Etapas da Lâmina Dentária/ Odontogênese

Etapas da Lâmina Dentária/ Odontogênese

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Odontogênese

 

ODONTOGÊNESE:FORMAÇÃO DA LÂMINA DENTÁRIA:Quando o embrião está com 6 a 7 semanas de V.I.U., certas áreas do epitélio bucal começam a proliferar numa proporção mais rápida do que as células das áreas adjacentes, formando uma faixa de epitélio, que será o futuro arco dentário. À medida que as células epiteliais da camada basal se multiplicam, invaginam em direção ao ectomesênquima, que começa a sofrer uma condensação. A borda dessa banda epitelial divide-se em dois processos: um direcionado mais para vestibular, recebendo a denominação de lâmina vestibular,e outro direcionado mais profundamente (para lingual ou palatina) conhecido como Lâmina Dentária.Ao longo do comprimento da lâmina dentária, a atividade proliferativa contínua levará a formação de uma série de tumefações epiteliais localizadas - 10 pontos no arco superior e 10 pontos no arco inferior - que correspondem às posições dos futuros dentes decíduos.Com a contínua proliferação e progressiva histodiferenciação das células ectodérmicas do órgão dental e ectomesênquima adjacente, as modificações que se processam na forma do germe dental em desenvolvimento pode ser dividido didáticamente, em três estágios:1 - Botão ou broto dental2 – Capuz ou casquete3 – Campânula- ETAPAS DA LÂMINA DENTÁRIA:Classificação dos três tipos de lâmina dentária, de acordo com a atividade funcional e a sua cronologia.1a. Lâmina Primária (6 - 7 semana V.I.U. até completar 2º mês de V.I.U) - relaciona-se com a dentição decídua, e ocorre durante o 2º mês de vida intra-uterina.2a. Lâmina Secundária (4º mês V.I.U. ao 10 mês idade) - responsável pela formação dos dentes permanentes de substituição, formada sempre do lado lingual do órgão dental do correspondente dente decíduo.Para os incisivos centrais permanentes forma-se a lâmina secundária no 5º mês de vida intra-uterina.A lâmina do 2º pré-molar se forma na criança com 10 meses de idade.3a. Lâmina Terciária (4º mês V.I.U até 5 anos de idade) - à medida que as arcadas dentárias se alongam, a lâmina primária cresce para distal, e com esta expansão forma-se a lâmina terciária, de onde surgirão os primórdios dos órgãos dentais dos molares permanentes, que não são dentes de substituição.1º molar permanente: 4 meses de vida fetal (feto mais ou menos 160 mm).3º molar permanente: 5º ano de vida6 - LÂMINA VESTIBULAR: Logo após o início do período de formação da lâmina dentária, ocorre um espessamento epitelial, localizando-se por vestibular e paralelo a mesma, no futuro rebordo dos maxilares, também orientado em direção ao ectomesênquima.Esta segunda formação não é tão maciça como a lâmina dentária e as suas células centrais sofrem degeneração formando um sulco, chamado sulco labial. À medida que este sulco vai progredindo em profundidade e extensão, vai se delimitando o rebordo alveolar propriamente dito. A lâmina vestibular formará o vestíbulo oral entre a porção alveolar dos maxilares, os lábios e bochechas.DESENVOLVIMENTO DO GERME DENTAL:FASE DE BOTÃO OU BROTO: Representa o esboço inicial da fase do desenvolvimento do órgão dentário. Nesta etapa, o ectoderma forma maciços celulares arredondados em 10 pontos diferentes da lâmina dentária, que correspondem a posição dos futuros dentes decíduos, em cada futuro arco dentário, superior e inferior.A formação dos botões dentários tem início num embrião de 23 mm aproximadamente. Os botões correspondentes aos vários dentes, surgem em períodos diferentes na lâmina dentária.Os primeiros a aparecerem são da região anterior da mandíbula, que corresponderão aos futuros incisivos inferiores.Nos botões dentários, as células apoiadas na lâmina basal, estão em continuidade com as células da camada basal do epitélio da mucosa bucal.Nesta fase o germe dentário aumenta de volume, pois, verifica-se uma atividade mitótica muito grande com rápida proliferação, tanto do epitélio como das células ectomesenquimais, que estão condensadas ao redor do botão dentário.FASE DE CAPUZ OU DE CASQUETE (Embrião de 35 a 60 mm) - ProliferaçãoConforme o botão dentário se prolifera, aumenta de tamanho e muda de forma, devido ao crescimento desigual em diferentes áreas do botão. Este crescimento leva a formação da etapa de capuz, o qual se caracteriza por uma invaginação do epitélio no ectomesênquima subjacente. Nesta fase as células epiteliais são esferóides e estão ordenadas e separadas por pequena quantidade de substância intercelular.Nesta etapa de desenvolvimento, já começa a se esboçar todos os elementos formativos do dente e de seus tecidos de suporte. O conjunto de células ectodérmicas, que lembram um capuz, é denominado Órgão Dental, responsável pela formação do esmalte dentário, pela estabelecimento da forma da coroa, pelo inicio da formação da dentina e pelo estabelecimento da junção dento gengival. A população de células ectomesenquimais condensadas, localizadas na concavidade do órgão dental é chamada de Papila dentária, a qual formará a dentina e a polpa. As células ectomesenquimais que envolvem o órgão do esmalte e a papila dentária, constituem o folículo dentário ou saco dentário, incumbidas de formarem o cemento, ligamento periodontal e osso alveolar, estruturas de sustentação do órgão dentário.Em alguns germes dentários em desenvolvimento, ocorre nesta fase, um acúmulo de células justapostas no centro do órgão do esmalte, o nó ou nódulo do esmalte. Muitas vezes o nó de esmalte é contínuo com o cordão do esmalte, coluna de células que ligam o epitélio interno ao epitélio externo. Estas estruturas são temporárias e não estão necessariamente em todos os dentes.FASE DE CAMPÂNULA OU SINO (Embrião de 70 mm)-Histo e morfodiferenciação)Nesta fase, observa-se um crescimento mais exagerado das bordas do capuz e concomitantemente há maior diferenciação das células epiteliais, definindo a fase de campânula ou fase de germe dentário propriamente dito.A massa de células epiteliais até então semelhantes, por meio de modificações chamadas histodiferenciação, transformam-se em componentes morfologicamente distintos.O órgão dental é constituído das seguintes partes:a - epitélio dental internob - estrato intermediárioc - retículo estreladod - epitélio dental externoa - EPITÉLIO DENTAL INTERNO: o epitélio interno do esmalte consiste de uma camada de células que se diferenciam em ameloblastos, tornando-se células cilíndricas altas. Possuem um diâmetro de 4 a 5 micrômetros e cerca de 40 micrômetros de altura. Vistos em corte transversal, apresentam a forma hexagonal. Os ameloblastos são células formadoras de esmalte e antes de sua total diferenciação, exercem uma influencia organizadora sobre as células ectomesenquimatosas da papila dentária que, por sua vez, se diferenciam em odontoblastos. O epitélio interno tem portanto, função formadora e indutora.b - ESTRATO INTERMEDIÁRIO: é constituído de 2 a 3 camadas de células pavimentosas, situadas entre o epitélio dental interno e o retículo estrelado. Estão unidas entre si, com as células do retículo estrelado e com o epitélio dental interno por desmossomas. Esta camada de células é de grande importância para a formação do esmalte, elaboram fosfatase alcalina, enzima necessária para a mineralização da matriz de esmalte. Sendo assim, podemos considerar o estrato intermediário em conjunto com as células do epitélio interno, como uma única entidade funcional, responsável pela formação do esmalte.c - RETÍCULO ESTRELADO: As células que estão situadas na parte central do órgão dental tornam-se afastadas entre si, pelo acúmulo de fluído intercelular. As células assumem uma forma estrelada, com longos prolongamentos que se anastomosam com diversos tipos de junções celulares.Os espaços entre as células estreladas, são preenchidos por um fluído mucóide, rico em albumina (glicosaminoglicanas), o que confere ao órgão dental uma consistência almofadada, a qual irá mais tarde proteger as delicadas células formadoras de esmalte.d - EPITÉLIO DENTAL EXTERNO: As células do epitélio do órgão dental achatam-se tomando a forma de cubos baixos.No final da fase em campânula, na etapa preparatória e durante a formação do esmalte, o epitélio externo do órgão dental que apresentava anteriormente uma superfície lisa, dispõe-se agora, em pregas. Entre essas pregas infiltram-se papilas provenientes do ectomesênquima adjacente do saco dentário, onde se acumulam capilares, que proporcionam um suprimento nutritivo rico, para a intensa atividade metabólica do órgão do esmalte, que como se sabe é avascular.Observação: a junção do epitélio interno com o epitélio externo na borda do órgão dental é conhecida como alça cervical.PAPILA DENTÁRIA:Sob a influência organizadora do epitélio proliferativo do órgão dental, o ectomesênquima desenvolve-se cercado parcialmente pela parte invaginada do epitélio interno do órgão dental. Em seguida condensa-se para formar a papila dentária que é o órgão formador de dentina e da polpa dentária.As diferenciações que ocorrem na papila dentária são concomitantes ao desenvolvimento do órgão dental.Ainda que o órgão dental exerça uma influência indutora sobre o tecido conjuntivo adjacente, a condensação do último não deve ser considerada como uma reação passiva ao aglomerado decorrente do epitélio em proliferação.A papila dentária, no seu desenvolvimento oferece resistência em determinadas áreas dificultando a proliferação do órgão dental. Tem pois, função modeladora, pois cabe a ela a modelação da forma da coroa do futuro dente.Os ameloblastos induzem as células da papila dentária a se diferenciarem em odontoblastos.3 - SACO OU FOLÍCULO DENTÁRIO:Concomitante ao desenvolvimento do órgão dental do esmalte e papila dentária, processa-se a condensação marginal do ectomesênquima que circunda a superfície do órgão epitelial do esmalte.Inicialmente, esta região do ectomesênquima é distinguida do ectomesênquima da papila dentária pela presença das células do epitélio dental interno e externo na região da alça cervical do órgão dental que formará uma dupla camada celular, conhecida como bainha epitelial radicular de Hertwig.A bainha epitelial de Hertwig, tem por função modelar e formar a dentina radicular.Quando as células do epitélio interno induzirem a diferenciação das células ectomesenquimais da papila dentária em odontoblastos, e a primeira camada de dentina for depositada, parte desta bainha epitelial de Hertwig se fragmenta, perdendo a sua continuidade e a sua relação íntima com a superfície do dente. Seus resíduos persistem como restos epiteliais de Malassez no ligamento periodontal.

IDADE

CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO

42 a 48 dias

Formação da lâmina dental

55 a 56 dias

Estágio de botão: incisivos, caninos e molares

decíduos

14 semanas

Estágio de campânula para os dentes decíduos e estágio de botão para os dentes permanentes

18 semanas

Dentina e ameloblastos funcionais nos dentes decíduos.

32 semanas

Dentina e ameloblastos funcionais nos primeiros molares permanentes

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTRUTURAS - INICIO DA FORMAÇÃO

6 - 7 Semanas de V.I.U.

Lâmina Dentária (11mm)

2º mês de V.I.U.

Dentição Decídua Completa

4º mês de V.I.U.

1º molar Permanente

5º mês de V.I.U.

Dentes Permanentes Sucessores

10 meses de idade

2º Pré molar

1 ano de vida

2º molar

5 anos de vida

3º molar

 

 

OCORRÊNCIAS NOS ESTÁGIOS DA FORMAÇÃO DENTÁRIA

BOTÃO

PROLIFERAÇÃO CELULAR

CAPUZ

 

ORGÃO DENTAL (Células Ectodérmicas)

PAPILA DENTAL (Células Ectomesenquimais).

INICIAÇÃO E PROLIFERAÇÃO CELULAR.

ANODONTIA, FUSÃO, SUPRANUMERÁRIOS.

DECÍDUOS PREMATUROS E GERMINAÇÕES.

CAMPÂNULA

HISTODIFERENCIAÇÃO CELULAR.

AMELOGÊNESE IMPERFEITA, DENTINOGÊNESE IMPERFEITA

DESGASTE DENTINÁRIO, RAÍZES CURTAS E CONTRAÍDAS.

MORFODIFERENCIAÇÃO

DENTES CONÓIDES, INCISIVOS DE HUNTCHISON (SÍFILIS),

MICRO E MACRODONTIA.

APOSIÇÃO

HIPOPLASIA DE ESMALTE

MINERALIZAÇÃO

HIPOCALCIFICAÇÃO E DENTINA INTERGLOBULAR

ERUPÇÃO

ANQUILOSE, IMPACTAÇÃO, RETARDO E ERUPÇÃO PREMATURA

Dentinogênese Imperfeita: A dentina ocupa quase toda a câmara pulpar. A mineralização é deficiente. O limite amelodentinário é liso levando a perda prematura do esmalte. Ocorre desgaste dentinário. As raízes são curtas e contraídas.

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Esmalte  

1.Conceito

É o tecido que reveste e protege a coroa do dente, extremamente duro, é o tecido mais mineralizado encontrado no organismo. O esmalte define a coroa anatômica do dente. É avascular, branco, cinza azulado ou amarelo devido a dentina subjacente, tem espessura máxima de 2 a 3,0 mm tornando-se mais delgado à medida que alcança o colo dentário.

2.Estrutura

Constituído basicamente por uma massa firmemente compacta de cristais de apatita com um padrão altamente organizado e orientado. Assim temos que a unidade básica do esmalte é o prisma ou bastão, o qual é criado por diferenças na orientação dos cristais. Na superfície do esmalte a estrutura do prisma é irregular ou está ausente. Cada prisma é rodeado por uma bainha criada por diferenças na angulação do cristal, esses limites contém mais proteínas do que em outras regiões. A razão dos cristais assumirem essa configuração é devido a uma propriedade dos ameloblastos e seus prolongamentos celulares (processo de Tomes). Acredita-se que cada prisma seja formado por quatro ameloblastos, a maior parte da cabeça de cada prisma é formada por um único ameloblasto enquanto que os outros três ameloblastos contribuem para a formação da cauda do prisma. O esmalte adjacente à superfície da dentina é formado antes da existência do processo de Tomes e portanto perde a estrutura prismática, e os cristais estão grosseiramente alinhados perpendiculares à dentina, o mesmo acontece nos últimos 30 um externos superficiais. O prisma é contínuo desde o limite amelodentinário (L.A.D.) até a superfície livre. Num corte transversal o prisma tem a forma de um buraco de fechadura onde a parte mais volumosa chama-se cabeça e a outra, cauda do prisma.

NÚMERO DE PRISMAS

Aproximadamente de 5.000.000 a 12.000.000.

3.Propriedades Físicas

Extremamente duro, porém capaz de resistir a forças mecânicas que incidem sobre ele durante a mastigação, desde que tenha suporte dentinário. É quebradiço, sofre clivagem, e, daí a necessidade de uma camada sob o esmalte de um material mais resistente (dentina). É translúcido, radiopaco, fluorescente à luz ultra violeta.Tem espessura variável entre 2,5 mm (cúspides) até muito fina na região cervical. É permeável a ions e água, participa ativamente nas trocas químicas com a saliva, essa propriedade possibilita a transformação dos cristais de hidroxiapatita em fluorapatita (mais resistentes) quando se faz aplicações tópicas de fluoretos.

Resistência às forças mecânicas sobre ele aplicadas durante a mastigação. É quebradiço, daí a necessidade de uma camada sob o esmalte de um material mais resistente (dentina).

Translúcido - amarelo claro ao cinza.

Espessura - 2,5mm (máxima) até muito fina na região cervical.

Interrelações Prismáticas

A partir da junção amelodentinária, os prismas seguem um trajeto tortuoso até a superfície do dente. O tamanho da maioria dos prismas é maior que a espessura do esmalte, devido a direção obliqua e o trajeto ondulado dos mesmos.

Os prismas se dispõem em fileiras arranjadas circunferencialmente ao redor do longo eixo do dente. Em cada fileira, os prismas correm em direção perpendicular à superfície do dente. No topo das cúspides as fileiras tem uma área pequena e os prismas se colocam verticalmente. Na região cervical ao contrario, os prismas estão colocados no sentido horizontal e algumas fileiras estão inclinadas para apical.

4.Propriedades Químicas

Material inorgânico - 96% de fosfato de cálcio sob a forma de hidroxiapatita -

Ca10 (PO4)6 (OH)2

Material Orgânico - 4% e grande quantidade de água.

A hidroxiapatita é encontrada também nos ossos, cartilagem calcificada, dentina e cemento.

Durante a formação do esmalte, vários ions são incorporados aos cristais de hidroxiapatita, tais como: estrôncio, magnésio, carbonatos e fluoreto. Esse cristal sofre dissolução por ácidos, estes determinam as bases químicas das lesões de cárie. O cristal de apatita carbonatada que é inferior e sofre fácil dissolução por ácidos ocorre na região cervical e nas fissuras (locais de maior formação de cáries). Entre os cristais de hidroxiapatita há uma fina rede de material orgânico com muita proteína e polisacarídeos (gel amorfo).

Superfície de esmalte com pH baixo ocorre a desmineralização. Se houver flúor presente esta desmineralização não ocorre pois há deposição de apatita fluoretada. Quando o pH cai para 5.5 a camada de fosfato cai.

O flúor sistêmico promove a formação de hidroxiapatita semelhante a ideal em maior quantidade, com mais estabilidade e menor solubilidade. No meio do cristal existe um ponto mais fraco, com mineral solúvel chamado apatita_carbonatada que utiliza-se do flúor durante a formação do dente e assim tem-se menos apatita carbonatada nessa área. Além disso aparece uma fina camada de flúor apatita na superfície do cristal tornando o dente mais resistente a cárie.

Flúor tópico - forma o fluoreto de cálcio que promove uma proteção essencial contra as cáries. O fluoreto de cálcio se precipita na superfície do dente e em contato com a saliva ele vai embora. Entretanto, o flúor funciona independente da forma como é utilizado. É importante se ter flúor na boca durante toda a vida, ele perturba a colonização de bactérias, o seu crescimento e a sua fermentação.

5.Características do esmalte

Devido ao trajeto ondulado dos prismas, mais ou menos em forma de “S”, sob luz refletida, ocorrem faixas claras e escuras denominadas linhas ou bandas de Hunter Schreger.

Linhas incrementares de Retzius, ocorrem devido a formação em camadas que vão se apondo umas às outras. Em média forma-se 4um de esmalte por dia. Estas linhas refletem variações na estrutura e mineralização do esmalte.

Linha Neo-natal, separa o esmalte dos dentes decíduos formado antes e depois do nascimento da criança.

Tufos e lamelas, são falhas geológicas, os tufos são hipomineralizados e projetam-se na junção amelodentinária, enquanto que as lamelas estendem-se para o interior do esmalte partindo da superfície.

Fusos, são considerados de origem dentinária, onde os prolongamentos odontoblásticos atravessam o limite amelodentinário penetrando no esmalte.

Limite amelodentinário, é a junção entre dois tecidos mineralizados, esmalte e dentina, é bem recortado, com trajeto sinuoso.

6.Alterações com a idade

Modificação na cor, permeabilidade e natureza da camada superficial.

Ligada a essas alterações está uma aparente redução da incidência de cárie.

Cor: torna-se mais escura. Menos permeável porque os poros diminuem a medida que os cristais incorporam mais ions e aumentam de tamanho.

 

AMELOGÊNESE

 

1.Introdução

Esmalte é o tecido de origem ectodérmica que recobre a coroa do dente. É formado pelo órgão dental. Na etapa que precede a formação dos tecidos duros (dentina e esmalte), o órgão do esmalte originado do epitélio estratificado oral primitivo, consiste de quatro camadas: o epitélio externo do órgão dental, o retículo estrelado, o estrato intermediário e o epitélio interno do órgão dental (camada ameloblástica). As diferentes camadas epiteliais do órgão dental são denominadas de acordo com sua morfologia, função ou localização.

2.Orgão dental

2.1 - Epitélio Dental Externo: Pouco antes da formação das estruturas duras, essa única camada de células cubóides (epitélio externo) apresenta-se de forma irregular, não se distinguindo facilmente do retículo estrelado. Imediatamente antes de iniciar a formação de esmalte, as células do epitélio externo desenvolvem vilosidades e os capilares do tecido conjuntivo que envolve o órgão dental proliferam e invadem estas vilosidades, promovendo um suprimento nutritivo abundante para o epitélio interno do órgão dental.

2.2 - Retículo Estrelado: Essas células possuem longos prolongamentos unidos por desmossomos entre si e com as células do epitélio externo do esmalte e o estrato intermediário. A grande quantidade de substância intercelular torna-o resistente, elástico, atuando como um provável amortecedor contra as forças físicas.

2.3 - Estrato Intermediário: As células desse extrato estão situadas entre as células do retículo estrelado e as do epitélio interno e estão dispostas em uma a três camadas. Estão unidas por desmossomos entre si, e com as células contíguas do retículo estrelado e do epitélio interno do esmalte. Estas células são caracterizadas pela alta atividade de uma enzima: a fosfatase alcalina - que é de importância fundamental para a mineralização da matriz orgânica. Assim, as células do estrato intermediário juntamente com as do epitélio interno devem ser consideradas como uma unidade funcional responsável pela formação do esmalte.

2.4 - Epitélio Interno: Essas células, antes de começar a formação do esmalte, no estágio de campânula sofrem modificações quanto a forma: de células cúbicas (epitélio de revestimento) assumem a forma cilíndrica e se diferenciam em ameloblastos (epitélio secretor) que produzem a matriz do esmalte.

3.Processo de formação

 

O processo de formação do esmalte envolve 3 estágios:

1º - secreção da matriz

2º - maturação

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