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Primeira edição 31.08.2005

Válida a partir de 30.09.2005

Componentes cerâmicos Parte 1: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação — Terminologia e requisitos

Ceramic components Part 1: Hollow ceramic blocks for non load-bearing masonry – Terminology and requirements

Palavras-chave: Bloco cerâmico. Alvenaria. Parede. Edifício. Descriptors: Ceramic block. Masonry. Walls. Buildings.

ICS 01.060.20; 91.100.25

Número de referência

ABNT NBR 15270-1:2005 1 páginas

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Prefácioiv
1 Obje tivo1
2 Referências normativas1
3 Defini ções1
4 Requisi tos gerais5
4.1 Fabr icação5
4.2 Identi ficação5
4.3 Unidade de comercialização5
4.4 Característi cas visuais5
4.5 Característi cas geométricas5
4.5.1 Forma5
4.5.2 Dimensões de fabricação5
4.6 Determinação das características geométricas, físicas e mecânicas5
4.6.1 Característi cas geométricas5
4.6.2 Caracterís ticas físicas6
4.6.3 Car acterística mecânica6
5 Requisi tos específicos7
5.1 Tolerâncias dimensionais7
5.2 Espessura dos septos e paredes externas8
5.3 Desvio em relação ao esquadro (D)8
5.4 Planez a das faces ou flecha (F)8
5.5 Resistência à compressão (fb )8
5.6 Índice de Absorção dágua (A)8
6 Requisi tos especiais8
7 Inspeção9
7.1 Genera lidades9
7.2 Constituição dos lotes de fornecimento9
7.3 Inspeçã o geral9
7.4 Inspeção por ensaios9
8 Acei tação e rejeição10
8.1 Inspeçã o geral10
8.2 Inspeção por ensaios10
8.3 Aplicação da tabela 61
8.3.1 Na primeira amostragem1
8.3.2 Na segunda amostragem1

Sumário Página 8.4 Aplicação das tabelas 7, 8 e 9....................................................................................................................1

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

A ABNT NBR 15270-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Construção Civil (ABNT/CB-02), pela Comissão de Estudo de Componentes Cerâmicos (CE-02:101.01). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 12, de 30.12.2004, com o número de Projeto 02:101.01-002/1.

Esta Norma, sob o título geral “Componentes cerâmicos”, tem previsão de conter as seguintes partes: ― Parte 1: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação – Terminologia e requisitos

― Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural – Terminologia e requisitos

― Parte 3: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação e estrutural – Métodos de ensaio Esta Norma cancela e substitui as ABNT NBR 7171:1992 e ABNT NBR 8042:1992.

NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15270-1:2005

Componentes cerâmicos Parte 1: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação — Terminologia e requisitos

1 Objetivo

Esta parte da ABNT NBR 15270 define os termos e fixa os requisitos dimensionais, físicos e mecânicos exigíveis no recebimento de blocos cerâmicos de vedação a serem utilizados em obras de alvenaria de vedação, com ou sem revestimento.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta parte da ABNT NBR 15270. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

ABNT NBR 15270-2:2005 – Componentes cerâmicos – Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural – Terminologia e requisitos

ABNT NBR 15270-3:2005 – Componentes cerâmicos – Parte 3: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação – Métodos de ensaio

3 Definições

Para os efeitos desta parte da ABNT NBR 15270, aplicam-se as definições da ABNT NBR 15270-2 e as seguintes.

3.1 amostra: Conjunto de blocos retirado aleatoriamente de um lote para determinação de suas propriedades geométricas, físicas ou mecânicas.

3.2 área argamassada: Área da seção correspondente à área ocupada pela argamassa de assentamento.

3.3 área bruta (Ab): Área da seção de assentamento delimitada pelas arestas do bloco, sem desconto das áreas dos furos, quando houver.

3.4 área líquida (Aliq): Área da seção de assentamento, delimitada pelas arestas do bloco, com desconto das áreas dos furos, quando houver.

3.5 bloco cerâmico de vedação: Componente da alvenaria de vedação que possui furos prismáticos perpendiculares às faces que os contêm.

1 O bloco cerâmico para vedação é produzido para ser usado especificamente com furos na horizontal, como representado esquematicamente na figura 1.

2 Também pode ser produzido para utilização com furos na vertical, como representado esquematicamente na figura 2.

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3 Os blocos cerâmicos para vedação constituem as alvenarias externas ou internas que não têm a função de resistir a outras cargas verticais, além do peso da alvenaria da qual faz parte.

Figura 1 — Bloco cerâmico de vedação com furos na horizontal

Figura 2 — Bloco cerâmico de vedação com furos na vertical

NOTA As figuras 1 e 2 são ilustrativas quanto ao tipo e número de furos dos blocos.

cerâmicos, cujo comprimento é um múltiplo do módulo dimensional M menos 1 cm

3.6 bloco principal: Bloco mais usado na elevação das paredes, pertencente a uma família de blocos

3.7 bloco de amarração: Bloco com características que permitem a amarração das paredes entre si, sem interferir na modulação.

3.8 canaleta J: Componente com seção em forma de J, sem paredes transversais.

3.9 canaleta U: Componente com seção em forma de U, sem paredes transversais, que permite a construção de cintas de amarração, vergas e contravergas.

3.10 componentes complementares: Blocos ou outros componentes cerâmicos que integram as alvenarias com função específica.

3.1 contraprova: Corpos-de-prova da mesma amostra original, reservados para eventuais confirmações de resultados de ensaios.

3.12 corpo-de-prova: Exemplar do bloco principal, integrante da amostra, para ensaio.

3.13 desvio em relação ao esquadro (D): Ângulo formado entre o plano de assentamento do bloco e sua face. Fenômeno medido pela distância D, conforme indicado nas figuras 3 e 4.

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Figura 3 — Desvio em relação ao esquadro -

Representação esquemática em bloco com furos na horizontal

Figura 4 — Desvio em relação ao esquadro -

Representação esquemática em bloco com furos na vertical

3.14 dimensões efetivas: Valores dimensionais dos blocos obtidos segundo a ABNT NBR 15270-3.

3.15 módulo dimensional: O módulo dimensional é M = 10 cm. Podem ser usados também os submódulos M/2 ou M/4.

3.16 dimensões de fabricação: Valores da largura (L), altura (H) e comprimento (C), que identificam um bloco, correspondentes a múltiplos e submúltiplos do módulo dimensional M menos 1 cm.

NOTA Gravação obrigatória e na seqüência indicada (ver 4.2).

3.17 família de blocos cerâmicos: Conjunto de componentes necessários para a construção das alvenarias e suas amarrações, que tem como característica comum a mesma largura.

3.18 lote de fabricação: Conjunto de blocos do mesmo tipo, qualidade e marca, fabricados nas mesmas condições.

3.19 lote de fornecimento: Conjunto de blocos constituintes de um pedido, podendo ser entregue em vários carregamentos.

3.20 parede externa do bloco: Elemento laminar externo do bloco. 3.21 parede vazada do bloco: Parede composta por elementos laminares e vazados (ver figura 2).

3.2 planeza das faces ou flecha (F): Presença de concavidades ou convexidades, manifestada nas faces dos blocos. Fenômeno medido pela distância (F) conforme indicado nas figuras 5 a 8.

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Figura 5 — Planeza das faces - Representação esquemática de desvio côncavo em bloco com furos na horizontal

Figura 6 — Planeza das faces - Representação esquemática de desvio côncavo em bloco com furos na vertical

Figura 7 — Planeza das faces - Representação esquemática de desvio convexo em bloco com furos na horizontal

Figura 8 — Planeza das faces - Representação esquemática de desvio convexo em bloco com furos na vertical

3.23 ranhura: Friso na superfície das paredes externas ou dos septos.

3.24 rebarba: Material remanescente da operação de corte de um bloco, facilmente removível. 3.25 septo: Elemento laminar que divide os vazados do bloco.

3.26 variação dimensional: Diferença entre os valores das dimensões de fabricação e efetiva, obtida de medições individuais, segundo a ABNT NBR 15270-3.

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4 Requisitos gerais

4.1 Fabricação

O bloco cerâmico de vedação deve ser fabricado por conformação plástica de matéria-prima argilosa, contendo ou não aditivos, e queimado a elevadas temperaturas.

4.2 Identificação

O bloco cerâmico de vedação deve trazer, obrigatoriamente, gravado em uma das suas faces externas, a identificação do fabricante e do bloco, em baixo relevo ou reentrância, com caracteres de no mínimo 5 m de altura, sem que prejudique o seu uso.

Nessa inscrição deve constar no mínimo o seguinte: a) identificação da empresa; b) dimensões de fabricação em centímetros, na seqüência largura (L), altura (H) e comprimento (C), na forma (L x H x C), podendo ser suprimida a inscrição da unidade de medida em centímetros.

4.3 Unidade de comercialização Para fins de comercialização, a unidade é o milheiro.

4.4 Características visuais

4.4.1 O bloco cerâmico de vedação não deve apresentar defeitos sistemáticos, tais como quebras, superfícies irregulares ou deformações que impeçam o seu emprego na função especificada.

4.4.2 As características visuais do bloco cerâmico face-à-vista devem atender aos critérios de avaliação da aparência especificados.

4.5 Características geométricas

4.5.1 Forma

O bloco de vedação deve possuir a forma de um prisma reto, sendo sua geometria indicada esquematicamente conforme indicado nas figuras 1 e 2.

NOTA As figuras são ilustrativas quanto ao tipo e furos dos blocos.

4.5.2 Dimensões de fabricação As dimensões de fabricação dos blocos de vedação são as indicadas na tabela 1.

4.6 Determinação das características geométricas, físicas e mecânicas

4.6.1 Características geométricas As características geométricas do bloco cerâmico de vedação são as seguintes: a) medidas das faces – dimensões efetivas; b) espessura dos septos e paredes externas dos blocos;

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6 ©ABNT 2005 - Todos os direitos reservados c) desvio em relação ao esquadro (D); d) planeza das faces (F); e) área bruta (Ab).

As determinações das características geométricas dos blocos cerâmicos de vedação devem seguir os ensaios da ABNT NBR 15270-3.

4.6.2 Características físicas As características físicas dos blocos cerâmicos de vedação são as seguintes:

a) massa seca (ms); b) índice de absorção d’água (A).

As determinações das características físicas dos blocos cerâmicos de vedação devem seguir os ensaios da ABNT NBR 15270-3.

4.6.3 Característica mecânica

A característica mecânica dos blocos cerâmicos de vedação é a resistência à compressão individual (fb). A determinação da resistência à compressão individual deve seguir o ensaio da ABNT NBR 15270-3.

Tabela 1 — Dimensões de fabricação de blocos cerâmicos de vedação

Dimensões de fabricação cm

Comprimento (C)

Dimensões L x H x C

Módulo Dimensional

M = 10 cm Largura (L) Altura (H) Bloco principal 1/2 Bloco

(1) M x (1) M x (2) M 19 9

(1) M x (1) M x (5/2) M 9 24 1,5

(1) M x (3/2) M x (2) M 19 9 (1) M x (3/2) M x (5/2) M 24 1,5

(1) M x (3/2) M x (3) M 14 29 14

(1) M x (2) M x (2) M 19 9 (1) M x (2) M x (5/2) M 24 1,5 (1) M x (2) M x (3) M 29 14 (1) M x (2) M x (4) M

39 19 (5/4) M x (5/4) M x (5/2) M 1,5 24 1,5 (5/4) M x(3/2) M x (5/2) M 14 24 1,5 (5/4) M x (2) M x (2) M 19 9 (5/4) M x (2) M x (5/2) M 24 1,5 (5/4) M x (2) M x (3) M

(5/4) M x (2) M x (4) M 39 19

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Tabela 1 (conclusão)

Dimensões de fabricação cm

Comprimento (C)

Dimensões L x H x C

Módulo Dimensional

M = 10 cm Largura (L) Altura (H) Bloco principal 1/2 Bloco

(3/2) M x (2) M x (2) M 19 9 (3/2) M x (2) M x (5/2) M 24 1,5 (3/2) M x (2) M x (3) M 29 14

(3/2) M x (2) M x (4) M 14 19 39 19

(2) M x (2) M x (2) M 19 9 (2) M x (2) M x (5/2) M 24 1,5 (2) M x (2) M x (3) M 29 14

(2) M x (2) M x (4) M 19 19 39 19

(5/2) M x (5/2) M x (5/2) M24 1,5 (5/2) M x (5/2) M x (3) M 29 14

(5/2) M x (5/2) M x (4) M 24 24 39 19

NOTA Os blocos com largura de 6,5 cm e altura de 19 cm serão admitidos excepcionalmente, somente em funções secundárias (como em “shafts” ou pequenos enchimentos) e respaldados por projeto com identificação do responsável técnico

5 Requisitos específicos

5.1 Tolerâncias dimensionais

As tolerâncias dimensionais relacionadas às medições individuais são as indicadas na tabela 2. As tolerâncias dimensionais relacionadas à média são as indicadas na tabela 3.

Tabela 2 — Tolerâncias dimensionais individuais relacionadas à dimensão efetiva

Grandezas controladas Tolerância individual m

Largura (L)

Altura (H) Comprimento (C) ± 5

NOTA Grandezas controladas conforme tabela 7.

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Tabela 3 — Tolerâncias dimensionais relacionadas à média das dimensões efetivas

Grandezas controladas Tolerância m

Largura (L)

Altura (H) Comprimento (C) ± 3

5.2 Espessura dos septos e paredes externas

A espessura dos septos dos blocos cerâmicos de vedação deve ser no mínimo 6 m e a das paredes externas no mínimo 7 m.

NOTA Caso o bloco apresente ranhuras, a medição deve ser feita no interior destas.

5.3 Desvio em relação ao esquadro (D) O desvio em relação ao esquadro deve ser no máximo 3 m.

5.4 Planeza das faces ou flecha (F) A flecha deve ser no máximo 3 m.

5.5 Resistência à compressão (fb )

A resistência à compressão dos blocos cerâmicos de vedação, calculada na área bruta, deve atender aos valores mínimos indicados na tabela 4.

Tabela 4 — Resistência à compressão (fb)

Posição dos furos fb

Para blocos usados com furos na horizontal (figura 1) ≥ 1,5

Para blocos usados com furos na vertical (figura 2) ≥ 3,0 NOTA Ver anexo C da ABNT NBR 15270-3:2005.

5.6 Índice de Absorção d´água (A) O índice de absorção d´água não deve ser inferior a 8% nem superior a 2%.

6 Requisitos especiais

Em situações especiais, o anexo D da ABNT NBR 15270-3:2005 apresenta informações para a decisão da execução de outros eventuais ensaios.

Estes ensaios podem secundar necessidades específicas e exigências particulares em situações especiais.

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7 Inspeção

7.1 Generalidades O local de aplicação das inspeções deve ser previamente acertado entre fornecedor e comprador.

7.2 Constituição dos lotes de fornecimento

O lote de fabricação deve ter no máximo 100 0 blocos. Todo lote de fabricação pode ser dividido em lotes de fornecimento de até 100 0 blocos ou fração, conforme 7.3 e 7.4.

7.3 Inspeção geral

Para execução da inspeção geral adota-se amostragem simples para 4.2 e adota-se dupla amostragem para 4.4, de acordo com a tabela 5, sendo os lotes de fornecimento constituídos de acordo com disposto em 7.2.

As exigências quanto aos aspectos visuais devem ser verificadas na amostragem, considerando 4.2 e 4.4.

Tabela 5 — Número de blocos dos lotes e da amostragem

Número de blocos Lotes 1ª amostragem ou amostragem simples

2ª amostragem Verificações

1 0 a 100 0 13 13 4.2

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