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Karoline Campostrine
Mayk Fernandes
Paulo Victor Martins
Raoni Monteiro
Richardson Guimarães
Rodolfo Silva
Rodrigo Batista
Tiago Caixeta

Alisson Kistner 1– História: Cargas Aéreas

A aviação comercial brasileira nasceu no dia 7 de maio de 1927, quando foi fundada a

VARIG no estado do Rio Grande do Sul. Nesta data também foi iniciada o transporte de cargas entre as cidades de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. Até então o transporte era representado apenas por malas postais, porque não possuía ‘ainda’ outros tipos de cargas naquela época.

Naquele momento o transporte aéreo rompeu fronteiras e fez do avião em revolucionário meio de transporte. Além da resolução de vários problemas: doentes em estados graves puderam ser socorridos com remédios vindos das capitais, acelerou-se o conserto das máquinas que até então chegavam a ficar semanas paradas, jornais puderam ser transportados, levando informações atualizadas para o interior.

De uma forma rápida, a indústria e o comércio perceberam as vantagens do transporte aéreo e viram a real possibilidade de expandir a comercialização de seus produtos e conquistar novos mercados.

As empresas que se anteciparam na utilização desse novo tipo de transporte, obtiveram a supremacia sobre seus concorrentes por cause da rapidez de suas operações, da possibilidade de transportar bens perecíveis, do suprimento constante e efetivamente o mercado consumidor, pois aquele era um meio rápido e com segurança.

No início, a carga era classificada como fonte de receita suplementar, pois aproveitava apenas a margem de peso disponível nos aviões de passageiros. Esse cenário permaneceu até 1944, quando a VARIG começou a fazer vôos exclusivamente cargueiros, ligando as cidades de Porto Alegre e Pelotas. As cargas eram transportadas em aviões de modelos Junkers F-13 (monomotores) e nos pequenos Electra-10 (bimotores). Ambos podiam transportar até 880 kg.

Logo depois a VARIG estendeu suas linhas, primeiro para Curitiba e depois para São

Paulo e Rio de Janeiro, já com uma considerável freqüência de três vôos semanais. Foi quando aviões do modelo Douglas C-47 (Dakota DC-3), disponibilizados após a Segunda Grande Guerra Mundial, juntou-se aos pequenos Electra-10.

Ao mesmo tempo em que se investia no transporte de passageiros, investimentos pesados também eram feitos no transporte de cargas, cujo volume aumentava em progressão geométrica. Houve um aumento tão significativo que, em 27 de janeiro de 1948, a VARIG registra no Departamento de Aviação Civil (DAC) o seu primeiro avião do modelo Douglas C-47 inteiramente cargueiro. Simultaneamente, foram criadas seções de cargas nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.

Para atender a crescente demanda, as empresas começaram a adotar aviões mistos, em que a cabine era dividida em duas partes; uma parede divisória era colocada na parte dianteira que separava as cargas dos 16 passageiros que viajavam na parte traseira. O sucesso da iniciativa foi imediato e logo que os seis primeiros aviões Curtis Comander C-46 foram adquiridos, dois deles eram destinados exclusivamente ao transporte de cargas.

A extensão das linhas até a cidade de Natal significou muito mais do que o mero aumento no transporte de cargas. Nesse novo cenário, ocorreu um crescimento no quadro de promotores de vendas e o serviço pioneiro acabou adotado pela concorrência posteriormente.

Apesar de parecer fácil, a venda de “espaço vago” nos cargueiros foi extremamente difícil. Industriais e comerciantes, acostumados aos meios de transportes convencionais, relutaram em transportar suas mercadorias por via aérea, pois não acreditavam em lucro compensador. Foi necessário utilizar uma grande quantidade de informações para demonstrar aos usuários de transportes terrestres e marítimos as reais vantagens oferecidas pelo transporte aéreo, tais como: rapidez nas entregas, simplificação da embalagem, dispensa da manutenção de grandes estoques, rápida movimentação do capital de giro, venda direta aos consumidores, taxas bancárias com a reapresentação das faturas etc.

Todos esses argumentos demonstraram as vantagens econômicas oferecidas pela utilização do transporte aéreo. Dessa maneira, várias empresas tiveram uma participação fundamental na expansão e dinamização do parque industrial brasileiro.

Produtos das mais diversas áreas, farmacêuticos, automobilísticos, tecidos, confecções, alimentícios, calçados etc. eram transportados pelos aviões de cargas e remetidos para todo o país, suprindo assim as necessidades dos mais diversos mercados.

Para melhorar cada vez mais os serviços prestados, as empresas começaram a inaugurar seus vôos cargueiros noturnos, carinhosamente apelidados de "Corujão". Esses vôos foram um enorme sucesso. Além das mercadorias, aumentou o transporte de malas postais e dos grandes jornais, cujas primeiras tiragens possibilitavam a todos os brasileiros ter informações vindas dos grandes centros.

Na década de 60, muitas empresas começaram a incorporar o B-707F à sua frota, gerando mais flexibilidade às operações e opções aos clientes. Na década de 70, começaram a ser adicionados também mais aviões do tipo B-727-100F que eram maiores e poderiam transportar mais cargas, dando assim mais lucros as empresas.

1.1– Tipos de Cargas Aéreas (Classificação)

O que vem a ser Carga Aérea –Compreende as mercadorias normais, remessas consolidadas, carga de transbordo, serviços de “courier”, mala postal, mala diplomática, peças e materiais de reposição das companhias aéreas e bagagem desacompanhada, embarcada como carga em aeronave de transporte de passageiro. De acordo com as normas da Agência Nacional de Aviação Civil as cargas aéreas devem ser manuseadas de forma diferenciada. Trato da carga aérea deverá abranger o manuseio, a identificação, a embalagem, a etiquetagem, a guarda, a estivagem, o embarque, o transporte e desembarque de artigos, incluindo os perigosos, e o transporte só poderá ocorrer de acordo com a classificação da carga perante as normas. Toda carga aérea deve ser transportada com a documentação necessária: conhecimento aéreo - Documento formal no qual se estabelece o contrato entre o expedidor de carga e o transportador, para a prestação de serviço aéreo (necessita dos documentos legais do produto transportado).

O transporte aéreo e dividido em regional, nacional e internacional sendo ele imediato ou em longo prazo entrega de acordo com o destino. O único diferenciado e de trato especial e o internacional pois terá aumento de carga alfandegária e revista pela mesma.

O tipo de carga depende de seu formato material, podendo ser carga perecível (orgânica), carga viva (animais), carga frágil (vidros), carga valor (ouro, dinheiro), carga controladas (remédios), cargas perigosas (divididas em 9 classes), carga de malotes (cartões e documentos), carga de restos mortais e exumação (defunto). As cargas externas apenas cabem as asas rotativas as quais são capazes de rebocar e sustentar as cargas no ar sem perca de sustentação e ponto G da aeronave. As embalagens vão entrar de acordo com o tipo de carga (são divididas em 6 categorias).

Cargas perecíveis são aquelas que podem sofrer deterioração se expostas a mudanças de temperatura, umidade e condições ambientais desfavoráveis durante o transporte aéreo. Só pode ser realizado esse tipo de transporte desde que o material tenha o prazo validade de, no mínimo, 72 horas, atestado, na data de embarque, em papel timbrado da empresa. O prazo de validade para transporte deve ser declarado em todos os despachos, especialmente nos casos de vacinas, soros e materiais para testes. As embalagens devem ser adequadas à natureza da carga, não permitindo vazamento de líquido, abertura acidental, viscosidade, resíduos ou mau cheiro. Ex: Peixes frescos, Comestíveis em geral, flores, frutas e vacinas. Documentação: Nota(s) fiscal(is), além da documentação específica para cada tipo de produto: -Plantas vivas: certificado fito sanitário emitido pelo Ministério da Agricultura; -Produtos de origem animal: certificado sanitário emitido pelo Ministério da Agricultura. Este certificado é desnecessário no caso de produtos industrializados que já trazem o selo de inspeção sanitária impresso no rótulo; -Vacinas, soros e materiais para testes laboratoriais: o prazo de validade deve constar obrigatoriamente do conhecimento aéreo; -Sêmen animal: como o produto é conservado em nitrogênio líquido, carga perigosa, é necessário a Declaração do Embargador para Cargas Perigosas.

Carga viva é o transporte de animais por vias aéreas, sejam eles selvagens; eqüinos ou domésticos. O animal não deve estar sob efeito de tranqüilizantes. Caso esteja, este deverá estar acompanhado de laudo do veterinário informando o tipo e quantidade de droga utilizada, a data e hora da aplicação e o prazo de efeito do produto. Em caso de animais silvestres, é necessário permissão para o transporte fornecido pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Amparo ao Meio Ambiente), conforme ofício 011/2005 - NFRP/IBAMA/MT. Além da licença de transporte emitida pelo IBAMA, o material deve se fazer acompanhar da devida nota fiscal; Para caso de peixes com origem no Estado do Mato Grosso, deve-se respeitar a cota de 10Kg de pescado, mais um exemplar de qualquer peso, respeitando-se os tamanhos mínimos de captura permitidos. É necessário o Guia de Trânsito Animal (GTA), obtido junto ao Ministério da Agricultura e/ou em Veterinários Credenciados, verificando sempre a validade, no próprio documento. Caso o animal esteja retornando e o GTA esteja vencido, o cliente deverá providenciar outro.Esta exigência não se aplica aotransporte de Cães e Gatos, segundo a Instrução Normativa Nº 18, de 18 de Julho de 2006 Art 3º emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Não efetuamos coleta e entrega para animais vivos. Cães e gatos acima de 04 meses, somente serão aceitos para o transporte, caso possuam atestado de vacinação anti-rábica com validade máxima de um ano, não podendo esta ter sido aplicada em data inferior a 30 dias do embarque. Ainda, para Cães e Gatos, existe a cobrança de uma taxa especial referente ao manuseio deste tipo de carga e estes deverão estar acomodados em embalagens especiais respeitando os padrões definidos pela IATA (International Air Transport Association). Documentação necessária: Declaração sanitária e licenças exigidas pelas autoridades do país exportador, trânsito e importador. No Brasil são emitidos pelo Ministério da Agricultura ou através de seus postos autorizados nos Estados da Federação; -Para animais e pássaros silvestres da fauna brasileira é obrigatória autorização do IBAMA; -Certificado de saúde emitido por médico veterinário.

Cargas Frágeis devem ser transportadas com cuidado para chegarem ao seu destino intacto. Exemplos de alguns tipos de cargas frágeis: vidros, cristais, louças, espelho, cerâmica, quadros, pinturas, gravuras, esculturas, óculos, armações, lentes, etc. A embalagem deste tipo de carga deverá assegurar a integridade do material a ser despachado. Portanto, as embalagens deverão ser de madeira, com proteção interna como serragem, divisórias, isopor, estopa, etc. Documentação necessária Nota Fiscal do produto.

Cargas de Valores são transportados por poucas empresas por causa de seu grande valor tornando inseguro por causa de roubos. São consideradas cargas valor, os seguintes itens: ouro ou metais contendo ouro, objetos feitos de ouro, platina ou metais contendo platina, tais como, irídio, ósmio, paládio, ródio ou rutênio, objetos feitos de platina, prata ou metais contendo prata. Como pedras preciosas: diamantes, rubis, esmeraldas, safiras e pérolas. Pedras semi-preciosas como: ágata, água-marinha, ametista, berilo, granada, jacinto, jade, jaspe, ônix, opala, quartzo, topázio, turmalina, turquesa etc; Jóias ornadas com quaisquer das pedras acima mencionadas; valores em espécie (dinheiro), Vale Transporte, Vale Refeição. Também é considerado Carga Valor qualquer material cujo valor da respectiva Nota Fiscal, dividido pelo seu peso real, seja maior ou igual a 100 vezes o valor da menor tarifa mínima da companhia.

Cargas Controladas. Exemplo: remédios, armas, vacinas etc (controladas pelo

Governo). O Ministério do Exército denomina produtos controlados: armas, acessórios de armas, munições. Para o transporte de tais cargas em aeronaves civis, o cliente deverá solicitar a liberação junto ao Serviço Regional da Aviação Civil - SERAC -, em cuja jurisdição estiver o aeroporto de embarque, através da GUIA DE TRÁFEGO devidamente autorizada e fornecida pelo Ministério do Exército. Após a liberação, o cliente deverá apresentar à Seção da Aviação Civil - SAC do aeroporto de embarque, 03 vias da Guia de Tráfego, destinadas ao Ministério da Aeronáutica. O Guia de tráfego deverá ser assinado pelo SERAC e SAC. Não será permitida a aceitação de armas com munição. Obrigatória apresentação da Nota Fiscal.

Cargas Perigosas são definidas como artigos ou substâncias com capacidade de transmitir risco à saúde, à segurança e/ou ao meio ambiente. Quando transportada, deverá ser classificada de acordo com os limites estabelecidos no manual Dangerous Goods Regulations (DGR). O Cliente deverá preencher um documento chamado SHIPPER DECLARATION para o transporte de artigos perigosos, informando sempre, um telefone de emergência para contato que esteja disponível 24 horas/dia, conforme norma JJ03 publicada no manual da IATA. Cada produto e/ou substância oferecidos para transporte deverão ser declarados pela sua denominação (Proper Shipper Name), informando, detalhadamente, todos os dados pertinentes à carga (nome do produto, classe, embalagem, quantidade, principalmente o nº. da UN). Este preenchimento deverá estar de acordo com os regulamentos da IATA. A ONU (Organização das Nações Unidas) regulamenta e padroniza as mercadorias perigosas em todos os modais na forma de seu transporte. A IATA (Internacional Air Transportation Association / Associação do Transporte Aéreo Internacional) é a entidade internacional responsável pela edição dos Manuais anualmente.

Divididas em 09 classes:

Classe 1– Explosivos. Classe 2– Gases: - Divisão 2.1 - Gás Inflamável.

- Divisão 2.2 - Gás Não Inflamável, não tóxico.

- Divisão 2.3 - Gás Tóxico.

Classe 3- Líquidos Inflamáveis. Classe 4- Sólidos Inflamáveis: - Divisão 4.1 - Sólidos Inflamáveis.

- Divisão 4.2 - Substância com combustão espontânea. - Divisão 4.3 - Substância que em contato com água emitem gases inflamáveis.

Classe 5– Oxidantes: - Divisão 5.1 – Oxidantes.

- Divisão 5.2 - Peróxidos Orgânicos.

Classe 6- Tóxico e Infeccioso: - Divisão 6.1 - Substâncias Tóxicas.

- Divisão 6.2 - Substâncias Infecciosas.

Classe 7– Radioativos. Classe 8– Corrosivos. Classe 9- Diversos (Miscelâneos).

Cargas de Malotes são documentos empreso em papeis sendo a sua embalagem apenas envelopes (plásticos ou papelão). Cartas e Cartões Postais não poderão ser despachados por empresas convencionais, pois o envio de carta selada é monopólio do correio. Podem ser encaminhados imediatamente para o transporte sem mais ressalvas.

Cargas de restos mortais e exumação são despachadas sem maiores complicações mediante a apresentação atestado de óbito; autorização da polícia local para remoção dos ossos; atestado de exumação (fornecido pelo cemitério). A urna deverá ser de ferro zincada/lacrada e o cliente deverá solicitar o preparo necessário para o transporte. Urna Metálica: Deverá ser utilizada quando o óbito for provocado por doença infecto-contagiosa, susceptível de quarentena e com potencial de infecção constatada. Urna Impermeável: Deverá ser utilizada quando o corpo encontrar-se em estágio inicial de putrefação, queimados ou decorrentes de óbitos ocorridos em plataformas marítimas ou de prospecção mineral.

Nas asas rotativas também se enquadra o uso de transporte de cargas externas. As aeronaves podem acoplar cargas externas fixa na própria aeronave e trem de pouso. Toda carga externa devera ser devidamente autorizada para trafego pela ANAC.

Para o transporte de carga aéreo devemos enquadrar o material a ser entregue em uma de suas categorias, para o embalamento correto, não causar insegurança ao vôo e danos futuros.

1.2– Frotas das Principais Empresas

O mercado de Carga Aérea Internacional e extremamente complexo e extenso. As grandes empresas internacionais servem de exemplo, principalmente logístico e operacional, para as empresas de paises emergentes. No Brasil, os investimentos no setor são crescentes, pois o mercado Brasileiro continua favorecendo as importações e transporte interno de nossos produtos.

As empresas de transporte de carga aérea utilizam basicamente dois estilos operacionais para o transporte de mercadorias: o transporte por via de aeronaves próprias para grandes carregamentos, contêineres, paletes e cargas perigosas, também chamadas de aviões cargueiros; e o transporte por via de aeronaves convencionais de passageiros, utilizando dos seus porões de bagagem. Além desses, existem também os diversos tipos de sistemas logísticos, que vão desde os mais complexos sistemas de malhas rodoaéreas para entregas expressas endereçadas e até o simples transporte de mercadorias de um aeroporto a outro.

As maiores empresas internacionais de transporte de carga aérea que utilizam de sua frota as aeronaves cargueiras são a empresa Fedex (Federal Express) é a maior empresa do mundo no setor de transporte de cargas aereas e atende 210 países. Sua malha de entregas rodoaéreas é composta por 45000 veículos e uma frota de 670 aeronaves, sendo estas o A 300-600, o A 310, o ATR 42, o ATR 72, o B 727-100, o B 727-200, o DC-10-10, o DC-30, o MD-10-10, o MD-10- 30, o MD-1, o Cessna C 208 e o Fokker 27; a empresa UPS (United Parcel Service) é conciderada a maior empresa de entregas expressas do mundo e que atende aproximadamente 200 paises, sendo sediada na cidade de Atlanta, na Geórgia, utiliza no mercado cerca de 600 aeronaves e esperam receber 27 novos B 767 até 2009. Suas frota é composta pelos B 727, B 747, B 757, B 767, MD-1, DC-8 e A 300; a empresa Air France-KLM Cargo se destaca por, em 2003, se fundirem no primeiro grupo europeu destinado ao transporte de cargas aéreas e esta atualmente no mercado com um numero de 32 aeronaves cargueiras, alem de utilizar os porões de suas aeronaves convencionais de passageiros para o transporte de carregamento, Suas aeronaves são o B 747-200 F e o B 747-400 ERF (obs; o B 747-400 ERF tem capacidade de carga de 112 toneladas); a empresa Lufthansa Cargo AG é uma companhia aérea independente pertencente ao Grupo Lufthansa e que cobre 450 destinos em vários paises. É composto por um total de 19 aeronaves do modelo MD-1 F, alem de utilizar os porões das mais de 300 aeronaves convencionais de passageiros da Lufthansa; a companhia aérea cargueira norte-americana Arrow Air esta operando um total de 10 aeronaves e espera receber mais dois DC-10-30 F. Seus modelos de aeronaves são o DC-10-30 F, o DC-10-10 F e o DC-8.

As maiores empresas internacionais que transportam cargas utilizando os porões da sua frota de aeronaves convencionais de passageiros são a empresa American Airlines Cargo opera com total de 970 aeronaves sendo estas o MD-80, o B 737-800, o A 300-600 e o B 7; a empresa United Cargo opera com o total de 460 aeronaves, sendo estas o A 319-100, o B 737- 300, o B 747-400, o B 767-300 e o B 7-200.

As maiores empresas que atuam no Brasil com transporte de carga aérea e que utilizam em sua frota as aeronaves cargueiras são a empresa Varig Log trás um modelo inovador na América Latina, que oferece um canal multimodal atuando nas entregas expressas, chamado de Velog. Sua frota é composta por 20 aeronaves cargueiras, sendo estas o MD-1 F, o DC-10 F, o B 727 F, o B 757-200 F e Cessna Grand Caravan (obs: o MD-1 tem a capacidade de 90 toneladas); a Skymaster Airlines é uma empresa genuinamente brasileira e que opera a rota São Paulo-Manaus e realiza operações em vários outros aeroportos brasileiros. Sua frota é composta por sete aeronaves cargueiras sendo estas o B 707 F, o DC-8-63 F e o DC-8-62 F (obs; o DC-8- 63 F tem a capacidade de carga de 48 toneladas); a empresa Total linhas aéreas com sede em Curitiba, no Paraná, opera com três B 727-200 F somente na Rede Postal Noturna dos Correios e Fretamentos de cargas, alem de utilizar os porões dos sete ATR 42-300, dos dois ATR 42-500 e dos dois ATR 72 (obs: o B 727-200 F com capacidade de carga de 28 toneladas); a empresa TAF linhas aéreas é sediada na cidade de Fortaleza, no Ceará, e a principal mercadoria transportada são as malas postais para os Correios. A empresa opera hoje dois B 737-200 F, baseados em pontos estratégicos do Norte e Nordeste, o que para esta região permite uma flexibilidade maior na formação de frete de cargas com custos reduzidos e maiores capacidades de carga. Alem dessas aeronaves, existem mais 7 aeronaves que fazem o transporte regular de passageiro e cargas, tais como o Cessna Caravan, o Bandeirante e dois B 737-200 Advanced; a empresa Fedex (Federal Express) utiliza no Brasil atualmente três tipos de aeronaves, sendo um MD-1 com um vôo por semana, um MD-10 com cinco vôos por semana e um Fokker 27 com cinco vôos por semana entre Brasil-Argentina, alem de ser conveniado com varias empresas rodoviárias que distribuem as mercadorias; a empresa brasileira MTA Cargo é composta por três DC-10-30 F que operam em vários aeroportos do pais. Já foram encomendadas mais cinco DC- 10-30 F e existem estudos para incorporar outras aeronaves de médio porte; a empresa brasileira Figwal com sede na cidade de São Paulo, oferece uma das melhores de transporte e logística de cargas, atuando no Brasil e também no exterior. Suas aeronaves são um NA-124 e um B 747 F (obs: o AN-124 pode transportar ate 120 tonelada de cargo); a empresa brasileira Absa é sediada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Suas operações se consolidaram com as rotas internacionais entre a América Latina, Estados Unidos e Canadá. Compõe em sua frota dois B 767-300 F de capacidade útil de 54 toneladas; a empresa ATA (Atlântico Transporte Aéreo) com sede na cidade de fortaleza, no Ceará, transportando as cargas aéreas em um B 727-200 F e em cinco aeronaves convencionais de passageiro do modelo B 737-200; a companhia aérea cargueira Arrow Air opera no brasil, sendo cinco freqüências semanais com um DC-10-13 F alugado da Gemini Air, ligando o Brasil ao Estados Unidos.

As maiores empresas que atuam no Brasil que transportam cargas utilizando os porões da sua frota de aeronaves convencionais de passageiros são a empresa TAM linhas aéreas faz o transporte de cargas aéreas através de suas próprias aeronaves, em uma prestação de serviço diferenciada por um novo sistema de vendas integradas a roteirizarão de coletas e às entregas baseadas nos CEPs, para isso, a empresa consta com cerca de 400 veículos de transporte terrestre. Sua frota totaliza o numero de 101 aeronaves, sendo estas o A 319, o A 320, o A 330, o MD-1 e o Fokker 100; a empresa Gollog, inicialmente chamada de Gol Cargas, foi lançada simultaneamente com a Gol linhas aéreas em 2001, e utiliza os próprios porões da frota de 70 aeronaves , sendo estas o B 737-700 e o B 737-800, alem de uma grande frota de veículos terrestres para entregas. A empresa hoje, opera em 27 terminais e 24cidades brasileiras e seu crescimento está diretamente atrelado ao da aviação de passageiros da Gol; a empresa Ocean Air também faz o transporte de cargas aéreas por meio de seus porões e sua frota é composta por 16 aeronaves sendo estas o Brasília, o Super MK 28 e o Fokker 50; a empresa Beta Cargo (Brazilian Express Transportes Aéreos) pertence ao Grupo Brazilian Express, o maior provedor logístico e multimodal especializado em todos os segmentos da logísticos tendo a mais avançada tecnologia tanto em transporte aéreo, rodoaéreo, rodoviário, fluvial e marítimo. Sua frota e composta por cinco B 707-300 que suportam transportar ate 40 toneladas cada; a empresa American Airlines opera com um B 7 e um B 767-300 em vôos diários entre Brasil, Estados Unidos e Argentina (obs: as duas aeronaves somam a capacidade de 205 toneladas transportadas); a empresa United Cargo opera com um B 767-300 em vôos diários entre Brasil e Estados Unidos; a empresa Aeromexpress é uma empresa cargueira que utiliza os porões do B 767-200 da Companhia Aeroméxico, em vôos diários entre São Paulo e a cidade do México; a empresa British Airways World Cargo utiliza os porões das aeronaves de passageiros para o transporte de suas mercadorias. A empresa está estudando a possibilidade de atender ao mercado brasileiro com uma rota não regular exclusivamente cargueira para servir na rota Londres-Brasil, que seria operada com um dos B 747-400 F da Atlas.

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