Apostila de Usinagem

Apostila de Usinagem

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9 ¾ APLAINAMENTO

O aplainamento é um processo de usinagem destinado à obtenção de superfícies regradas, geradas por um movimento retilíneo alternativo da peça ou da ferramenta. O aplainamento pode ser horizontal ou vertical (Figuras 1.5 e 1.6). Quanto à finalidade, as operações de aplainamento podem ser classificadas ainda em aplainamento de desbaste e aplainamento de acabamento.

a) Aplainamento de superfícies cilíndricas de revolução b) Aplainamento de superfícies cilíndricas

c) Aplainamento de guias d) Aplainamento de superfícies

e) Aplainamento de perfis f) Aplainamento de rasgo de chaveta

Figura 1.5 – Tipos de aplainamento a) Aplainamento de rasgos b) Aplainamento de ranhuras em T

Figura 1.6 – Tipos de aplainamento

A furação é um processo mecânico de usinagem destinado a obtenção de um furo geralmente cilíndrico numa peça, com auxílio de uma ferramenta multicortante. Para tanto a ferramenta ou a peça se desloca segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo principal da máquina. A furação subdivide-se nas operações: ¾ Furação em cheio – Processo de furação destinado à abertura de um furo cilíndrico numa peça, removendo todo o material compreendido no volume do furo final, na forma de cavaco (Figura 1.7 -a). Caso seja necessário fazer furos de grandes profundidades, há a necessidade de ferramenta especial (Figura 1.7 -e);

¾ Furação escalonada – Processo de furação destinado à obtenção de um furo com dois ou mais diâmetros, simultaneamente (Figura 1.7 -c);

¾ Escareamento – Processo de furação destinado à abertura de um furo cilíndrico numa peça préfurada (Figura 1.7 -b);

¾ Furação de centros – Processo de furação destinado à obtenção de furos de centro, visando uma operação posterior na peça (Figura 1.7 -d);

¾ Trepanação – Processo de furação em que apenas uma parte de material compreendido no volume do furo final é reduzida a cavaco, permanecendo um núcleo maciço (Figura 1.7 -f).

a) Furação em cheio b) Furação com pré-furação

c) Furação escalonada d) Furação de centros

e) Furação profunda em cheio f) Trepanação

Figura 1.7 – Tipos de furação

O alargamento é um processo mecânico destinado ao desbaste ou ao acabamento de furos cilíndricos ou cônicos, com auxílio de ferramenta normalmente multicortante. Para tanto, a ferramenta ou a peça gira e a ferramenta ou a peça se desloca segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo de rotação da ferramenta. O alargamento pode ser:

¾ Alargamento de desbaste – Processo de alargamento destinado ao desbaste da parede de um furo cilíndrico (Figura 1.8 -a) ou cônico (Figura 1.8 -c);

¾ Alargamento de acabamento – Processo de alargamento destinado ao acabamento da parede de um furo cilíndrico (Figura 1.8 -b) ou cônico (Figura 1.8 -d); a) Alargamento cilíndrico de desbaste b) Alargamento cilíndrico de acabamento

c) Alargamento cônico de desbaste d) Alargamento cônico de acabamento

Figura 1.8 – Tipos de alargamento

O rebaixamento é um processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de uma forma qualquer na extremidade de um furo. Neste processo, geralmente, a ferramenta gira e desloca-se simultaneamente segundo uma trajetória retilínea, coincidente com o eixo de rotação da ferramenta (Figura 1.9).

a) Rebaixamento guiado b) Rebaixamento

c) Rebaixamento guiado d) Rebaixamento guiado

e) Rebaixamento guiado f) Rebaixamento

Figura 1.9 – Tipos de rebaixamentos.

O mandrilamento é um processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxílio de uma ou várias ferramentas de barra. Para tanto a ferramenta gira e se desloca segundo uma trajetória determinada.

¾ Mandrilamento cilíndrico – Processo de mandrilamento no qual a superfície usinada é cônica de revolução, cujo eixo coincide com o eixo em torno do qual a ferramenta gira (Figura 1.10 - a);

¾ Mandrilamento cônico – Processo de mandrilamento no qual a superfície usinada é cônica de revolução, cujo eixo coincide com o eixo no qual gira a ferramenta (Figura 1.10 - c);

¾ Mandrilamento radial – Processo de mandrilamento no qual a ferramenta é plana e perpendicular ao eixo em torno do qual gira a ferramenta (Figura 1.10 - b)

¾ Mandrilamento de superfícies especiais – Processo de mandrilamento no qual a superfície usinada é uma superfície de revolução, diferente das anteriores, cujo eixo coincide com eixo em torno do qual gira a ferramenta. Exemplos: mandrilamento esférico (Figura 1.10 -d), mandrilamento de sangramento, etc. Quanto à finalidade, as operações de mandrilamento podem ser classificadas ainda em mandrilamento de desbaste e mandrilamento de acabamento.

a) Mandrilamento cilíndrico b) Mandrilamento radial

c) Mandrilamento cônico d) Mandrilamento esférico

Figura 1.10 – Tipos de mandrilamento.

15 ¾ FRESAMENTO

O fresamento é um processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies quaisquer com o auxílio de ferramentas geralmente multicortantes. Para tanto, a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se desloca segundo uma trajetória qualquer. As Figuras 1.1 e 1.12 mostram operações de fresamentos.

a) Fresamento frontal b) Fresamento cilíndrico tangencial

PredominantementePredominantemente

c) Fresamento de duas superfícies ortogonais tangencial frontal d) Fresamento tangencial de encaixes “rabo de andorinha” e) Fresamento frontal de canaletas com fresas de topo f) Fresamento frontal (caso especial)

g) Fresamento tangencial de perfil h) Fresamento composto

Figura 1.1 – Tipos de fresamentos.

16 a) Fresamento cilíndrico tangencial

Concordante b) Fresamento cilíndrico tangencial

Discordante

Figura 1.12 – Tipos de fresamentos.

Distinguem-se dois tipos básicos de fresamento:

¾ Fresamento cilíndrico tangencial – Processo de fresamento destinado à obtenção de superfícies planas paralelas ao eixo de rotação da ferramenta (Figuras 1.12 -a, 1.12 -b e 1.1 -b). Quando a superfície obtida não for plana ou o eixo de rotação da ferramenta for inclinado em relação à superfície originada na peça, será considerada um processo especial de fresamento tangencial (Figura 1.1 –g e Figura 1.12 -a).

¾ Fresamento frontal – Processo de fresamento no qual destinado à obtenção de superfícies planas perpendiculares ao eixo de rotação da ferramenta (Figura 1.1 -e). O caso de fresamento indicado na Figura 1.1 -f é considerado como um caso especial de fresamento frontal.

Há casos em que os dois tipos básicos de fresamento comparecem simultaneamente, podendo haver ou não predominância de um sobre outro (Figura 1.1 -c). A operação indicada na Figura 1.1 -h pode ser considerada como um fresamento composto.

O serramento é um processo mecânico de usinagem destinado ao seccionamento ou recorte com auxílio de ferramentas multicortantes de pequena espessura. Para tanto, a ferramenta gira, se desloca ou se mantém parada. O serramento pode ser: ¾ Serramento retilíneo – Processo de serramento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, com movimento alternativo ou não. Quando altenartivo, classifica-se o serramento como retilíneo alternativo (Figura 1.13 -a). Caso a contrário o serramento é retilíneo contínuo (Figuras 1.13 –b e 1.13 -c);

¾ Serramento circular – Processo de serramento no qual a ferramenta gira ao redor do seu próprio eixo e a peça ou a ferramenta se desloca (Figuras 1.13 –d, 1.13 –f e 1.13 -e); a) Serramento alternativo b) Serramento contínuo (seccionamento)

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