Apostila de Usinagem

Apostila de Usinagem

(Parte 3 de 8)

c) Serramento contínuo (recorte) d) Serramento circular

e) Serramento circular f) Serramento circular

Figuras 1.13 – Tipos de serramento.

18 ¾ BROCHAMENTO

O brochamento é um processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies quaisquer com o auxílio de ferramentas multicortantes. Para tanto, a ferramenta ou a peça se desloca segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo da ferramenta. O brochamento pode ser: ¾ Brochamento interno - Processo de brochamento executado num furo passante da peça

(Figuras 1.14 -a);

¾ Brochamento externo – Processo de brochamento executado numa superfície externa da peça (Figuras 1.14 -b).

a) Brochamento interno b) Brochamento externo

Figura 1.14 – Tipos de brochamentos.

O roscamento é um processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de filetes , por meio da abertura de um ou vários sulcos helicoidais de passo uniforme, em superfícies cilíndricas ou cônicas de revolução. Para tanto, a peça ou a ferramenta gira e uma delas se desloca simultaneamente segundo uma trajetória retilínea paralela ou inclinada ao eixo de rotação. O roscamento pode ser interno ou externo. ¾ Roscamento interno – Processo de roscamento executado em superfícies internas cilíndricas ou cônicas de revolução (Figuras 1.15 -a, 1.15 –b, 1.15 -c e 1.15 -d);

¾ Roscamento externo – Processo de roscamento executado em superfícies externas cilíndricas ou cônicas de revolução (Figuras 1.15 -e, 1.15 –f, 1.15 –g, 1.15 –h, 1.16 –a e 1.16 –b).

a) Roscamento interno com ferramenta de perfil único b) Roscamento interno com ferramenta de perfil múltiplo

c) Roscamento intero com macho d) Roscamento interno com fresa

e) Roscamento externo ferramenta de perfil único f) Roscamento externo com ferramenta de perfil múltiplo

g) Roscamento externo com cossinete h) Roscamento externo com jogos de pentes

Figura 1.15 – Tipos de roscamentos.

a) Roscamento externo com fresa de perfil múltiplo b) Roscamento externo com fresa de perfil único

Figura 1.16 – Tipos de roscamentos.

A limagem é um processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies quaisquer com auxílio de ferramentas multicortantes (elaboradas por picagem) de movimento contínuo ou alternado (Figuras 1.17 -a e 1.17 -b).

a) Limagem contínua b) Limagem contínua

Figura 1.17 – Tipos de limagem.

Processo manual de usinagem destinado à ajustagem de superfícies com auxílio de ferramenta multicortante (Figura 1.18).

Figura 1.18 – Rasqueteamento.

Processo mecânico de usinagem no qual as peças são colocadas no interior de um tambor rotativo, junto ou não de materiais especiais, para serem rebarbados ou receberem um acabamento (Figura 1.19).

Figura 1.19 – Tamboreamento.

A retificação é um processo de usinagem por abrasão destinado à obtenção de superfícies com auxílio de ferramenta abrasiva de revolução. Para tanto, a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta desloca-se segundo uma trajetória determinada, podendo a peça girar ou não. A retificação pode ser tangencial ou frontal.

Processo de retificação executado com a superfície de revolução da ferramenta (Figura 1.20 - f). A retificação tangencial pode ser: ¾ Retificação cilíndrica: Processo de retificação tangencial no qual a superfície a ser trabalhada é uma superfície cilíndrica (Figuras 1.20 -f e 1.20 -e). Esta superfície pode ser interna ou externa, de revolução ou não. Quanto ao avanço automático da ferramenta ou da peça, a retificação cilíndrica pode ser com avanço longitudinal da peça (Figura 1.20 -e), com avanço radial do rebôlo (Figura 1.21 -a), com avanço circular do rebôlo (Figura 1.21 -b) ou com o avanço longitudinal do rebôlo.

¾ Retificação cônica: Processo de retificação tangencial no qual a superfície usinada é uma superfície cônica. Esta superfície pode ser interna ou externa. Quanto ao avanço automático da ferramenta ou da peça, a retificação cônica pode ser com avanço longitudinal da peça (Figura 1.21 -c), com avanço radial do rebôlo, com avanço circular do rebôlo ou com o avanço longitudinal do rebôlo.

¾ Retificação de perfis: processo de retificação tangencial no qual a superfície a ser usinada é uma espécie qualquer gerada pelo perfil do rebôlo (Figuras 1.21 –d e l.21 -e). ¾ Retificação tangencial plana: Processo no qual a superfície usinada é plana (Figura 1.21 -f).

¾ Retificação cilíndrica sem centros: Processo de retificação cilíndrica no qual a peça sem fixação axial é usinada por ferramentas abrasivas de revolução, com ou sem movimento longitudinal da peça. A retificação sem centros pode ser com avanço longitudinal da peça (retificação de passagem) ou com avanço radial do rebôlo (retificação em mergulho) (Figuras 1.20 –a, 1.20 -b e 1.21 -h).

23 • RETIFICAÇÃO FRONTAL

Processo de retificação executado com a face do rebôlo. É geralmente executada na superfície plana da peça, perpendicularmente ao eixo do rebôlo. A retificação frontal pode ser com avanço retilíneo da peça (Figura 1.20 -c), ou com avanço circular da peça (Figura 1.20 -d).

a) Retificação cilíndrica sem centros com avanço em “fileiras de peças” b) Retificação cilíndrica sem centros com avanço radial

c) Retificação frontal com avanço retilíneo da peça d) Retificação frontal com avanço circular da peça

e) Retificação cilíndrica externa com avanço longitudinal f) Retificação cilíndrica interna com avanço longitudinal

Figura 1.20 – Tipos de retificação.

a) Retificação cilíndrica externa com avanço radial b) Retificação cilíndrica interna com avanço circular

c) Retificação cônica externa com avanço longitudinal d) Retificação de perfil com avanço radial

e) Retificação de perfil com avanço longitudinal f) Retificação tangencial plana com movimento retilíneo da peça

g) Retificação cilíndrica sem centros h) Retificação cilíndrica sem centros com avanço longitudinal contínuo da peça

Figura 1.21 – Tipos de retificação.

Processo mecânico de usinagem por abrasão empregado no acabamento de furos cilíndricos de revolução no qual os grãos ativos da ferramenta abrasiva estão em constante contato com a superfície da peça e descrevem trajetórias helicoidais (Figura 1.2). Para tanto, a ferramenta ou a peça gira e se desloca axialmente com movimento alternativo.

Figura 1.2 – Brunimento.

Processo mecânico de usinagem por abrasão no qual é dado o acabamento final da peça por meio de abrasivos, associados a um porta-ferramenta específico para cada tipo de operação.

Processo mecânico de usinagem por abrasão no qual a ferramenta é constituída por um disco (Figuras 1.25 –a) ou conglomerado de discos revestidos de substâncias abrasivas (Figuras 1.25 –b).

a) Com um disco b) Conglomerado de discos

Figura 1.25 –Polimento.

Processo mecânico de usinagem por abrasão empregado no acabamento de peças, no qual os grãos ativos da ferramenta abrasiva estão em constante contato com a superfície da peça. Nesse processo a peça gira lentamente enquanto a ferramenta se desloca com movimento alternativo de pequena amplitude e freqüência relativamente grande (Figuras 1.23 –a e 1.23 -b).

a) Super-acabamento cilíndrico b) Super-acabamento plano

Figura 1.23 – Tipos de super acabamento.

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