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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

QB55Z – Gestão da Qualidade e Meio Ambiente

Água Doce

Alunos: Bruno Eckert Bertuol

Eddie B. Gonçalves

Data da entrega 07/04/2009

Curitiba

2009

Sumário

1. Introdução..................................................................................................... 03

2. Quantidade de Água no Planeta................................................................... 04

2.1 Água Doce........................................................................................ 04

2.2 Água Potável.................................................................................... 05

2.3 Água Salgada................................................................................... 06

3. Quantidade de água no corpo humano........................................................ 07

4. Qualidade de Água....................................................................................... 08

5. Poluição........................................................................................................ 09

5.1 Poluições Industriais........................................................................ 09

5.2 Insumos Agrícolas............................................................................ 10

5.3 Esgotos Domésticos......................................................................... 10

6. Medidas de Prevenção................................................................................. 11

7. Água no Mundo............................................................................................. 13

7.1 Água no Brasil.................................................................................. 14

7.2 Quantidade e Alternativas de uso.................................................... 15

8. Conclusão..................................................................................................... 17

1. Introdução

A água se torna um bem cada vez mais precioso, iniciamos estudos para a verificação da quantidade de água no planeta, aonde ela esta e qual a situação para o consumo desta. Quais os meios que consomem maior quantidade, como ela é gasta e quais as soluções possíveis e prováveis para sanar a falta e poluição da vida deste planeta.

2. Quantidade de água no planeta

O planeta chamado de planeta Terra deveria ser chamado de planeta Água, pois este possui cerca de 75% de sua superfície coberta de água. A água é um elemento indispensável no ecossistema do planeta, toda a vida existente depende da água e com a poluição desta toda a vida pode desaparecer. De toda a água existente no mundo, 97% é salgada e apenas 3% é água doce que é própria para consumo. Desta porção de água doce, apenas 0,03% são de fácil acesso (rios, lagos e sub-superfícies). E com a poluição de rios, lagos e lençóis freáticos este número diminui muito.

Em todos os casos, quer se refiram às águas salgadas, quer às doce, os cuidados na preservação implicam uma dívida que temos com as gerações que virão, pois estamos fazendo uso de patrimônio que também lhes pertence.

2.1 Águas doces

No caso particular do Brasil, o seu maior recurso hídrico e também do Mundo, correspondendo a 20% de toda a água doce disponível no planeta, é a bacia Amazônica, que está distante das grandes concentrações urbanas e industriais. Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.

Destes 0,03% de água doce, de fácil acesso para a utilização e potável cerca de 70% é utilizada na agricultura, 22% nas indústrias e 8% em hospitais, residências, escritórios e outros.

O homem é o grande consumidor de água doce, quer direta, quer indiretamente. Em números aproximados, temos que o consumo de uma família na cidade é seis vezes maior que de outra família no campo, uma descarga sanitária equivale a 12 litros, e para encher-se uma banheira o consumo é de 120 litros.

Mas, se compararmos esses consumos, ditos diretos, com os indiretos, a situação é alarmante. Se não vejamos: a feitura de um simples pãozinho demanda 400 litros de água, se considerarmos as necessidades desde o trigo que lhe deu origem. Um quilo de carne corresponde a 18.000 litros de água que foram fornecidos direta ou indiretamente ao animal que lhe deu origem, até a carne estar pronta para o consumo. A produção de uma tonelada de milho requer 1,6 milhões de litros d’água, assim como 2,4 milhões de litros para uma tonelada de borracha sintética e 1,3 milhões para uma tonelada de alumínio. Nas mesmas proporções, estaria o consumo nas fabricações de fibras, papel, aço etc.

Mesmo parecendo ser pouco (apesar de a até alguns minutos atrás vários que começaram a ler este trabalho pensavam ser muito) a quantidade de água doce no mundo estocada em rios e lagos, pronta para o consumo, é suficiente para atender de 6 a 7 vezes o mínimo anual que cada habitante do Planeta precisa.

Se em termos globais a água doce é suficiente para todos, sua distribuição é irregular no território. Os fluxos estão concentrados nas regiões intertropicais, que possuem 50% do escoamento das águas. Nas zonas temperadas, estão 48%, e nas zonas áridas e semi-áridas, apenas 2%. Além disso, as demandas de uso também são diferentes, sendo maiores nos países desenvolvidos. Isto pode nos levar a pensar que a água doce está mal distribuída ao redor do globo, porem é o contrário, o homem é que está longe da água.

2.2 Água Potável

É a água que pode ser consumida sem riscos à saúde. Ela preenche todos os requisitos de natureza física, química e biológica, seguindo os padrões estabelecidos pela legislação nacional e internacional. Por isso, deve-se, de preferência, utilizar a água tratada.

2.3 Água Salgada

As águas dos mares e dos oceanos, que são os termostatos do Planeta, e a maior fonte de oxigênio pela fabricação intensa de sua rica flora, viam fotossíntese (e não a Amazônia como a maioria das pessoas pensa), sua degradação, por processos oriundos da atividade humana, implica no desequilíbrio do ecossistema, prejudicando o fornecimento do oxigênio, bem como de alimentos em geral, pode-se afirmar que o futuro próximo já depende da manutenção da qualidade da água doce, que é rara, e que o futuro, não muito longínquo, da qualidade da água salgada.

3. Quantidade de água no corpo humano

O ser humano pode ficar até 28 dias sem comer, porém, sem beber água apenas três dias, a resposta do porque disso é que o corpo humano é basicamente água, a tabela abaixo mostra a quantidade de água que certas partes do corpo possuem:

Cérebro

75%

Pulmões

86%

Fígado

86%

Músculos

75%

Coração

75%

Rins

83%

Sangue

81%

A quantidade de água no corpo também depende da idade da pessoa, como mostra a tabela a seguir:

4. Qualidade da água

A água limpa está cada vez mais rara na Zona Costeira e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício - que chega entre 50% e 70% nas cidades -, e sem muitos cuidados com a qualidade. Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água.

5. Poluição

Todos os tipos de lixo jogados na rua, podem por sua vez ser carregados por alguma tempestade, e levados para algum rio que atravessa a cidade.

Quem não viu um monte de coisas flutuando na água? Mas essa é a poluição que enxergamos. A que vemos que é causada pelo esgoto das casas, que lança nos rios o resto de comida e um tipo de bactéria que deles se alimenta: são as chamadas bactérias aeróbicas, elas consomem oxigênio e destroem a vida aquática e, além disso, podem causar problemas de saúde se forem ingeridas. A poluição das águas é proveniente de várias origens. 5.1 Poluições industriais

A maioria das indústrias não faz o tratamento de seus dejetos, assim são conduzidos à natureza sem maiores cuidados, quase sempre são escoados para rios e lagos, como são produtos químicos deixa um rasto de destruição ambiental em plantas e animais.

5.2 Insumos agrícolas

Na atividade agrícola são usados diversos agrotóxicos e fertilizantes, porém, além de matar pragas e adubar o solo, esses elementos químicos favorecem a contaminação dos mananciais. Quando a aplicação de ambos é realizada esses permanecem nas plantas e no solo, com a chuva uma parcela das substâncias escoa em forma de enxurrada até atingir o curso de um rio ou córrego, uma parte é absorvida pelo solo e chega ao lençol freático. Posteriormente, essa água vai abastecer propriedades rurais e cidades, contamina simultaneamente pessoas que vivem em área urbana, rural, além dos animais domésticos e silvestres que ingerem essa água levando-os, em vários casos, à morte.

5.3 Esgotos domésticos

Esse tipo de poluição das águas acontece, muitas vezes, pela omissão do Estado que não disponibiliza tratamento de esgoto à sua população, com isso todos os dejetos de origem humana são despejados diariamente em rios e lagos. Ao receber tamanha quantidade de esgoto o manancial fica sem vida e concentra diversas doenças.

É muito comum as pessoas confundirem água poluída com água contaminada, razão pela qual vamos explicar cada uma delas.

  • Água Contaminada: é aquela que transmite doenças, pois contem microorganismos, restos de animais, larvas e ovos de vermes.

  • Água Poluída: é aquela que tem cheiro forte, cor bem escura, que alterou suas características naturais, isto é, deixou de ser pura e saudável para os seres vivos.

A poluição da água traz conseqüências muito graves aos seres vivos. As principais são:

  • Substâncias tóxicas lançadas nas águas pelas indústrias e navios atingem os animais e os vegetais aquáticos, chegando a matá-los;

  • Os animais e vegetais aquáticos atingidos contaminam o homem;

  • Os esgotos das cidades podem lançar nos rios, lagos e mares seres vivos causadores de doenças.

6. Medidas de prevenção

Para evitar e combater a poluição da água, não precisa erradicar com as fábricas e indústrias, com algumas medidas diminuímos os problemas, como:

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