Desenho de Tubulações Industriais

Desenho de Tubulações Industriais

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Desenhos Isométricos

2.1. Considerações gerais

Os isométricos são desenhos feitos em perspectiva axonométrica isométrica, sem escala. As Figuras 12, 13 e 14, mostradas a seguir, são exemplos de desenhos isométricos.

Figura 2.1 – Desenho isométrico 3106 (SILVA TELLES, 2001).

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 39 Figura 2.2 – Desenho isométrico 3212 (SILVA TELLES, 2001).

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Figura 2.3 – Desenho isométrico 3126 (SILVA TELLES, 2001).

Cada desenho isométrico deve conter uma linha ou um grupo de linhas próximas que sejam interligadas, nunca devendo figurar em um mesmo desenho duas tubulações de áreas diferentes. No caso de tubulações muito longas pode ser necessário subdividi-la por vários isométricos sucessivos.

2.2. Conteúdo do desenho

Os desenhos isométricos devem conter, no mínimo, as seguintes informações:

• identificação de todas as tubulações e seu sentido de fluxo;

• elevação de todos os tubos a partir da linha de centro; nos trechos em que se tornar indispensável, indicar a elevação de fundo de tubo;

• todas as cotas e dimensões necessárias para a fabricação e montagem das tubulações (de trechos retos, angulares, raios de curvatura, acessórios, válvulas e outros acidentes);

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• representação de todas as válvulas e acessórios de tubulação, inclusive os secundários, como drenos, respiros, conexões para instrumentação, tomadas de amostras, purgadores;

• orientação (norte de projeto);

• identificação, posição de linha de centro e bocais de interligação de equipamentos (vasos, bombas, compressores);

• lista dos materiais referentes ao isométrico;

• plantas de tubulação de referência, com indicação das suas revisões;

• relação das linhas detalhadas nos desenhos isométricos;

• indicação se as linhas são isoladas ou aquecidas;

• indicação de condições especiais (tratamento térmico, revestimento, utilização de materiais alternativos);

• indicação das condições de operação, projeto e teste de cada linha;

• indicação das abreviaturas utilizadas;

• cada desenho isométrico deve conter apenas uma linha; somente em casos especiais, tais como: sucção de bombas A e B ou similares, podem ser admitidas 2 linhas em um mesmo isométrico; em nenhum caso um mesmo isométrico pode incluir linhas de padronização de material diferentes;

• tomadas tamponadas para ligações futuras, cujo comprimento não ultrapasse de 1 0 m devem fazer parte do isométrico da linha tronco;

• todos os suportes soldados à tubulação devem ser indicados no isométrico.

Os isométricos podem conter informações adicionais sobre quantitativos básicos, tais como: peso e outras informações necessárias para os serviços de isolamento térmico, pintura e revestimentos em geral.

Os isométricos da fabricação (“spools”), devem conter a localização de todas as emendas (ligações roscadas, soldadas, com identificação das soldas de campo) dos tubos e acessórios e também conter a identificação e dimensões de todas as peças, bem como o sobrecomprimento para ajuste de campo, quando este existir.

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2.3. Traçado

Os desenhos isométricos devem ser elaborados de acordo com as normas PETROBRAS N-59,

N-381 e N-901, utilizando o padrão normalizado pela norma PETROBRAS N-1745, exceto quando permitido de forma diferente pela PETROBRAS.

As linhas verticais são representadas por traços verticais e as horizontais nas direções ortogonais devem ser representadas por traços inclinados de 30° sobre a horizontal (para a direita ou para a esquerda); linhas com direções diferentes das 3 (três) direções ortogonais devem ser representadas por traços inclinados com ângulos diferentes de 30° e devem ter indicados nos desenhos os ângulos verdadeiros de suas inclinações com as 3 (tres) direções ortogonais básicas, bem como o paralelogramo ou prisma, onde a direção inclinada seja uma diagonal (neste caso, usar linhas estreitas para representar o paralelogramo ou o prisma). Sempre que facilitar a visualização, deve ser hachurado o plano que contém a linha e sua projeção no plano horizontal.

Todos os tubos devem ser representados por traço único (independentemente do diâmetro) na posição de sua linha de centro, utilizando-se linha larga.

Devem ser indicados os raios de curvatura dos trechos de tubos curvados.

Devem ser indicados com linhas tracejadas, os trechos dos tubos que continuam em outro desenho isométrico, devendo ser também indicados os números dos desenhos sométricos ou plantas de continuação.

2.4. Simbologia

Os símbolos adotados para execução do desenho isométrico estão de acordo com a Norma

PETROBRAS N-59. Devem ser traçados a partir da projeção lateral gerando, sempre que possível, a proporcionalidade de suas dimensões. Na Figura 15 é apresentado um exemplo de aplicação da simbologia adotada.

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 43 Figura 2.4 – Exemplo de aplicação da simbologia adotada (SILVA TELLES, 2001).

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ABNT NBR 8196, Emprego de escalas. 1999.

ABNT NBR 10068, Folha de desenho – Leiaute e dimensões. 1987.

ABNT NBR 10582, Apresentação da folha para desenho técnico. 1988.

Norma PETROBRAS N-381, Execução de desenhos e outros documentos técnicos em geral. Rev. G. 2005.

Norma PETROBRAS N-42, Projeto de sistema de aquecimento externo de tubulação, equipamento e instrumentação, com vapor. Rev. D. 2004.

Norma PETROBRAS N-59, Símbolos gráficos para desenhos de tubulação. Rev. D. 2004.

Norma PETROBRAS N-901, Identificação e símbolos para instrumentos

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