado por (Ho).

c)Altura de Vôo: é a distância vertical, em metros, entre a estação de exposição e um plano qualquer de referência do terreno. Designada por (H).

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