sociologia

sociologia

(Parte 1 de 2)

2º B I M E S T R E

MAX WEBER

O Universo social é infinito”

Não existe maneira de a ciência representar a realidade social em toda a sua riqueza.

Não existe um ponto de vista privilegiado que nos dê acesso à totalidade social”

Para ele, uma verdade no campo das redes sociais, sempre é falível e parcial. Até que uma nova pesquise o complemente, por meio de procedimentos rigorosos. Para ele a pesquisa sociologia busca explicitar alguns dos pontos de vistas possíveis, de representar objeto analisado, mas nunca consegue fazê-lo plenamente.

Tipo Ideal.(primeiro conceito utilizado na obra de weber)

É um modelo simplificado de um fenômeno específico da realidade social, obtido por meio da seleção de alguns de seus elementos essenciais necessárias à sua devida compreensão.

Quando ele assume que todos seus conceitos são tipos idéias, assume que tais conceitos orientam suas pesquisas a partir de algumas características especificas. Mas julga necessário acoplar suas próprias pesquisas às dos demais sociólogos, e abrir suas pesquisas a outras futuras, que complementem seus estudos, mediantes outras características que não foram anteriormente levadas em consideração.

Marx nunca aceitaria que sua noção de capitalismo era um ‘tipo ideal’, e sim, que estaria descrevendo o capitalismo em sua totalidade. Weber diria que ele teria contribuído muito, porém é um estudo limitado, justamente por querer estudar a totalidade social em cada um de seus conceitos.

Sociologia para weber procura entender quais são as condições de possibilidade que puderam dar ensejo a um evento histórico social, segundo relações de causalidade sociológica. Portanto, a sociologia esta menos interessada nos eventos históricos pontuais, e mais nos mais abrangentes. Marx julga que em cada momento histórico particular a estrutura social que predominantemente determina um advento histórico social é a esfera econômica.

Existem várias estruturas sociais que dão ensejo a um eventual histórico particular, mas nem sempre o mesmo. Portanto, sempre que analisamos, temos que analisar quais são as esferas sociais que influenciaram o surgimento desse evento, e qual a relação entre elas. Weber exemplifica “causalidade sociológica” por meio da noção de afinidades eletivas que procura explicar a união de partículas, elementos químicos. As partículas que se encontram num mesmo ambiente, irão se aproximar e se unir. Weber incorpora esse conceito .

Ex. Casal1 + o$g&a + casal 2 = felizes para sempre.

O exemplo mais conhecido desse tipo de estudo, se encontra na “ética protestante e espírito do capitalismo”. Weber parte do tipo ideal de capitalismo definido: “capitalismo é toda prática econômica voltada para obtenção de lucro, baseado em troca de mercadorias”. Diz que Marx estava errado quando dizia que o capitalismo era um fenômeno moderno, pois ao estudar esse tipo, encontramos nas mais diversas regiões, e inclusive em épocas primitivas.

Em tds as primeiras comunidade s que o capitalismo passa a ser fortalecer na Europa, há um tipo protestante e calvinista. Ele acaba encontrando elementos que eram compatíveis ao capitalismo. Ex. o trabalho regular, regrado e continuo – era considerado um devere religioso da comunidade. O enriquecimento – sinal de graça, e salvação divina; em terceiro lugar as riquezas obtidas não deveriam ser inteiramente consumidas em bens materiais, e sim reinvestidas.

Ação é uma conduta dotada de sentido atribuído pelo autor que orienta essa ação.

A colisao não é uma ação porque é um evento casual, não motivado.

A sociologia não estuda qualquer ação, interessa por ações sociais (conexão das ações sociais de 2 ou mais autores), não precisa necessariamente compartilhar os mesmos sentidos.

(Um tipo ideal é sempre um conceito para delimitar um objeto sociológico – weber deixa claro um subjetivismo que orienta o pesquisador na hora de estabelecer um conceito e realizar uma pesquisa, sempre de alguma forma está se idealizando tal.)

Tipo ideal

.

Causalidade Sociológica

X

Causalidade Histórica

Teoria da Ação (Ação Social)

Ação = Conduta + Significados

  1. Ação Racional com respeitos afins: o autor ao agir esta calculando a melhor forma de realizar um móbio específico. (Tipo de ação que mais se desenvolve na sociedade. Cada vez mais somos obrigados a agir de maneira cientifica).

  2. Ação Racional com respeito a valores: aquele autor que age motivado por valores age por convicção de que alguns regras de conduta são valorosos, portanto o que motiva o sentido próprio dessa ação é a convicção ou fidelidade.

  3. Ação Tradicional: ação motivada pelo costume, inércia do autor. (O autor age de determinada forma, porque as pessoas ao redor, assim o fazem. Ex. o autor não religioso que ao se despedir diz: “vá com Deus”.)

  4. Ação Afetiva: motivada por emoções ou sentimentos imediatos. Ex. cometidas por raiva, paixão, ciúmes...

Para W. esses 2 ultimos tipos, não são racionais, e sim reações. Os 4são tipos ideais, para W., é natural que as ações se misturem. A sociologia não deve ser comparada com Ética, Lógica, pois é uma ciência empírica, preocupada em entender os fenômenos sociais.

Relação Social para Weber é uma ação social que gera determinadas expectativas de conduta reconhecida entre os autores, ou seja, os autores reconhecem determinadas possibilidades que umas condutas ao invés de outras, venham acontecer.

Ex. Namorados discutindo relação.

Mesmo que encontremos diferentes ações individuais, não temos uma relação social, pois por exemplo, na fuga de um incêndio, cada um pode ter uma atitude diferente inesperada.

15.05.09

Não se orientar pelo livro da Quintaneiro.

Artigo – critica positivo ao materialismo Histórico

SOCIOLOGIA ECONOMICA

Quando Weber fala em sociologia econômica ele parte da obra de Karl Marx, que considera o fundador desse âmbito da sociologia. Marx também incorre em vários erros oriundos decorrido de generalizações indevidas feitas em suas obras.

Weber pretende trabalhar as formas de generalização devidas que são mais nocivas e seu pensamento

  1. A compreensão marxista é muito limitada, Weber enxerga a sociedade capitalista segundo a divisão básica de: capitalistas e proletários. Para Weber é fundamental essas duas classes, característica fundamental da sociedade capitalista européia. Segundo ele, essas duas categorias somente enxergam a diferenciação das classes segundo o critério dos meios de produção: os que possuem são os capitalistas, os que não possuem são os trabalhadores.

Weber chama de “classes sociais” aquelas diferentes classes que se distinguem na sociedade de acordo com seu poder de compra, ou acesso a bens materiais e culturais disponíveis.

Deve ser feito em sociologia, economia porque pessoas que possuem os meios de produção necessários, podem se encontrar em níveis da hierarquia social bastante baixo, com poder de compra e acesso limitado. Por exemplo: o produtor artesanal possui todos os meios de produção necessários para seu trabalho, mas ainda assim possui uma posição hierárquica baixa, então simplesmente a consideração da posse de meios de produção permite identificá-lo como capitalista. E o oposto a isso, indivíduos que não possuem os bens, estão hierarquicamente elevados. Por exemplo: os profissionais liberais. Médicos, advogados, engenheiros. O médico não possui todos os meios de produção, opera em um hospital, se utiliza de equipamentos alheios para realizar seu trabalho. Não é um capitalista e, no entanto, possui um acesso amplo aos bens materiais e culturais.

Se você assume essa categoria, você é obrigado a chamar o pequeno produtor de manufaturas, de capitalista, e o médico rico e bem sucedido, de proletário.

  1. A outra categoria que Weber utiliza para analisar a sociedade é chamado “status social”. São os elementos não econômicos como a HONRA E ESTIMA. Estão presentes em famílias nobres, cleros, artistas, professores e jogadores famosos, que não são proprietários do meio de produção que utilizam, mas devido a sua estima social se encontram num patamar da hierarquia social elevado.

Weber fala que não se pode comparar, num mesmo extrato social, o trabalhador industrial e o cantor de uma opera famosa. Com isso pretende construir um arcabouço (calabolso ?) teórico mais amplo que o de Marx, que nos permite observar de uma maneira mais ampla o âmbito de generalizações indevidas de Marx, que se referem à própria economia capitalista européia do século XIX.

- Uma delas, se refere a consideração do capitalismo como capitalismo de livre mercado.

Para Weber, o que Marx chama de livre concorrência ou capitalismo de livre mercado seria algo que só teria acontecido na Inglaterra em 1960/70, que poderíamos encontrar na livre competição de proprietários dos meios de produção, que poderiam levar o capitalismo inglês a sua auto-destruição. (maior estudo de Marx)

Segundo W., logo ao final de 1970, o governo inglês impõe diversas leis de combate ao livre mercado, buscando proteger a economia de seus elementos destrutíveis. E se isso aconteceu na Inglaterra, em toda a Europa também. Seria implausível o capitalismo se auto-destruir segundo tendências auto-destrutivas alojadas nos principais produtores capitalistas.

- Em segundo lugar, o segundo tipo de generalização indevida, no que se refere ao campo econômico, seria considerar a indústria e comércio como centro da economia capitalista. O setor de serviços passa a crescer muito, vindo a superar os setores primários e secundários da economia, tanto no que se refere a fluxo de capital quanto à mão-de-obra empregada. W é considerado é excêntrico por isso.

Com isso a segunda tese fundamental de Marx para explicar a autodestruição do capitalismo, se mostra pouco plausível. Os trabalhadores poderiam ser desalojados devido à maquinarização. A utilização de tecnologia maquinaria nas indústrias e os alojamentos dos empregados levaria ao desaproveitamento produtivo, levando ao colapso ...

Haveria demanda nas grandes cidades para empregados assim.

O terceiro âmbito das generalizações indevidas de Marx seria as relações entre esfera econômica e demais esferas. w. mostra que a esfera economia influecnia diversas outras esferas sociais.

w. msotra que há diversas influencias na economia. A limitação de Marx seria em explicar o jogo de influencias de economia e demais setores sociais, a partir de uma estrutura q divide base X superestrutura.

SOCIOLOGIA NA RELIGIAO DE WEBER

É fundamental não só por ser um dos campos mais conhecidos. Weber de fato tem ótimos trabalhos nesse campo, é responsável pelo combate de preconceitos muito difundidos no meio social europeu a cerca de sociedades religiosas ocidentais. Não é religioso mas é convicto da importância da religião nas sociedades humanas, por isso as estuda.

Em seu interior sai uma das teses mais conhecidas de Weber:

Desencantamento do mundo para weber.

O PROCESSO DE DESENCANTAMENTO ATRIBUI UM PAPEL FUNDAMENTAL AO DESENCANTAMENTO DA MAGIA, mas vincula também ao desencantamento da religião.

É importante falar em DESENCANTAMENTO e não em SUPRESSÃO, pois a magia nunca deixou de existir na sociedade, assim como a magia, foram apenas desalojadas de seus papeis hegemônicos.

Em segundo lugar a tradução não é ruin, pois o termo mantém a ambigüidade presente no termo, contida na noção de desencanto, quando dizemos q estamos desencantados estamos desiludidos. (havíamos colocados um alto grau de expectativa, e nos desiludimos em relação a ele). É um mundo desiludido, muito mais monótono menos encantador, atraente.

O mundo encantado para weber é um mundo habitado por seres humanos, deuses, espíritos. E nesse mundo esses dois elementos exerceriam influências recíprocas um sobre os outros. Em segundo lugar os fenômenos naturais seriam descritos oriundos da vontade e força divina. Os deuses seriam a explicação para os fenômenos naturais.

Para w., os deuses não eram bons ou maus, eram deuses funcionais, que comandavam alguns setores da vida mundana, e que poderiam ser mobilizados pelo homem afim de obter algo especifico no mundo. Por isso fala-se em deus do amor, do mar, da terra.

Haveriam influencias recíprocas nesse mundo entre deuses e homens. E essa eh a influencia da atividade bhumana na atividade divina. Significa explicitamente que são rpsonsaveis pelos fenômenos naturais, pelas sortes, destinos etc. no entanto, para w. os homens Tb teriam a capacidade de exerer influencia sobre a conduta dos deuses e entidades místicas.

O mundo mágico eh aquele que consegue influenciar por meio de algum rituaul, oferenda.

29.05.09

Weber diz que é implausível que a revolução venha acontecer, devido a duas generalizações indevidas de Marx acerca do capitalismo:

  1. G.I da livre concorrência: porque o que de fato ocorre é uma altíssima intervenção estatal;

  2. G.I do papel da indústria e do comercio: Marx não dá atenção devida ao crescimento desses setores de serviço

Essas duas teses levariam ao diagnóstico de implausibilidade da revolução.

Weber diz que ao contrário das previsões de Marx o capitalismo sobreviveria por muitos anos, pode até ser superado, mas não por suas tendencias autodestrutitvas da lvire concorrência.

Para que essa tendência objetiva da autodestruição do capitalismo aconteça, weber diz que o capitalismo liberal pressuposto por Marx não teria aconteceido de maneira generalizada na Europa. Na verdade, a livre concorrência soh existiu em duas décadas e na Inglaterra, e o governo começa a impor um controle a essas tendências caóticas. Para weber se isso acontece no final da década de 70 do século 19, na Europa, em toda Europa também acontece.

Para Marx, é funamental pressupor um trabalhador descontente, para que as tendências de autodestruição viessem a ser cumpridas por meio da ação humana. Esse descontentamento crescente viria do emprego crescente da massa trabakhadora. Weber diz que nas grandes cidades européias, existem demandas crescente por trabalhdores nos setores de serviços, venham a acoplar a Mao-de-obra desalojada da industria. Hoje o setor da industria é o maior do ponto de vista de fluxo de capital e também de Mao de obra nos grandes centros urbanos. Não podemos supor que o capitalismo tem um fim próximo, weber acerta.

Teoria sobe a ampliação que opera nas economias de extratificação social.

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