Uma Guia

Uma Guia

(Parte 1 de 4)

Guia de Leitura “Introdução”

Gilles Deleuze, Diferença e Repetição

[Lisboa: Relógio d’Água, 2000.

Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado.]

Elaborado por Tomaz Tadeu da Silva

Para Uso Exclusivo no Seminário Avançado

Pensamento da Diferença e Educação I Programa de Pós-Graduação em Educação

Faculdade de Educação

Universidade Federal do Rio Grande do Sul 2001-2002

Introdução

A repetição não é a generalidade. A repetição deve ser distinguida da generalidade de várias maneiras. Toda a fórmula que implique a sua confusão é deplorável, como quando dizemos que duas coisas se assemelham como duas gotas de água ou quando concluímos que “só há ciência do geral” e “só há ciência do que se repete”. Entre a repetição e a semelhança, mesmo extrema, a diferença é de natureza.

A generalidade apresenta duas grandes ordens: a ordem qualitativa das semelhanças e a ordem quantitativa das equivalências. Os ciclos e as igualdades são os seus símbolos. Mas, de qualquer modo, a generalidade exprime um ponto de vista segundo o qual um termo pode ser trocado por outro, substituído por outro. A troca ou a substituição dos particulares define a nossa conduta em correspondência com a generalidade. Eis por que os empiristas não se enganam ao apresentar a idéia geral como uma idéia em si mesma particular, na condição de a ela acrescentar um sentimento de poder substituí-la por qualquer outra idéia particular que se lhe assemelhe sob a relação de uma palavra. Nós, pelo contrário, vemos bem que a repetição é uma conduta necessária e fundada apenas em relação ao que não pode ser substituído. Como conduta e como ponto de vista, a repetição diz respeito a uma singularidade não permutável, insubstituível. Os reflexos, os ecos, os duplos, as almas não são do domínio da semelhança ou da equivalência, e assim como não há substituição possível entre os verdadeiros gêmeos, também não há possibilidade de se trocar a alma. Se a troca é o critério da generalidade, o roubo e o dom são os

Generalizar significa reunir coisas supostamente semelhantes sob um mesmo conceito ou casos supostamente semelhantes sob uma mesma “lei”. Assim, p. ex., todos os indivíduos particulares que se distinguem dos outros animais pela racionalidade são igualados sob o conceito de “homem”. Ao observarmos que o corpo A cai, se deixado livre, assim como o corpo B, etc., generalizamos ao formular uma lei que diz exatamente que se deixados livres TODOS os corpos caem.

D. critica a utilização ou o elogio da generalização. Dizer que duas coisas se assemelham como 2 gotas de água significa generalizar duas ocorrências qualitativamente diferentes sob o conceito “gota de água”. As duas outras frases entre aspas exaltam a generalidade como forma de conhecimento. Observe-se que a “repetição” invocada na última dessas frases é a repetição do semelhante e não

a “repetição” diferencial de D

D. utiliza aqui e mais adiante os termos “ponto de vista” e “conduta” que parecem corresponder a “pensamento” e “ação”, palavras que ele parece evitar. A generalidade seria assim uma forma de pensamento (ponto de vista) cuja conduta correspondente é a troca ou substituição.

Segundo John Locke (1632-1704), todas as nossas idéias vêm da experiência ou dos sentidos. A cada experiência corresponderia uma idéia particular, à qual, por sua vez corresponderia uma palavra particular. Mas “se para cada idéia particular que tivéssemos adotássemos um nome diferente, os nomes seriam intermináveis. Para evitar isso, a mente faz com que idéias particulares recebidas a partir de objetos particulares tornem-se gerais (...). A isso se chama abstração, processo pelo qual idéias advindas de seres particulares tornam-se representantes gerais de todas as idéias do mesmo tipo, e seus nomes tornam-se nomes gerais, aplicáveis a qualquer coisa existente que se conforme a essas idéias abstratas” (An essay concerning human understanding, Livro 2, cap. 1, nº 9).

A repetição, para D., é o contrário daquilo que ordinariamente entendemos por “repetição” e daquilo que se compreende por “repetição” sob a concepção da generalização e da generalidade. A repetição não está ligada, para D., à reprodução do mesmo e do semelhante, mas à produção da singularidade e do diferente. A repetição é o “motor” da diferença.

Por que as “almas”, ao lado dos reflexos, dos ecos e dos duplos?

Troco uma coisa pela outra se são equivalentes. Ao contrário, só dou ou roubo o que é único ou singular.

critérios da repetição. Há, pois, uma diferença econômica entre as duas.

Repetir é comportar-se, mas em relação a algo único ou singular, algo que não tem semelhante ou equivalente. Como conduta externa, esta repetição talvez seja o eco de uma vibração mais secreta, de uma repetição interior e mais profunda no singular que a anima. A festa não tem outro paradoxo aparente: repetir um “irrecomeçável”. Não acrescentar uma segunda e uma terceira vez à primeira, mas elevar a primeira vez à “enésima” potência. Sob esta relação da potência, a repetição inverte-se, interiorizandose. Como diz Péguy, não é a festa da Federação que comemora ou representa a tomada da Bastilha; é a tomada da Bastilha que festeja e repete de antemão todas as Federações; ou ainda, é o primeiro nenúfar de Monet* que repete todos os outros. Opõe-se, pois, a generalização, como generalidade do particular, e a repetição, como universalidade do singular. Repete-se uma obra de arte como singularidade sem conceito, e não é por acaso que um poema deve ser aprendido de cor. A cabeça é o órgão das trocas, mas o coração é o órgão amoroso da repetição. (É verdade que a repetição diz também respeito à cabeça, mas precisamente porque ela é o seu terror ou o seu paradoxo). Pius Servien distinguia, com justeza, duas linguagens: a linguagem das ciências, dominada pelo símbolo da igualdade, onde cada termo pode ser substituído por outros, e a linguagem lírica, em que cada termo, insubstituível, só pode ser repetido. Pode-se sempre “representar” a repetição como uma semelhança extrema ou uma equivalência perfeita. Mas passar gradativamente

relação aRepetir é portar-se,

Comportar-se = portar-se em conduzir-se em relação a (de acordo com) algo, mas, como diz D., a algo único ou singular. D. parece tb. estar dizendo que repetir é uma ação, uma conduta, em contraste com um pensamento (ver nota acima).

É externo porque é outra coisa, mas não obedece a um modelo: por isso é interior.

Em francês, par coeur (coração). O termo “cor” da expressão portuguesa “de cor” é obviamente uma forma abreviada de “coração”.

Charles Péguy (1873- 1914), escritor francês. Socialista, mas de opiniões próprias, rompeu com o Partido Socialista.

Em 1900, funda o Cahiers de la quinzaine, periódico no qual publica seus próprios trabalhos e de outros jovens escritores. Passionalmente contra todo tipo de injustiça, destacou-se como a pessoa de religião católica favorável a Dreyfus no famoso caso. Embora formalmente estivesse em desacordo com a Igreja Católica, ele oide ser classificado entre os mais conhecidos escritores católicos. Obras principais: Le Mystère de la charité de Jeanne d'Arc (poema), Clio (romance). Morreu em ação durante a I Guerra Mundial.

Notar a distinção entre os dois pares: de um lado, o par particular-generalidade (o particular é simplesmente a reiteração do modelo compreendido pela generalidade) e, de outro, o par singular-universalidade (dizer que tudo é singular equivale a dizer que tudo é repetição ou que tudo é diferenciação: daí a universalidade do singular). Sob a generalização o particular é generalizado. Sob a repetição, o singular é universalizado (TUDO é singular)

Filósofo romeno (?-?), autor de Os ritmos; Acaso e probabilidades; Ciência e acaso; Ciência e poesia.

* Claude Monet (1840- 1926), pintor impressionista francês. Sua série de nenúfares (nymphéa; water-lily), iniciada em 1899, veio a dominar completamente seu trabalho posterior. Eis aqui três exemplares dessa série: http://www.ibiblio.org/wm/ paint/auth/monet/waterlili es/ de uma coisa a outra não impede que haja diferença de natureza entre as duas coisas.

Por outro lado, a generalidade é da ordem das leis. Mas a lei só determina a semelhança dos sujeitos que estão a ela submetidos e a sua equivalência aos termos que designa. Em vez de fundar a repetição, a lei mostra antes de tudo como a repetição permaneceria impossível para puros sujeitos da lei – os particulares. Ela condena-os a mudar. Forma vazia da diferença, forma invariável da variação, a lei constrange os seus sujeitos a só a ilustrar à custa de suas próprias mudanças. Sem dúvida, há constantes assim como variáveis nos termos designados pela lei; e há permanências na natureza, perseveranças, assim como fluxos e variações. Mas uma perseverança não faz uma repetição. As constantes de uma lei, por sua vez, são variáveis de uma lei mais geral, um tanto como os mais duros rochedos se tornam matérias moles e fluidas na escala geológica de um milhão de anos. A cada nível, é com relação a grandes objetos permanentes na natureza que um sujeito da lei experimenta a sua própria impotência em repetir e descobre que essa impotência já está compreendida no objeto, refletida no objeto permanente, onde ele vê a sua condenação. A lei reúne a mudança das águas à permanência do rio. Élie Faure dizia de Watteau: “Ele colocou o que há de mais passageiro naquilo que o nosso olhar encontra de mais duradouro, o espaço e os grandes bosques”. É o método do século XVIII. Em La Nouvelle Héloise, Wolmar fez disto um

Quais: morais, jurídicas, sociais, científicas, físicas, “naturais”?

Distinguir entre a repetição que a generalidade diz fundar (baseada na semelhança) e a repetição destacada por D. (baseada na singularidade e na diferença interna).

Ou seja: a lei diz fundar a repetição, mas na medida em que essa repetição é a da semelhança, ela não funda de fato a repetição diferencial.

Isto é, a acreditar na lei, a repetição (diferencial) seria impossível, já que os particulares a ela submetidos obedecem ao padrão da semelhança ditada pela lei.

A mudar de variável (diferencial, singular) para fixo, constante, permanente (semelhante, equivalente)?

Dos sujeitos. Notar a distinção entre lei e natureza.

Constância e permanência não têm nada a ver com a repetição (diferencial).

Referência a Heráclito (“Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas”)?

A lei constrange os sujeitos da lei (particulares, singulares, diferenciais, variáveis) à permanência de certos objetos que, de fato, existem na natureza, limitando, assim, sua potência de repetir (isto é, de diferenciar-se). O exemplo do rio e das águas ilustra isso. As águas representam a diferença, a mudança, a repetição. O rio representa a permanência, a lei (o rio é a permanência na natureza – invocada pela lei).

Isto é: isso é tudo o que a lei faz.

Médico e escritor francês (1873-1937), freqüentemente evocado por D. em Cinema I e Cinema I. Alguns de seus livros: L’histoire de l’art; L’esprit des formes; La danse sur le feu e l’eau.

Jean-Antoine Watteau, artista rococó francês (1684-1721), é conhecido por suas fêtes galantes. Essas cenas românticas e idealizadas retratam cavalheiros e senhoras bem vestidos em cenas exteriores extravagantes. Veja aqui um dos quadros de Watteau, Reunion en plein air: http://www.artchive.com/artchiv e/W/watteau/reunion.jpg.html

Romance epistolar de Jean- Jacques Rousseau (1712-1778), Relata a paixão ardente entre um jovem preceptor plebeu, Saint-Preux, e sua aluna, uma jovem nobre, Julie d’Étanges. A diferença social impede que Saint-Preux tenha qualquer esperança. Julie, após a morte de sua mãe, aceita esposar Monsieur de Wolmar, um homem bom e de mais idade que ela. Após uma longa ausência, consagrada a uma viagem ao redor do mundo, em companhia de seu amigo Édouard, Saint-Preux é convidado a Clarens, próximo de Julie e seu marido, que espera “curar” Saint-Preux e transformar sua paixão em amizade. Confiante, ele se ausenta voluntariamente oito horas por dia, para sistema: a impossibilidade da repetição, a mudança como condição geral a que a lei da Natureza parece condenar todas as criaturas particulares, era apreendida em relação a termos fixos (eles próprios, sem dúvida, variáveis em relação a outras permanências, em função de outras leis mais gerais). Tal é o sentido do pequeno bosque, da gruta, do objeto “sagrado”. Saint-Preux aprende que não pode repetir, não só devido às suas mudanças e às de Julie, mas devido às grandes permanências da natureza, permanências que adquirem um valor simbólico e não deixam de excluí-lo de uma verdadeira repetição. Se a repetição é possível, é por ser mais da ordem do milagre que da lei. Ela é contra a lei: contra a forma semelhante e o conteúdo equivalente da lei. Se a repetição pode ser encontrada, mesmo na natureza, é em nome de uma potência que se afirma contra a lei, que trabalha sob as leis, talvez superior às leis. Se a repetição existe, ela exprime, ao mesmo tempo, uma singularidade contra o geral, uma universalidade contra o particular, um notável contra o ordinário, uma instantaneidade contra a variação, uma eternidade contra a permanência. Sob todos os aspectos, a repetição é a transgressão. Ela põe a lei em questão, denuncia seu caráter nominal ou geral em benefício de uma realidade mais profunda e mais artística. Todavia, do ponto de vista da própria experimentação científica, parece difícil negar toda e qualquer relação da repetição com a lei. Devemos perguntar, porém, em que condições a experimentação assegura uma repetição. Os fenômenos da natureza produzem-se ao ar livre, sendo possível toda a inferência em vastos ciclos de semelhança: é neste sentido que tudo reage sobre tudo e que tudo se assemelha a tudo (semelhança do diverso consigo mesmo). Mas a experimentação constitui meios relativamente

A lei não permite a repetição, ela a constrange. Repetir é escapar à lei.

De novo, D. distingue a repetição submetida à lei e a repetição da natureza. D. ressalta que mesmo na natureza a repetição anda na contra-mão.

Tentando entender essas oposições (pela ordem): 1. a singularidade, uma das características da repetição, ao contrário, da particularidade,não pode ser reduzida à generalidade. 2. a universalidade do singular (ver parágrafo 3) contra a generalidade que abarca os particulares. Proclamar a universalidade do singular não significa abarcar os singulares sob uma categoria abrangente como faz a generalidade em relação aos particulares. Um particular pode ser generalizado; o singular só pode ser universalizado (ele é universalmente singular). 3. o notável, o extraordinário, aquilo que ocorre uma única vez, caracteriza a repetição, enquanto o ordinário caracteriza a generalidade. 4. a instantaneidade (acontece de repente, inesperadamente) da repetição opõe-se à variação (um mesmo que muda de aparência) da generalidade. 5. é eterno aquilo que não tem começo, nem fim, nem origem, nem finalidade (repetição); é permanente aquilo que se reproduz a partir de um modelo, de um princípio, etc. (o modelo lhe dá sua permanência). Comparar com a “eternidade” da repetição de Kierkegaard, mencionada na nota da tradutora argentina de A repetição (notas especiais).

circunstâncias são dadas, entãoEsta fórmula significa:

fechados, em que definimos um fenômeno em função de um pequeno número de fatores selecionados (dois, no mínimo, o espaço e o tempo, por exemplo, para o movimento de um corpo em geral no vazio). Assim, não há razão para nos interrogarmos sobre a aplicação das matemáticas à física: a física é imediatamente matemática, constituindo os fatores retidos ou os meios fechados sistemas de coordenadas geométricas. Nestas condições, o fenômeno aparece necessariamente como igual a uma certa correlação quantitativa entre fatores selecionados. Trata-se, pois, na experimentação, de substituir uma ordem de generalidade por outra: uma ordem de igualdade por uma ordem de semelhança. Desfazem-se as semelhanças para se descobrir uma igualdade que permita identificar um fenômeno nas condições particulares da experimentação. A repetição só aparece, aqui, na passagem de uma ordem de generalidade a outra, aflorando por ocasião desta passagem e graças a ela. Mas, ainda aí, corre-se o risco de tomar como uma diferença de grau o que difere por natureza, pois a generalidade só representa e supõe uma repetição hipotética: se as mesmas em totalidades semelhantes, poder-se-á sempre reter e selecionar fatores idênticos que representam o ser-igual do fenômeno. Assim procedendo, não nos damos conta, porém, daquilo que instaura a repetição, nem daquilo que há de categórico ou é de direito na repetição (o que é de direito é “n” vezes como potência de uma só vez, sem que haja necessidade de se passar por uma segunda, por uma terceira vez). Na sua essência, a repetição remete para uma potência singular que difere por natureza da generalidade, mesmo quando ela, para aparecer, se aproveita da passagem artificial de uma ordem geral a outra.

O erro “estóico” é esperar a repetição da lei da natureza. O sábio deve converter-se em virtuoso; o sonho de encontrar uma lei que torne possível a repetição passa para o lado da lei moral. Sempre uma tarefa a ser recomeçada, uma fidelidade a ser retomada numa vida quotidiana que se confunde com a reafirmação do Dever. Büchner faz Danton dizer: “É muito fastidioso vestir, inicialmente, uma camisa, depois, umas calças, e, à noite, ir para a cama e dela sair pela manhã, e colocar sempre um pé diante do outro. Há muito pouca esperança de que isso venha a mudar. É muito triste que milhões de pessoas tenham feito assim, que outros milhões venham a fazê-lo depois de nós e que, ainda por cima, sejamos constituídos por duas metades que fazem, ambas, a mesma coisa, de modo que tudo se produza duas vezes”. Mas de que serviria a lei moral se ela não santificasse a reiteração e, sobretudo, se ela não a tornasse possível, dando-nos um poder legislativo, de que nos exclui a lei da natureza? Acontece que o moralista apresenta as categorias do Bem e do Mal sob as seguintes espécies: todas as vezes que tentamos repetir segundo a natureza, como seres da natureza (repetição de um prazer, de um passado, de uma paixão), lançamo-nos numa tentativa demoníaca, à partida maldita, que só tem como saída o desespero ou o tédio. O Bem, pelo contrário, dar-nos-ia a possibilidade da repetição, do sucesso da repetição e da espiritualidade da repetição, porque dependeria de uma lei que já não seria a da natureza, mas a do dever, da qual só seríamos sujeitos se fôssemos legisladores, como seres morais. Aquilo a que Kant chama a mais alta prova, o que é senão a prova de pensamento que deve determinar o que pode ser reproduzido de direito, isto é, o que pode ser repetido sem contradição sob a forma da lei moral? O homem do dever

Georg Büchner (1813- 1837), dramaturgo alemão, escreveu A morte de Danton, tragédia que descreve a decepção de Danton com a Revolução Francesa.

virtude é uma vida vivida de acordo com a natureza. Uma vez que, para os estóicos, a natureza é racional e perfeita, a vida ética é uma vida vivida de acordo com a ordem racional das coisas.

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