estação tratamento agua2

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Figura 1.3 – Esquema Ilustrativo da Interação entre Meio Ambiente, Tecnologias de Tratamento e Comunidade

A conservação da bacia hidrográfica, com a conseqüente proteção dos mananciais, é sem dúvida o método mais eficaz para assegurar a qualidade da água destinada ao consumo humano. Para impedir os riscos de poluição e contaminação, pelo ser humano ou por animais, devem ser evitados lançamentos de despejos líquidos que contenham organismos patogênicos e substâncias tóxicas e disciplinar o desenvolvimento de atividades agrícolas que exigem emprego de agrotóxicos e/ou de fertilizantes que possuem nutrientes. Estes últimos são carreados para os corpos d’água por escoamento superficial ou sub-superficial, favorecendo florescimentos algais e causando outros inconvenientes para a operação de sistemas de tratamento.

As algas podem comprometer seriamente o desempenho de qualquer tipo de tecnologia de tratamento e requerer a redução da vazão afluente ou até mesmo a interrupção do tratamento. Com o monitoramento de nutrientes em um lago e seu controle, seja eliminando parcial ou totalmente o acesso de água pluvial superficial e de água subterrânea contaminadas ou lançamentos diretos de despejos líquidos domésticos ou industriais, seja aplicando sulfato de cobre, é evitada ou atenuada a ocorrência de florescimentos algais.

No Brasil, a partir de janeiro de 1992, entrou em vigor a Portaria no 36/GM de 19/01/1 990 do Ministério da Saúde, intitulada "Normas e Padrões de Potabilidade das Águas Destinadas ao Consumo Humano", cujas características e os limites permitidos são apresentados a seguir.

Características Físicas e Organolépticas

As características físicas e organolépticas e os valores máximos permissíveis são apresentados na Tabela 1.2.

Tabela 1.2 - Características Físicas e Organolépticas CARACTERÍSTICA VALOR MÁXIMO PERMISSÍVEL (VMP)

Cor Aparente (uC) 5 (*)

Turbidez (uT) 1 (**)

Odor Não Objetável

Sabor Não Objetável

(*) valor máximo permissível para a água entrando no sistema de distribuição; um valor de até 15 uC é permitido em pontos da rede de distribuição; (**) valor máximo permissível para a água entrando no sistema de distribuição; um valor de até 5 uT é permitido em pontos da rede de distribuição se for comprovado que a desinfecção não será comprometida por esse valor maior.

Características Químicas

Nas Tabelas 1.3, 1.4 e 1.5 são apresentadas as características químicas e os valores máximos permissíveis, tendo sido considerados, respectivamente, três grupos: componentes inorgânicos que afetam a saúde do ser humano; componentes que afetam a qualidade organoléptica; componentes orgânicos que afetam a saúde do ser humano.

Na Portaria 36/GM é recomendado que: a) o valor do pH da água potável se situe no intervalo de 6,5 a 8,5; b) a concentração mínima de cloro residual livre em qualquer ponto da rede de distribuição seja de 0,2 mg/L; c) a água potável não apresente qualquer das substâncias relacionadas na Tabela 1.6, em teores que lhe confiram odor característico; d) O número mínimo de amostras e a frequência mínima de amostragem para análise das características físicas, organolépticas e químicas da água distribuída à população, na saída da estação de tratamento e na rede de distribuição, em função da população abastecida, sejam aquelas da Tabela 1.7.

Tabela 1.3 - Componentes Químicos Inorgânicos que Afetam a Saúde do Ser Humano

Arsênio (mg/L) 0,05

Bário (mg/L) 1,0 Cádmio (mg/L) 0,005 Chumbo (mg/L) 0,05 Cianetos (mg/L) 0,1

Cromo Total (mg/L) 0,05

Fluoretos (mg/L F) t = 10,0 a 12,1 oC t = 12,2 a 14,6 oC t = 14,7 a 17,7 oC t = 17,8 a 21,4 oC t = 21,5 a 26,3 oC

0,9 a 1,7 (1,2) 0,8 a 1,5 (1,1) 0,8 a 1,3 (1,0) 0,7 a 1,2 (0,9) 0,7 a 1,0 (0,8) 0,6 a 0,8 (0,7)

Mercúrio (mg/L) 0,001

Nitratos (mg/L N) 10,0

Prata (mg/L) 0,05

Selênio (mg/L) 0,01 t : média anual das temperaturas máximas diárias do ar ; valor de F entre parênteses : desejável

Tabela 1.4 - Componentes Químicos que Afetam a Qualidade Organoléptica CARACTERÍSTICA VALOR MÁXIMO PERMISSÍVEL

Alumínio (mg/L Al) 0,2

Agentes Tenso-ativos (mg/L) 0,2

Cloretos (mg/L) 250 Cobre (mg/L) 1

Dureza Total (mg/L CaCO3) 500

Ferro Total (mg/L Fe) 0,3

Manganês (mg/L) 0,1 Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L) 1 0

Sulfatos (mg/L SO4-) 400 Zinco (mg/L) 5,0

Tabela 1.5 - Componentes Químicos Orgânicos que Afetam a Saúde do Ser Humano CARACTERÍSTICA VALOR MÁXIMO PERMISSÍVEL (μg/L)

Aldrin e Dieldrin 0,03 Benzeno 10

Benzo-a-pireno 0,01

Clordano (total de isômeros) 0,03 DDT (total) 1,0

Endrin 0,2

Heptacloro + Heptacloro Epóxido 0,1

Hexaclorobenzeno 0,01 Lindano (gama HCH) 3,0

Metoxicloro 30

Pentaclorofenol 10 Tetracloreto de Carbono 3,0

Tetracloroeteno 10

Toxafeno 5,0 Tricloroetano 30

Trihalometanos 100 (*) 1,1 Dicloroeteno 0,3 1,2 Dicloroetano 10 2,4 D 100

2,4,6 Triclorofenol 10 (**)

(*) sujeito a revisão em função de estudos toxicológicos em andamento; a remoção ou prevenção não deverá prejudicar a eficiência da desinfecção

(**) concentração limiar de odor igual a 0,1 μg/L

Tabela 1.6 - Limites de Substâncias que Conferem Odor à Água Potável SUBSTÂNCIA VALOR MÁXIMO PERMISSÍVEL

Clorobenzenos (mg/L) 0,1 a 0,3 Clorofenóis e Fenóis (μg/L) 0,1

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